Notizen
Resumão Enem!

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Fenótipo e Genótipo e mais!!!
Dois conceitos importantes para o desenvolvimento da genétic, no começo do séc XX, foram os FENÓTIPOS e GENÓTIPOS. Criado pelo dinamarquês Wilhelm L. Johannsen em (1857 - 1912).
Homozigoto: Possui pares de genes alelos idênticos herdados dos pais, caracterizado por duas letras iguais (AA, aa, BB, bb, VV, vv), sendo que as maiúsculas são chamadas de denominante e as minúsculas possuidoras do caráter recessivo, podemos também dar como exemplo a Lei de Mendel, como as ervilhas verdes são de características v v de caráter recessivo, e as amarelas V V dominantes.
Heterozigoto/Híbridos: Possui dois genes alelos diferentes, caracterizadas por letras minúsculas e maiúsculas (Aa, Bb, Vv), como identificou o botânico Mendel, que as ervilhas amarelas tinham os genes alelos diferentes.
Gene: Unidade de herança, origem primária dos caracteres, responsável por armazenar informações hereditárias (que levarão a síntese de proteínas que formarão o indivíduo, a sucessão de nucleotídeos contidos em um gene especifica a sequencia de aminoácidos destas, define a característica da espécie). Genes são representados por letra do alfabeto romano ou por abreviações das designações recebidas por caracteres.
Alelos: São segmentos homólogos (semelhante, mesma função), de DNA com formas alternativas de um mesmo gene e afetam a mesma características de modo diferente. O alelo recessivo é apresentado por uma letra minúscula, enquanto o dominante por letras maiúsculas, sendo sempre representados por uma mesma letra. Quando verifica-se mais de dois alelos, usualmente adota-se a mesma letra do dominante e recessivo com um expoente que pode ser letra (normalmente remete ao fenótipo) ou número (Cch).
Fenótipo: Empregado para designar as características apresentadas por um indivíduo, sejam elas morfológicas, fisiológicas e comportamentais. Também fazem partes as características microscópicas e de natureza bioquímica, que necessitam de teste especiais para á identificação.
Caracterizada por cores dos olhos, cor de uma flor, textura de cabelo e pelo de animal. Já o tipo sanguíneo e a sequência de aminoácidos, são caracterizados fenotipicamente por teste especiais.
Genótipo: Refere-se á constituição do indivíduo, ou seja, aos genes que ele possui. Estamos nos referindo quando dizemos, por exemplo, que uma planta de ervilha é homozigota dominante (VV) ou heterozigota (Vv) , em relação á cor da semente.
Fenótipo: genótipo e ambiente em interação: O fenótipo resulta da interação do genótipo com o ambiente, por exemplo, duas pessoas que tem o mesmo tipos de alelos para pigmentação da pele; se uma delas toma sol com mais frequência que a outra, suas tonalidades de pele, fenótipo são diferentes. Um outro exemplo interessante para se usar na interação entre genótipo e ambiente na produção do fenótipo é a reação dos coelhos da raça himalaia à temperatura. Em temperaturas baixas, os pelos crescem pretos e, em temperaturas altas, crescem brancos. A pelagem normal desses coelhos é branca, menos nas extremidades do corpo (focinho, orelha, rabos e patas), que por perderem mais calor e apresentarem temperaturas mais baixas, desenvolvem pelagem preta.


ESTES ACIMAS SÃO ALGUNS EXEMPLOS DE TRANSIÇÃO DO FENÓTIPOS, O PRIMEIRO É A COR REAL E OS OUTROS SÃO A RELAÇÃO DE FENÓTIPOS E GENÓTIPOS E AMBIENTE EM INTERAÇÃO.
Determinando o Genótipo: Enquanto o fenótipo de um indivíduo pode ser observado diretamente, mesmo que seja através de instrumentos, o genótipo tem que ser inferido através da observação do fenótipo, da análise de seus pais e filhos e de outros parentes ou ainda pelo sequenciamento do genoma do individuo, ou seja, leitura do que está nos genes. A técnica do sequenciamento, não é amplamente utilizada, devido ao seu alto custo e pela necessidade de aparelhagem especializada. Por esse motivo a observação do fenótipo e análise dos parentes ainda é o recurso mais utilizado para conhecer o genótipo. Quando um indivíduo apresenta o fenótipo condicionado pelo alelo recessivo, conclui-se que ele é homozigoto quanto ao alelo em questão (Ex: Uma semente de ervilha verde é sempre homozigota vv). Já um indivíduo que apresenta o fenótipo condicionado pelo alelo dominante poderá ser homozigoto ou heterozigoto. Uma semente de ervilha amarela (Ex: Pode ter um genótipo VV ou Vv), nesse caso o genótipo do indivíduo só poderá ser determinado pela análise de seus pais e de seus descendente. Caso o indivíduo com fenótipo dominante seja filho de pai com o fenótipo recessivo, ele certamente será heterozigoto, pois herdou do pai um alelo recessivo. Entretanto, se ambos os pais têm fenótipo dominante, nada se pode afirmar. Será necessário analisar a descendência do indivíduo em estudo: se algum filho exibir o fenótipo recessivo, isso indica que ele é heterozigoto.
Cruzamento-Teste: Feito com indivíduo homozigoto recessivo (aa) para o fator que se pretende estudar, que se facilmente se identifica pelo seu fenótipo e um outro de genótipo conhecido ou não (Ex: Se cruzarmos um macho desconhecido com uma fêmea com caráter recessivo (aa), podemos determinar se o macho é portador daquele caráter recessivo ou se é puro). Caso este seja puro todos os filhos serão como ele, se for portador 25% serão brancos, etc. A limitação destes cruzamentos está no fato de não permitirem identificar portadores de alelos múltiplos para a mesma características, ou seja, podem existir em alguns casos mais do que dois alelos (como foi citado acima ^^^), para o mesmo gene e o efeito da sua combinação variar. Além disso podemos estar cruzando um fator para o qual o macho ou fêmea teste não são portadores, mas sim de outros alelos.

Sistema sanguíneo ABO:
Quando amostras de sangue de determinadas pessoas eram misturadas, as hemácias (unidade morfológicas da série vermelha do sangue, também designadas por eritrócitos ou glóbulos vermelhos, que estão presentes no sangue em número de cerca de 4,5 a 6,5 x 106/mm³, em condições normais), se juntavam, formando aglomerados semelhantes a coágulos.
Mitose e meiose: Os dois processos de divisão celular.
Nosso organismo está sempre realizando divisões celulares. Há dois tipos de divisão celular, a mitose e a meiose, e nós realizamos tanto quanto outra, mas em situações diferentes. Para o estudante, é importante saber distinguir casa uma delas: mitose ou meiose? , eis a divisão, digo, a questão... Vamos ver quando e como realizamos cada uma delas.
Compare os dois ciclos de divisão celular, essencial para renovação de tecidos e variabilidade genética. NO CADERNO...
Mitose: A mitose é um tipo de divisão celular que ocorre desde o surgimento da primeira célula do bebê (célula-ovo ou zigoto) até a nossa morte. Quando ainda estamos sendo gerados, no útero materno, é necessário que ocorra a duplicação das células a fim de formar o novo ser. A partir daí nunca mais paramos de realizar mitoses. Esse processo é de suma importância para continuarmos a nos desenvolver, a crescer, a repor as células perdidas, como por exemplo, ao sofrermos uma lesão na pele, ou perdermos células sanguíneas (hemácias) a cada 120 dias, etc.
A divisão da divisão: A mitose se inicia com uma célula diploide (2n), ou seja, com o número total de cromossomos da espécie que no nosso caso são 46. Em seguida há um período denominado intérfase, em que ocorre a duplicação do material genético, para depois começar a divisão propriamente dita. O processo de divisão é contínuo, mas para entendermos melhor a mitose costumamos subdividi-la em fases, que são:
ófase
metáfase
anáfase
telófase
Na prófase, há uma certa "desorganização", pois a cromatina (material genético) inicia sua espiralização, transformando-se em cromossomos (contendo duas cromátides-irmãs). Há o desaparecimento do nucléolo, o rompimento da carioteca (membrana nuclear) e os centríolos migram para os pólos da célula.
Mitose: tipo de divisão que resulta em duas novas células e é fundamental para o desenvolvimento, crescimento e reposição de células perdidas. A divisão começa com uma célula diploide (2n), ou seja, com o número total de cromossomos da espécie que no nosso caso são 46. DESENHO NO CADERNO....
Da metáfase à telófase: Na metáfase ocorre a espiralização máxima e os cromossomos encontram-se no centro da célula (plano equatorial), presos às fibras do fuso. Na anáfase, por sua vez, as cromátides-irmãs migram para os pólos opostos das células devido ao encurtamento das fibras do fuso. Finalmente, na telófase ocorre a formação de duas células - filas idênticas à célula mãe (que originou todo o processo) Termina aí a cariocinese (divisão do núcleo) e inicia a citocinese (distribuição equivalente do citoplasma). Nesta etapa, reaparecem a carioteca (MEMBRANA NUCLEAR), os nucléolos e os cromossomos voltam a desespiralizar-se (divisão celular).
Células sexuais: Já a meiose com a finalidade específica de produzirmos as células sexuais ou gametas (espermatozoide e óvulo ). No homem, os espermatozoides se produzem à medida que são utilizados. Durante a ejaculação, eliminam-se em média 300 milhões de células. Por sua vez, os óvulos já estão formados nos ovários da mulher desde o seu nascimento. São cerca de 400 mil, mas, normalmente, amadurece somente um cada mês, após a menstruação.
Segunda divisão: A meiose também é dividida em etapas. Além disto, essa divisão é. Na primeira divisão ocorrem a prófase I, metáfase I, anáfase I e telófase I. Na segunda, a prófase II, metáfase II, anáfase II e telófase II. A grosso modo, o que difere a meiose da mitose, além da formação de células com metade do número de cromossomos (n = 23), é que na prófase I acontecem subfases:
leptóteno
zigóteno
paquíteno
diplóteno
diacinese
Elas são importantes, pois favorece o "crossing-over", ou seja, a mistura do material genético, com a quebra e troca de pontas entre os cromossomos. Mas, por que esse fato é importante? Para favorecer a variabilidade genética, o que garante a nossa diversidade.
