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Imunologia Sp.1

MARINA GUERRIERO MORATA Portugiesisch

Imunologia Sp.1

Inhalt der Mindmap

Imunologia Sp.1

  1. Lesão celular

    • Incapacidade de se adaptar, quando ultrapassa o limite de adaptação
    • Lesão reversível: leve e transitória
      • Nos estágios iniciais ou nas formas leves de lesão, as alterações morfológicas e funcionais são reversíveis, se o estímulo nocivo for removido.
        • Os principais marcos da lesão reversível são a redução da fosforilação oxidativa (isquemia), com consequente depleção do armazenamento de energia na forma de trifosfato de adenosina (ATP), e tumefação celular (inchaço, aumento de volume) causada por alterações da concentração de íons e influxo de água + alterações na mitocôndrias e citoesqueleto
          • A tumefação celular surge quando as células se tornam incapazes de manter a homeostase hidroeletrolítica e é resultante da falência das bombas de íons dependentes de energia na membrana plasmática. A degeneração gordurosa ocorre na lesão hipóxica e em várias formas de lesão metabólica ou tóxica. Ela é manifestada pelo surgimento de vacúolos lipídicos no citoplasma.
            • Quando a tumefação afeta muitas células, provoca certa palidez, aumento do turgor e aumento do peso do órgão.
          • glicólise anaeróbica = produção de ácido lático, deixando a célula mais ácida, isso diminui a atividade de enzimas celulares
          • A mitocôndria pode ser danificada por aumentos de Ca2+ citosólico devido à alteração de íons
            • O dano mitocondrial frequentemente resulta na formação de um canal de alta condutância na membrana mitocondrial, chamado de poro de transição de permeabilidade mitocondrial. A abertura desse canal de condutância leva à perda do potencial de membrana mitocondrial, resultando em falha na fosforilação oxidativa e na depleção progressiva do ATP
              • irreversível, levando a necrose
              • mitocôndrias danificadas liberam proteínas indutoras da apoptose, as caspases
                • apoptose
            • O aumento do cálcio citosólico ativa diversas enzimas, com efeitos potencialmente deletérios sobre a célula.
      • alterações ultraestruturais: Alterações da membrana plasmática, como formação de bolhas, apagamento e perda das microvilosidades. 2. Alterações mitocondriais, que incluem tumefação e o aparecimento de pequenas densidades amorfas. 3. Dilatação do retículo endoplasmático, com destacamento dos polissomas; figuras de mielina intracitoplasmáticas podem estar presentes. 4. Alterações nucleares, com desagregação dos elementos granulares e fibrilares.
    • Lesão irreversível: intensa e progressiva
      • Necrose
        • morte celular resultante de danos às membranas celulares e perda da homeostase dos íons.
          • Quando a lesão das membranas é grave, as enzimas lisossômicas entram no citoplasma e digerem a célula
            • Conteúdos celulares também são perdidos, através da membrana plasmática lesada, para o espaço extracelular, onde despertam uma reação no hospedeiro (inflamação)
        • inflamação
        • sempre patológico
      • apoptose
        • morte celular
          • cálcio depositado nos sítios de morte celular, gerando calcificação patológica.
        • uma forma de morte celular caracterizada pela dissolução nuclear, fragmentação da célula sem perda completa da integridade da membrana, e rápida remoção dos restos celulares.
          • sem inflamação
            • Como o conteúdo celular não é perdido, ao contrário da necrose, não existe reação inflamatória.
        • um processo altamente regulado, dirigido por uma série de vias genéticas
        • Via extrínseca : Esta via é iniciada pela ativação de receptores de morte na membrana plasmática em diversas células.
          • A via mitocondrial (via intrínseca) é o principal mecanismo de apoptose em todas as células dos mamíferos. Ela ocorre pelo aumento da permeabilidade da membrana mitocondrial externa com a consequente libertação de moléculas indutoras de morte (pró-apoptóticas) do espaço intermembrana mitocondrial para o citoplasma. As mitocôndrias são organelas notáveis por conterem proteínas, tais como o citocromo c, marca o início da apoptose
      • Dois fenômenos caracterizam consistentemente a irreversibilidade — a incapacidade de reverter a disfunção mitocondrial (perda de fosforilação oxidativa e de geração de ATP), mesmo após o término da agressão original, e alterações profundas na função da membrana
    • Estímulo lesivo
      • causas de lesão (agressores) :
        • Privação de oxigênio: hipóxia devido à isquemia, insuficiência respiratória e problema no transporte de O2
        • Agentes físicos: Traumas mecânicos, extremos de temperatura, alteração de pressão, choque elétrico, radiação
        • Agentes químicos (drogas): perturbações do equilíbrio eletrolítico da célula (excesso de glicose, sal), poluentes do ar e do ambiente, inseticidas e herbicidas, drogas sociais e terapêuticas, venenos
        • Agentes infecciosos : de vírus até tênias
        • Reações imunológicas: Reações lesivas aos autoantígenos endógenos são responsáveis por várias doenças autoimunes.
        • Defeitos genéticos: Os defeitos genéticos causam lesão celular devido à deficiência de proteínas funcionais, como os defeitos enzimáticos dos erros inatos do metabolismo ou o acúmulo de DNA danificado ou de proteínas anormalmente dobradas, ambos disparando a morte celular quando são irreparáveis
        • Desequilíbrio nutricional
  2. adaptação celular

