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CASO CLÍNICO 11
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CASO CLÍNICO 11
ANAMNESE E EXAME CLÍNICO
- Nova paciente, mulher branca, 50 anos. Casada, monogâmica.
- Realiza exame físico, relata ser muito saudável e sentir-se geralmente bem, não existe queixa específica.
- Não fuma e nem ingere álcool
- Evita laticínios devido à “intolerância à lactose”
- Pratica exercícios físicos, caminha cerca de 5 km quatro vezes por semana.
- Exame físico é normal
HISTÓRIA CLÍNICA
- História de ter feito uma “Histerectomia parcial”, ou seja, o útero e o cérvice foram removidos devido à presença de miomas, mas os ovários não foram removidos.
- Realiza exames Citopatológicos (CP) preventivos anuais desde os 18 anos, todos normais.
- Faz mamografias anuais desde os 40 anos, todas normais.
- Faz uso de medicação regular, comprimido multivitamínico
- Possui história familiar de câncer de mama da avó materna, aos 72 anos
- Tumor maligno que ocorre devido à alterações genéticas nas células da glândula mamária que tornam-se células defeituosas, multiplicando-se de maneira desordenada, o que leva à formação do nódulo na região mamária ou em tecidos vizinhos, como a axila. – Sintomas são o aparecimento de nódulo palpável endurecido no seio (associado ou não à dor), nódulo palpável na axila (linfonodo), alterações na pele da mama (pele em “casca de laranja”) e saída de secreção pelo mamilo.
PREVENÇÃO DO CÂNCER DE MAMA: EXAMES DE RASTREIO E SUA FREQUÊNCIA
- Métodos de rastreio
- 1) Alerta às mulheres para a saúde das mamas: acesso à informação sobre a doença e auto-exame (AEM) das mamas, é realizado pela própria mulher por meio da palpação nas mamas que deve ser realizado entre o sétimo e o décimo dia do ciclo menstrual;
- 2) Consulta médica com especialista (mastologista) para exame clínico das mamas (ECM) anualmente;
- 3) Exame de mamografia (MMG) é realizado por meio de raios-x anualmente em todas as mulheres acima dos 40 anos de idade.
- Diagnóstico final e definitivos
- É obtido a partir da junção de informações colhidas através dos exames físicos, clínicos (estudo radiológico: mamografia e ultrassonografia) e anatopatológicos da lesão (análise microscópica de amostras de células do tecido obtidas por biópsia - core biopsy ou mamotomia – e também espécime cirúrgico contendo o subtipo histológico e grau de diferenciação celular tumoral
- Pesquisa de Metástase em linfonodos na axila
- Biópsia do linfonodo sentinela (linfonodo mais próximo a ser atingido por linfa proveniente da área tumoral. É retido durante a cirurgia e enviado ao Médico Patologista para exame de congelação. Ocorre durante a cirurgia e com a observação do Médico caso haja acometimento pelo tumor ou não, o que define a realização cirúrgica da retirada dos linfonodos da axila, chama-se esvaziamento axilar.
- Exame auxiliar imuno-histoquímico
- Determina a presença de receptores hormonais e de HER-2, marcadores que definem o subtipo do câncer de mama disponibilizando informações para que os médicos mastologista e oncologista possam prosseguir com o método de tratamento adequado de maneira individualizada.
- Frequência do câncer de mama
- O espectro de anormalidades proliferativas nos lóbulos e ductos da mama inclui hiperplasia, hiperplasia atípica, carcinoma in situ e carcinoma invasivo. Dentre esses últimos, o carcinoma ductal infiltrante é o tipo histológico mais comum e compreende entre 80 e 90% do total de casos.
- A incidência do câncer de mama tende a crescer progressivamente a partir dos 40 anos, assim como a mortalidade por essa neoplasia (INCA, 2019).
- 24,5% dos casos novos por câncer em mulheres. (IARC, 2020).
- Para o ano de 2021 foram estimados 66.280 casos novos, o que representa uma taxa de incidência de 43,74 casos por 100.000 mulheres (INCA, 2020).
