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Plantas Tóxicas

Gisele Ricardo Portugiesisch

Mapa mental sobre plantas tóxicas: alamanda, aroeira, azedinha, buchinha, coroa-de-cristo e mamona

Mapa mental: plantas tóxicas

Inhalt der Mindmap

Plantas Tóxicas

  1. Alamanda

    • família botânica: Apocynaceae
    • nomes populares: dedal-de-dama Trepadeira arbustiva e latescente. Folhas 4-verticiladas, oblongas ou ovadas, acuminadas e glabras.
    • Nome científico: Allamanda cathartica L.
    • Sintomas:acarretam distúrbios gastrintestinais intensos caracterizados por náuseas, vômitos, cólicas abdominais e diarréia.
    • Tratamento: lavagem gástrica, levando-se em consideração as propriedades cáusticas do vegetal
  2. Aroeira

    • Sintomas:queimação, eritema e prurido intenso, seguido do desenvolvimento de vesículas. As lesões aparecem primariamente nas áreas expostas, podendo ocorrer lesões secundárias nas genitálias ou em outras áreas para as quais os catecóis possam ter se espalhado
    • Tratamento: Em casos simples, a aplicação de anti-sépticos suaves é suficiente para o tratamento, visto que a dermatite é autolimitante e desaparece com duas ou três semanas. Casos mais graves exigem a administração de anti-histamínicos e corticóides.
    • Nome popular: aroeira-branca
    • Nome científico: Lithraea molleoides
    • Família botânica: Anacardiaceae
    • Ela é empregada na construção civil e como agente tintorial
  3. Azedinha

    • Nome científico: Oxalis sp. Nomes populares: trevo, azedinha Família Botânica: Oxalidaceae
    • Crianças costumam mastigar as folhas de algumas espécies deste gênero devido ao sabor levemente azedo e agradável decorrente da presença de oxalato de potássio. O oxalato de potássio origina o ácido oxálico, o qual é responsável pela toxidez do gênero
    • Sintomas: vômitos, diarréia e dor abdominal. Uma vez no trato gastrintestinal, o ácido oxálico será rapidamente absorvido e reagirá com o cálcio sérico, formando oxalato de cálcio insolúve
      • Hipocalcemia e depósito de oxalato de cálcio nos rins. A hipocalcemia leva a uma violenta estimulação muscular tetânica, podendo causar distúrbios cardíacos e neurológicos. A deposição do oxalato de cálcio nos rins obstrui os canais, causando lesões renais por alteração da função tubular
    • O tratamento pode ser iniciado com lavagem gástrica e medidas provocativas de vômitos. Os distúrbios gastrintestinais são tratados sintomaticamente com administração de demulcentes, antiespasmódicos e analgésicos
  4. Buchinha

    • Nome científico: Luffa operculata Cogn. Família botânica: Cucurbitaceae Outros nomes populares: buchinha-do-norte, buchinha-paulista, cabacinha
    • Sintomas:Náuseas, vômitos, dores abdominais e dores de cabeça são os sintomas primários, subseqüentemente advêm hemorragias, podendo ocorrer o coma e a morte.
    • A aspiração do infuso aquoso dos frutos há muito tempo tem sido utilizada empiricamente contra a sinusite. Porém, existem muitos relatos da ocorrência de hemorragias nasais após estas aspirações, resguardando seu uso
    • Tratamento: administração de carvão ativado, e tratamento sintomático para distúrbios gastrintestinais.
  5. Chapéu-de-napoleão

    • Nome científico: Thevetia peruviana (Pers.) Schum. Família botânica: Apocynaceae Sinonímia botânica: Thevetia neriifolia Juss. ex A. DC., Cerbera peruviana Pers, C. thevetia L., Thevetia thevetia Millsp
    • geralmente as ingerem por confundi-las com castanhas comestíveis, torna-a grande causadora de intoxicações
    • Sintomas: A ingestão das sementes causa primariamente distúrbios digestivos como náuseas, vômitos e eritema das mucosas bucal e digestiva. Os distúrbios cardíacos graves são relatados apenas em casos de ingestão de mais cinco sementes.
      • Das alterações cardíacas observadas nos casos graves, destacam-se os bloqueios atrioventriculares, que podem ocasionar inconsciência, convulsões e paradas cardíacas
      • A ingestão do látex produz queimação na mucosa bucal, sialorréia, vômitos intensos, cólicas abdominais e diarréia. O contato direto do látex com a mucosa ocular determina irritação acentuada com lacrimejamento, fotofobia e congestão conjutival
    • O tratamento dos distúrbios digestivos conseqüentes da ingestão do vegetal é feito sintomaticamente com antiespasmódicos, antieméticos e adsorventes intestinais. O paciente deve ser monitorado através de eletrocardiogramas e, ocorrendo distúrbios cardíacos, o mesmo deve ser hospitalizado, a fim de evitar problemas mais graves como paradas cardíacas
      • uso de carvão ativado tem se mostrado eficiente
  6. Charuto-do-rei