    • estresse
    • autofagia: A autofagia (“comer a si próprio”) é o processo no qual as células privadas de alimento digerem seus próprios componentes na tentativa de reduzir a demanda nutricional igualando-a ao fornecimento.
    • alterações reversíveis no tamanho, número, fenótipo, atividade metabólica ou funções das células, em resposta a modificações em seu meio ambiente
      • tipos de adaptações:
        • hipertrofia: aumento do tamanho das células que resulta no aumento do tamanho do órgão afetado
          • O tamanho aumentado das células é devido à síntese e à incorporação de novos componentes estruturais intracelulares.
            • é causada pelo aumento da demanda funcional ou por estimulação de hormônios e fatores de crescimento.
              • No coração, o estímulo para a hipertrofia é geralmente uma sobrecarga hemodinâmica crônica, devido ou à hipertensão arterial ou a valvas deficientes.
                • o excesso de hipertrofia do coração gera alterações regressivas das fibras miocárdicas, levando a lise celular, ou seja, morte dos miócitos. Resultado: insuficiência cardíaca
                  • exemplo de adaptação ao estresse que levou a lesão e morte celular
              • aumento do útero na gravidez
              • mecanismo de hipertrofia:
                • sensores mecânicos, fatores de crescimento, agentes vasoativos
                  • Sensores mecânicos parecem ser os principais desencadeadores da hipertrofia fisiológica, e os agonistas e os fatores de crescimento são mais importantes nos estados patológicos.
                    • ativam vias de transdução de sinal:
                      • via bioquímica: via do fosfoinositídeo 3-cinase (mais na fisiológica)
                      • via bioquímica: via de sinalização em cascata da proteína G ligada a receptores (induzida por muitos fatores de crescimento e agentes vasoativos e considerada como sendo mais importante na hipertrofia patológica)
                        • ativam fatores de transcrição
                          • Esses fatores de transcrição trabalham coordenadamente para aumentar a síntese das proteínas musculares que são responsáveis pela hipertrofia.
          • Hipertrofia ocorre principalmente no músculos esqueléticos e cardíacos
        • hiperplasia: um aumento no número de células em um órgão ou tecido
          • em células que conseguem se dividir
            • pode ser patológico ou fisiológico
              • fisiológica devido à ação de hormônios ou fatores do crescimento
                • para aumentar a capacidade fisiológica do órgão
                  • A maioria das formas de hiperplasia patológica é causada pela ação excessiva ou inapropriada de hormônios ou fatores de crescimento sobre suas células-alvo.
                    • ex: os vírus produzem fatores que interferem com as proteínas do hospedeiro que regulam a proliferação celular ( papiloma vírus )
        • Atrofia: redução do tamanho de um órgão ou tecido que resulta da diminuição do tamanho e do número de células
          • fisiológica ou patológica
            • ex : A diminuição do tamanho do útero, que ocorre logo após o parto, é uma outra forma de atrofia fisiológica.
              • causa de atrofia patológica: Redução da carga de trabalho (atrofia de desuso)
                • ex: Com o desuso mais prolongado, as fibras musculares esqueléticas diminuem em número (devido à apoptose), bem como em tamanho
                • Perda da inervação (atrofia por denervação)
                • Diminuição do suprimento sanguíneo.
                • Nutrição inadequada ( ex: (marasmo) está associada ao uso das proteínas do músculo esquelético como fonte de energia
                • Perda da estimulação endócrina
                • Compressão: A compressão tecidual por um certo período de tempo pode causar atrofia. Ex: Um tumor benigno em crescimento pode causar atrofia nos tecidos normais circundantes.
                • No início do processo, as células e tecidos atróficos têm sua função diminuída, mas a morte celular é mínima. Entretanto, a atrofia causada por redução gradual do suprimento sanguíneo pode progredir até o ponto no qual as células são irreversivelmente lesadas e morrem, frequentemente por apoptose.
                  • Mecanismo da atrofia:
                    • A atrofia resulta da diminuição da síntese proteica e do aumento da degradação das proteínas nas células. A síntese de proteínas diminui em função da atividade metabólica reduzida.
        • metaplasia: uma alteração reversível na qual um tipo celular diferenciado (epitelial ou mesenquimal) é substituído por outro tipo celular.
          • Ex: irritação crônica do trato respiratório: alteração do epitélío para escamoso
            • Mecanismo da metaplasia:
              • A metaplasia não resulta de uma alteração no fenótipo de um tipo celular já diferenciado; ao contrário, ela é o resultado de uma reprogramação de células-tronco que sabidamente existem nos tecidos normais ou de células mesenquimais indiferenciadas presentes no tecido conjuntivo.
                • A diferenciação de células tronco para uma linhagem particular é provocada por sinais gerados por citocinas, fatores de crescimento e componentes da matriz extracelular presentes no ambiente celular.
  3. Processo inflamatório agudo

