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Imunologia Sp.1

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Imunologia Sp.1
Lesão celular
- Incapacidade de se adaptar, quando ultrapassa o limite de adaptação
- Lesão reversível: leve e transitória
- Nos estágios iniciais ou nas formas leves de lesão, as alterações morfológicas e funcionais são reversíveis, se o estímulo nocivo for removido.
- Os principais marcos da lesão reversível são a redução da fosforilação oxidativa (isquemia), com consequente depleção do armazenamento de energia na forma de trifosfato de adenosina (ATP), e tumefação celular (inchaço, aumento de volume) causada por alterações da concentração de íons e influxo de água + alterações na mitocôndrias e citoesqueleto
- A tumefação celular surge quando as células se tornam incapazes de manter a homeostase hidroeletrolítica e é resultante da falência das bombas de íons dependentes de energia na membrana plasmática. A degeneração gordurosa ocorre na lesão hipóxica e em várias formas de lesão metabólica ou tóxica. Ela é manifestada pelo surgimento de vacúolos lipídicos no citoplasma.
- Quando a tumefação afeta muitas células, provoca certa palidez, aumento do turgor e aumento do peso do órgão.
- glicólise anaeróbica = produção de ácido lático, deixando a célula mais ácida, isso diminui a atividade de enzimas celulares
- A mitocôndria pode ser danificada por aumentos de Ca2+ citosólico devido à alteração de íons
- O dano mitocondrial frequentemente resulta na formação de um canal de alta condutância na membrana mitocondrial, chamado de poro de transição de permeabilidade mitocondrial. A abertura desse canal de condutância leva à perda do potencial de membrana mitocondrial, resultando em falha na fosforilação oxidativa e na depleção progressiva do ATP
- irreversível, levando a necrose
- mitocôndrias danificadas liberam proteínas indutoras da apoptose, as caspases
- apoptose
- O aumento do cálcio citosólico ativa diversas enzimas, com efeitos potencialmente deletérios sobre a célula.
- O dano mitocondrial frequentemente resulta na formação de um canal de alta condutância na membrana mitocondrial, chamado de poro de transição de permeabilidade mitocondrial. A abertura desse canal de condutância leva à perda do potencial de membrana mitocondrial, resultando em falha na fosforilação oxidativa e na depleção progressiva do ATP
- A tumefação celular surge quando as células se tornam incapazes de manter a homeostase hidroeletrolítica e é resultante da falência das bombas de íons dependentes de energia na membrana plasmática. A degeneração gordurosa ocorre na lesão hipóxica e em várias formas de lesão metabólica ou tóxica. Ela é manifestada pelo surgimento de vacúolos lipídicos no citoplasma.
- Os principais marcos da lesão reversível são a redução da fosforilação oxidativa (isquemia), com consequente depleção do armazenamento de energia na forma de trifosfato de adenosina (ATP), e tumefação celular (inchaço, aumento de volume) causada por alterações da concentração de íons e influxo de água + alterações na mitocôndrias e citoesqueleto
- alterações ultraestruturais: Alterações da membrana plasmática, como formação de bolhas, apagamento e perda das microvilosidades. 2. Alterações mitocondriais, que incluem tumefação e o aparecimento de pequenas densidades amorfas. 3. Dilatação do retículo endoplasmático, com destacamento dos polissomas; figuras de mielina intracitoplasmáticas podem estar presentes. 4. Alterações nucleares, com desagregação dos elementos granulares e fibrilares.
- Nos estágios iniciais ou nas formas leves de lesão, as alterações morfológicas e funcionais são reversíveis, se o estímulo nocivo for removido.
- Lesão irreversível: intensa e progressiva
- Necrose
- morte celular resultante de danos às membranas celulares e perda da homeostase dos íons.
- Quando a lesão das membranas é grave, as enzimas lisossômicas entram no citoplasma e digerem a célula
- Conteúdos celulares também são perdidos, através da membrana plasmática lesada, para o espaço extracelular, onde despertam uma reação no hospedeiro (inflamação)
- Quando a lesão das membranas é grave, as enzimas lisossômicas entram no citoplasma e digerem a célula
- inflamação
- sempre patológico
- morte celular resultante de danos às membranas celulares e perda da homeostase dos íons.
- apoptose
- morte celular
- cálcio depositado nos sítios de morte celular, gerando calcificação patológica.
- uma forma de morte celular caracterizada pela dissolução nuclear, fragmentação da célula sem perda completa da integridade da membrana, e rápida remoção dos restos celulares.
- sem inflamação
- Como o conteúdo celular não é perdido, ao contrário da necrose, não existe reação inflamatória.
- sem inflamação
- um processo altamente regulado, dirigido por uma série de vias genéticas
- Via extrínseca : Esta via é iniciada pela ativação de receptores de morte na membrana plasmática em diversas células.