- Métodos de rastreio
FATORES DE RISCO PARA O CÂNCER DE MAMA
- Idade; Mulheres mais velhas, sobretudo a partir dos 50 anos de idade tem o aumentado com a idade
- Fatores endócrinos/história reprodutiva; relacionadas ao estímulo estrogênico, seja endógeno ou exógeno, com aumento do risco conforme haja o aumento da exposição. História de menarca precoce, menopausa tardia, primeira gravidez após os 30 anos, nuliparidade, uso de contraceptivos orais (estrogênio-progesterona), terapia de reposição hormonal pós-menopausa (estrogênio-progesterona)
- Fatores comportamentais/ambientais; ingesta de bebida alcoólica, sobrepeso e obesidade na pós-menopausa, e exposição à radiação ionizante (este proporcional à dose e à frequência)
- Fatores genéticos/hereditários; presença de mutações em determinados genes. nos genes BRCA1 e BRCA2 mas também são frequentes em outros genes como: PALB2, CHEK2, BARD1, ATM, RAD51C, RAD51D e TP53 (Breast Cancer Association Consortium, 2021; Garber et al, 1991).
VACINAS
- Vacina contra a hepatite B
- Pneumo 23 – Pneumonia
- Vacina contra a febre amarela
- Vacina para Herpes Zóster
- Vacina contra o influenza (gripe)
- Vacina Tríplice-viral – para sarampo, caxumba e rubéola
- HPV (Papilomavírus Humano) - em pessoas dos nove aos 26 anos
- Vacina dupla tipo adulto – para difteria e tétano
EXAME CITOPATOLÓGICO
- O exame citopatológico é uma técnica menos invasiva, gerando menos riscos e complicações ao paciente, melhor custo-benefício e resultados rápidos e precisos. O material para análise pode ser obtido através Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) de lesões palpáveis ou impalpáveis (quando guiado por US), ou pela própria secreção espontânea do derrame papilar. – 4 categorias: Inadequado/Insuficiente, benigno, atípico/indeterminado, suspeito de malignidade, maligno
- Citopatológico cérvico-vaginal convencional ou em meio líquido Exame citológico de colo de útero também chamado de exame Papanicolau ou preventivo faz a detecção precoce e rastreamento de câncer de colo de útero e pode ser combinado com o exame de HPV (papilomavírus humano), infecção sexualmente transmissível que também pode causar o câncer de colo de útero. Em meio líquido o médico faz a coleta em um tubete através da espátula, o qual este material é encaminhado ao laboratório e dentro do laboratório de patologia será preparada a lâmina, esta será analisada através do microscópio.
SAÚDE DA MULHER (FAIXA ETÁRIA DE 50 ANOS)
- Até a década de 70 com visão biológica voltada ao período de gravidez, parto e puerpério. Em 1984, foi criado o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM). Em 2013, o PAISM tem seu objetivo voltado à promover a melhoria das condições de vida e saúde das mulheres, em todas as fases de seu ciclo de vida, além de ampliar o acesso aos meios e serviços de promoção, prevenção e assistência integral à saúde da mulher em todo o território brasileiro, sem discriminação de qualquer espécie considerando o período do climatério, em que, além das alterações próprias, é comum o aparecimento de doenças crônico-degenerativas, planejamento familiar, DST, câncer de colo de útero e de mama
RECOMENDAÇÕES À PACIENTE
- Continuar uma alimentação saudável
- Avaliar o multivitamínico
- Acompanhamento psicológico
- Educação em saúde (autoexame da mama)
- Higiene do sono
- Manter atividade física
- Manter o hábito de não consumir álcool, nem drogas
- Hidratação
- PIC (Práticas integrativas complementares)
- Yoga, acupuntura, pilates, fisioterapia, meditação
- Manter o acompanhamento ginecológico
Informationen
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- Mindmap am CASO CLÍNICO 11, erstellt von Ray Morais am 08/06/2021.
- Erstellt von
- Ray Morais
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