    • A inflamação é uma reação tecidual que rapidamente envia mediadores da defesa do hospedeiro – células e proteínas circulantes – às localizações onde eles são necessários, os locais de infecção e dano ao tecido.
    • Etapas:
      • Vasodilatação e permeabilidade dos vasos aumentada:
        • os vasos sanguíneos se dilatam para reduzir o fluxo sanguíneo e, ao aumentar sua permeabilidade, permitem que proteínas circulatórias selecionadas entrem no local da infecção ou do tecido lesado
          • O deslocamento de fluidos, proteínas e células sanguíneas do sistema vascular para dentro do tecido intersticial ou das cavidades corporais é conhecido como exsudação. A vasodilatação é induzida pela ação de vários mediadores, sobretudo a histamina, nos músculos lisos vasculares.
        • A perda de fluido e o diâmetro aumentado do vaso levam a fluxo sanguíneo mais lento, concentração de hemácias em pequenos vasos e aumento de viscosidade do sangue. Essas alterações resultam na obstrução dos pequenos vasos com hemácias se movimentando lentamente, uma condição denominada estase, que é vista como congestão vascular e vermelhidão localizada do tecido envolvido
          • À medida que a estase se desenvolve, os leucócitos sanguíneos, principalmente os neutrófilos, se acumulam ao longo do endotélio vascular.
        • Permeabilidade vascular: A contração das células endoteliais resultando no aumento dos espaços interendoteliais é o mecanismo mais comum de extravasamento. É deflagrada por histamina, bradicinina, leucotrienos e outros mediadores químicos. É chamada resposta transitória imediata.
          • Aumento no transporte de fluidos e proteínas, denominado de transcitose, através da célula endotelial
        • Sistema cinina : vasoativo
          • Bradicinina: dilatador de vasos pela liberação de NO e aumenta a permeabilidade
      • Recrutamento de fagócitos:
        • o fluxo sanguíneo torna-se mais lento (estase), as condições hemodinâmicas mudam (a tensão de cisalhamento na parede do vaso diminui) e mais leucócitos assumem posição periférica ao longo da superfície endotelial = marginação
          • Os neutrófilos e os monócitos migram para os locais de infecção extravascular ou dano tecidual ligando-se às moléculas de adesão endotelial e em resposta a estímulos quimioatrativos produzidos por células teciduais em resposta a PAMP e DAMP
            • Os macrófagos que encontram os microrganismos nos locais de infecção produzem citocinas (p. ex., fator de necrose tumoral (TNF) e interleucina-1 [IL- 1]) que ativam as células endoteliais das vênulas próximas a produzir selectinas, ligantes para as integrinas e para secretar quimiocinas. As selectinas são intermediárias na fraca ligação ao endotélio e no rolamento dos neutrófilos; as integrinas estimulam a forte adesão dos neutrófilos; e as quimiocinas ativam os neutrófilos, estimulando sua migração por meio do endotélio para o local da infecção.
              • A migração dos leucócitos através do endotélio, chamada de transmigração ou diapedese. A transmigração dos leucócitos ocorre principalmente nas vênulas pós-capilares. As quimiocinas agem nos leucócitos que se aderem e estimulam as células a migrar através dos espaços interendoteliais em direção ao gradiente de concentração química
      • Quimiotaxia:
        • Após a diapedese, os leucócitos migram para o local de lesão por meio de um gradiente químico gerado por mediadores produzidos durante a inflamação
          • Mediadores
            • produtos bacterianos, componentes do sistema complemento (C5a e C3a), via das lipoxigenase, leucotrieno, citocinas (quimiocinas).
              • Esses quimiotáticos se ligam a receptores de proteína G nos leucócitos
                • ativam moléculas efetoras que levam a aumentar o cálcio nos leucócitos + ativação de enzimas que vão polimerizar a actina e resultar na movimentação dos leucócitos
              • Sistema complemento
                • glicoproteínas plasmáticas produzidas no fígado, macrófagos e fibroblastos
                • 3 vias de ativação desse sistema: clássica, alternativa e lectinas ligadoras de manose(MBL)
                  • a ativação dessas vias serve para quebrar as proteínas desse sistema em fragmentos que vão formar o complexo de ataque à membrana (MAC), que promove a lise osmótica da célula. Além disso, esses fragmentos contribuem para o desenvolvimento da resposta inflamatória
