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Eletroestimulação

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Eletroestimulação
Despolarização de uma fibra nervosa e de uma fibra muscular
- Fibra nervosa: a corrente elétrica ao entrar em contato com o corpo gera despolarizações do neurônio motor inferior, promovendo uma contração de músculos com inervação motora íntegra. Essa despolarização ocorre principalmente por troca iônica de sódio e potássio na membrana neuronal, desencadeando um potencial de ação da fibra nervosa.
- Fibra muscular: o potencial de ação propaga-se pelo placa motora e o estímulo é transmitido pelos túbulos t, que o leva para o cerne da fibra muscular atingindo os retículos sarcoplasmáticos, devido a liberação de acetilcolina na fenda sináptica, ocorre uma despolarização da membrana aumentando a permeabilidade dos íons de cálcio na membrana do retículo sarcoplasmático, culminando em ativação dos filamentos de actina e miosina.
Resposta dos nervos e músculos aos estímulos elétricos
- A estimulação elétrica de um nervo motor produz a despolarização de seus axônios e gera impulsos ao longo do trajeto desse nervo. Quando esses impulsos alcançam o terminal axonal motor, um potencial é propagado nas fibras musculares.
- A atividade elétrica nos músculos se dá por meio da via motora que estimula a contração e extensão das fibras, ou seja, o potencial de ação nervoso permite a entrada de cálcio na célula, o qual se faz necessário para o encurtamento dos sarcômeros, dessa forma, ocorre o deslizamento da actina e da miosina, gerando o processo de contração do músculo.
Fatores que influenciam na força de contração de um músculo
- Intensidade: é um parâmetro regulado no aparelho, o qual tem relação direta com o recrutamento das fibras, ou seja, quanto maior a intensidade, maior será o número de fibras recrutadas e, consequentemente, maior será a força de contração. A intensidade é diretamente proporcional ao tempo.
- Frequência de pulso: é a forma de onda repetida em intervalos regulares ou o número de eventos por segundo. Frequência baixas irão agir realizando contrações individuais, enquanto que frequências altas vão atuar tanto promovendo contrações como aumentando o tônus muscular. O termo frequência de pulso é empregado para descrever um parâmetro de saída ajustável, ou seja, é regulado no aparelho.
- Largura de pulso: Tempo em que a corrente passa agindo no organismo, logo, a determinação dessa duração será importante para definir o tipo de tecido que será estimulado. Ou seja, uma largura de pulso muito curta não gera potencial de ação pois não supera a resistência do tecido, enquanto que uma largura muito alta acaba estimulando diversos tecidos ao mesmo temo, o que não é recomendado, dado que pode gerar fadiga muscular.
Características e propriedades das correntes elétricas
- Resistência : é a propriedade de um material resistir ou se opor ao fluxo de corrente que passa por ele. Não depende da frequência da corrente.
- Fatores que influenciam:
- O tecido em questão, ou seja, o que apresenta mais íons livres são melhores condutores, ex: sangue e nervos.
- O comprimento do circuito: por isso faz necessário aplicar os eletrodos de forma equidistante, para não ocorrer interferência na intensidade de saída da corrente, além disso, esse fator justifica o fato dos tecidos superficiais serem estimulados primeiro que os profundos.
- Diâmetro do circuito: mostra que nervos com diâmetros maiores são despolarizados antes que os nervos de diâmetro menores, dado que quanto maior a área de secção transversal da via, menor a resistência ao fluxo da corrente.
- Temperatura do circuito: uma vez que o pré-aquecimento da área a ser tratada proporciona conforto, pois reduz a resistência e a intensidade de saída maiores.
- Fatores que influenciam:
- Voltagem é a diferença de potencial entre dois polos, mede então a tendência de ocorrer fluxo de corrente, ou seja, cria um campo elétrico onde os elétrons se movimentam na tentativa de reequilibrar as cargas, dessa forma este processo ocorre por meio dos eletrodos aplicados na pele do paciente.
- Capacitância: capacidade do tecido corporal armazenar a energia, dessa forma tem-se que muitas membranas celulares funcionam como capacitores, separando cargas positivas e negativas no interior e exterior da célula, o que justifica a ação dos potenciais de ação que agem despolarizando essas membranas.
- Impedância: A impedância é a resistência de um circuito a uma corrente elétrica, que depende da natureza dos tecidos biológicos e depende da frequência da estimulação, como fatores de impedância podemos citar excesso de pelos, pele seca, ossos, unhas, entre outros.
- Resistência : é a propriedade de um material resistir ou se opor ao fluxo de corrente que passa por ele. Não depende da frequência da corrente.