- A via mitocondrial (via intrínseca) é o principal mecanismo de apoptose em todas as células dos mamíferos. Ela ocorre pelo aumento da permeabilidade da membrana mitocondrial externa com a consequente libertação de moléculas indutoras de morte (pró-apoptóticas) do espaço intermembrana mitocondrial para o citoplasma. As mitocôndrias são organelas notáveis por conterem proteínas, tais como o citocromo c, marca o início da apoptose
- morte celular
- Dois fenômenos caracterizam consistentemente a irreversibilidade — a incapacidade de reverter a disfunção mitocondrial (perda de fosforilação oxidativa e de geração de ATP), mesmo após o término da agressão original, e alterações profundas na função da membrana
- Necrose
- Estímulo lesivo
- causas de lesão (agressores) :
- Privação de oxigênio: hipóxia devido à isquemia, insuficiência respiratória e problema no transporte de O2
- Agentes físicos: Traumas mecânicos, extremos de temperatura, alteração de pressão, choque elétrico, radiação
- Agentes químicos (drogas): perturbações do equilíbrio eletrolítico da célula (excesso de glicose, sal), poluentes do ar e do ambiente, inseticidas e herbicidas, drogas sociais e terapêuticas, venenos
- Agentes infecciosos : de vírus até tênias
- Reações imunológicas: Reações lesivas aos autoantígenos endógenos são responsáveis por várias doenças autoimunes.
- Defeitos genéticos: Os defeitos genéticos causam lesão celular devido à deficiência de proteínas funcionais, como os defeitos enzimáticos dos erros inatos do metabolismo ou o acúmulo de DNA danificado ou de proteínas anormalmente dobradas, ambos disparando a morte celular quando são irreparáveis
- Desequilíbrio nutricional
- causas de lesão (agressores) :
adaptação celular
- estresse
- autofagia: A autofagia (“comer a si próprio”) é o processo no qual as células privadas de alimento digerem seus próprios componentes na tentativa de reduzir a demanda nutricional igualando-a ao fornecimento.
- alterações reversíveis no tamanho, número, fenótipo, atividade metabólica ou funções das células, em resposta a modificações em seu meio ambiente
- tipos de adaptações:
- hipertrofia: aumento do tamanho das células que resulta no aumento do tamanho do órgão afetado
- O tamanho aumentado das células é devido à síntese e à incorporação de novos componentes estruturais intracelulares.
- é causada pelo aumento da demanda funcional ou por estimulação de hormônios e fatores de crescimento.
- No coração, o estímulo para a hipertrofia é geralmente uma sobrecarga hemodinâmica crônica, devido ou à hipertensão arterial ou a valvas deficientes.
- o excesso de hipertrofia do coração gera alterações regressivas das fibras miocárdicas, levando a lise celular, ou seja, morte dos miócitos. Resultado: insuficiência cardíaca
- exemplo de adaptação ao estresse que levou a lesão e morte celular
- o excesso de hipertrofia do coração gera alterações regressivas das fibras miocárdicas, levando a lise celular, ou seja, morte dos miócitos. Resultado: insuficiência cardíaca
- aumento do útero na gravidez
- mecanismo de hipertrofia:
- sensores mecânicos, fatores de crescimento, agentes vasoativos
- Sensores mecânicos parecem ser os principais desencadeadores da hipertrofia fisiológica, e os agonistas e os fatores de crescimento são mais importantes nos estados patológicos.
- ativam vias de transdução de sinal:
- via bioquímica: via do fosfoinositídeo 3-cinase (mais na fisiológica)
- via bioquímica: via de sinalização em cascata da proteína G ligada a receptores (induzida por muitos fatores de crescimento e agentes vasoativos e considerada como sendo mais importante na hipertrofia patológica)
- ativam fatores de transcrição
- Esses fatores de transcrição trabalham coordenadamente para aumentar a síntese das proteínas musculares que são responsáveis pela hipertrofia.
- ativam fatores de transcrição
- ativam vias de transdução de sinal:
- Sensores mecânicos parecem ser os principais desencadeadores da hipertrofia fisiológica, e os agonistas e os fatores de crescimento são mais importantes nos estados patológicos.
- sensores mecânicos, fatores de crescimento, agentes vasoativos
- No coração, o estímulo para a hipertrofia é geralmente uma sobrecarga hemodinâmica crônica, devido ou à hipertensão arterial ou a valvas deficientes.
- é causada pelo aumento da demanda funcional ou por estimulação de hormônios e fatores de crescimento.
- Hipertrofia ocorre principalmente no músculos esqueléticos e cardíacos
- O tamanho aumentado das células é devido à síntese e à incorporação de novos componentes estruturais intracelulares.
