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Torção testicular

Vivian Aguiar Portugiesisch

Torção testicular

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Torção testicular

  1. O que é

    • Quando o testículo gira sobre seu próprio eixo
    • causa torção do cordão espermático (funículo espermático)
      • Perda da vascularização ipsilateral
    • Emergência urológica
      • Tratamento precoce é fundamental para salvar o testículo e preservar a fertilidade futura
  2. Tipos

    • Extravaginal
      • Fixação ausente ou incompleta do testículo à parede escrotal
        • Mais comum em recém nascidos
    • Intravaginal
      • É a mais comum, sendo mais frequente na puberdade
    • Torção do apêndice do escroto
      • São constituídos por tecido conjuntivo vascularizado
        • Apêndice testicular (Hidátide de Morgagni)
          • Remanescente do ducto paramesonéfrico
          • Há também o apêndice epididimário, remanescente do ducto mesonéfrico. Está entre o testículo e o epidídimo
          • Ocorre principalmente em idade pré-púbere, entre 7 e 14 anos de idade
  3. Causa

    • Predisposição anatômica
      • A túnica vaginalis é uma projeção do peritônio, auxiliando na fixação do testículo na bolsa escrotal
        • Se essa fixação for anormal, esse testículo tem uma predisposição
    • Pode ocorrer espontaneamente, por trauma na região ou durante o sono
  4. Embriologia

    • Os testículos originam do mesoderma intermediário
    • O gene SRY determina se a gônada será feminina ou masculina, estando presente no braço curto do cromossomo y, levando a diferenciação
      • O gene SRY induz as células somáticas a produzirem a proteína SRY
        • Células somáticas de sustentação se diferenciam em células de Sertoli
          • Produzem substâncias
            • Anti mulleriano (HMA)
              • Degeneração dos ductos paramesonéfricos (pois seu desenvolvimento leva a formação de órgãos genitais femininos
            • Outras substâncias estimulam a diferenciação de células mesgenquimais do estroma gonadal em cpelulas de Leydi
              • Produção de testosterona
                • Ductos geniais e vesícula seminal serão formados a partir do túbulo mesonéfrico
            • Além disso, testosterona é convertida em Di-hidrotestosterona
              • Formação da genitália externa e próstata
    • O testículo é formado na cavidade abdominal, então tem de descer e se alojar no saco escrotal, devido a necessidade de estar em temperatura inferior a temperatura corporal
      • Está aderido inicialmente no ducto mesonéfrico
        • Com a degeneração do mesonefrom estão apenas ligados ao ducto, estando mais soltos
          • Formação de ligamento fibroso na região caudal, ligando-os às saliências do escroto
      • Os órgãos da cavidade peritonial aumentam a pressão nessa região, fazendo com que o peritônio invagine, formando o processo vaginal - serve de guia
      • O gubernáculom com a formação do saco escrotal vai encurtando e tracionando o testículo pelo canal inguinal em formação, até que se encurta bastante e posiciona o testículo no saco escrotal
        • Processo vaginal vai se fibrosar e ocorre a formação da túnica vaginal, a parte de cima se fecha e interrompe a comunicação entre parte peritoneal e testículo
  5. Anatomia normal

    • Órgãos internos
      • Testículo
        • Glândulas sexuais masculinas, responsáveis pela produção de espermatozóides e hormônios sexuais, como a testosterona
          • A testosterona é produzida pelas células de Leydig, por meio do eixo hipotálamo-hipófise, na forma em que o hipotálamo libera o GnRH, o qual atua sobre a hipófise, estimulando a produção de FSH e LH, os quais induzem os testículos a produzirem a testosterona e espermatozóides. Da mesma forma, altos níveis de testosterona podem agir inibindo esse circuito.
      • Epidídimo
        • São pequenos tubos que se conectam aos testículos e armazenam os espermatozóides produzidos;
      • Canal deferente
        • É um tubo que se estende desde o epidídimo até a uretra, através do qual os espermatozóides são transportados
      • Vesículas semianais
        • São glândulas que produzem um líquido rico em frutose e outras substâncias que fornecem energia aos espermatozoides
      • Próstata
        • É uma glândula que produz um líquido alcalino que ajuda a neutralizar a acidez da uretra e da vagina, melhorando a sobrevivência dos espermatozóides
      • Glândulas bulboretrais
        • Também conhecidas como glândulas de Cowper, são pequenas glândulas que produzem um líquido lubrificante que é liberado durante a excitação sexual
      • Uretra
        • é o canal que transporta o esperma e a urina para fora do corpo
    • Órgãos externos
      • Pênis
        • O pênis é responsável pela reprodução, já que conduz o fluido seminal e o esperma, assim como pelas sensações de excitação e prazer sexual. Além disso, participa também da ação de micção
      • Escroto
        • Aloja o testículo e o epidídimo, além das partes inferiores do cordão espermático, caracterizando-se como um “saco” cutâneo, responsável por realizar a manutenção da temperatura ideal para a espermatogênese
    • Constituintes do cordão espermático
      • ducto deferente
      • artéria testicular
      • artéria do ducto deferente
      • artéria cremastérica
      • plexo pampiniforme
      • fibras nervosas simpáticas
      • ramo genital do nervo genitofemoral
      • vasos linfáticos
  6. Anatomia patológica

