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Doenças Orificiais

Julio César Henke Portugiesisch

Inhalt der Mindmap

Doenças Orificiais

  1. Doença Hemorroidária

    • Interna
      • Quadro Clínico: Sangramento Vivo, indolor de pequena quantidade. Pode estar associada a um prolapso. Sensação de pressão retal
        • Complicação: estrangulamento
          • Tratamento: analgesia, amaciante de bolo fecal, banho de assento, anestésico tópico, ciurgico (se dor importante)
      • Acima da linha Pectínea, cobertas por mucosa (inervação visceral- não sente dor). Cor: rosadas
      • Classificação/ Tratamento
        • Grau I: somente sangramento
          • Dieta (aumento da ingesta de fibras e água)
        • Grau II: sangramento + redução espontânea
          • Dieta e Ligadura (procedimento ambulatorial e não necessita sedação)
        • Grau III: Sangramento + redução manual
          • Dieta, Ligadura (se não responder ao tratamento- cirurgia)
        • Grau IV: Sangramento + Irredutível
          • Dieta e Cirurgia
      • Exames complementares
        • Colonoscopia- Padrão ouro (pacientes com fatores de risco e > 50 anos
        • Retosigmoidoscopia flexível (paciente sem fatores de risco)
      • Tratamento cirúrgico
        • Hemorroidectomia (padrão ouro)
          • Técnica de Milligan Morgan: aberta, deixa cicatrizar por segunda intenção
          • Técnica de Ferguson: fechada, complicação (estenose anal).
          • Semi fechada: cicatrização mais rápida e menos complicações PO
          • Obando: ligadura cirúrgica
        • Anopexia mecânica (PPH)
          • Menor dor PO, retorno ao trabalho mais precoce
        • Ligadura Guiada por Doppler (TDH)
          • Melhor para 2º e 3º grau, não tem dor no PO
        • Complicações PO
          • Retenção urinária, sangramento, dor, estenosa anal, incontinencia
    • Externa
      • Quadro Clínico: Assintomáticos , edema local, irritação e prurido
        • Tratamento: expectante (não deixar o paciente fazer força), fezes amolecidas, não usar papel higiênico.
      • Abaixo da linha pectínea, cobertas por anoderma/pele (inervação somática- sente dor). Cor: arroxeadas
      • Complicação: trombose
        • Quadro Clínico: Dor intensa em região anal, contínua, que piora a evacuação. Nodulação perianal constante. Sangramentos (necrose e ulceração)
        • Tratamento
          • 48-72h: hemorroidectomia
          • Após 72H do inicio dos sintomas: Tratamento clínico (banho de assento, amaciador de bolo fecal, analgesia)
    • Deslizamento das camadas mucosa e submucosa por perda de sustentação
    • Anamnese, pesquisar sinais e sintomas de alarme, historia familiar e realizar inspeção, toque retal e anuscopia
  2. Plicoma Anal

    • Tecido redundante na margem anal. Oriundo de uma reabsorção de hemorróidas externas trombosadas
    • Quadro Clínico: Dificuldade de higiene, edema e dor local durante o esforço
    • Tratamento: expectante
      • Indicação de cirurgia: dificuldade de higiene, quadros repetitivos de edema e dor local, estético.
  3. Fissura Anal

    • Ulceração longitudinal distal a linha pectínea
    • Fisiopatologia: menor irrigação da região posterior do anus, hipertonia esfincteriana
    • Locais mais comuns: posterior (90%) e anterior
    • Fator desencadeante: fezes endurecidas
    • Quadro clínico: Dor a evacuação (intensa, "rasgante") que persiste por horas. Sangramento anal (visto no papel higiênico).
    • Fissuras que necessitam investigação: várias fissuras, fissuras indolores (Crohn), Fora da linha média, fissuras que não cicatrizam com o tratamento
    • Diagnóstico: inspeção, toque retal e anuscopia
    • Classificação
      • Aguda ( menos de 6 semanas): base rasa, bordas finas, não visualiza o EAI
        • Tratamento: orientações dietéticas, banho de assento, AINE, Anestésico tópico
      • Crônica (mais de 8-12 semanas): Base funda, bordas elevadas e duras, visualização do EAI.
        • Tríade: Plicoma Sentinela, Fissura anal, Papila hipertrófica
        • Tratamento: Orientações dietéticas (deixar as fezes moles), diminuir a hipertonia esfincteriana
    • Exames complementares
      • Retosigmoidoscopia
      • Colonoscopia (se tiver fatores de risco)
      • Manometria Anorretal (pré cirurgico)
    • Tratamentos: Dilatação Anal, Esfincterotomia Lateral Interna (ELI), Avanço de Retalho, Esficterotomia Química (isorsobida, nifedipina, diltiazen), Toxina Botulínica
      • Esfincterotomia Lateral Interna (ELI) (PADRÂO OURO), Complicação: Incontinencia
      • Esficterotomia Química (bloqueadores dos canis de cálcio). Fazem o relaxamento do esfíncter, melhor como terapia tópica do que oral.
  4. Abscesso Anorretal