- hiperplasia: um aumento no número de células em um órgão ou tecido
- em células que conseguem se dividir
- pode ser patológico ou fisiológico
- fisiológica devido à ação de hormônios ou fatores do crescimento
- para aumentar a capacidade fisiológica do órgão
- A maioria das formas de hiperplasia patológica é causada pela ação excessiva ou inapropriada de hormônios ou fatores de crescimento sobre suas células-alvo.
- ex: os vírus produzem fatores que interferem com as proteínas do hospedeiro que regulam a proliferação celular ( papiloma vírus )
- A maioria das formas de hiperplasia patológica é causada pela ação excessiva ou inapropriada de hormônios ou fatores de crescimento sobre suas células-alvo.
- para aumentar a capacidade fisiológica do órgão
- fisiológica devido à ação de hormônios ou fatores do crescimento
- pode ser patológico ou fisiológico
- em células que conseguem se dividir
- Atrofia: redução do tamanho de um órgão ou tecido que resulta da diminuição do tamanho e do número de células
- fisiológica ou patológica
- ex : A diminuição do tamanho do útero, que ocorre logo após o parto, é uma outra forma de atrofia fisiológica.
- causa de atrofia patológica: Redução da carga de trabalho (atrofia de desuso)
- ex: Com o desuso mais prolongado, as fibras musculares esqueléticas diminuem em número (devido à apoptose), bem como em tamanho
- Perda da inervação (atrofia por denervação)
- Diminuição do suprimento sanguíneo.
- Nutrição inadequada ( ex: (marasmo) está associada ao uso das proteínas do músculo esquelético como fonte de energia
- Perda da estimulação endócrina
- Compressão: A compressão tecidual por um certo período de tempo pode causar atrofia. Ex: Um tumor benigno em crescimento pode causar atrofia nos tecidos normais circundantes.
- No início do processo, as células e tecidos atróficos têm sua função diminuída, mas a morte celular é mínima. Entretanto, a atrofia causada por redução gradual do suprimento sanguíneo pode progredir até o ponto no qual as células são irreversivelmente lesadas e morrem, frequentemente por apoptose.
- Mecanismo da atrofia:
- A atrofia resulta da diminuição da síntese proteica e do aumento da degradação das proteínas nas células. A síntese de proteínas diminui em função da atividade metabólica reduzida.
- Mecanismo da atrofia:
- causa de atrofia patológica: Redução da carga de trabalho (atrofia de desuso)
- ex : A diminuição do tamanho do útero, que ocorre logo após o parto, é uma outra forma de atrofia fisiológica.
- fisiológica ou patológica
- metaplasia: uma alteração reversível na qual um tipo celular diferenciado (epitelial ou mesenquimal) é substituído por outro tipo celular.
- Ex: irritação crônica do trato respiratório: alteração do epitélío para escamoso
- Mecanismo da metaplasia:
- A metaplasia não resulta de uma alteração no fenótipo de um tipo celular já diferenciado; ao contrário, ela é o resultado de uma reprogramação de células-tronco que sabidamente existem nos tecidos normais ou de células mesenquimais indiferenciadas presentes no tecido conjuntivo.
- A diferenciação de células tronco para uma linhagem particular é provocada por sinais gerados por citocinas, fatores de crescimento e componentes da matriz extracelular presentes no ambiente celular.
- A metaplasia não resulta de uma alteração no fenótipo de um tipo celular já diferenciado; ao contrário, ela é o resultado de uma reprogramação de células-tronco que sabidamente existem nos tecidos normais ou de células mesenquimais indiferenciadas presentes no tecido conjuntivo.
- Mecanismo da metaplasia:
- Ex: irritação crônica do trato respiratório: alteração do epitélío para escamoso
- hipertrofia: aumento do tamanho das células que resulta no aumento do tamanho do órgão afetado
- tipos de adaptações:
Processo inflamatório agudo
- A inflamação é uma reação tecidual que rapidamente envia mediadores da defesa do hospedeiro – células e proteínas circulantes – às localizações onde eles são necessários, os locais de infecção e dano ao tecido.
- Etapas:
- Vasodilatação e permeabilidade dos vasos aumentada:
- os vasos sanguíneos se dilatam para reduzir o fluxo sanguíneo e, ao aumentar sua permeabilidade, permitem que proteínas circulatórias selecionadas entrem no local da infecção ou do tecido lesado
- O deslocamento de fluidos, proteínas e células sanguíneas do sistema vascular para dentro do tecido intersticial ou das cavidades corporais é conhecido como exsudação. A vasodilatação é induzida pela ação de vários mediadores, sobretudo a histamina, nos músculos lisos vasculares.