Cromossomos são estruturas compostas de DNA que, por sua vez, carregam os genes de um ser vivo, responsáveis por definir as características físicas particulares de cada indivíduo.
FASES DA MEIOSE: abaixo!.

Reprodução ASSEXUADA não ocorre o encontro de gametas, a uma divisão de material genético, exp: o material genético das duas filhas vai ser igual o dá mãe o que não ocorrerá muita variabilidade genética, que virá apenas das mutações ao longo da vida do organismo.
E a reprodução sexuada, que ocorre a variabilidade genética, por causa da formação dos gametas Elas são importantes, pois favorece o "crossing-over", ou seja, a mistura do material genético, com a quebra e troca de pontas entre os cromossomos. Mas, por que esse fato é importante? Para favorecer a variabilidade genética, o que garante a nossa diversidade.
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Idade Contemporânea
É uma época da História que tem início em 1789 (começo da Revolução Francesa), e que se estende até os dias atuais.
Principais Características:
Consolidação do capitalismo como sistema econômico.
Desenvolvimento industrial.
Ascensão política e econômica da burguesia industrial, principalmente nos países europeus.
Consolidação do regime democrático após meados do séc XIX.
Neocolonialismo e Imperialismo: disputas de territórios, mercados consumidores e fonte de matérias-primas pelas potências europeias.
Amplo desenvolvimento tecnológico, principalmente a partir de meados do séc XX.
Desapontamento, no séc XX, dos Estados Unidos como grande potência
Globalização da economia a partir de meados do séc XX.
Alguns acontecimentos que levaram à Idade Contemporânea:
- 1789: início da Revolução Francesa. OK.
- 1817: começo do processo de independência das colônias espanholas. OK.
- 1822: proclamação da Independência do Brasil. OK.
- 1829: primeira locomotiva a vapor da História. OK.
- 1848: revoluções burguesas de caráter liberal na França. OK.
- 1861: Guerra da Secessão (Guerra Civil Americana) com a vitória das colônias do norte e abolição da escravatura. OK.
- 1870: unificação italiana. OK.
- 1870 a 1871: Guerra Franco-prussiana. OK.
- 1871: finalização do processo de unificação da Alemanha. OK.
- 1871: Comuna de Paris – movimento socialista e revolucionário em Paris. OK.
- 1889: fim da Monarquia e Proclamação da República no Brasil. OK.
- 1898: Guerra Hispano-Americana. OK.
- 1900 a 1901 – Guerra dos Boxers. OK.
- 1904 a 1905 - Guerra Russo-Japonesa: Japão vence e conquista a região da Manchúria. OK.
- 1909: início, nos Estados Unidos, de uma nova forma de produção industrial: fordismo. OK.
- 1910: Revolução Mexicana. OK.
- 1914 a 1918: Primeira Guerra Mundial. OK.
- 1917: Revolução Russa e início do comunismo. OK.
- 1919: Tratado de Versalhes. OK.
- 1929: Quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque. A crise espalhou-se rapidamente pelo mundo ocidental. Foi a primeira grande crise do capitalismo. OK.
- 1936: Guerra Civil Espanhola. OK.
- 1939 a 1945: Segunda Guerra Mundial. OK.
- 1945 a 1989: Guerra Fria – conflito ideológico, econômico e político entre dois regimes antagônicos: capitalismo (liderado pelos Estados Unidos) e socialismo (liderado pela União Soviética). OK.
- 1989: Queda do Muro de Berlim, marco do fim do socialismo na União Soviética e nos países do leste europeu. OK.
- 1946: início do processo de descolonização da África e Ásia. OK.
- 1948: Proclamação do estado de Israel. OK.
- 1949: Revolução Chinesa e proclamação da República Popular da China, liderada por Mao Tsé-tung. OK.
- 1950 a 1953: Guerra da Coreia. OK.
- 1959: Revolução Cubana. OK.
- 1959 a 1975: Guerra do Vietnã. OK.
- 1966: Revolução Cultural na China, liderada Mao Tsé-tung. OK.
- 1969: Pela primeira vez na História o homem chega à Lua. OK.
- 1973: Crise do Petróleo. OK.
- 1979 – Revolução Islâmica no Irã. OK.
- 1964 a 1985: período da Ditadura Militar no Brasil. OK.
- 1982: Guerra das Malvinas entre Argentina e Inglaterra. OK.
- 1989: repressão do movimento pela democracia na China, conhecido como Massacre da Praça da Paz Celestial. OK.
- 1990 a 1991: Guerra do Golfo. OK.
- 1991: fim da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas).OK.
- 1992: criação da União Europeia, através do Tratado de Maastricht. OK.
- 1992 a 1995: Guerra da Bósnia no contexto da desintegração da Iugoslávia. OK.
- 1997: Grã-Bretanha devolve Hong Kong à China. OK.
- 1997: Clonagem da ovelha Dolly. OK.
- 1998 a 1999: Guerra do Kosovo. OK.
- 2001 – ataques terroristas às Torres Gêmeas em Nova Iorque. OK.
- 2002: entrada em vigor do euro (moeda oficial em 12 países da União Europeia). OK.
- 2005: entrada em vigor do Protocolo de Kyoto, que visa reduzir a emissão dos gases do efeito estufa. OK.
- 2008: início da crise econômica, que teve origem no mercado imobiliário dos EUA, espalhando-se por diversos países do mundo. OK.
Início da Revolução Francesa 1789:
Finalizada no ano de 1799.
Que mudara o cenário político e social da França.
Era um país falido em 1789.
Exageros de corte, os gastos excessivos com guerras, a Indisposição com a Inglaterra e os privilégios dispensados do clero e à nobreza, aumentando assim a insatisfação da população.
Era dividida em varias faixa etária: Clero, nobreza e a burguesia a ultima era formada por parte da população que pagava os impostos que eram altos e com isso levou a revolta da população, pois bancavam o clero e a nobreza.
O mal governamento do rei também foi um dos motivos da revolta, levando o país a falência por péssima administração econômica, ele também controlava os tribunais fazendo o que bem queria , com punições injustas com os presos, e eles eram levados a fortaleza de Bastilha, que mais tarde foi invadida pela população.
As principais reivindicações era o fim do privilégio do clero e a nobreza desfrutavam e a instauração da igualdade civil.
Teve apoio dos burgueses que viam a má administração como um empecilho para o desenvolvimento do capitalismo, também contavam com os intelectuais que procuravam orientar e conscientizar a população.
Crise financeira sofrida pelo país antes da revolução (uma das principais características).
Evolvimento da França na Guerra da Independência dos Estados Unidos, além da participação e derrota na Guerra dos Setes Anos.
Ascensão da burguesia e intelectual iluminista, que buscava a reforma social e o fim dos pensamentos medievais.
FOI MARCADA POR VARIAS FASES:
1º Fase: Pela convocação da Assembleia pelos Estados Gerais, em 5 de maio pelo rei Luis XVI, os estados eram o clero como o 1º estado, a nobreza como o 2º e os representantes da maioria da população que eram deputados do 3º estado. O motivo dessa reunião era porque o rei estava preocupado com a situação financeira do seu país, assim propondo o aumento de impostos do 1º e 2º estado, que assim gerou ainda mais revolta que acabou votando contra esse novo imposto. Como consequência ele teve a ideia de fazer mais uma convocação para aumentar os impostos assim do 3º estado, e cada um estado tem direito a um voto, o 1º e o 2º votaram a favor e só teve um voto contra que era do 3º, que afinal era a parcela da população que já sofria cobranças abusivas. Então o 3º estado teve a reação de pedir que as votações fossem feitas por representantes, mas acabou sendo negada pelo rei, então com essa atitude do rei o estado se auto declarou Assembleia Geral Nacional, com essa decisão os estados não poderiam mais votar entre si, o rei ficou surpreso e determinou que fechassem o local que havia a assembleia. Então o 3º estado resolveu se reunirem em uma sala que a nobreza se reuniam para participar de jogos e decidiram ficar ali até a instauração (inauguração/início), de uma constituição, após esse evento a população invadiu a fortaleza de Bastilha em Paris em 1789, com o objetivo de mostrar que era o fim do absolutismo (acabar com poder político). A Queda de Bastilha foi o evento máximo e decisivo para o começo da Revolução Francesa, pois era o local onde o rei mandavam injustamente os condenados, foi um evento tão importante que criaram um feriado nacional na data de 14 de julho, comemorando a Festa de Federação. Após a invasão de Bastilha, a Assembleia Geral Nacional se transformou em Assembleia Constituinte onde os deputados criaram uma constituinte, proibindo o privilégio feudais e de nascimento a igualdade de todos parentes a lei e garantia de propriedade e com isso foi criado um juramento que deu a origem ao lema da Revolução Francesa: ordem, igualdade e fraternidade. Em 1791 foi votada e aprovada a constituição que estabelecia a Monarquia Parlamentar que limitava o rei pela atuação do parlamento que era formada por uma parte da burguesia, na pratica o poder continuava na mão de uma minoria privilegiada. O povo francês continuavam sob abusos de impostos que acabou ocorrendo uma radicalização do movimento revolucionário, e com isso a população teve que tomar uma medida drástica tendo que lutar contra o conservadorismo que dominava a Assembleia.