    • Causa: Infecção Criptoglandular inespecífica (obstrução do ducto, estase e proliferação bacteriana)
    • Fatores Predisponentes: trauma local (fezes endurecidas)
    • Classificação
      • Perianal (mais comum): está bem na borda do anus, é superficial. Tem abaulamento, flutuação e fica vermelho.
      • Isquioanal: está mais profunda , não abaula, não tem sinais de flutuação. O Pct terá um endurecimento perianal mais para o lado do glúteo
      • Supra elevador (mais raro): geralmente oriundos de infecções intraabdominais. Não se deve drenar para baixo e sim para dentro.
      • Interesfincteriana: fica entre os esfíncteres
      • Submucoso
    • Quadro Clínico: Dor anal constante, de forte intensidade, pulsátil, Secreção, Febre, Abaulamento Local.
    • Tratamento (SEMPRE CIRURGICO): Drenar
      • Indicação de Antibioticoterapia: uso de próteses, celulite extensa, DM, Imunossuprimidos, Sepse
  5. Fístula Perianal

    • Secundário a abscesso anorretal. Comunicação da pele com canal anal ou reto.
    • Classificação
      • Interesficnteriano (mais comum e mais simples): só pega o esfincter interno
      • Transesfincteriana (mais complicada): pega os 2 músculos
      • Supraesfincteriana: tem maior risco de incontinencia
      • Extraesfincteriana (mais raro): é a pior
    • Diagnóstico: inspeção (tecido de granulação com saída de pus)
    • Toque retal e anuscopia: serve para identificar o orifício interno
    • Quadro clínico: saída de secreção que mancha cueca. Prurido (as vezes). Presença de caroço no anus (orifício externo)
    • Regra de GODSAL: ajuda a identificar o orifício interno
      • Todo orifício externo que estiver anterior, segue-se um trajeto radial e é onde estará o orifício interno
      • Todo orifício externo localizado posteriormente, drena para linha média posterior
    • Exames complementares: Retosigmoidoscopia, Colonoscopia (sinais e sintomas sugestivos de DII, fístulas múltiplas ou recorrentes), USG Endorretal. Ressonância magnética (RNM) e fistulografia: envolvimento dos esfíncteres, sepse oculta , avaliar trajeto da fístula.
    • Tratamento: Cirúrgico
      • Fisutulotomia (mais usado): acha o orifício interno, abre-se o trajeto da fístula e faz-se a curetagem. Deixa cicatrizar por segunda intenção.
      • Avanço de retalho: usada em pct com muita musculatura envolvida, ao invés de cortar o trajeto corta-se o retalho . Taxa de recorrência maior.
      • Setton: é um fio que amarra o músculo e fibrosa o caminho da fístula.
      • Cola de Fibrina: fibrinogênio e trombina são colocadas dentro do trajeto da fístula.
      • Plug: é um plug que se coloca no trajeto.
  6. Fístula pilonidal

    • Não é uma patologia proctológica. É uma infeção que ocorre no subcutâneo na região sacrococcígea, no sulco interglúteo.
    • Quadro Agudo: apresenta-se como abscesso. Tratamento: Drenagem
    • Quadro crônico: forma uma fístula. Tratamento: Cirúrgico
      • Iremos ver: orifício na linha média coberto de tecido epitelial. Orifício de drenagem (localizado mais lateralmente) com tecido de granulação. Pelos entrando dentro do orifício
  7. Neoplasias do Canal Anal

    • Carcinoma de Células Escamosas (CEC)
      • Corresponde a 75%. Mulheres > Homens
      • Subtipos
        • Células transacionais
        • Basaloide
        • Cloacogenicos
      • Fatores de risco
        • Infecção pelo HPV
        • Números de parceiros sexuais , sexo anal, infecção pelo HIV, DSTs
        • Tabagismo , imunossupressão, radioterapia
        • Fístulas anais crônicas , doença de Crohn
      • Quadro clínico:
        • sangramento, Dor, prurido, mucorréia, alteração do hábito intestinal , tenesmo .
        • AVANÇADO: incontinência, fístula vaginal , sintomas obstrutivos
      • Exame Proctológico
        • Massa, nódulo, ulcera profunda
        • Invasão da parede intestinal ou da parede perianal (50%)
        • Disseminação para linfonodos inguinais
      • Diagnóstico
        • BIÒPISA + inspeção, toque retal (massa endurecida, ulcera profunda), Anuscopia
      • Estadiamento
        • Local: profundidade de invasão e linfonodos periretais. USG Endoanal, RNM de pelve.
        • Colonoscopia: Lesões sincrônicas
        • Metástase a distancia: TC de Abdome, RX de Tórax
      • Tratamento
        • Excisão local isolada: tumores superficiais em estágio precoce, se menor que 2cm
        • Protocolo de NIGRO (PADRÂO): Radioterpia + Quimioterapia. 5 Fluoracil + Mitomicina C.
        • Cirurgico
          • Indicação de Abdomino perineal de Reto: incontinencia necessitando colostomia. Não responsivos ao protocolo de nigro.
          • Linfadenectomia inguinal; se persistencia de linfonodos aumentados após quimio/radioterapia
    • Adenocarcinoma de Canal Anal
      • Idade: 59 a 71 anos
      • Mais Agressivos que o CEC
      • Correspondem a 3 tipos: zona de transição reto x canal anal; base das glândulas anais; fístula anorretal crônica.
      • Quadro clínico (igual ao CEC): sangramento, Dor, prurido, mucorréia, alteração do hábito intestinal , tenesmo .
      • Diagnóstico (igual ao CEC( : Biópsia

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Mindmap am Doenças Orificiais, erstellt von Julio César Henke am 16/09/2021.
Erstellt von
Julio César Henke
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