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Brasil Império: Escravidão

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Brasil Império: Escravidão

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Brasil Império: Escravidão

  1. Tráfico Negreiro

    • Com a abolição da escravização indígena, os portugueses passaram a fazer o tráfico atlântico de escravos africanos.
    • O decreto que proibiu o tráfico negreiro foi a Lei Eusébio de Queiroz (1850), devido a pressão inglesa.
      • Esta lei teve como consequência o aumento do preço dos escravizados e a intensificação do tráfico interno de escravizados dentro do território brasileiro.
    • Africanos eram forçados a se separar de suas tribos, para evitar chance de fuga. Além disso, a viagem até o Brasil era de situação precária, fazendo com que muitos escravos morressem no caminho.
    • No Brasil, esse número pode chegar a quase 5 milhões de africanos, ou seja, a colônia Portuguesa recebeu a maior porcentagem de escravos africanos, número muito superior que os Estados Unidos, as ilhas do Caribe e demais colônias americanas
    • Em 1845, o parlamento inglês aprovou a chamada Lei Bill Aberdeen (em inglês, Aberdeen Act), que concedia à Marinha Real Britânica poderes de apreensão de qualquer navio envolvido no tráfico negreiro em qualquer parte do mundo. Como consequência da pressão inglesa, em 1831 foi promulgada a primeira lei que proibia o tráfico transatlântico de escravizados para o Brasil.
  2. Quilombos e Resistência

    • Os quilombos eram locais de refúgio de escravos africanos e afrodescendentes em todo continente americano.
    • Revoltas importantes
      • Revolta dos Malês (1835): Ocorreu em Salvador, Bahia. Foi um levante de escravos em sua maioria de origem muçulmana que planejavam matar brancos e libertar companheiros islâmico, também desejavam liberdade religiosa. Foi provavelmente a revolta escrava mais importante do Brasil.
      • Revolta de Carrancas (1833): Ocorreu em Minas Gerais, os escravos desejavam liberdade e posse das fazendas. O levante foi na Fazenda de Bella Cruz e se alastrou, os revoltosos mataram os proprietários e libertaram companheiros. As forças armadas interviram e prenderam os protestantes.
    • Essas fugas de escravos das fazendas aumentaram muito, a partir de 1886, quando foram proibidos, pela Câmara Geral, a pena de açoite nos escravos. Os escravos, passaram, então, a fugir das fazendas sem o medo de, se recapturados, serem açoitados.
  3. Abolição da Escravatura

    • Lei Áurea
      • Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinou a lei Áurea que aboliu a escravidão no Brasil..
      • O número de escravos havia diminuído muito nas décadas anteriores à abolição da escravatura devido à abolição do tráfico de escravos, em 1850:às frequentes epidemias de varíola ocorridas no século XIX; à Guerra do Paraguai e a Lei do Ventre Livre.
      • Foram libertados, pela Lei Áurea, um total de escravos que não chegou a um milhão de pessoas, para uma população total de quinze milhões de brasileiros..
      • Vale ressaltar que, apesar de a Lei Áurea ter posto fim à exploração da mão de obra escrava no Brasil, persistem, ainda hoje, no país, algumas formas contemporâneas de escravidão, mantidas de forma ilegal.
      • Lei Áurea teve efeitos distintos. Por um lado, não foi capaz de garantir direitos aos ex-escravos, permitindo a marginalização social do negro. Por outro, não satisfez os latifundiários, que não receberam indenizações por seus escravos.
      • Alguns pesquisadores recentes da historiografia brasileira têm outro ponto de vista sobre a abolição da escravatura e sobre a Lei Áurea. Afirmam eles que a abolição teria sido fruto de um estado semi-insurrecional que ameaçava a ordem imperial e escravista.
    • A partir de certo momento no século XIX ocorreu o início de pressões para a libertação dos escravos, a começar pela lei do ventre livre
      • Em 1871, foi promulgada a Lei do Ventre Livre, a partir da qual toda criança nascida de mãe escravizada seria considerada automaticamente livre.
    • Em 1885, é promulgada a Lei dos Sexagenários, a partir da qual todo escravizado com mais de 65 anos seria considerado livre.
    • O Brasil foi o último país a abolir a escravidão no continente americano.
    • Durante o longo processo de discussão das leis abolicionistas, a opinião pública e a classe política se dividiram entre os que eram totalmente favoráveis à abolição, os que eram contrários e um terceiro grupo intermediário que queria uma "abolição gradativa" para não haver uma imediata crise na lavoura por falta de mão de obra.
  4. Senhor-Escravo