    • Inchaço e sensibilidade
      • o testículo afetado pode inchar e ficar dolorido ao toque
    • Alteração da posição
      • o testículo pode girar dentro do escroto, alterando sua posição normal. Isso pode fazer com que o testículo fique em uma posição elevada ou mais horizontal do que o normal
    • Danos aos tecidos
      • a falta de fluxo sanguíneo para o testículo pode levar a danos nos tecidos. Se a torção for grave e durar um período prolongado, pode ocorrer morte celular e perda de função do testículo
    • Infertilidade
      • a torção testicular pode afetar a produção de espermatozóides e, em alguns casos, levar à infertilidade
  7. Sequelas

    • Síndrome pós torção testicular
      • Ocorre em 20% dos casos
      • Sintomas
        • Dor no testículo afetado
        • Dor durante o sexo
        • Testículos menores
        • Baixa produção de espermatozóide
  8. Profilaxia

    • Autoexame testicular regular
    • Evitar traumas no escroto
    • Cirurgia preventiva - fixação do testículo no escroto
  9. Epidemiologia

    • Mais comum em adolescente e jovens adultos (entre 12 e 18 anos)
    • 1:4000 homens
    • Mais comum quando não há fixação
  10. Diagnósticos diferenciais

    • Orquiepidimite
    • Traumatismo escrotal
    • Hernia escrotal
    • Varicocele
  11. Fisiologia normal

    • processos ordenados
      • produção espermatozoides
        • manutenção função sexual masculina
    • > adeno-hipófise
      • > secreta hormônio LH -
        • testículo produz testosterona (células de Leydig)
          • desenvolvimento características sexuais masculinas; produção espermatozoides
    • células de Sertoli
      • suporte nutricional e regulação produção espermatozoides -
        • produção de espermatozoides
          • armazenados no epidídimo
    • estimulação sexual
      • > liberação de óxido nítrico
        • aumento fluxo sanguíneo para o pênis
          • pênis cheio de sangue e ereto
    • orgasmo
      • sistema nervoso autônomo
        • ejaculação -
          • > liberação do sêmen através da uretra E
    • fertilidade
      • > espermatozoides são capazes de fertilizar o óvulo feminino e iniciar uma gravidez
        • qualidade e quantidade de espermatozoides afetada pela idade, dieta, exercícios, tabagismo e exposição a toxinas ambientais
  12. Fisiopatologia

    • testículo e o cordão espermático (que contém os vasos sanguíneos, nervos e ducto deferente) giram sobre si mesmos
      • impedindo fluxo sanguíneo para testículo
    • fase aguda
      • > torção testicular causa uma diminuição rápida e acentuada no fluxo sanguíneo para o testículo afetado -> aumento na pressão intratesticular
        • dor intensa
          • aumento na pressão intratesticular -
            • dano tecidual
    • Fase subaguda -
      • fluxo sanguíneo restaurado rapidamente
        • testículo pode se recuperar sem sequelas
    • fase crônica
      • após a correção da torção testicular
        • pode ocorrer reação inflamatória e a formação de cicatrizes nos tecidos afetados
          • aumento do risco de torções testiculares recorrentes e problemas de fertilidade
    • fatores de risco
      • testículo que não está fixo adequadamente na bolsa escrotal, trauma testicular recente e atividade física intensa
  13. Diagnóstico

    • baseado em sinais e sintomas clínicos, exame físico e exames de imagem
    • sintomas
      • dor súbita e intensa no testículo afetado, inchaço, vermelhidão e sensibilidade ao toque
    • exame físico -
      • testículo elevado, bolsa escrotal inchada ou testículo que parece estar torcido
    • exame de ultrassom Doppler para confirmar o diagnóstico de torção testicular -> pode identificar ausência de fluxo sanguíneo
  14. Tratamento

    • é uma emergência médica
    • deve ser realizado rapidamente para evitar danos permanentes ao testículo
    • manobra para girar o testículo no sentido contrário ao da torção -> restaura fluxo sanguíneo e evita necrose
    • cirúrgico
      • > incisão na bolsa escrotal para acessar o testículo afetado e desfazer a torção
        • se há danos extensos ou irreversíveis -> remoção do testículo (orquiectomia)
        • remoção parte do testículo (orquidopexia)

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Mindmap am Torção testicular, erstellt von Vivian Aguiar am 10/04/2023.
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Vivian Aguiar
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