2º Fase: Considerada a mais popular do movimento, onde os burgueses haviam proclamado uma república à República Girondina em setembro de 1792, transferindo o poder do rei para a própria burguesia, dando assim o fim da monarquia. O rei Luis XVI e a rainha Maria Antonieta buscavam restabelecer o poder e para isso se alistaram à Áustria que tinha como objetivo invadir a França, mas os burgueses acabaram descobrindo e prederam o rei Luis XVI e a rainha Maria Antonieta, o rei foi condenado e morto na guilhotina em Janeiro de 1793, mais tarde no mesmo ano a rainha foi morta em setembro decapitada. Com isso o movimento revolucionário crescia cada vez mais e assim se tornando cada vez mais popular e liderado por Jacobinos, com um cenário de guerra civil os Jacobinos conseguiram derrubar os Gerondinos do poder, instituindo uma nova constituição em 1793, assim adotando alguns outros princípios que agradavam as classes populares, como por exemplo: A extinção da escravidão negra nas colônias francesas; Criação do Tribunal Revolucionário, que julgava os contrários a revolução sendo assim condenado à guilhotina; A reforma agrária, que confiscava as terras do clero e da nobreza, dividindo-os em lote para ser vendidos aos camponeses, que podiam pagar em 10 anos; A organização do Comitê de Salvação Pública, formado pelo poder executivo e o Comitê de Segurança Pública, responsável em investigar os suspeitos de traição; Venda de bens públicos e de emigrados para reestabelecer a economia pública; A Lei do Preço Máximo, estabelecendo um teto para salários e preços de produtos; O Sufrágio Universal, que determinavam que todos homens maiores poderiam votar. Apesar de que essas constituições foram de agrado a maioria da população o governo Jacobino acabou tornando-se ditatorial, eles decidiram que, para que se estabelece-se as democracias e garantir as conquistas instituídas, teria que impor o poder a população, e condenar que os suspeitos de traição fossem para à guilhotina. Com esse pedido o período ficou conhecido como a Era do Terror, que teve como líder supremo o Jacobino Maximilien Robespierre, foi o momento que a revolução Francesa mais se utilizou a guilhotina, até mesmo quem estava próximo ao Robespierre foi guilhotinado. Com o caráter opressor do governo Jacobino, os Gerondinos tiveram que se impor e articularem um golpe de estado, que assim daria origem à Terceira Fase da revolução.
3º: Nessa fase o Comitê de Salvação Pública condena Robespierre e outros líderes Jacobinos à morte, dando fim a Era do Terror em 27 de Julho de 1794, essa data ficou conhecida como o 9 do Termidor que caracterizou o golpe que retornaria os Girondinos ao poder, era o fim da participação da popular na Revolução Francesa, o novo governo foi denominado Diretório, sendo responsável em criar uma nova constituição. Com apoio do exército manteria a burguesia protegida dos Jacobinos e do antigo regime, apesar disso, as outras camadas sociais não respeitavam o governos, os burgueses mais influentes percebiam a queda do Diretório diantes dos inimigos internos e externos, eles acreditavam que deveria ter uma intervenção militar para mante a ordem e os lucros. O general mais famoso Napoleão Bonaparte havia retornado do Egito, tendo o apoio de alguns diretores e de todas as burguesias para extinguir o Diretório e instaurar o Consulado, esse golpe que ocorreu em 9 de novembro de 1799, ficou conhecido como 18 de Brumário, que deu início a era Napoleônica na França. A Revolução Francesa foi uma das mais conturbas na História e foi uma das mais importantes das revoluções, que estimulou o início da Idade Contemporânea.
Independência da América Espanhola (processo de independência das colônias espanholas):
Ocorrida a partir do séc XVI, a Espanha colonizou várias regiões da América.
O sistema de colonização espanhola baseado na exploração dos recursos naturais e minerais das áreas denominadas.
Os povos americanos (incas, astecas, maias e outros nativos), foram denominados, tiveram que perder suas terras e tiveram que seguir a cultura imposta pelos os espanhóis, tendo que trabalhar forçado para os colonizadores da Espanha.
A administração espanhola era totalmente controlada pela metrópole e tinha por objetivo principal a obtenção de riquezas.
Eram definidas pela coroa Espanhola, portanto, serviam aos seus interesses políticos e econômicos.
No campo econômico o controle da metrópole sobre as colônias americanas era rígido, só podiam comprar e vender produtos da Espanha, este impacto colonial era totalmente desfavorável aos colonos americanos, pois acabam sempre vendendo em preços baixos e comprando em preços altos, gerando assim lucro aos espanhóis.
O processo da independência ganhou força no começo do séc XVI, aproveitando a fragilidade política da Espanha, após a invasão das tropas napoleônicas.
Ocorrida entre os anos de 1810 à 1833.
Ressaltamos que o nível de insatisfação americana com o domínio espanhol atingiu o ponto máximo no começo do séc XIX.
Ao contrario que aconteceu no Brasil, o processo da independência espanhola foi violento, pois houve resistência militar por parte da Espanha, que gerou milhares de mortes de ambos os lados.
Foram divididas administrativamente em 4 vice-reinos como por exemplo:
Nova Granada;
Nova Espanha;
Rio da Prata;
Peru;
E 4 capitanias-gerais:
Chile;
Venezuela;
Guatemala;
Cuba;
Após o processo de independência os vice-reinos, foram divididos e se tornaram países, o vice-reino do Rio da Prata, por exemplo, transformou-se, após ser divididos, nos atuais:
Paraguai;
Argentina;
Bolívia;
Uruguai;
Enquanto o Brasil seguiu o sistema monárquico após sua independência em 1822, os países que se formaram com a independência das colônias espanholas adoram a República.
Anos da Independência dos principais países da América Espanhola:
- México: 1821
- Peru: 1821
- Argentina: 1816
- Paraguai: 1813
- Uruguai: 1815
- Venezuela: 1811
- Bolívia: 1825
- Colômbia: 1811
- Equador: 1811
- Chile: 1818
Principais líderes da independência nos países da América Espanhola foram: Simón Bolivar e San Martín.
Consequências:
Ascensão política dos criollos nas ex-colônias;
Conquista da liberdade econômica, que favoreceu financeiramente e politicamente aristocracia;
Criação de dependência econômica com relação à Inglaterra, maior potência mercantil do séc XIX;
Infelizmente a independência política não significou a diminuição das desigualdades e injustiças sociais nas ex-colônias espanholas, a pobreza e a miséria continuaram como realidade para a grande parte da população;
Instalação do sistema republicano em que através das eleições, as elites perpetuavam no poder;
Independência do Brasil:
Marcado pelo fim do domínio português e a conquista da autonomia política.
Houve muitas tentativas da conquista política, mas muito pessoas morreram, como podemos citar o Tiradentes que foi morto pela coroa portuguesa, pois queria à liberdade do nosso país, durante o processo da Inconfidência Mineira.
Dia do Fico:
Em 9 de Janeiro D. Pedro I recebeu uma carta da corte de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal, a tempos os portugueses insistiam nessa ideia pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro I, impediam este ideal. Então D. Pedro I, respondeu: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico".
Processo da Independência:
Após o Dia do Fico, D. Pedro I, tomou várias medidas, que desagradaram a metrópole, pois preparavam o caminho para à independência do Brasil, convocando uma Assembleia Constituinte, Marinha de Guerra, obrigando as tropas de Portugal voltarem para o reino e também determinando que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem sua aprovação, e além disso o futuro Imperador do Brasil, conclamavam para lutar a favor da Independência.
O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e São Paulo, para que eles se acalmassem, pois estavam preocupados que isso levaria à uma desabilitação social, durante essa viagem D. Pedro, recebeu mais uma carta anulando o pedido da Assembleia Constituinte e também pedindo que voltasse imediatamente para a metrópole.
Está notícia chegou a mão de D. Pedro quando ele estava de viagem de Santos para São Paulo, próximo ao riacho Ipiranga então ele levantou a espada e gritou: "Independência ou Morte", este fato ocorreu em 7 de setembro de 1822 que marcou a Independência do Brasil, no mês de Dezembro de 1822 D. Pedro foi declarado Imperador do Brasil.
Pós Independência:
Os primeiros países a reconhecerem a Independência do Brasil foi: Estados Unidos e México.
Portugal exigiu do Brasil o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas, para reconhecer a Independência da sua ex-colônia, como D. Pedro não tinha esse dinheiro, pediu um empréstimo a Inglaterra.
Por mais que tinha sido um grande valor, não contribui para que houvesse rupturas no Brasil.
O povo mais pobre se quer acompanhou ou entendeu o significado da independência.
A estrutura agrária continuo a mesma, a escravidão se manteve e a distribuição de renda continuo desigual.
A elite agrária que deu suporte a D. Pedro foi a camada que mais se beneficiou.
Primeira locomotiva à vapor da História:
Alguns poderiam dizer que foi inventada por Richard Trevithick, mas deixando essa questão de lado, pois muitas pessoas tentaram roubar este importante mérito.
A verdade é que Richard Trevithick só teve a ideia de associar o mecanismo de máquina a vapor com a locomotiva sobre trilhos de ferro, ele teve o "know how" para fazer isto.
Antes dele houve muitas descobertas que conduziram para chegar-se a primeira locomotiva a vapor.
Em seguida, a máquina a vapor teve um dos maiores desenvolvimentos na idade moderna, cujo resultado foi a Revolução Industrial.
Em segundo plano, a locomotiva a vapor pode ter traçado seu caminho desde 1698, quando um homem chamado Thomas Savery pensou em usar o vapor para "bombear" o carvão fora das minas.
Está maquina ainda não era completa, mas já apontava na direção do desenvolvimento da primeira máquina a vapor de verdade inventada por Thomas Newcomen.
Ele também projetou um "bombeador" de carvão para fora das minas, e continha apenas um pistão, mas contudo era uma máquina.
A primeira ideia revolucionaria veio em 1763 por James Watt, ele projetou um caminho cilíndrico para que dentro, um pistão, pudesse ir e voltar, uma haste para este pistão e esse conjunto foi chamado de virabrequim.
Este foi o inicio para muitas inovação que temos hoje. Esta foi a verdadeiramente a surpreendente ideia da época, mas infelizmente ela não recebeu nenhum apoio monetário como os inventores recebem hoje em dia, por isso não pode ser levado em diante.
Mas sozinho veio Richard Trevithick, que pegou a máquina a vapor de Watt, e as locomotivas a carvão que existiam até o momento, e combinou-os.
Richard Trevithick assim criou a primeira locomotiva a vapor.
História da locomotiva a vapor:
Inglaterra foi o país natal da locomotiva a vapor, que é essencialmente uma máquina a vapor usada para impulsionar um veículo sobre trilhos.
A primeira locomotiva foi construída em 1804 por Richard Trevithick para Penydarrem Iron Works em Wales, foi capaz de carregar um boa carga (25 toneladas aproximadamente), com um grande trilho e uma grande máquina estacionária a vapor, isto fez contudo, que outros se animassem para construir outras locomotivas a vapor.