- A perda de fluido e o diâmetro aumentado do vaso levam a fluxo sanguíneo mais lento, concentração de hemácias em pequenos vasos e aumento de viscosidade do sangue. Essas alterações resultam na obstrução dos pequenos vasos com hemácias se movimentando lentamente, uma condição denominada estase, que é vista como congestão vascular e vermelhidão localizada do tecido envolvido
- À medida que a estase se desenvolve, os leucócitos sanguíneos, principalmente os neutrófilos, se acumulam ao longo do endotélio vascular.
- Permeabilidade vascular: A contração das células endoteliais resultando no aumento dos espaços interendoteliais é o mecanismo mais comum de extravasamento. É deflagrada por histamina, bradicinina, leucotrienos e outros mediadores químicos. É chamada resposta transitória imediata.
- Aumento no transporte de fluidos e proteínas, denominado de transcitose, através da célula endotelial
- Sistema cinina : vasoativo
- Bradicinina: dilatador de vasos pela liberação de NO e aumenta a permeabilidade
- os vasos sanguíneos se dilatam para reduzir o fluxo sanguíneo e, ao aumentar sua permeabilidade, permitem que proteínas circulatórias selecionadas entrem no local da infecção ou do tecido lesado
- Recrutamento de fagócitos:
- o fluxo sanguíneo torna-se mais lento (estase), as condições hemodinâmicas mudam (a tensão de cisalhamento na parede do vaso diminui) e mais leucócitos assumem posição periférica ao longo da superfície endotelial = marginação
- Os neutrófilos e os monócitos migram para os locais de infecção extravascular ou dano tecidual ligando-se às moléculas de adesão endotelial e em resposta a estímulos quimioatrativos produzidos por células teciduais em resposta a PAMP e DAMP
- Os macrófagos que encontram os microrganismos nos locais de infecção produzem citocinas (p. ex., fator de necrose tumoral (TNF) e interleucina-1 [IL- 1]) que ativam as células endoteliais das vênulas próximas a produzir selectinas, ligantes para as integrinas e para secretar quimiocinas. As selectinas são intermediárias na fraca ligação ao endotélio e no rolamento dos neutrófilos; as integrinas estimulam a forte adesão dos neutrófilos; e as quimiocinas ativam os neutrófilos, estimulando sua migração por meio do endotélio para o local da infecção.
- A migração dos leucócitos através do endotélio, chamada de transmigração ou diapedese. A transmigração dos leucócitos ocorre principalmente nas vênulas pós-capilares. As quimiocinas agem nos leucócitos que se aderem e estimulam as células a migrar através dos espaços interendoteliais em direção ao gradiente de concentração química
- Os macrófagos que encontram os microrganismos nos locais de infecção produzem citocinas (p. ex., fator de necrose tumoral (TNF) e interleucina-1 [IL- 1]) que ativam as células endoteliais das vênulas próximas a produzir selectinas, ligantes para as integrinas e para secretar quimiocinas. As selectinas são intermediárias na fraca ligação ao endotélio e no rolamento dos neutrófilos; as integrinas estimulam a forte adesão dos neutrófilos; e as quimiocinas ativam os neutrófilos, estimulando sua migração por meio do endotélio para o local da infecção.
- Os neutrófilos e os monócitos migram para os locais de infecção extravascular ou dano tecidual ligando-se às moléculas de adesão endotelial e em resposta a estímulos quimioatrativos produzidos por células teciduais em resposta a PAMP e DAMP
- o fluxo sanguíneo torna-se mais lento (estase), as condições hemodinâmicas mudam (a tensão de cisalhamento na parede do vaso diminui) e mais leucócitos assumem posição periférica ao longo da superfície endotelial = marginação
- Quimiotaxia:
- Após a diapedese, os leucócitos migram para o local de lesão por meio de um gradiente químico gerado por mediadores produzidos durante a inflamação
- Mediadores
- produtos bacterianos, componentes do sistema complemento (C5a e C3a), via das lipoxigenase, leucotrieno, citocinas (quimiocinas).
