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Mindmap

PARACOCCIDIOIDOMICOSE

LARISSA DAMIANI E5M3 - INFECTO Residência Médica Portugiesisch

Mapa mental sobre Paracoccidioidomicose e suas complicações: etiologia, fatores de risco, epidemiologia e fisiopatologia

Mapa mental: Paracoccidioidomicose e suas complicações

Inhalt der Mindmap

PARACOCCIDIOIDOMICOSE

  1. OG: Compreender a paracoccidioidomicose e suas complicações

  2. 1. Elencar a epidemiologia e os fatores de risco da paracoccidioidomicose

    • Quatro grupos filogenéticos distintos já foram identificados: S1 (com distribuição no Brasil, Argentina, Peru, Paraguai e Venezuela), PS2 (com distribuição no Brasil e Venezuela), PS3 (somente na Colômbia) e Pb01-like (principalmente nos Estados de Mato Grosso e Rondônia e no Equador
    • É a micose endêmica mais comum na América Latina,com maior prevalência no Brasil (cerca de 80%), problema de Saúde Pública devido ao seu alto potencial de morbidade e ao número de mortes prematuras que provoca, especialmente entre trabalhadores rurais do sexo masculino.
      • prevalente entre trabalhadores rurais envolvidos em agricultura intensiva, A doença humana tem sido atribuída à exposição ao habitat (solo) do fungo através do trabalho agrícola, principalmente através do cultivo de café, algodão e tabaco.
        • uso de pesticidas e queima de plantas, O uso do fogo pode elevar significativamente a temperatura do solo, tornando-o inóspito para as espécies de Paracoccidioides. Muitos fungicidas agrícolas são derivados de azóis, o que poderia levar a uma redução nas espécies de Paracoccidioides no meio ambiente
          • forma crônica, a paracoccidioidomicose é mais prevalente entre os homens entre as idades de 30 e 60 anos. A proporção média de homens para mulheres é de 13: 1 no Brasil, mas pode chegar a 70: 1 em outros países da América do Sul.
            • Tal distribuição é atribuída a capacidade do estrógeno de inibir a transformação de micélio ou conídios para levedura, protegendo as mulheres adultas do desenvolvimento da doença, mas não da infecção.
            • indivíduos pré- -pubescentes que podem apresentar a forma aguda / subaguda (juvenil) da doença
      • doença não é de notificação compulsória em todos os estados, não dispomos de dados precisos sobre sua incidência no Brasi, estima-se em regiões endêmicas varie entre 3 a 4 casos novos por milhão até 3 a 4 casos novos por 100 mil habitantes ao ano
      • região de Ribeirão Preto, em São Paulo, é a de maior prevalência no Brasil, com alta proporção de jovens com formas agudas e subagudas da doença e alta taxa de coinfectados por HIV
    • FATORES DE RISCO
      • O grande fator de risco para aquisição da infecção são as profissões ou atividades relacionadas ao manejo do solo contaminado com o fungo, como atividades agrícolas, terraplenagem, preparo de solo, práticas de jardinagens, transporte de produtos vegetais, entre outro
    • EPIDEMIOLOGIA
  3. 2. Entender a fisiopatologia da paracoccidioidomicose

    • ETIOLOGIA
      • P. brasiliensis tem sido isolado do solo e em tatus, ração de cachorro, fezes de pinguim e de morcegos
        • o hábitat saprofítico do fungo não seja conhecido, o local onde os indivíduos doentes provavelmente adquirem a infecção geralmente são regiões úmidas, tropicais e subtropicais
          • O Paracoccidioides brasiliensis é um fungo termodimórfico, com solo ácido e temperatura de 15 a 30°C. ele pode ser cultivado como um micélio de colônias brancas a 25°C por 15 a 30 dias, mostrandohifas septadas ramificadas
            • A 37°C, cresce como um fungo em tecidos animais e humanos e em culturas após 7 a 20 dias, sob forma de células ovais ou esféricas com dupla parede refringente, variando de 2 a 10 mcm de diâmetro até células maduras de 20 a 30 mcm
              • A reprodução se dá por brotamento, com células-mães produzindo de 10 a 12 brotos, com a forma característica de “roda de leme” em amostras biológicas ou tecidos infectados
    • FISIOPATOLOGIA
      • Imunopatogenia
        • controle da infecção depende de resposta imune celular efetiva, ou seja papel importante dos linfócitos T
          • indivíduos de área endêmica infectados por Paracoccidioides spp não desenvolve a doença
            • a, exibindo um padrão tipo T-helper [Th] tipo 1 da resposta imune, caracterizado pela síntese de citocinas que ativam macrófagos e linfócitos TCD4+ e TCD8+, resultando na formação de granulomas compactos e controle da replicação do fungo;
          • associados às diferentes apresentações clínicas do espectro da doença.2
        • Indivíduos infectados que evoluem para doença
          • a apresentam resposta Th-1 deficiente, cuja magnitude se correlaciona com a gravidade
        • Doentes que apresentam as formas mais graves – como a forma aguda/subaguda (FA) ou a forma crônica (FC) disseminada grave
          • evoluem com predomínio de resposta tipo Th-2 e Th-9, promovendo ativação de linfócitos B, secreção de altos títulos de anticorpos específicos (inclusive IgE), hipergamaglobulinemia e eosinofilia, em detrimento da formação de granulomas compactos
            • Células T reguladoras também participam da regulação da resposta anti- Paracoccidioides, atuando como supressoras da resposta imune celular, contribuindo para a anergia anti-Paracoccidioides
        • Doentes com a FC crônica unifocal ou multifocal, em que a doença é menos grave/disseminada e a carga fúngica menor
          • exibem depressão da resposta Th-1, mas em menor grau que nos doentes com a FA ou FC disseminada grave
            • estes doentes conseguem formar granulomas que restringem, ainda que parcialmente, a replicação do fungo
              • a perda da função Th-1 seria parcialmente compensada pelas respostas tipo Th-17 e Th-22, que promovem resposta inflamatória de mucosas com intensa participação de neutrófilos
  4. 3. Estudar o quadro clinico da paracoccidioidomicose e suas complicações