George Stephenson construiu uma máquina chamada Locomotion para a Stockton & Darligton Railway, que foram em 1825, esta máquina com uma simples chaminé e um engate externo, tinha uma capacidade na caldeira mais adequado para transporte de carga do que de passageiros.
Muito mais poderosa era a Rocket, uma máquina projetada por Robert, filho de George Stephenson, a Rocket entrava para vencer a Rainhil em 1829, uma competição de locomotivas organizada pela Liverpool e Manschester Railway; a performance de Rocket convenceu os diretores da aplicação prática da energia do motor a vapor. A Rocket tinha caldeira multitubular e um eficiente método de exaustão de vapor e criação de um registro de chaminé para controlar a fornalha, gerava uma pressão de 3,4 atm (50 psi) na caldeira, suficiente para completar a competição com uma média de velocidade de 24 km/h (15 mph) com uma velocidade máxima de 46 km/h (29 mph).
As locomotivas inglesas foram de grande importância para os americanos, pois os Estados Unidos da América tinha limitado a capacidade manufatureira, importando assim mais de 100 locomotivas inglesas entre 1829 e 184, uma das primeiras a ser importada foi a Strourbridge Lion, importada em 1829 pela Delaware & Hudson Railroad, um dos engenheiros da companhia Horatien Allen, decidiu que as máquinas inglesas que além de pesadas eram rígidas demais para as ferrovias americanas, mas bem sucedida foi a John Bull, cuja a importação foi feita por Camden & Amboy Railroad em 1831, muito antes essa locomotiva era usada para transportar passageiros e levava em torno de 7 horas para cruzarem New Jersey.
Os americanos começaram a construir suas próprias locomotivas em 1830, o pequenino Peter Cooper (1,43 hp), Tom Thumb perderam a mais famosa competição contra as carruagens puxadas a cavalos mas mesmo assim os funcionários da Baltimore & Ohio Railroad convenceram que eles poderiam usar a energia a vapor ao invés de cavalos.
No dia do Natal em 1830 na Carolina do Sul a Best Friend of Charleston - a primeira locomotiva construída nos EUA para ser vendida - o primeiro trem a vapor com a capacidade de carregar 141 passageiros nas ferrovias da América. Ao contrário da Rocket, que tinha um simples par de maquinista,a Stourbridge, a John Bull e a Best Friend of Charleston, todas tinham quatro maquinista um par de cada lado. John B. Jervis, um engenheiro civil que trabalhava para a Mohawk & Hudson Railroad, não estava feliz com a rigidez do eixo dianteiro e os abalos de características pobres de tal máquina, então em 1832 ele construiu a Experiment, um máquina com um simples par de maquinista e um quarto eixo gerador (com um direcionador, com pesos em frente a locomotiva), esta nova maquina se adaptava-se melhor curvas e as fazia desenvolvendo maior velocidade.
Seguiram rapidamente outras invenções americanas, em 1836, Henry Campbell da Filadélfia, projetou uma máquina de oito eixos (com vagão aberto para 4 maquinista), conhecida como a locomotiva tipica americana e seu modelo dominou EUA por meio séc. Joseph Harrison, também da Filadélfia, em 1839 inventou um eixo amortecedor que permitiu equilibrar a pressão do vapor pelo comando de cada maquinista, o que tornou plano um caminho ondulado.
No inicio da década, Isaac Dripps, da Camdem & Amboy, criou o guia conhecido como "limpa-trilhos" e implantou pela primeira vez em uma John Bull, tal equipamento adicional era necessário na América, onde só as pequenas ferrovias eram protegidas por cercas. A viagem ferroviária noturna era regularmente comum dentro de 12 anos, e somente pelos anos 1840 o convencional grande farol dianteiro foi adicionado, que queimava querosene em frente e pequenos refletores, desde então se tornou comum. A caixa de areia (para proporcionar melhor tracionamento da locomotiva) foi usada pela primeira vez na Pennsylvania em 1836 quando a praga dos gafanhotos ameaçava parar todos os movimentos dos trens no estado. Lonas, e mais tarde madeiras, as cabines dos maquinistas foram frequentemente adicionadas as máquinas nos estados do norte e melhoradas para a proteção contra as condições do tempo principalmente durante o inverno rigoroso.
Igualmente sinos e sirenes eram encontrados em muitas locomotivas para dar um sinal de perigo para cruzar estradas de ferro, o apito eram também utilizado para avisar a população do trem.
Por volta de 1850, locomotivas inglesas e americanas tendiam a se deferir (condescender) consideravelmente, máquinas inglesas eram pequenas, com geralmente pequenos tendes e cabines, eles raramente usavam eixo girador ou pequenos eixos direcionados com pesos na frente, e o tipico "limpa-trilhos" americanos nunca foi visto em maquinas inglesas. Naturalmente em cada país, os construtores as projetavam para atender as diferentes necessidades e aos requerimentos se suas próprias ferrovias, ambos os países exportaram muitas locomotivas para as nações em desenvolvimento, durante o séc XIX (19).
Diante da guerra civil, a locomotiva favorita projetada na América era de oito eixo (também típica americana), conhecida como 4-4-0 (4 eixos na frente, 4 condutores e 0 eixo depois da cabine), de acordo com sistema de classificação das máquinas elaboradas por Frederic M. Whyte.
Em 1860, a típica locomotiva americana tinha um funcional limpa-trilhos, grande farol dianteiro, balão de chaminé e um nome em vez de número, custava $8,000 a $10,000 para construção, e usava-se madeira, ou possivelmente carvão, como combustível.
Entre 1850 e 1860 o peso médio de uma 4-4-0 aumentou 15 a 25 toneladas.
Por volta de 1870, era maior, mais potente, e mais carvão queimado (menos economia), e elas eram menos provedoras de 85% da energia motora dos EUA.
No início do séc, entre a guerra civil e a primeira guerra mundial , uma nova ênfase era aplicada, sobre a força a carga, e energia na fabricação das locomotivas americanas, o objetivo era aumentar o número de eixos tracionadores (condutores). A Baltimore & Ohio aumentou o giro para dez eixos (4-6-0 de acordo com a classificação Whyte), e ainda a maior potencia de tração foi a Lehigh Valley introduziu a consolidação típica (2-8-0). A necessidade de aumentar a fornalha foi encontrada, então avançou-se para entre o par de condutores traseiros fazendo-a à mais larga e colocando adiante do eixo para a carga u pequeno eixo. O resultado é o tipo Antlatic (4-4-2) em 1895, poucos anos depois no lado Pacifico do Missouri encontram mais poder com o modelo Pacific (4-6-2).
As locomotivas a vapor nos EUA, continuaram seus melhoramentos durante a primeira metade do século XX.
Durante a primeira guerra mundial a US Railroad Admnistration comprou 1.930 locomotivas, todas construídas nos padrões especificados, com o nome de Mikado (2-8-2), locomotivas de carga.
Durante os prósperos anos 1920, 15.000 novas locomotivas foram compradas para as ferrovias americanas. Máquinas a vapor com dois grupos de condutores, fornalha e caldeira.
Durante a segunda guerra mundial, a União do Pacífico encarregou-se de 25 gigantes "BIG BOYS", enormes máquinas contendo 35,1m de comprimento, com 170 cm de condutores, e a capacidade de produção de 7000hp.
Por volta de 1950, a maior energia de máquinas a vapor tinha aproximadamente três vezes o esforço tracionado daqueles 50 anos precocemente.
Revoluções Burguesas (de caráter liberal na França):
São Revoltas protagonizadas pela classe burguesa.
As aspirações econômicas e sociais da burguesia, em detrimento do absolutismo foram responsáveis por essas revoluções.
A burguesia desejava com ânsia o capitalismo e, muito embora fosse economicamente a classe dominante, era subordinada política e juridicamente à monarquia e à igreja.
Ao longo dos séc XVII e XVIII a burguesia se demonstrará como uma classe social revolucionária, destruindo a ordem feudal, consolidando o capitalismo e transformando o Estado para atender seus interesses.
Ocorrido em vários locais e em período distintos, destacam-se todavia, a Revolução Puritana e Revolução Gloriosa, ambas na Inglaterra, no séc XVII, a independência dos EUA, a Revolução Industrial e a Revolução Francesa.
Conheça aqui as principais características da Burguesia.
Revolução Inglesas:
No decorrer dos séc XVI e XVII, a burguesia desenvolveu-se, graças a ampliação de mercadorias e das práticas do mercantilismo - que auxiliaram no processo de acumulação de capitais.
No entanto, a partir de um certo desenvolvimento das chamadas forças produtivas, a intervenção do Estado Absolutista nos assuntos econômicos passaram a se constituir em um obstáculo para o pleno desenvolvimento do capitalismo.
A burguesia passa a defender a liberdade comercial e a criticar o Absolutismo.
O absolutismo inglês desenvolveu-se sob duas dinastias, a dinastia Tudor e a dinastia Stuart.
Durante a dinastia Tudor Houve um grande desenvolvimento econômico inglês - principalmente no reinado da rainha Elizabeth I: consolidação do anglicanismo; adoção das práticas mercantilistas; início da colonização da América do Norte e o processo da política dos cercamentos, para ampliar as áreas de pastagens e a produção de lã.
Assim, a burguesia inglesa vinha enriquecendo rapidamente ampliando cada vez mais seus negócios e dominando a economia inglesa.
Além deste intenso desenvolvimento econômico a Inglaterra dos séc XVI e XVII apresentava uma outra característica: os intensos conflitos religiosos.
A religião oficial, adotada pelo Estado era o anglicanismo, existiam outras correntes religiosas: os protestantes ( calvinistas, luteranos e presbiterianos ), chamados de modo geral, de puritanos.
Havia ainda católicos no país.
A monarquia inglesa - anglicana - perseguia católicos e puritanos, gerando os conflitos religiosos.
Grupos de Religiões e Posições Políticas:
Os católicos a partir da Reforma Anglicana passar a deixar de ter importância na economia inglesa.
Os calvinistas, grupo mais numeroso, eram compostos por pequenos proprietários e pelas camadas populares.
O espírito calvinista, da poupança e do trabalho refletia os interesses da burguesia inglesa.