    • Nome científico: Nicotiana glauca Graham Familia botânica: Solanaceae Outros nomes populares: couve-do-mato
    • Os primeiros sintomas de intoxicação por estes alcalóides aparecem rapidamente, de quinze a trinta minutos após a ingestão, começando com efeitos no trato gastrintestinal tais como náuseas, vômitos, dor abdominal e diarréia. Subseqüentemente, desenvolvem-se convulsões, fibrilações musculares, coma, paralisias e distúrbios respiratórios
    • A hipotensão arterial é relativamente freqüente e pode ser tratada com soro salino endovenoso, transfusões de sangue e administração de aminas vasopressoras. A hiperexcitabilidade, a agitação e as crises convulsivas são tratadas com barbitúricos ou diazepínicos. Controlados os distúrbios que poderiam representar risco de vida, deve-se tentar, em tempo útil, medidas provocativas de vômitos e lavagem gástrica
  7. Comigo-ninguém-pode

    • os primeiros a relacionar os efeitos tóxicos e irritantes de Dieffenbachia à ação mecânica dos cristais de oxalato de cálcio existentes em grandes quantidades na planta. Estes cristais apresentam-se na forma de ráfides (agulhas), e estão contidos dentro de células ejetoras denominadas idioblastos.
    • Nome científico:Dieffenbachia picta Schott. Família botânica: Araceae Outros nomes populares: aninga-pará Sinonímia botânica: Caladium pictum Lodd.
    • os efeitos tóxicos provocados por estas espécies são resultantes da ação combinada de fatores: 1. a força ejetora dos idioblastos expulsa as ráfides de oxalato de cálcio; 2. as ráfides perfuram as mucosas, causando uma irritação mecânica primária; 3. esta irritação é agravada pela entrada simultânea de uma enzima proteolítica, análoga à tripsina, que desencadeia um processo inflamatório.
    • A mastigação, ainda que de pequenas porções das folhas ou pecíolos, causa uma intensa irritação das mucosas da boca, faringe e laringe. Os sintomas iniciam-se com salivação abundante, dores na boca, na língua e nos lábios. Subseqüentemente, ocorre edema das mucosas que tiveram contato direto com a planta
    • o quadro clínico é freqüentemente agravado pela obstrução das vias aéreas superiores, acarretando um prejuízo temporário da fala, o que consagrou o nome popular “dumb-cane” (cana-do-mudo) nos Estados Unidos
    • O contato com os olhos provoca lesões da córnea, acompanhadas por dor e fotofobia. Algum tempo depois, as ráfides se fragmentam na córnea e, a partir deste momento, a recuperação passa a ser lenta e progressiva (Chiou et al., 1996). O tratamento nos caso de ingestão é apenas sintomático. Usualmente são utilizados demulcentes, como leite e água, e pacotes de gelo para aliviar o desconforto do paciente. No caso de envolvimento com os olhos há a necessidade de maiores cuidados, a fim de se evitar abrasões da córnea
  8. Coroa-de-cristo

    • Espinhos e seiva tóxica são caracteristicas da coroa-de-cristo
    • Sintomatologia: Ingestão: náuseas, vômitos e diarréia. Contato com a pele: dor, prurido (coceira), eritema, edema (inchaço) e bolhas. Contato com os olhos: inchaço de pálpebra, irite, ceratite, diminuição de acuidade visual, conjuntivite. Nos casos mais graves podem ocorrer lesões de córnea e cegueira temporária.
    • Nome Ciêntífico: Euphorbia millii Des Moulins Família botânica: Euphorbiaceae Outros nomes populares: dois-irmãos, bem-casados, coroa-de-nossa-senhora, duas-amigas Sinonímia botânica: Euphorbia splendens Bojer
    • Tratamento: Ingestão: administrar protetores de mucosa (leite, clara de ovos ou óleo de oliva em pequena quantidade). Lesões de pele: cuidados higiênicos para evitar infecções secundárias. Em lesões muito pruriginosas (coceira intensa) usar solução de permanganato de potássio 1:10. 000 e após, pomadas com corticóides. Anti histamínicos por via oral, se necessário. Contato com os olhos: lavar abundantemente com água corrente ou soro fisiológico. Avaliação oftalmológica. Notificar o caso ao Centro de Controle de Intoxicações.
    • Parte tóxica: Seiva leitosa (látex) das folhas, espinhos e caule.
    • Princípio ativo: O princípio ativo (desconhecido) extraído do látex tem ação purgativa e principalmente irritante.
  9. Coroa-imperial