    • Classificação das formas clínicas e avaliação de gravidade
      • I) Infecção paracoccidioidica
      • II) Paracoccidioidomicose (doença)
        • A) Forma aguda/subaguda (juvenil)
          • - Moderada
            • - Grave
          • é responsável por 5-25% dos casos
            • Maranhão, Minas Gerais, Pará, Goiás e São Paulo
              • Predomina em crianças e adolescentes e adultos jovens
                • evolução rápida, com ampla disseminação do fungo a múltiplos órgãos e sistemas. Em geral, os pacientes são diagnosticados poucas semanas após o início dos sintomas. A maioria deles demonstra envolvimento do sistema fagocítico-mononuclear, destacando-se a presença de linfadenomegalia localizada ou generalizada, que pode, na evolução, apresentar supuração, fistulização e hepatoesplenomegalia, além de manifestações digestivas, lesões cutâneas (ou de mucosas), envolvimento osteoarticular e, raramente, comprometimento pulmonar. Febre, perda de peso, anorexia e emagrecimento acompanham com frequência o quadro clínico. Linfadenomegalias intra-abdominais podem coalescer, produzindo massas tumorais que exercem compressão em vários órgãos, tais como colédoco e alças intestinais.
        • B) Forma crônica (do adulto)
          • - Leve
            • - Moderada
              • - Grave
                • três ou mais dos seguintes critérios: i) perda ponderal maior que 10% do peso habitual; ii) intenso comprometimento pulmonar; iii) acometimento de outros órgãos, tais como glândulas adrenais, sistema nervoso central e ossos; iv) presença de linfonodos acometidos em múltiplas cadeias, superficiais ou profundas, do tipo tumoral (>2,0cm de diâmetro, sem supuração) ou do tipo supurativo; v) títulos de anticorpos elevados.
                  • pacientes com instabilidade clínica, devido a insuficiência respiratória, disfunção adrenal, síndrome neurológica ou abdome agudo
            • perda ponderal abaixo de 5% do peso habitual e envolvimento de um único órgão ou comprometimento restrito de órgãos ou tecidos sem disfunção
          • prevalência de 74 a 96%
            • adultos com 30 a 60 anos de idade e predomina no sexo masculino – razão de masculinidade igual a 22:1
              • A doença instala-se de forma mais lenta, com duração da sintomatologia acima de quatro a seis meses e, por vezes, acima de um ano. Em alguns casos, a instalação é silenciosa e a doença é flagrada por exame solicitado. O comprometimento pulmonar está presente em 90% dos pacientes.41,42 Além dos pulmões, mucosa das vias aerodigestivas superiores e pele são os sítios mais acometidos
      • III) Forma residual ou sequelas
        • caracterizam-se pelas manifestações clínicas decorrentes de alterações anatômicas e funcionais causadas pelas cicatrizes que se seguem ao tratamento
          • As sequelas são observadas em vários órgãos, com maior incidência em pulmões, pele, laringe, traqueia, glândulas adrenais, mucosa das vias aerodigestivas superiores, sistema nervoso central e sistema linfático, o que explica a diversidade do quadro clínico
  5. 4. Elucidar o diagnostico da paracoccidiodomicose e seu diagnostico diferencial da tuberculose

  6. 5. Identificar o manejo clinico do paciente com paracoccidioidomicose

  7. Paracoccidioidomicose é uma doença granulomatosa sistêmica causada pelo fungo dimórfico Paracoccidioides brasiliensis (P. brasiliensis), que compromete principalmente pulmões, sistema fagocítico-mononuclear, mucosa, pele e suprarrenais.

Informationen

Beschreibung
Residência Médica E5M3 - INFECTO (PROBLEMA 4) Mindmap am PARACOCCIDIOIDOMICOSE, erstellt von LARISSA DAMIANI am 10/06/2021.
Erstellt von
LARISSA DAMIANI
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