Os conflitos entre Monarquia e Parlamento:
No séc XVII, o Parlamento inglês contava com um grande número de puritanos que representavam os interesses da burguesia e não aceitavam mais a interferência do Estado Absolutista.
Com a morte de Elizabeth I, o trono inglês fica com os Stuarts, foi durante esta dinastia que ocorreram as Revoluções Inglesas.
A Dinastia Stuart:
Jaime I (1603/1625), uniu a Inglaterra à Escócia, sua terra natal, desencadeando a insatisfação da burguesia e do Parlamento, que o considerava estrangeiro.
Realizou uma intensa perseguição a católicos e puritanos calvinista.
Foi em virtude desta perseguição que muitos puritanos dirigiram-se ao Novo Mundo dando início à colonização da América inglesa, fundação da Nova Inglaterra, uma colônia de povoamento.
Carlo I (1625/1648), sucessor de Jaime I e procurou reforçar o absolutismo, estabelecendo novos impostos sem a aprovação do Parlamento.
Em 1628 o Parlamento impôs ao rei a "Petição dos Direitos", que limitava os poderes monárquicos: problemas relativos a impostos, prisões e convocações do Exército seriam atos ilegais, sem a aprovação do Parlamento.
No ano de 1629, Carlos I dissolveu o Parlamento e governou sem ele por onze anos.
Em 1640, Carlos I teve que convocar novamente o Parlamento necessidade de novos impostos, negados pelo Parlamento, diante da negação, Carlos I procura novamente dissolver o Parlamento, desencadeando uma violenta guerra civil na Inglaterra.
Revolução Puritana:
A guerra civil mostrou dois lados da sociedade, de um lado estava o partido dos Cavaleiros, que apoiavam o rei: a nobreza proprietária de terras, os católicos e os anglicanos; de outro estava os Cabeças Redondas (pois não usavam cabeleiras compridas como os nobres) partidários do Parlamento.
As forças do Parlamento, organizadas em um exército de rebeldes, eram lideradas por Oliver Cromwell.
Após uma intensa guerra civil (1641/1649), os Cabeças Redondas derrotaram os Cavaleiros, aprisionando e decapitando o rei, Carlos I, em 1649.
Após a morte de Carlos I foi estabelecida uma república na Inglaterra, período determinado "Commonwealth".
A revolução puritana marca, pela primeira vez, a execução de um monarca por ordem do Parlamento, colocando em xeque o princípio político da origem divina do poder do rei-influenciando os filósofos do séc XVIII (Iluminismo).
A motivação era não só econômica - a monarquia considerava que o desenvolvimento econômico aspirado pelos burgueses seria um entrave para o seu governo, mas também de caráter religiosos - em decorrência da imposição do catolicismo aspirada pelo rei, que era católico, enquanto a maior parte da Inglaterra era anglicana e o parlamento, por sua vez, era presbiteriano.
Em consequência disso, decorre a queda do absolutismo em detrimento da ascensão da monarquia parlamentar.
República Puritana (1649/1658):
Período marcado por intolerância e rigidez de Oliver Cromwell.
Este dissolveu o Parlamento em 1653 e iniciou uma ditadura pessoal, assumindo o título de Lorde Protetor da República.
Em 1651 foi decretado os Atos de Navegações, que protegiam os mercadores ingleses e provocaram o enfraquecimento comercial da Holanda.
Com este ato a Inglaterra passa a ter o domínio do comércio marítimo.
Oliver Cromwell, sob o pretexto de punir um massacre que católicos irlandeses tinham realizado contra os protestantes, invadiu a Irlanda, promovendo a morte de milhares de irlandeses, originando um profundo conflito entre Irlanda e Inglaterra, que perdura ainda hoje.
Após a morte do Lorde Protetor (1658), inicia-se um período de instabilidade política até o ano de 1660, quando o Parlamento resolveu restaurar a monarquia.
A Restauração e a Revolução Gloriosa:
Carlos II (1660/1685) - filho de Carlos I, que no ano de 1683 dissolveu o Parlamento, em seu reinado, o Parlamento dividiu-se em dois partidos: Whing, composto pela burguesia liberal e adeptos de um governo controlado pelo Parlamento e Tory, formado pelos conservadores e adeptos do absolutismo.
Jaime II (1685/1688) - Era católico e com a morte de Carlos II assumiu o poder e procurou restaurar o absolutismo monárquico, tendo oposição dos Whings. No ano de 1688, há o nascimento de um herdeiro filho de um segundo casamento com uma católica, temendo a sucessão de um governante católico, Whings (puritanos) e Torys (anglicanos), aliaram-se contra Jaime II, oferecendo o trono a Guilherme de Orange, protestante e casado com Maria Staurt - filha do primeiro casamento de Jaime com uma protestante.
Guilherme só foi proclamado rei quando aceitou a Declaração dos Direitos (Bill of Rights), que limitava os poderes do rei e estabelecia a superioridade do Parlamento, determinou-se também a criação de um exército permanente, a garantia da liberdade de imprensa e liberdade individual e proteção à propriedade privada.
A Revolução Gloriosa foi um complemento da Revolução Puritana, garantindo a supremacia da burguesia, através do controle do Parlamento. Também garantiu o fim do absolutismo monárquico na Inglaterra e o surgimento do primeiro Estado burguês, sob a forma de uma monarquia parlamentar.
A Revolução Francesa:
As transformações econômicas, políticas e sociais dos séc XVII e princípios do séc XVIII, se manifestaram no plano filósofo, num movimento de crítica ao Antigo Regime (o Estado Absolutista e o Mercantilismo). Este movimento é denominado Iluminismo.
O ILUMINISMO:
Entre os percursores do iluminismo temos René Descartes que mudou a concepção de mundo da época e defendeu a universalidade do racionalismo e Isaac Newton que provou que o mundo é regido por leis
Filósofos do Iluminismo:
John Locke (1632/1704) - sua principal obra é o Segundo tratado do governo civil. Lock é um defensor da tolerância religiosa e da liberdade política. Acreditava na liberdade e na propriedade como direitos naturais do homem e, para a manutenção destes direitos, houve u contrato entre os homens, surgindo o governo e a sociedade civil. Os governos teriam que respeitar os direitos naturais e, caso não fizessem, os cidadão possuíam o direito de se rebelar contra o governo tirano. Esta ideia será uma verdadeira arma na luta contra o absolutismo monárquico.
O pensamento de Locke contribuiu para a Revolução Gloriosa e influenciou a elaboração da Constituição dos EUA e 1787.
Montesquieu (1689/1755) - autor de O espírito das leis, onde o pensador preconiza a separação dos poderes (legislativo, executivo e judiciário), foi um crítico do absolutismo. monárquico.
Voltaire (1694/1778) - severo crítico da igreja, seu pensamento é caracterizado pelo anticlericalismo. Defensor dos direitos individuais. Defendia uma monarquia esclarecida, onde o governo sera nas ideias dos filósofos. Escreveu Cartas inglesas.
Jean-Jacques Rosseau (1712/1778) - era crítico da propriedade privada e da burguesia. Para Rousseau, o poder político repousava sobre o povo, que manifestava sua vontade mediante ao seu voto. Seu pensamento teve muita repercussão entre as camadas populares e pequena burguesia. Serviu de bandeira para a Revolução Francesa. Sua principal obra é O Contrato Social.
Jean d'Alembert (1717/1783) e Denis Diderot (1713/1784) - foram os organizadores da Enciclopédia, um resumo do pensamento iluminista, publicada entre 1751 e 1752. Nesta imensa obra há uma valorização da razão da razão e da verdade atividade científica. Nesta imensa obra há uma valorização da razão e da verdade atividade científica. Reafirma a concepção de governo como sendo fruto de um contrato entre governantes e governados.
PENSAMENTO ECONÔMICO DO ILUMINISMO:
O pensamento econômico do Iluminismo estava centrado na questão da liberdade econômica, desenvolvendo-se duas escolas: os fisiocratas e os liberais. As duas escolas criticavam o mercantilismo e o pacto colonial, atendendo os interesses da burguesia.
Os fisiocratas criticavam as práticas mercantilistas e propunham o fim da intervenção do Estado nos assuntos econômicos. Segundo os fisiocratas a economia funcionaria seguindo suas próprias leis. Afirmavam que a fonte de riqueza era a terra. O lema dos fisiocratas era "Laissez faire, laissez passer, le monde va de lui-même" ("Deixai fazer, deixai passar, que o mundo anda por si mesmo").
Os principais nomes desta escola foram : Quesnay, Turgot e Gournay. Os liberais, assim como os fisiocratas, criticavam as práticas mercantilistas, porém, ao contrário deles, os liberais consideravam o trabalho como a principal fonte de riquezas.
Defendiam a concorrência, a divisão do trabalho e o livre comércio. o principal teórico desta escola foi Adam Smith, que sistematizou o pensamento liberal na obra A Riqueza das Nações. As ideias liberais são conhecidas como liberalismo econômico e constituem as premissas básicas do capitalismo liberal.
CONSEQUÊNCIAS DO ILUMINISMO:
O Iluminismo criticava o absolutismo, o mercantilismo, a intolerância religiosa e afirmava que os homens são iguais, perante a Natureza. Assim, a desigualdade entre os homens é fruto da sociedade. Para que haja uma sociedade justa é necessário a igualdade entres os homens e a liberdade de expressão.
As ideias iluministas teve intensa repercussão em toda a Europa influenciou sobremaneira na Revolução Francesa. Na América, o Iluminismo inspirou a independência dos EUA e contribuíram para que os Estados absolutistas da Europa patrocinassem reformas políticas.
Essa política de reforma foi denominada despotismo esclarecido, caracterizada por projetos de modernizações e pela racionalização da administração. Os principais despostas esclarecidos foram José II da Áustria; Catarina II da Rússia; Frederico II da Prússia e o marquês de pombal, ministro de José I rei de Portugal.
Revolução Francesa e Causas (foi feito acima e demais no conceito lido também ^^ ).Revolução Gloriosa:
A Revolução Gloriosa, tal como a Revolução Puritana, essencialmente marca o fim do absolutismo.