- Esses quimiotáticos se ligam a receptores de proteína G nos leucócitos
- ativam moléculas efetoras que levam a aumentar o cálcio nos leucócitos + ativação de enzimas que vão polimerizar a actina e resultar na movimentação dos leucócitos
- Sistema complemento
- glicoproteínas plasmáticas produzidas no fígado, macrófagos e fibroblastos
- 3 vias de ativação desse sistema: clássica, alternativa e lectinas ligadoras de manose(MBL)
- a ativação dessas vias serve para quebrar as proteínas desse sistema em fragmentos que vão formar o complexo de ataque à membrana (MAC), que promove a lise osmótica da célula. Além disso, esses fragmentos contribuem para o desenvolvimento da resposta inflamatória
- Esses fragmentos contribuem para a resposta inflamatória: mudando a permeabilidade vascular; ativação de macrófagos, mastócitos e neutrófilos; estimula a motilidade e adesão dos neutrófilos ao foco inflamatório; intensificam o processo de fagocitose
- a ativação dessas vias serve para quebrar as proteínas desse sistema em fragmentos que vão formar o complexo de ataque à membrana (MAC), que promove a lise osmótica da célula. Além disso, esses fragmentos contribuem para o desenvolvimento da resposta inflamatória
- regulado por proteínas solúveis circulantes e acopladas à membrana celular
- citocinas pró-inflamatórias: IL-1, TNF-α, IL-6 e IL-18, mais universais na resposta inata,
- Esses quimiotáticos se ligam a receptores de proteína G nos leucócitos
- Mediadores lipídicos
- Lipídeos de membranas são fontes importantes de mediadores extracelulares ou de mensageiros intracelulares
- Na membrana plasmática: Fosfolipases (A, C, D) hidrolisam fosfolipídeos da membrana e liberam ácido araquidônico, que origina: (1) prostaglandinas; (2) leucotrienos; (3) lipoxinas; (4) precursores do fator ativador de plaquetas.
- Prostaglandinas
- Por ação de ciclo-oxigenases (COX) do citosol , o ácido araquidônico origina uma série de prostaglandinas (PG),
- efeitos: aumenta a permeabilidade dos vasos, vasodilatadora
- Leucotrienos
- Leucotrienos originam-se da ação de lipo-oxigenases (LO) sobre o ácido araquidônico
- Leucotrienos são quimiotáticos potentes, aumentam a permeabilidade vascular, causam vasodilatação e contraem a musculatura lisa do intestino e dos brônquios.
- Leucotrienos originam-se da ação de lipo-oxigenases (LO) sobre o ácido araquidônico
- Lipoxinas
- As lipoxinas (LX) originam-se também do ácido araquidônico e são produzidas pela associação de duas células (síntese transcelular); essa via envolve duas lipo-oxigenações:
- Lipoxinas têm efeito anti-inflamatório e são potentes inibidoras da síntese de leucotrienos e PAF em fagócitos, inibindo também a aderência e a migração de leucócitos
- A síntese de lipoxinas é influenciada por citocinas: IL-4 e IL-13, com ação anti-inflamatória
- As lipoxinas (LX) originam-se também do ácido araquidônico e são produzidas pela associação de duas células (síntese transcelular); essa via envolve duas lipo-oxigenações:
- Fator ativador de plaquetas
- O fator ativador de plaquetas (PAF) origina-se de uma lisolecitina da membrana plasmática, da qual um ácido graxo (geralmente o ácido araquidônico) é substituído por um radical acetil.
- Além de atuar em plaquetas, PAF é potente vasodilatador arteriolar, aumenta a permeabilidade vascular e induz contração da musculatura lisa do intestino e dos brônquios
- Prostaglandinas
- Na membrana plasmática: Fosfolipases (A, C, D) hidrolisam fosfolipídeos da membrana e liberam ácido araquidônico, que origina: (1) prostaglandinas; (2) leucotrienos; (3) lipoxinas; (4) precursores do fator ativador de plaquetas.
- Lipídeos de membranas são fontes importantes de mediadores extracelulares ou de mensageiros intracelulares
- Aminas vasoativas
- Histamina e serotonina são as principais aminas com papel na reação inflamatória. Histamina é encontrada sobretudo em mastócitos
- Liberação de histamina se dá por agente físico, por fragmentos do componente e citocinas
- Histamina e serotonina são as principais aminas com papel na reação inflamatória. Histamina é encontrada sobretudo em mastócitos
- produtos bacterianos, componentes do sistema complemento (C5a e C3a), via das lipoxigenase, leucotrieno, citocinas (quimiocinas).
- Mediadores
- Após a diapedese, os leucócitos migram para o local de lesão por meio de um gradiente químico gerado por mediadores produzidos durante a inflamação
- Regeneração
- Sistema plasmina
- um ativador desse sistema promove a conversão de plasmogênio em plasmina.
- Plasmina: ativa enzimas que remodela o colágeno, promove a angiogênese
- um ativador desse sistema promove a conversão de plasmogênio em plasmina.