    • A licorina causa vômitos, diarréia, colapso geral e morte devido à paralisia do sistema nervoso central (Vickery & Vickery, 1981), enquanto a galantamina é um potente inibidor da acetilcolinesterase, e tem sido utilizada na doença de Alzheimer (Ellenhorn & Barceloux, 1988)
    • Nome Científico: Haemanthus katharinae Baker Nomes populares: coroa-imperial, diadema-real Sinonímia botânica: Scadoxus multiflorus (Martyn) Raf. Família Botânica: Amaryllidaceae
    • Tratamento assintomatico
  10. Erva-de-rato

    • “Erva de Rato” descreve a ação tóxica dos frutos desta planta, utilizada para matar ratos, misturando-os com azeite e outros alimentos depois de bem triturados. Como se verifica, as partes tóxicas desta planta são, principalmente, os frutos e também as folhas.
    • Nome científico: Palicourea marcgravii A. St. Hil. Nomes populares: erva-de-rato, café-bravo, cotó-cotó, tangará-açu
    • Os sintomas de Intoxicação pela Planta Cafezinho nos Bovinos, iniciam-se poucas horas após ser completada a ingestão da dose letal, consistindo em queda repentina do animal ao chão, morrendo em poucos minutos. Às vezes o animal mostra, antes de cair, desequilíbrio, tremores musculares e respiração ofegante.
    • É considerada uma séria infestante de pastagens, além de ser altamente tóxica ao gado.
    • Na literatura o tratamento também está limitadamente relatado, sendo recomendadas medidas de emergência para o controle das alterações cardíacas. Em tempo ágil devem ser feitas lavagem gástrica e aplicação de demulcentes.
  11. Hera

    • Nome científico: Ficus pumila L. Nome popular: hera-miúda Família Botânica: Moraceae
    • Esta família é constantemente relatada na literatura pelo fato de muitos dos seus membros causarem fitodermatites. Porém, a hera é pouco relatada na literatura toxicológica. Entretanto, pode-se admitir que, a exemplo de várias outras moráceas, esta espécie apresenta furanocumarinas responsáveis pelo desenvolvimento de fotodermatites.
  12. Mamona

    • Nome científico: Ricinus communis L. Família botânica: Euphorbiaceae Outros nomes populares: carrapateira, rícino, palma-de-cristo
    • Intoxicações com mamona afetam crianças entre 6 e 12 anos principalmente pela ingestão das sementes.
    • O princípio tóxico é a ricina, que é uma proteína inibidora de ribossomo, e causa a morte celular por paralisação da maquinaria protéica celular
    • Os sintomas são tardios aparecendo várias horas após a ingestão das sementes. Caracterizam-se por náuseas, vômitos e diarréia sanguinolenta.
    • O tratamento é sintomático.
  13. Pinhão-paraguaio

    • Nome científico: Jatropha curcas L. Família botânica Euphorbiaceae Outos nomes populares: pinhão-de-purga, pinhão-de-cerca, purgante-de-cavalo, manduigaçu, figo-do-inferno Sinonímia botânica: Castiglionia indica A. Richard, C. lobata Rus et Pavon, C. purgans Endl., Curcas adansonii Endl., C. curcas Brett. et Millsp., Jatropha acerilifolia Salisb., J. condor Wall., J. moluccana Wall.
    • O pinhão-paraguaio é grande causador de intoxicações, principalmente em crianças entre 6 e 12 anos pela ingestão das semente
    • A toxidez é causada por uma complexa mistura de ésteres de forbol de diterpenos tetracíclicos que possuem atividade inflamatória. Os principais sintomas são: dores abdominais, náuseas, vômitos e diarréias
    • O tratamento é sintomático.
  14. Saia-branca

    • A saia-branca é causadora de graves intoxicações. A ingestão de suas folhas e/ou flores, bem como a preparação de chás a partir das folhas, podem levar a sintomas como: confusão mental, midríase, comportamento agressivo, alucinações, distúrbios cardiovasculares e respiratórios.Pode ocorrer coma e morte
    • Os princípios tóxicos são os alcalóides escopolamina e hiosciamina, que atuam nos sistemas nervoso central e parassimpático, respectivamente.
    • Nome científico: Datura suaveolens H. et B. ex Willd. Família botânica: Solanaceae Outros nomes populares: erva-do-diabo, trombeteira, trombeta-de-anjo, beladona, figueira-do-inferno, aguadeira, zabumba. Sinonímia botânica: Brugmansia suaveolensG. Don., Datura arborea L.
    • O tratamento é inicialmente sintomático e completado com a administração de fisiostigmina.

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Mindmap am Plantas Tóxicas, erstellt von Gisele Ricardo am 02/06/2021.
Erstellt von
Gisele Ricardo
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