A Inglaterra, cuja maior parte da população era protestante, passou a ser governada por Jaime II - rei católico, podendo assim, favorecer o catolicismo nas mais variadas vertentes, colocando os católicos a ocupar cargos de privilégio. Sabotado por sua própria filha Maria e seu genro - Guilherme Orange, ambos protestantes, o rei foge para a França e são coroados reis Guilherme e sua esposa, dando início à monarquia parlamentar, com a aprovação do Bill of Rights (Declaração dos Direitos: documento que garante o poder do parlamento, bem como autentica a inibição dos católicos ao trono e outras posições privilegiadas, mitigando desta forma o receio dos protestantes quanto ao fortalecimento do catolicismo).
Guerra de Secessão (Guerra Civil Americana):
Também conhecido como Guerra Civil Americana, a Guerra de Secessão durou entre 1861 e 1865.
Ocorreu entre o Norte e o Sul dos Estados Unidos da América.
Para compreender melhor as tensões que levariam à guerra, devemos considerar o extraordinário crescimento que este país teve nos cerca de oitenta anos que haviam se passado desde a sua independência final da metrópole inglesa, em 1782.
Neste intervalo de tempo, o território dos EUA quadruplicaria a e sua população se multiplicaria por oito vezes, taxas muito maiores do que qualquer outro país da época.
Tudo isso seria acompanhado por uma vigorosa atividade econômica.
Os EUA também tinha um frágil equilíbrio político, com sua estrutura iluminista dos três poderes governamentais sendo constantemente prejudicado por disputas entre políticos do Norte - que favoreciam um poder centralizado - e do Sul - que preferiam uma maior independência de ação dos estados.
Isso se dava devido a questão econômicas, o sul abençoado com temperaturas propícias para o cultivo, utilizava ampla mão-de-obra escrava para a agricultura, quanto ao Norte restou á dedicação ao comércio e ás indústrias, como consequências, ambas as sociedades tinham dois projetos de sociedade radicalmente distintos.
Com o avanço gradual do modelo de pequena propriedade familiar típico do Norte, a escravidão passou a ficar cada vez mais restrita ao Sul, num contexto em que o movimento abolicionista crescia no mundo.
Eventualmente, a questão chegaria ao Congresso, onde em 1820 os políticos sulistas conseguiram a aprovação do chamado Compromisso de Missouri, que procurava ordenar a incorporação política dos novos Estados que iam surgindo com a rápida expansão em direção ao Oeste.
Por muito tempo, este acordo preservou o precário equilíbrio entre os estados livres do Norte e os estados escravistas do Sul.
Em 1850, contudo, o território da Califórnia - parcialmente sulista - requereu ingresso na União como estado livre. Depois de acalorados debates o pedido foi aceito; assim o congresso começou a pender em favor ao Norte abolicionista.
O precedente da Califórnia incendiaria os ânimos sulistas, que a partir de então recorreria às armas para garantir que seus próprios habitantes seriam maioria dos últimos territórios que restavam para serem anexados.
Em tal contexto, a eleição presidencial do abolicionista Abraham Lincoln, em 1860, causou o rompimento dos estados sulistas com a União e o começo da guerra civil.
De início, os cavaleiros sulistas garantiram a vantagem contra o Norte industializado, ganhando a maior parte das batalhas em 1861.
A desvantagem nortista obrigaria Lincoln a tornar a libertação dos cativos negros um objetivo de guerra com a Declaração de Emancipação. Ganhando mais apoio, o exército nortista foi capaz de ganhar a sangrenta batalha de Gettysburg, obrigando o Sul a adotar uma estratégia meramente defensiva.
A partir de 1864, com a nomeação de Ulysses S. Grant como comandante das forças do Norte, os sulistas encurralados e forçados a resistir das guerra de trincheiras perto da capital Richmond.
Em Março de 1865, quatro meses após a reeleição de Lincoln, a cidade seria capt-urada; em maio, terminariam os últimos combates.
Antes, contudo, em abril, o presidente fora assassinado por um radical sulista, o que acabaria levando o Congresso a adotar rígidos termos de paz com o Sul.
Esta medida que acabaria por iniciar o percurso histórico que levaria á consolidação da forte segregação dos negro nos estados sulistas.
Guerra de Secessão (outro site, alguns outros fatos relatados para complementar).
A Guerra de Sucessão (Guerra Civil) foi um conflito militar que ocorreu nos Estados Unidos, entre os anos de 1861 e 1865.
De um lado ficaram os estados do Sul (Confederados) contra os estados do norte (União).
Os estados do sul tinham uma economia baseada no latifúndio escravista e na produção, principalmente de algodão, voltada para a exportação.
Os estados do norte defendiam a abolição da escravidão e possuíam suas economias baseada na indústria.
Estas diferenças de interesses deflagrou o conflito.
O conflito teve início em 1861 através de ações militares do sul. Com duração de cinco anos a guerra provocou a morte de aproximadamente 600 mil pessoas.
Os estados do norte, mais ricos e mais preparados militarmente, venceram e impuseram seus interesses sobre o país.
A escravidão foi abolida, atendendo aos interesses dos estados do norte. Apesar disso, os negros não tiveram nenhum programa governamental que lhes garantissem a integração social. Após a liberdade, foram marginalizados pela sociedade.
A região sul foi ocupada militarmente até o ano de 1877.
O processo de industrialização do norte intensificou-se ainda, mais gerando mais riqueza na região. Por outro lado, o sul passou por uma crise, perdendo influência política.
Unificação Italiana:
O Congresso de Viana (1814-1815), determinou que os atuais territórios da Itália e da Alemanha fossem divididos em diversos estados dominados por estrangeiros.
Os povos desses territórios não aceitaram a divisam feita por Viena e promoveram, então, movimentos racionalistas visando transformar suas nações em estados nacionais independentes.
Onde hoje é a Itália foi dividida em pequenos estados por ordem de Viena, são eles:
Reino Sardo-Piemontês: governados por uma dinastia italiana. Era autônomo e soberano;
Reino Lombardo-Venaziano: governado pela Áustria;
Ducados de Parma, Módena e Toscana: governado por duques subservientes à Áustria;
Estados Pontifícios: governados pelo papa.
Reino das Duas Sicílias: governado pela dinastia de Bourbon.
A primeira luta do movimento para unificar a Itália só teve início depois da decisão do Congresso de Viena que transformava atual Itália.
As primeiras tentativas de libertação do território italiano foi uma organização revolucionária chamada de Jovem Itália liderada por Giusuppe Mazzini, republicano que junto com a jovem Itália defendia a independência e a transformação da Itália numa república democrática.
Em 1848, os seguidores de Mazzini promoveram outra manifestação contra a dominação austríaca em territórios italianos, mas foram vencidos pelo poderoso exército austríaco. Apesar da derrota, o ideal nacionalista permanecer forte e a partir dessa época, a luta pela unificação passou a ser liderada pelo reino Sardol-Piemontês. Cavour, um dos líderes do Risorgimento (movimento que pretendia fazer a Itália reviver sues tempos de glória), representava todos os que desejam a unificação.
Para alcançar tal objetivo, Cavour teve o apoio da burguesia e dos proprietários rurais e colocou em prática um plano de modernização da economia e do exército do Piemonte, aproximou-se da França e conseguiu ajuda militar para enfrentar.
Com a ajuda da França, o exército de Cavour obteve expressivas vitórias sobre à Áustria, derrotada foi forçada a entregar o reino.
Quase em mesmo tempo, o revolucionário Giuseppe Garibaldi atacou o reino das Duas Sicílias e criou condições para sua libertação do domínio estrangeiro.
Decidiram então por intermédio de um plebiscito ser governados também pelo rei do Reino Sardo-Piemontês Victor Emanuel II.
Com a maior parte do atual território italiano, em 1861 Victor Emanuel II foi proclamado rei da Itália, mas, para que a unidade fosse completada era necessário conquistar Veneza e Roma.
Veneza foi incorporada no ano de 1866 e Roma em 1870 onde passou a ser a capital do país no ano seguinte.
O papa Pio IX, não aceitou a perda dos domínios territoriais da Igreja e rompeu relações com o governo italiano, considerou-se prisioneiro e fechou-se no Vaticano.
Assim nasceu a Questão Romana, que só foi resolvida em 1929 quando foi assinado o Tratado de Latrão.
Por esse acordo, foi criado o Estado Vaticano dirigido pela Igreja Católica, (historiadomundo.uol.com.br/idade-moderna/a-unificacao-italiana.htm).
Unificação Italiana (Brasil Escola (site)).
A configuração político-territorial da Itália, no início do séc XIX, sofreu grande intervenção por parte das medidas firmadas pelo Congresso de Viena de 1814.
Com os acordos consolidados, a atual região da Itália ficou dividida em oito estados independentes, sendo que alguns deles eram controlados pela Áustria.
Nesse mesmo período de recondicionamento de soberania monárquica, movimentos nacionalistas afloraram em diferentes partes da Itália.
Ao mesmo tempo, as motivações e projetos desses grupos nacionalistas eram bastante variados, envolvendo grupos de trabalhos urbanos e rurais e alcançando até mesmo a burguesia nacional, o Risorgimento manisfesta-se em ideias que passavam por tendências republicanas e, até mesmo monárquicas.
Outra interessante manifestação nacionalista também pôde ser contemplada com o aparecimento dos carbonários.
A ação dos carbonários se estabeleceu ao sul da Itália sob a liderança do comunista Filippo Buonarotti, lutando contra a ação dos governos absolutista, o carbonarismo foi um dos mais importantes movimentos nacionalistas de bases popular da Itália.
Em 1831, Giuseppe Mazzini liderou outro movimento republicano representado pela criação da Jovem Itália.
mesmo não obtendo sucesso, o nacionalismo italiano ainda teve forças para avivar suas tendências políticas.
No ano de 1847, uma série de manifestações antimonárquica tomaram conta da região norte, nos reinos de Piemonte e Sardenha, e ao sul no Reino das Duas Sicílias.
No Reino da Lombardia consolidou-se um dos maiores avanços republicanos quando o rei foi obrigado a instituir um Poder Legislativo eleito pelos cidadãos.
Mesmo com a agitação dessas revoltas, a presença austriaca e o poder monárquico conseguiram resistir à crescente tendência republicana.