- Quimiocinas, citocinas e fatores de crescimento liberados pelos tecidos inflamados, em especial pelas células do exsudato, orquestram os fenômenos de reparação, em paralelo com os fenômenos resolutivos
- Sistema plasmina
- (1) irritação (que inclui o reconhecimento de alarminas e a liberação de mediadores); (2) modificações vasculares locais; (3) exsudação plasmática e celular; (4) lesões degenerativas e necróticas; (5) eventos que terminam ou resolvem o processo; (6) fenômenos reparativos
- Fagocitose
- Resolução de inflamação
- certos mediadores (p. ex., bradicinina, PGE2 e substância P) originam estímulos aferentes para o sistema nervoso central, no qual provocam sensação de dor e geram estímulos eferentes antiálgicos, representados especialmente por endorfinas, que também têm efeito anti-inflamatório, pois inibem a atividade de linfócitos e de fagócitos
- As citocinas IL-1, TNF-α, IL-6, IFN-γ, embora com ação pró-inflamatória por seus efeitos locais, são as substâncias que induzem as principais respostas sistêmicas com ação anti-inflamatória, após atuarem no fígado e no sistema nervoso central
- no fígado, as antiproteases inibem o sistema complemento e cininas
- As citocinas IL-1, TNF-α, IL-6, IFN-γ, embora com ação pró-inflamatória por seus efeitos locais, são as substâncias que induzem as principais respostas sistêmicas com ação anti-inflamatória, após atuarem no fígado e no sistema nervoso central
- certos mediadores (p. ex., bradicinina, PGE2 e substância P) originam estímulos aferentes para o sistema nervoso central, no qual provocam sensação de dor e geram estímulos eferentes antiálgicos, representados especialmente por endorfinas, que também têm efeito anti-inflamatório, pois inibem a atividade de linfócitos e de fagócitos
- Vasodilatação e permeabilidade dos vasos aumentada:
- Suas principais características são a exsudação de fluido e proteínas plasmáticas (edema) e a emigração de leucócitos, predominantemente neutrófilos (também chamados de leucócitos polimorfonucleares).
- Mastócitos: agem como mediadores vasoativo ( histamina e serotonina); são fonte de mediadores de reação lenta como os leucotrienos e prostaglandinas
Anti-inflamatórios
- esteroidais
- glicocorticoides e ação de mineral corticóides
- mecanismos:
- (1) estabilizam membranas, diminuindo a fagocitose e a exocitose dos fagócitos; (2) reduzem a permeabilidade vascular e a ativação de células endoteliais, bloqueando parcialmente a expressão de moléculas de adesão; (3) têm ação antifibrogênica
- transrepresão: diminuição na produção de citocinas pró-inflamatórias como interleucinas, prostaglandinas, fator de necrose tumoral
- Transativação: a molécula esteroidal penetra no núcleo da célula , no qual se liga a certa regiões promotoras do gene, induzindo a síntese de anti-inflamatórios e proteínas que agem no metabolismo sistêmico (gliconeogênese)
- esse mecanismo pode gerar efeitos adversos relacionado ao medicamento
- devido a ação de mineralcorticoide pode ter como efeito adverso a alteração na PA
- mecanismos:
- glicocorticoides e ação de mineral corticóides
- não esteroidais
- interferem na síntese de prostaglandinas e leucotrienos e são excelentes bloqueadores da dor e do edema inflamatório, mas com menor ação na exsudação celular.
- inibidores da COX-1 e inibidores da COX-2; estes últimos são muito potentes por inibirem a COX-2 induzida em macrófagos. Os inibidores da síntese de leucotrienos ou de seus receptores são utilizados como anti-inflamatórios em inflamações alérgicas, principalmente na asma.
- efeitos adversos
- doses excessivas pode causar hepatotoxidade
- lesão estomacal, renal, duodenal, aumento da PA e problemas cardíacos
- COX-1 é uma enzima presente nas células gástricas e é responsável pela produção de prostaglandinas citoprotetoras
- está relacionado com a inibição das COXs
- aumenta o risco de sangramento, pois esse medicamento previne a agregação plaquetária por evitar a produção de tromboxanos
- pacientes com hemofilia não devem usar esses medicamentos
- Pode gerar broncoconstrição ( asmáticos devem evitar ). Isso ocorre pois os AINEs bloqueiam a via da COX e isso pode desencadear uma maior ativação da via lipoxigenase que produz leucotrienos (broncoconstrição)
- interferem na síntese de prostaglandinas e leucotrienos e são excelentes bloqueadores da dor e do edema inflamatório, mas com menor ação na exsudação celular.
- esteroidais
Defesas inatas e adquiridas
- imunidade Inata
- Proteção inicial
- estando preparada para bloquear a entrada de microrganismos e eliminar rapidamente aqueles que conseguem entrar nos tecidos do hospedeiro
- Mediadores importantes:
- Barreiras epiteliais, Fagócitos, Células dendríticas, Células NK, Sistema Complemento
- Microrganismo atravessa a barreira epitelial e tem contato com os fagócitos
- Neutrófilos e macrófagos
- Fazem a fagocitose desses microrganismo por meio de vesículas
- Fagócitos possuem receptores para identificar bactérias, cél. lesionadas e vírus:
- Receptores LPS: para lipopolissacarídeo bacteriano
- Receptores que reconhecem manoses terminais, que são típicos de bactérias
- receptores de reconhecimento de padrões.