                    • Esses fragmentos contribuem para a resposta inflamatória: mudando a permeabilidade vascular; ativação de macrófagos, mastócitos e neutrófilos; estimula a motilidade e adesão dos neutrófilos ao foco inflamatório; intensificam o processo de fagocitose
                • regulado por proteínas solúveis circulantes e acopladas à membrana celular
              • citocinas pró-inflamatórias: IL-1, TNF-α, IL-6 e IL-18, mais universais na resposta inata,
            • Mediadores lipídicos
              • Lipídeos de membranas são fontes importantes de mediadores extracelulares ou de mensageiros intracelulares
                • Na membrana plasmática: Fosfolipases (A, C, D) hidrolisam fosfolipídeos da membrana e liberam ácido araquidônico, que origina: (1) prostaglandinas; (2) leucotrienos; (3) lipoxinas; (4) precursores do fator ativador de plaquetas.
                  • Prostaglandinas
                    • Por ação de ciclo-oxigenases (COX) do citosol , o ácido araquidônico origina uma série de prostaglandinas (PG),
                    • efeitos: aumenta a permeabilidade dos vasos, vasodilatadora
                  • Leucotrienos
                    • Leucotrienos originam-se da ação de lipo-oxigenases (LO) sobre o ácido araquidônico
                      • Leucotrienos são quimiotáticos potentes, aumentam a permeabilidade vascular, causam vasodilatação e contraem a musculatura lisa do intestino e dos brônquios.
                  • Lipoxinas
                    • As lipoxinas (LX) originam-se também do ácido araquidônico e são produzidas pela associação de duas células (síntese transcelular); essa via envolve duas lipo-oxigenações:
                      • Lipoxinas têm efeito anti-inflamatório e são potentes inibidoras da síntese de leucotrienos e PAF em fagócitos, inibindo também a aderência e a migração de leucócitos
                      • A síntese de lipoxinas é influenciada por citocinas: IL-4 e IL-13, com ação anti-inflamatória
                  • Fator ativador de plaquetas
                    • O fator ativador de plaquetas (PAF) origina-se de uma lisolecitina da membrana plasmática, da qual um ácido graxo (geralmente o ácido araquidônico) é substituído por um radical acetil.
                    • Além de atuar em plaquetas, PAF é potente vasodilatador arteriolar, aumenta a permeabilidade vascular e induz contração da musculatura lisa do intestino e dos brônquios
            • Aminas vasoativas
              • Histamina e serotonina são as principais aminas com papel na reação inflamatória. Histamina é encontrada sobretudo em mastócitos
                • Liberação de histamina se dá por agente físico, por fragmentos do componente e citocinas
      • Regeneração
        • Sistema plasmina
          • um ativador desse sistema promove a conversão de plasmogênio em plasmina.
            • Plasmina: ativa enzimas que remodela o colágeno, promove a angiogênese
        • Quimiocinas, citocinas e fatores de crescimento liberados pelos tecidos inflamados, em especial pelas células do exsudato, orquestram os fenômenos de reparação, em paralelo com os fenômenos resolutivos
      • (1) irritação (que inclui o reconhecimento de alarminas e a liberação de mediadores); (2) modificações vasculares locais; (3) exsudação plasmática e celular; (4) lesões degenerativas e necróticas; (5) eventos que terminam ou resolvem o processo; (6) fenômenos reparativos
      • Fagocitose
      • Resolução de inflamação
        • certos mediadores (p. ex., bradicinina, PGE2 e substância P) originam estímulos aferentes para o sistema nervoso central, no qual provocam sensação de dor e geram estímulos eferentes antiálgicos, representados especialmente por endorfinas, que também têm efeito anti-inflamatório, pois inibem a atividade de linfócitos e de fagócitos
          • As citocinas IL-1, TNF-α, IL-6, IFN-γ, embora com ação pró-inflamatória por seus efeitos locais, são as substâncias que induzem as principais respostas sistêmicas com ação anti-inflamatória, após atuarem no fígado e no sistema nervoso central
            • no fígado, as antiproteases inibem o sistema complemento e cininas
    • Suas principais características são a exsudação de fluido e proteínas plasmáticas (edema) e a emigração de leucócitos, predominantemente neutrófilos (também chamados de leucócitos polimorfonucleares).
    • Mastócitos: agem como mediadores vasoativo ( histamina e serotonina); são fonte de mediadores de reação lenta como os leucotrienos e prostaglandinas
  4. Anti-inflamatórios