Só com o interesse da burguesia industrial do norte da Itália, politicamente patrocinada pelo primeiro-ministro piemontês Camilo Benso di Cavour, que o processo de unificação começou a ter maior sustentação.
Angariando o apoio militar e político dos Estados vizinhos e do rei francês Napoleão III, em 1859, a guerra contra a Áustria teve seu início.
Temendo a deflagração de movimentos de tendência socialista e republicana, o governo Francês retirou o seu apoio ao movimento de unificação.
Ainda assim, Camilo di Cavour conseguiu unificar uma considerável porção dos reinos do norte.
Nesse mesmo período, ao sul, Giuseppe Garibaldi liderou os "camisas vermelhas' contra as monarquias sulistas.
Para não enfraquecer o movimento de unificação, Garibaldi decidiu abandonar o movimento por não concordar com as ideias defendidas pelos representantes do norte.
Dessa maneira, os monarquistas do norte controlaram a unificação estabelecendo o rei Vitor Emanuel II.
No ano de 1861, o Reino da Itália era composto por grande parte do seu atual território.
Entre 1866 e 1870, após uma série de conflitos, as cidades de Veneza e Roma foram finalmente anexadas ao novo governo.
A unificação da Itália teve seu fim no ano de 1929, quando após anos de resistência da autoridade papal, o tratado de Latrão completou a formação da nação italiana.
Apesar de representar uma luta histórica ao longo do séc XIX, a unificação italiana não conseguiu prontamente criar uma identidade cultural entre o povo italiano.
Além das diferenças de cunho histórico, linguístico e cultural, a diferença do desenvolvimento econômico observado nas regiões norte e sul foi outro entrave na criação da Itália.
Guerra Franco-Prussiana:
Foi um conflito armado envolvendo a França contra um conjunto de estados germânicos liderados pela Prússia, que se desenrolou entre 1870 e 1871.
Em sua origem estava a política desenvolvida pelo chanceler prussiano Otto von Bismarck, com a intenção de unificar a Alemanha.
Em posição, o imperador francês Napoleão III tinha como objetivo reconquistar o prestígio perdido interna e externamente, depois de inúmeros reveses político-diplomáticos.
O poderio militar prussiano também constituía uma ameaça à supremacia francesa no continente europeu.
Com altas ambições políticas de ambos os lados, a primeira questão que colocasse as duas potências em lados opostos seria o bastante para iniciar o conflito, e este episódio acabou sendo a disputa pele sucessão ao trono da Espanha.
O que precipitou os eventos da guerra foi a candidatura de Leopoldo, príncipe de Hohenzollern-Sigmarigen e primo do rei da Prússia, ao trono espanhol, vago logo a seguir à revolução espanhola de 1868.
Pressionado por Bismarck, Leopoldo aceitou a candidatura, e o governo francês, alarmado com a perspectiva de uma aliança prussiano-espanhola, ameaçou declarar guerra à Prússia caso essa pretensão não fosse retirada seguida a uma imediata renúncia.
No fundo, tratava-se de uma armadilha, um blefe do chanceler prussiano à qual Napoleão III, caiu sem muita reflexão.
A questão não era realmente o trono espanhol, este era apenas uma isca, pois a França deveria ser a potência agressora, estimulando os estados alemães a lutarem em conjunto contra um agressor em comum: esta era a estratégia de Bismarck.
Em 19 de Julho de 1870, diante das negativas dos alemães em retirar a candidatura ao torno espanhol, a França declarou guerra à Prússia, e imediatamente o Estado Meriodina da Alemanha se colocou ao lado do rei da Prússia Guilherme I numa frente comum.
Os franceses conseguiram mobilizar um pouco mais de 200.000 homens, que incorporaram no exército da Alsácia e da Lorena, sob ordens dos marechasi Mac-Mahon e Bazaine.
Quantos aos alemães, formaram num curto espaço de tempo, um forte exército de 400.000 soldados, sob o comando supremo de Guilherme, que tinha a seu lado como chefe de estado-maior um grande estratego, o marechal de campo Helmuth von Moltke.
A batalha que decidiu o conflito foi a Batalha de Sedan, de 1 de setembro de 1870, concluída com a rendição das tropas francesas e a captura de Napoleão III.
O Tratado de Frankurt, assinado a 10 de maio de 1871, acabou com a guerra, acabando por impor uma humilhante derrota à França, pois esta perdeu parte das províncias de Alsácia e lorena e teve que pagar uma pesada indenização de guerra, aceitando ainda a ocupação alemã (agora como país unificado), até à satisfação da dívida.
A nova Assembleia Nacional francesa, eleita para negociar a paz, reuniu-se em Bordéus em 13 Fevereiro e Adolphe Thiers foi eleito como o primeiro presidente da Terceira República.
Os pesados encargos foram completamente saldados em Setembro de 1873, e nesse mesmo mês, depois de uma ocupação de cerca de três anos, as tropas alemãs deixariam o solo francês.
Unificação Italiana (finalização do processo de unificação da Alemanha):
Depois da queda de Napoleão, o processo de reorganização das monarquias europeias deu origem à formação da Confederação Alemã.
Tal confederação consistia em uma região formada por 39 Estados independentes comprometidos a defenderem a soberania das monarquias dos estados participantes.
Dentro desse aglomerado de monarquias, Áustria e Prússia sobressaiam-se enquanto as mais influentes nações da Confederação.
Por um lado, os austríacos tinham seu desenvolvimento econômico sustentado pelo seu forte setor agrícola.
De outro, a Prússia via no processo de unificação política dos estados confederados um importante passo para o desenvolvimento econômico daquela região. Buscando efetivar seu interesse, a Prússia criou uma zona aduana chamada de Zollverein, que aboliu as taxas alfandegarias entre as monarquias envolvidas no acordo.
Alheia a esse processo de industrialização e unificação, a Áustria foi excluída do acordo.
Prestigiado com o cargo de primeiro-ministro da Prússia, o chanceler Otto Von Birsmark tomou a missão de promover o processo de unificação alemã.
Em 1864, entrou em guerra contra a Dinamarca e assim conquistou territórios perdidos durante o Congresso de Viena.
No ano de 1866, Bismarck entrou em conflito com a Áustria e durante a Guerra das Setes Semanas, conseguiu dar um importante passo para a unificação com a criação da Confederação Alemã do Norte.
Com isso, a Prússia passou a deter maior influência política entre os estados germânicos, isolando a Áustria. Com a deflagração de um desgaste político entre a França e a Prússia, o governo de Bismarck tinha em mãos a última manobra que consolidou o triunfo unificador.
Com a vitória na Guerra Franco-Prussiana, em 1870, a Prússia conseguiu unificar a Alemanha.
O rei Guilherme I foi coroado como kaiser (imperador) da Alemanha e considerado o líder máximo do II Reich Alemão.
Conquistando na mesma guerra as regiões da Alsácia e da Lorena, ricas produtoras de minério, o império alemão viveu rápida ascensão de sua economia.
O processo de unificação da Alemanha, junto com o italiano, simbolizou um período de acirramento das disputas entre as economias europeias.
A partir do estabelecimento dessas novas potências econômicas, observamos uma tensão política gerada pelas disputas imperialistas responsáveis pela montagem do delicado cenário preparatório da Primeira e da Segunda Guerra Mundial.
Unificação Alemã (complemento de outro site educação.globo.com).
A Alemanha era um conjunto de 39 Estados, independentes entre si e diversificados.
Desde 1815, pelas determinações do Congresso de Viena (conferência diplomática, ocorrida na cidade de Viena (capital da Áustria) entre setembro de 1814 e junho de 1815. Contou com a participação de representantes das grandes potências europeias, que haviam vencido a França de Napoleão em 1814), esses Estados estavam reunidos na Confederação Germânica, liderada pela Prússia e pela Áustria.
Em 1834, sob a influência de grupos de industriais, sobretudo da Prússia, estabeleceu-se o Zollverein, uma união aduaneira (uma forma de integração econômica) com o objetivo de eliminar os impostos alfandegários entre os integrantes da Confederação Germânica.
Até 1823, quase todos os Estados alemães haviam aderido ao Zollvereun, exceto a Áustria. Além de integrar a Confederação Gêrmanica (foi uma associação política e econômica (a Zollverein, a partir de 1834) dos principais territórios de língua alemã), o Zollverein contribuiu para impulsionar o desenvolvimento econômico alemão.
Bismarck e Unificação:
Em vários Estados da Confederação Germânica, cresciam as ideias nacionalistas, elaboradas por intelectuais que desejavam a união étnica e cultural dos povos germânicos sob a tutela de um só Estado.
A primeira tentativa, empreendida pela Prússia em 1850, fracassou devido à interferência da Áustria.
Em 1862, no entanto, o rei prussiano Guilherme I nomeou como seu primeiro ministro Otto von Bismarck, conhecido como O Chanceler de Ferro, e a Prússia passou a liderar firmemente o processo de unificação, investigando em força bélica.
Bismarck acreditava que a unificação da Alemanha não se concretizaria sem o uso da força militar.
Assim, usando de diplomacia, mas também de muita determinação, organizou um poderoso exército e liderou a Prússia em guerras contra a Dinamarca, Áustria e França.
Ao final dessas guerras em 1871, Guilherme I foi proclamado imperador da Alemanha.
Unificada a Alemanha, o processo de industrialização do país acelerou-se, tornando-o uma das economias mais fortes do mundo.
Esse crescimento industrial, econômico e militar, por sua vez, exigiu a ampliação dos mercados consumidores para seus produtos, levando a Alemanha a disputar regiões coloniais antes dominadas por Inglaterra e França.
Resposta de uma questão do site (achei interessante):
O processo de unificação alemã foi dirigido pela burguesia industrial, sob a liderança de Bismarck, em aliança com membros da aristocracia que via nessa unificação a consolidação do 1º império (Reich) alemão, enquanto no processo de unificação italiana ocorre uma forte participação das camadas populares e camponesas do sul da Itália, liderados por Giuseppe Garibaldi, fato que pode ser atestado na imagem do líder italiano que se apresenta como uma pessoa do povo.
Comuna de Paris (movimento socialista e revolucionário em Paris):
Foi um movimento popular que levou ao poder a classe trabalhadora francesa na prefeitura de Paris.