- Receptores que reconhecem manoses terminais, que são típicos de bactérias
- Moléculas microbianas que estimulam esses receptores
- padrões moleculares associados ao patógeno
- moléculas que são liberadas das células danificadas ou necróticas
- padrões moleculares associados ao dano (DAMP)
- servem para eliminar as células danificadas e para iniciar os processos de reparo tecidual
- padrões moleculares associados ao dano (DAMP)
- Receptores LPS: para lipopolissacarídeo bacteriano
- Macrófagos e cél. dendríticas que identificaram os microrganismo liberam citocinas
- Neutrófilos e macrófagos
- Os mastócitos podem ser ativados por produtos microbianos ligando-se aos TLR, como parte da imunidade inata
- Os mastócitos também sintetizam e secretam mediadores lipídicos (p. ex., prostaglandinas) e citocinas, que estimulam a inflamação
- Células NK: reconhecem células infectadas e estressadas e respondem destruindo essas células e produzindo uma citocina que ativa os macrófagos, o IFN-γ
- NK: ativa enzimas nas cél infectadas que induzem apoptose
- Microrganismo atravessa a barreira epitelial e tem contato com os fagócitos
- Barreiras epiteliais:As células epiteliais também produzem antibióticos peptídicos, chamados defensinas e catelicidinas, que destroem as bactérias. Além disso, o epitélio contém linfócitos chamados de linfócitos T intraepiteliais + barreira física
- Os dois tipos de fagócitos circulantes, os neutrófilos e os monócitos, são células sanguíneas recrutadas para locais de infecção. Aumento na produção de neutrófilos pela medula óssea. A produção de neutrófilos é estimulada pelas citocinas
- Os monócitos que entram nos tecidos extravasculares diferenciam-se em células chamadas macrófagos, que, diferentemente dos neutrófilos, sobrevivem por longos períodos nesses locais.
- Os macrófagos desempenham vários papéis importantes na defesa do hospedeiro – eles produzem citocinas que iniciam e regulam a inflamação, ingerem e destroem microrganismos, além de limpar tecidos mortos e iniciar o processo de reparação tecidual.
- Barreiras epiteliais, Fagócitos, Células dendríticas, Células NK, Sistema Complemento
- Mediadores importantes:
- estando preparada para bloquear a entrada de microrganismos e eliminar rapidamente aqueles que conseguem entrar nos tecidos do hospedeiro
- Principais consequências a imunidade inata é a inflamação aguda e defesa antiviral
- Inflamação aguda:
- que é induzida por citocinas e outras moléculas e serve para trazer leucócitos e proteínas plasmáticas ao local de infecção ou lesão
- . Essas células e proteínas atuam em conjunto para matar, sobretudo, microrganismos extracelulares e para eliminar tecidos danificados
- Citocinas: elas iniciam a inflamação e estimulam as respostas imunes adquiridas
- Na imunidade inata, as principais fontes de citocinas são as células dendríticas e os macrófagos ativados pelo reconhecimento de microrganismos
- Citocina que possui estrutura molecular definida = interleucina
- O fator de necrose tumoral (TNF), a interleucina-1 (IL-1) e as quimiocinas (citocinas quimioatrativas) são as principais citocinas envolvidas no recrutamento de neutrófilos no sangue e monócitos aos locais de infecção. O TNF e a IL-1 também têm efeitos sistêmicos, incluindo a indução da febre pela atuação no hipotálamo, e, assim como a IL-6, eles estimulam células do fígado a produzirem diversas proteínas chamadas reagentes de fase aguda, como a proteína C-reativa e o fibrinogênio, que contribuem para o extermínio microbiano.
- Citocina que possui estrutura molecular definida = interleucina
- Na imunidade inata, as principais fontes de citocinas são as células dendríticas e os macrófagos ativados pelo reconhecimento de microrganismos
- que é induzida por citocinas e outras moléculas e serve para trazer leucócitos e proteínas plasmáticas ao local de infecção ou lesão
- Inflamação aguda:
- Proteção inicial
- Imunidade adquirida
- defesa mais especializada e eficaz, se desenvolve mais lentamente
- requer a expansão e a diferenciação de linfócitos em resposta a microrganismos antes que ela possa oferecer uma defesa eficaz, isto é, ela se adapta à presença dos invasores microbianos
- mediadores: linfócitos, anticorpos
- requer a expansão e a diferenciação de linfócitos em resposta a microrganismos antes que ela possa oferecer uma defesa eficaz, isto é, ela se adapta à presença dos invasores microbianos
- Imunidade celular
- Linfócitos T
- Imunidade Humoral
- Linfócitos B
- Anticorpos
- Linfócitos B
- Inflamação crônica
- defesa mais especializada e eficaz, se desenvolve mais lentamente
- imunidade Inata
Células do sistema imunológico:
- Células apresentadoras de antígenos (APC) : localizadas no epitélio que capturam os antígenos, transportam-nos para os tecidos linfoides periféricos e os expõem (apresentam) aos linfócitos.