Vias neurais de ativação e inibição da dor
- A dor tem início com a estimulação dos nociceptores que, através das fibras nervosas mielinizadas (tipo A) ou amielinizadas (tipo C), transferem esse estímulo ao sistema nervoso central, onde ocorre à consciência da dor e a resposta do organismo a esse estímulo.
- Na medula espinhal existem basicamente duas vias ascendentes para a condução da dor até o cérebro:
- Via neoespinotalâmica: é a via que transmite a dor rápida, formada por fibras do tipo A delta, possui poucas sinapses, chega a pontos específicos do tálamo, filogeneticamente é a via mais evoluída. A sensação dolorosa percebida por esta via é epicrítica, ou seja, é precisa, bem definida, bem localizada, intensificada e discriminada.
- Via paleoespinotalâmica: é a via que transmite a dor lenta, formada por fibras do tipo C, amielínicas, são vias multissinápticas. A informação é lenta, gradativa e prolongada, muito difusa. Uma parte das fibras vai ao tálamo e deste ao córtex somestésico, mas a maioria se dirige à formação reticular mesencefálica e, a partir destas áreas, a informação é mandada para: córtex límbico e frontal, hipotálamo, núcleos motores. Esse tipo de dor não consegue ser analisada com precisão, nem sua localização, nem intensidade e caraterísticas (sensibilidade visceral e sensibilidade profunda). Este tipo de dor é acompanhado de intensa reação neuro-vegetativa, emocional, motora e comportamental.
- Modulação da dor
- Teoria das comportas: Essa teoria afirma que a transmissão sináptica da informação nociceptiva pode ser regulada/ modificada pela atividade de outras vias somatossensoriais, ou seja, a atividade de grandes fibras aferentes somatossensoriais (táteis) ativaria um interneurônio na substância cinzenta da medula espinhal, que por sua vez causaria inibição pré-sináptica das fibras aferentes nociceptivas de menor calibre (dor).
- Sistema de analgesia: Este sistema é constituído por 3 componentes principais: 1) um complexo inibitório da dor localizado nas pontas dorsais da medula espinhal, 2) núcleo magno da rafe localizado na ponte, 3) área cinzenta periaquedutal e periventricular do mesencéfalo. Várias substâncias estão envolvidas nesse sistema, principalmente a encefalina e a serotonina. Muitas fibras nervosas que se originam nos núcleos periventriculares e na área cinzenta periaquedutal secretam encefalina nas suas terminações nervosas que alcançam o núcleo magno de rafe. Deste núcleo partem fibras que se dirigem para as pontas dorsais da medula espinhal, onde secretam serotonina e estimulam os neurônios locais a secretarem encefalina. Esta causa inibição pré-sináptica nas fibras da dor quando estas fazem sinapse na medula. A inibição pré-sináptica é provavelmente realizada pelo bloqueio de canais de ca+2 nos terminais, provocando a diminuição da entrada de ca+2 e a menor quantidade de neurotransmissor.
Características e propriedades dos eletrodos
- Devem estar equidistantes, posicionados paralelamente, devem apresentar também o mesmo tamanho com intuito da entrega da corrente ser equivalente.
- Silicone: É flexível e facilita, por conta do encaixe na pele, a transmissão da corrente elétrica para os tecidos doloridos. Usa-se um gel e de fita adesiva para sua aplicação. O silicone pode ser aplicado em todas as terapias, sem nenhum problema. A principal vantagem é que pode ser reaproveitado.
- Metal (alumínio ou chumbo): Uma esponja umedecida deve ser usada como meio condutor entre o eletrodo e a pele do paciente. Preço elevado, durabilidade reduzida, são pesados e de difícil aplicação.
- Caneta exploradora: Facilita o movimento rápido do eletrodo, o que pode ser particularmente útil quando se procura o melhor ponto de estimulação. Usado para áreas pequenas.
- Esponjoso: Esses são acoplados à pele com soro fisiológico, que é normalmente retido por uma cobertura de algodão ou esponja, e são posicionados com segurança sobre o tecido. Além disso, o acoplamento pode ser conseguido colocando tanto a parte do corpo a ser estimulada quanto os eletrodos em um banho de imersão. Esses eletrodos podem ser cortados no tamanho necessário e são reutilizáveis; são, contudo, menos maleáveis
- Adesivos descartáveis: O eletrodo autoadesivo, não necessita de fita adesiva e nem de gel condutor, aplicação direta , descartáveis, boa fixação. Eles devem ser utilizados sempre nos mesmos pacientes, pois não são laváveis.
- Devem estar equidistantes, posicionados paralelamente, devem apresentar também o mesmo tamanho com intuito da entrega da corrente ser equivalente.
Fibras nervosas X Fibras musculares
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- Mindmap am Eletroestimulação, erstellt von Alanna Carolina Lima Santos am 18/06/2021.
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- Alanna Carolina Lima Santos
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