    • esteroidais
      • glicocorticoides e ação de mineral corticóides
        • mecanismos:
          • (1) estabilizam membranas, diminuindo a fagocitose e a exocitose dos fagócitos; (2) reduzem a permeabilidade vascular e a ativação de células endoteliais, bloqueando parcialmente a expressão de moléculas de adesão; (3) têm ação antifibrogênica
          • transrepresão: diminuição na produção de citocinas pró-inflamatórias como interleucinas, prostaglandinas, fator de necrose tumoral
          • Transativação: a molécula esteroidal penetra no núcleo da célula , no qual se liga a certa regiões promotoras do gene, induzindo a síntese de anti-inflamatórios e proteínas que agem no metabolismo sistêmico (gliconeogênese)
            • esse mecanismo pode gerar efeitos adversos relacionado ao medicamento
        • devido a ação de mineralcorticoide pode ter como efeito adverso a alteração na PA
    • não esteroidais
      • interferem na síntese de prostaglandinas e leucotrienos e são excelentes bloqueadores da dor e do edema inflamatório, mas com menor ação na exsudação celular.
        • inibidores da COX-1 e inibidores da COX-2; estes últimos são muito potentes por inibirem a COX-2 induzida em macrófagos. Os inibidores da síntese de leucotrienos ou de seus receptores são utilizados como anti-inflamatórios em inflamações alérgicas, principalmente na asma.
      • efeitos adversos
        • doses excessivas pode causar hepatotoxidade
        • lesão estomacal, renal, duodenal, aumento da PA e problemas cardíacos
          • COX-1 é uma enzima presente nas células gástricas e é responsável pela produção de prostaglandinas citoprotetoras
        • está relacionado com a inibição das COXs
        • aumenta o risco de sangramento, pois esse medicamento previne a agregação plaquetária por evitar a produção de tromboxanos
          • pacientes com hemofilia não devem usar esses medicamentos
        • Pode gerar broncoconstrição ( asmáticos devem evitar ). Isso ocorre pois os AINEs bloqueiam a via da COX e isso pode desencadear uma maior ativação da via lipoxigenase que produz leucotrienos (broncoconstrição)
  5. Defesas inatas e adquiridas