    • Apenas 4,5% dos senhores de engenho tinham mais de 20 escravos e só 1% tinha mais de 60 escravos. A maioria deles era de classe baixa, que não conseguia comprar muitos cativos e que tinha que trabalhar lado a lado com seus escravos para garantir o sustento da família.
    • Para o senhor de engenho a compra de escravos significava um gasto de dinheiro e, logo, não desejava perdê-los. Além disso, a perda de um escravo significava um declínio da atividade no engenho.
    • De acordo com alguns historiadores, os escravos que trabalhavam na Casa Grande - denominados ladinos - ás vezes recebiam melhor tratamento. Os escravos chamados "boçais", recém-chegados da África, eram normalmente utilizados nos trabalhos da lavoura.
    • Os senhores de engenho têm sobre o escravo todos os direitos: impõem-lhe local de residência, impõem-lhe profissão, impõem a religião, permitem ou não permitem que constitua família
    • Havia senhores que engravidavam as escravas e vendiam os seus próprios filhos.
  5. Plantations e a escravidão

    • A escravidão foi preponderante nas fazendas de café durante quase todo o século XIX. Escravos eram quase todos destinados a apenas duas áreas, Brasil e Cuba, com o intuito de trabalhar em prol do comércio.
  6. Cotidiano do escravo

    • Os escravizados trabalhavam nos mais diferenciados ofícios como carpinteiros, sapateiros, pedreiros, cortadores de cana, carneadores nas charqueadas e trabalhos domésticos. Não é possível generalizar o trabalho nos cafezais nos engenhos de açúcar para o resto do país
    • Os escravos eram proibidos de causar qualquer tipo de ofensa ou agressão ao patrão e aos companheiros. A punição era com acoites ou, na maioria dos casos, com a pena de morte. A pena de açoite para o escravo só foi abolida por lei imperial de 1885.
      • Eram castigados com violência quando não cumpriam ordens, erravam no trabalho ou tentavam fugir.
    • Trabalhavam em todas as etapas da produção do açúcar, desde o plantio até a fabricação do açúcar nos engenhos.
      • Eram comuns, principalmente nas cidades maiores, os escravos de ganho. Estes tinham a liberdade de executar serviços ou vender mercadorias (doces, por exemplo) nas ruas. Porém, a maior parte dos lucros destas atividades deveriam ser entregues aos seus proprietários.
    • Os filhos dos escravos trabalhavam desde muito cedo. Por volta dos oito anos já eram obrigados a executar trabalhos.
  7. Legado

    • A preocupação de conservar sua identidade cultural os levou a criar maneiras de manter seus costumes vivos. O choque entre a cultura brasileira e a cultura africana – e suas limitações quanto à prática – deu origem às mais variadas formas de manifestação através da música, dança, língua e culinária.
    • Desde a culinária, onde se verificam o vatapá, o caruru e chegando até a língua portuguesa, é impossível não perceber a influência da cultura dos povos que foram escravizados no Brasil.
    • A capoeira é uma expressão cultural Afro-brasileira que mistura luta, dança, cultura popular e música. Desenvolvida no Brasil por escravos africanos e seus descendentes, Uma característica que a distingue da maioria das outras artes marciais é o fato de ser acompanhada por música.
    • Os ritmos latinos – exceto salsa e tango – nasceram da mistura de danças herdadas da Europa e da África.A música conguesa ofereceu as bases do que hoje conhecemos como samba.
    • Ao chegarem aqui, os escravos de várias regiões traziam consigo várias crenças que afetaram a esfera religiosa brasileira fazendo com que essas fossem miscigenadas com nossa cultura.
      • O candomblé chegou ao Brasil entre os séculos XVI e XIX com o tráfico de escravos negros da África Ocidental. Sofreu grande repressão dos colonizadores portugueses, que o consideravam feitiçaria.
      • Umbanda - Religião brasileira nascida no Rio de Janeiro, nos anos 20, da mistura de crenças e rituais africanos e europeus.A umbanda considera o universo povoado de entidades espirituais, os guias, que entram em contato com os homens por intermédio de um iniciado (o médium), que os incorpora.
    • O Carnaval e o Frevo têm origem africanas.
  8. A escravidão durou três séculos,(1550 até 1888).

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Feito por Maria Luiza Lima.
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