- Células dendríticas são uma APC : As células dendríticas capturam os antígenos proteicos dos patógenos que entram através do epitélio, transportando-os para os linfonodos regionais, onde apresentam porções do antígeno para serem reconhecidos pelos linfócitos T
- Células efetoras:
- são as células que eliminam os microrganismos
- Leucócitos e linfócitos
- eliminação dos patógenos: Leucócitos = Macrófagos e granulócitos
- Macrófagos:
- Vias de ativação:
- Via clássica :
- A ativação clássica de macrófagos é induzida por sinais imunológicos inatos, como aqueles dos TLR, e pela citocina IFN-y
- estão envolvidos na destruição de micróbios e na ativação da inflamação
- A ativação clássica de macrófagos é induzida por sinais imunológicos inatos, como aqueles dos TLR, e pela citocina IFN-y
- Via Alternativa:
- A ativação alternativa de macrófagos ocorre na ausência de sinais fortes do TLR e é induzida pelas citocinas IL-4 e IL-13
- esses macrófagos, chamados M2, parecem ser mais importantes para a reparação tecidual e para o controle da inflamação.
- A ativação alternativa de macrófagos ocorre na ausência de sinais fortes do TLR e é induzida pelas citocinas IL-4 e IL-13
- Via clássica :
- Vias de ativação:
- Macrófagos:
- eliminação dos patógenos: Leucócitos = Macrófagos e granulócitos
- Leucócitos e linfócitos
- são as células que eliminam os microrganismos
- Células efetoras:
- Células dendríticas são uma APC : As células dendríticas capturam os antígenos proteicos dos patógenos que entram através do epitélio, transportando-os para os linfonodos regionais, onde apresentam porções do antígeno para serem reconhecidos pelos linfócitos T
- Células apresentadoras de antígenos:
- Ex: Células dendríticas
- essas cél. fazem uma ponte importante entre imunidade inata e adquirida
- Ex: Células dendríticas
- Receptores nessas células:
- receptores tipo Toll (TLR)
- Os sinais gerados pela ligação dos receptores tipo Toll ativam fatores de transcrição que estimulam a produção de genes que codificam citocinas, enzimas e outras proteínas envolvidas nas funções antimicrobianas dos fagócitos ativados e das outras células.
- Receptores de reconhecimento de padrões:
- receptores tipo NOD (NLR)
- detectam DAMP(danos) e PAMP(patógenos) no citoplasma
- detecta a presença de produtos microbianos; substâncias que indicam dano e morte celulares, incluindo o trifosfato de adenosina (ATP) liberado, cristais de ácido úrico derivados de ácidos nucleicos e alterações no íon potássio intracelular (K+); e substâncias endógenas que são depositadas em células e tecidos em quantidades excessivas (p. ex., cristais de colesterol, ácidos graxos livres).
- o NLRP-3 oligomeriza-se com uma proteína adaptadora e uma (pró) forma inativa da enzima caspase-1. Uma vez recrutada, a caspase-1 é ativada e cliva uma forma precursora da citocina interleucina-1β (IL-1β) para gerar a IL-1β biologicamente ativa. A IL-1 induz inflamação aguda e causa febre
- Esse complexo citosólico de NLRP-3 (o sensor), um adaptador, e a caspase-1 é conhecido como inflamassoma.
- Inflamassoma
- Esse complexo citosólico de NLRP-3 (o sensor), um adaptador, e a caspase-1 é conhecido como inflamassoma.
- o NLRP-3 oligomeriza-se com uma proteína adaptadora e uma (pró) forma inativa da enzima caspase-1. Uma vez recrutada, a caspase-1 é ativada e cliva uma forma precursora da citocina interleucina-1β (IL-1β) para gerar a IL-1β biologicamente ativa. A IL-1 induz inflamação aguda e causa febre
- receptores tipo Toll (TLR)
- Células apresentadoras de antígenos (APC) : localizadas no epitélio que capturam os antígenos, transportam-nos para os tecidos linfoides periféricos e os expõem (apresentam) aos linfócitos.
Bilder und Dateien der Mindmap
Informationen
- Beschreibung
- Mindmap am Imunologia Sp.1, erstellt von MARINA GUERRIERO MORATA am 20/09/2020.
- Erstellt von
- MARINA GUERRIERO MORATA · Sep 2020
- Aktualisiert
- 23 Sep 2020
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