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Estrongiloidíase

SARAH SIQUEIRA MOURÃOI Portugiesisch

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Estrongiloidíase

  1. etiologia

    • Estrongiloidíase é a infecção causada por Strongyloides stercoralis. Manifestações incluem exantema e sintomas pulmonares (incluindo tosse e sibilos), eosinofilia e dor abdominal com diarreia
  2. Fisiopatologia

    • Vermes adultos de Strongyloides vivem na mucosa e submucosa do duodeno e jejuno. Ovos liberados eclodem no lúmen do intestino, liberando larvas rabditiformes. A maioria dessas larvas é excretada nas fezes. Depois de alguns dias na terra, evoluem para larvas filariformes infecciosas. Assim como os ancilostomídeos, as larvas de Strongyloides penetram na pele de seres humanos, migram pela circulação sanguínea para os pulmões, penetram nos capilares pulmonares, sobem pela árvore respiratória, são engolidos e alcançam o intestino, no qual amadurecem em aproximadamente 2 semanas. No solo, larvas que não entram em contato com seres humanos podem se tornar vermes adultos de vida livre, podendo se reproduzir por várias gerações antes que suas larvas entrem em um hospedeiro humano.
      • Autoinfecção
        • INTERNA - larvas rabditiformes tornam-se, dentro do intestino, larvas filariformes infecciosas que entram novamente na parede do intestino, fazendo um curto-circuito no ciclo de vida
        • EXTERNA - larvas filariformes são eliminadas nas fezes; se as fezes contaminarem a pele (p. ex., da região glútea ou coxas) as larvas podem reentrar na pele
        • Síndrome de hiperinfecção
          • A síndrome de hiperinfecção pode resultar de infecção por Strongyloides recém-adquirida ou da ativação de infecção previamente assintomática. Resultar em doença disseminada que acomete órgãos que geralmente não fazem parte do ciclo de vida normal do parasita (p. ex., sistema nervoso central, pele, fígado e coração). A síndrome de hiperinfecção ocorre com frequência em pacientes que tomam corticoides ou têm imunidade prejudicada mediada por células do tipo TH2, sobretudo naqueles com infecção pelo vírus T-linfotrópico humano 1 (HTLV-1).
  3. Sinais e sintomas

    • ESTRONGILOIDÍASE AGUDA - a manifestação inicial pode ser um exantema pruriginoso e eritematosa no local em que as larvas entraram na pele. Pode-se desenvolver tosse à medida que as larvas migram pelos pulmões e pela traqueia. Larvas e vermes adultos no trato gastrointestinal podem causar dor abdominal, diarreia e anorexia
    • ESTRONGILOIDÍASE CRONICA - persistir por anos em razão da autoinfecção. Pode ser assintomática ou caracterizada por sintomas gastrointestinais, pulmonares e/ou cutâneos. As queixas gastrointestinais são dor abdominal, diarreia e constipação intermitentes. Testes de sangue oculto nas fezes podem ser positivos e, em raras ocasiões, pode ocorrer hemorragia gastrointestinal franca. Os sintomas podem mimetizar os sintomas da colite ulcerativa, aqueles de outras causas de má absorção crônica ou obstrução duodenal.
    • LARVA CURRENS - ( bicho geografico ) é uma lesão cutânea eritematosa, urticariforme, linear ou serpiginosa, de migração rápida (até 10 cm/hora). Erupções maculopapulares ou urticariformes inespecíficas também podem ocorrer
    • Sintomas pulmonares são incomuns, embora infecções intensas possam causar a síndrome de Löffler, com tosse, sibilos e eosinofilia à medida que as larvas autoinfectantes atravessam os pulmões. Os sintomas pode sugerir asma alérgica ou doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
    • SÍNDROME DE HIPERINFECÇÃO - Sintomas gastrointestinais e pulmonares são frequentemente proeminentes. A bacteremia se desenvolve quando as larvas invadem o intestino ou os pulmões. Íleo, obstrução, sangramento gastrointestinal volumoso, má absorção intensa e peritonite podem ocorrer. Sintomas pulmonares incluem dispneia, hemoptise e insuficiência respiratória. Infiltrados podem ser vistos em radiografia de tórax.
      • A infecção pode ser fatal em pacientes imunocomprometidos, até mesmo com tratamento.
    • O comprometimento do sistema nervoso central pode ser por meningites parasitárias, abscesso cerebral e invasão difusa do cérebro. Meningite secundária por Gram-negativo e bacteremia, que ocorrem com alta frequência, provavelmente refletem o rompimento da mucosa do intestino e/ou o transporte de bactérias na migração das larvas. A infecção do fígado pode resultar em hepatite colestática e granulomatosa.
  4. Diagnostico

    • Identificação das larvas por exame microscópico das amostras, como fezes ou aspirado duodenal e, em indivíduos com a síndrome de hiperinfecção, lavagens brônquicas, escarro ou outros líquidos fisiológicos
    • Imunoensaio enzimático para anticorpos
    • testes imunodiagnósticos estão disponíveis para identificar anticorpos antiestrongiloidíase no soro. O imunoensaio enzimático (EIA, enzyme immunoassay) é recomendado por causa de sua maior sensibilidade (> 90%). Anticorpos IgG normalmente podem ser detectados mesmo em pacientes imunocomprometidos com estrongiloidíase disseminada, mas a ausência de anticorpos detectáveis não exclui infecção. As reações cruzadas nos pacientes infectados com filariose ou outros nematódeos podem resultar em testes falso-positivos. Os resultados de testes com anticorpos não podem ser utilizados para diferenciar a infecção atual da passada. Um teste positivo garante esforços contínuos para estabelecer um diagnóstico parasitológico
    • Monitoramento sorológico pode ser útil no acompanhamento porque os níveis de anticorpos diminuem com 6 meses de quimioterapia bem-sucedida.
    • Monitoramento sorológico pode ser útil no acompanhamento porque os níveis de anticorpos diminuem com 6 meses de quimioterapia bem-sucedida.
  5. Tratamento

    • Ivermectina
    • Alternativamente, albendazol
  6. Prevenção

    • venir a defecação não higiênica (p. ex., uso de latrinas ou vasos sanitários)
    • Evitar contato direto da pele com o solo (p. ex., uso de calçados e uso de barreiras quando sentado no chão)
  7. CORTICÓIDES - atuam como anti- inflamatório

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Mindmap am Estrongiloidíase, erstellt von SARAH SIQUEIRA MOURÃOI am 05/05/2021.
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