    • imunidade Inata
      • Proteção inicial
        • estando preparada para bloquear a entrada de microrganismos e eliminar rapidamente aqueles que conseguem entrar nos tecidos do hospedeiro
          • Mediadores importantes:
            • Barreiras epiteliais, Fagócitos, Células dendríticas, Células NK, Sistema Complemento
              • Microrganismo atravessa a barreira epitelial e tem contato com os fagócitos
                • Neutrófilos e macrófagos
                  • Fazem a fagocitose desses microrganismo por meio de vesículas
                  • Fagócitos possuem receptores para identificar bactérias, cél. lesionadas e vírus:
                    • Receptores LPS: para lipopolissacarídeo bacteriano
                      • Receptores que reconhecem manoses terminais, que são típicos de bactérias
                        • receptores de reconhecimento de padrões.
                    • Moléculas microbianas que estimulam esses receptores
                      • padrões moleculares associados ao patógeno
                    • moléculas que são liberadas das células danificadas ou necróticas
                      • padrões moleculares associados ao dano (DAMP)
                        • servem para eliminar as células danificadas e para iniciar os processos de reparo tecidual
                • Macrófagos e cél. dendríticas que identificaram os microrganismo liberam citocinas
              • Os mastócitos podem ser ativados por produtos microbianos ligando-se aos TLR, como parte da imunidade inata
                • Os mastócitos também sintetizam e secretam mediadores lipídicos (p. ex., prostaglandinas) e citocinas, que estimulam a inflamação
              • Células NK: reconhecem células infectadas e estressadas e respondem destruindo essas células e produzindo uma citocina que ativa os macrófagos, o IFN-γ
                • NK: ativa enzimas nas cél infectadas que induzem apoptose
            • Barreiras epiteliais:As células epiteliais também produzem antibióticos peptídicos, chamados defensinas e catelicidinas, que destroem as bactérias. Além disso, o epitélio contém linfócitos chamados de linfócitos T intraepiteliais + barreira física
            • Os dois tipos de fagócitos circulantes, os neutrófilos e os monócitos, são células sanguíneas recrutadas para locais de infecção. Aumento na produção de neutrófilos pela medula óssea. A produção de neutrófilos é estimulada pelas citocinas
            • Os monócitos que entram nos tecidos extravasculares diferenciam-se em células chamadas macrófagos, que, diferentemente dos neutrófilos, sobrevivem por longos períodos nesses locais.
              • Os macrófagos desempenham vários papéis importantes na defesa do hospedeiro – eles produzem citocinas que iniciam e regulam a inflamação, ingerem e destroem microrganismos, além de limpar tecidos mortos e iniciar o processo de reparação tecidual.
      • Principais consequências a imunidade inata é a inflamação aguda e defesa antiviral
        • Inflamação aguda:
          • que é induzida por citocinas e outras moléculas e serve para trazer leucócitos e proteínas plasmáticas ao local de infecção ou lesão
            • . Essas células e proteínas atuam em conjunto para matar, sobretudo, microrganismos extracelulares e para eliminar tecidos danificados
            • Citocinas: elas iniciam a inflamação e estimulam as respostas imunes adquiridas
              • Na imunidade inata, as principais fontes de citocinas são as células dendríticas e os macrófagos ativados pelo reconhecimento de microrganismos
                • Citocina que possui estrutura molecular definida = interleucina
                  • O fator de necrose tumoral (TNF), a interleucina-1 (IL-1) e as quimiocinas (citocinas quimioatrativas) são as principais citocinas envolvidas no recrutamento de neutrófilos no sangue e monócitos aos locais de infecção. O TNF e a IL-1 também têm efeitos sistêmicos, incluindo a indução da febre pela atuação no hipotálamo, e, assim como a IL-6, eles estimulam células do fígado a produzirem diversas proteínas chamadas reagentes de fase aguda, como a proteína C-reativa e o fibrinogênio, que contribuem para o extermínio microbiano.
    • Imunidade adquirida
      • defesa mais especializada e eficaz, se desenvolve mais lentamente
        • requer a expansão e a diferenciação de linfócitos em resposta a microrganismos antes que ela possa oferecer uma defesa eficaz, isto é, ela se adapta à presença dos invasores microbianos
          • mediadores: linfócitos, anticorpos
      • Imunidade celular
        • Linfócitos T
      • Imunidade Humoral
        • Linfócitos B
          • Anticorpos
      • Inflamação crônica
  6. Células do sistema imunológico:

    • Células apresentadoras de antígenos (APC) : localizadas no epitélio que capturam os antígenos, transportam-nos para os tecidos linfoides periféricos e os expõem (apresentam) aos linfócitos.
      • Células dendríticas são uma APC : As células dendríticas capturam os antígenos proteicos dos patógenos que entram através do epitélio, transportando-os para os linfonodos regionais, onde apresentam porções do antígeno para serem reconhecidos pelos linfócitos T
        • Células efetoras:
          • são as células que eliminam os microrganismos
            • Leucócitos e linfócitos
              • eliminação dos patógenos: Leucócitos = Macrófagos e granulócitos
                • Macrófagos:
                  • Vias de ativação:
                    • Via clássica :
                      • A ativação clássica de macrófagos é induzida por sinais imunológicos inatos, como aqueles dos TLR, e pela citocina IFN-y
                        • estão envolvidos na destruição de micróbios e na ativação da inflamação
                    • Via Alternativa:
                      • A ativação alternativa de macrófagos ocorre na ausência de sinais fortes do TLR e é induzida pelas citocinas IL-4 e IL-13
                        • esses macrófagos, chamados M2, parecem ser mais importantes para a reparação tecidual e para o controle da inflamação.
    • Células apresentadoras de antígenos:
      • Ex: Células dendríticas
        • essas cél. fazem uma ponte importante entre imunidade inata e adquirida
    • Receptores nessas células:
      • receptores tipo Toll (TLR)
        • Os sinais gerados pela ligação dos receptores tipo Toll ativam fatores de transcrição que estimulam a produção de genes que codificam citocinas, enzimas e outras proteínas envolvidas nas funções antimicrobianas dos fagócitos ativados e das outras células.
      • Receptores de reconhecimento de padrões:
      • receptores tipo NOD (NLR)
        • detectam DAMP(danos) e PAMP(patógenos) no citoplasma
        • detecta a presença de produtos microbianos; substâncias que indicam dano e morte celulares, incluindo o trifosfato de adenosina (ATP) liberado, cristais de ácido úrico derivados de ácidos nucleicos e alterações no íon potássio intracelular (K+); e substâncias endógenas que são depositadas em células e tecidos em quantidades excessivas (p. ex., cristais de colesterol, ácidos graxos livres).
          • o NLRP-3 oligomeriza-se com uma proteína adaptadora e uma (pró) forma inativa da enzima caspase-1. Uma vez recrutada, a caspase-1 é ativada e cliva uma forma precursora da citocina interleucina-1β (IL-1β) para gerar a IL-1β biologicamente ativa. A IL-1 induz inflamação aguda e causa febre
            • Esse complexo citosólico de NLRP-3 (o sensor), um adaptador, e a caspase-1 é conhecido como inflamassoma.
              • Inflamassoma

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Informationen

Beschreibung
Mindmap am Imunologia Sp.1, erstellt von MARINA GUERRIERO MORATA am 20/09/2020.
Erstellt von
MARINA GUERRIERO MORATA · Sep 2020
Aktualisiert
23 Sep 2020
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