Foi a primeira república proletária (classe social mais baixa que se formou dentro das sociedades industrializadas), de que se tem notícia.
Surgiu em oposição ao acordo de paz feito no fim da guerra Franco-Prussiana, que previa vantagens ao governo da Prússia em detrimento dos direitos dos cidadãos franceses.
Sua orientação política era socialista, baseada na Primeira Internacional dos Trabalhadores.
Contexto histórico da Comuna de Paris:
A guerra Franco-Prussiana finalizou com a derrota da França diante do exército prussiano e com a cidade de Paris cercada e rendida. A Assembléia Nacional Francesa, órgão criado pelas províncias francesas durante a guerra, era composta em sua maioria por deputados monarquistas favoráveis a rendição francesa perante a Prússia.
Desta maneira de rendição assinado por Adolphe Thiers, chefe do gabinete conservador,era extremamente favorável à Prússia, chefiada por Otto Bismark.
Além de manter a cidade de Paris sob o domínio prussiano, o governo francês previa que os custos da guerra seriam cobrados dos trabalhadores, com aumento dos impostos.
Somem-se a isto as condições de trabalho desumanos, além dos direitos dos trabalhadores serem constantemente negados perante a classe burguesa.
A tomada de Paris:
Em 18 de março de 1871, os revolucionários ligados ao movimento da Comuna de Paris, tomaram a cidade, com o apoio da Guarda Nacional Francesa.
Mesmo com uma tentativa de sufocar o movimento revolucionário, os integrantes do governo republicano francês foram obrigados a deixar a cidade.
A autoridade local passou a ser exercida pelo comitê central da Guarda Nacional Francesa.
É importante ressaltar que, neste momento, a Guarda Nacional era único grupo armado na cidade, visto que, no acordo de paz, o exército francês teve que entregar suas armas.
A Guarda Nacional era formada principalmente por operários e pessoas ligadas à pequena burguesia.
Este fato foi decisivo para o seu posicionamento favorável à Comuna de Paris.
Com o governo francês transferido pra Versailles, a administração de Paris fica por conta do Comitê Central da Guarda Nacional.
Após uma ação de desarmamento da Guarda Nacional, promovida pelo governo Versailles, a população parisiense declara independência política perante o governo de Versilles declarando a Comuna de Paris e elegendo seus membros entre 26 e 28 de Março de 1871.
A Comuna de Paris:
A Comuna de Paris foi o primeiro governo administrado pelos proletários registrado na história.
O grupo inicial era formado por cidadãos comuns, trabalhadores sem treinamento militar.
Mais tarde, estes se juntaram aos membros patentes baixas do exército francês e massacraram seus comandantes.
Este foi um dos meios pelos quais a Guarda Nacional passou a ser a autoridade local.
A partir da tomada da prefeitura de Paris, foi organizado um comitê central dos bairros de Paris.
Este comitê era formado em sua maioria por trabalhadores filiados ao partido socialista, trabalhadores marxista, pequenos-burgueses, artistas, escritores e revolucionários em geral
Este comitê instituiu eleições diretas, com voto universal para homens.
As mulheres permaneceram sem direto ao voto.
O conceito de democracia direta e horizontal foi instituído em todos os setores da vida pública. Isto quer dizer que,a partir deste momento, todo trabalhador poderia candidatar-se a um cargo público, sem necessidade de indicação ou cargos de confiança.
Além disto, não havia diferença de valor entre os votos dos trabalhadores homens.
Além disto, a Comuna instituiu outras ações importantes para a classe trabalhadora e também para o restante da sociedade.
Dentre elas, podemos destacar a separação do Estado e da Igreja, devendo o Estado ser laico.
As igrejas foram destituídas como espaço de oração e agora eram espaços para debates livres.
A escola passou a ser universal e o salário dos professores duplicou.
No que tange aos direitos dos trabalhadores, o trabalho noturno foi abolido e a jornada diária foi estabelecida em oito horas.
A gestão dos espaços artístico e editoras passou a pertencer aos artistas e escritores.
As oficinas estavam fechadas foram reabertas em sistema de cooperativa.
Residências abandonadas foram desapropriadas e relocadas para trabalhadores sem moradias
Questões burocráticas, como a instituição do casamento, também passaram a ser simplificadas e, além disto, gratuitas.
O fim da Comuna de Paris:
Existiu entre 26 de março e 28 de maio de 1871.
Após o acordo de paz com o governo da Prússia, o comando de Versailles reorganizou seu exército e preparou uma ofensiva à cidade de Paris, com 100.000 homens armados.
A Guarda Nacional da Comuna constituía em 20.000 homens armados.
Embora tenha havido baixas de ambos os lados, a Comuna massacrada, com cerca de 40.000 mortos, entre homens, mulheres e crianças.
Entretanto, a importância histórica da Comuna de Paris é inegável, visto que influenciou grupos revolucionários posteriores e lutas pelos direitos civis.
Proclamação da República e fim da Monarquia:
O processo histórico em que se desenvolveu o fim do regime monárquico brasileiro e a ascensão da ordem republicana no Brasil perpassa por uma série de transformações em que visualizamos a chegada dos militares ao poder.
De fato, a proposta de um regime republicano já vivia uma longa história manifestada em diferentes revoltas.
Entre tantas tentativas de transformação, a Revolução Farroupilha (1835-1845) foi a última a levantar-se contra a monarquia.
Podemos destacar a importância do processo de industrialização e o crescimento da cafeicultura enquanto fatores de mudança sócio-econômica.
As classes médias urbanas e os cafeicultores do Oeste paulista buscavam ampliar sua participação política através de uma nova forma de governo.
Ao mesmo tempo, os militares que saíram vitoriosos da Guerra do Paraguai se aproximaram do pensamento positivista, defensor de um governo republicano centralizado.
Além dessa demanda por transformação política, devemos também destacar como a campanha abolicionista começou a divulgar uma forte propaganda contra o regime monárquico.
Vários entusiastas da causa abolicionista relacionavam os entraves do desenvolvimento nacional às desigualdade de um tipo de relação de trabalho legitimado pelas mãos de Dom Pedro II.
Dessa forma, o fim da monarquia era uma opção viável para muitos daqueles que combatiam a mão de obra escrava.
Até aqui podemos ver que os mais proeminentes intelectuais e mais importantes membros da elite agroexportadora nacional não mais apoiavam a monarquia. Essa perda de sustentação política pode ser ainda explicada com as consequências de duas leis que merecem destaques. Ex: abaixoV
Em 1850, a lei Eusébio de Queiroz proibiu o tráfico de escravos, encarecendo o uso desse tipo de força de trabalho. Naquele mesmo ano, a Lei de Terras preservava a economia nas mãos dos grandes proprietários de terra.
O conjunto dessas transformações ganhou maior força a partir de 1870. Naquele ano, os republicanos se organizaram em um partido e publicaram suas ideias no Manifesto Republicano. Naquela altura, os militares se mobilizaram contra os poderes amplos do imperador e, pouco depois, a Igreja se voltou contra a monarquia depois de ter suas medidas contra a presença de maçons na Igreja pelos poderes concedidos ao rei.
No ano de 1888, a abolição da escravidão promovida pelas mãos da princesa Isabel deu o último suspiro à Monarquia Brasileira.
O latifúndio e a sociedade escravista que justificavam a presença de um imperador enérgico e autoritário do séc XIX.
Os clubes republicanos já se espalhavam em todo o país e naquela mesma época diversos boatos davam conta sobre a intenção de Dom Pedro II em reconfigurar os quadros da Guarda Nacional.
A ameaça de deposição e mudança dentro do exército serviu de motivação suficiente para que o Marechal Deodoro da Fonseca agrupasse as tropas do Rio de Janeiro e invadisse o Ministério da Guerra.
Segundo alguns relatos os militares pretendiam inicialmente exigir somente a mudança do Ministro da Guerra, no entanto, a ameaça militar foi o suficiente para dissolver o gabinete imperial e proclamar a República.
O golpe militar promovido em 15 de novembro de 1889 foi reafirmado com a proclamação civil de integrantes do Partido Republicano, na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro.
Ao contrário do que aparentou, a proclamação foi consequência de um governo que não mais possuía base de sustentação política e não contou com intensa participação popular. Conforme salientado pelo ministro Aristides Lobo, a proclamação ocorreu às vistas de um povo que assistiu tudo de forma bestializada.
Estados Unidos: Cuba e a Guerra Hispano-Americana de 1898:
A rebelião de 1895, instigada em Cuba pelo patriota José Martí contra o domínio colonial espanhol, teve a adesão imediata da opinião pública norte-americana entenderem-na como uma guerra justa, favorecendo aqueles políticos e jornalistas que há muito pregavam a necessidade dos Estados Unidos anexaram a bela ilha caribenha , terra do açúcar e do tabaco aos interesses norte-americano. Tudo isso fez com que os Estados Unidos se envolvessem na sua primeira guerra fora do território continental: a guerra de 1898 contra o império espanhol.
José Martí e a libertação de Cuba.
"Foi uma esplêndida guerrinha"
John Hay a seu amigo Teddy Roosevelt.
As ilhas de Cuba e de Porto Rico, situadas no Caribe, eram os últimos vestígios do império espanhol no continente.
Findava o séc XIX e a rica estratégica de Cuba ainda não havia conseguido obter sua independência.
Mas em 1895, graças ao esforço de um dos mais notáveis libertadores latino-americanos, José Martí, e sua conclamação à luta feita pelo grito de Baire, iniciara-se a batalha final.
Denominado "El Apostol", Martí, a verdadeira alma do movimento por uma república cubana, era um hábil jornalista, incansável orador, fundador e organizador do Partido Revolucionário Cubano, arma política da emancipação da ilha.
Apesar dele ter sido mortalmente ferido logo no início do levante antiespanhol, a rebelião dos mambises, como os rebeldes nacionalistas se chamava, teve prosseguimento por meio de uma tenaz luta guerrilheira.
Após a morte de Martí, a chefia militar dividiu-se entre os generais Gómez e Maceo, em cujas filas lutavam negros e brancos, armados por expedições piratas saídas dos Estados Unidos e que a Marinha espanhola não conseguia interceptar.
Nesta guerra, tornaram-se célebres os métodos repressivos aplicadas pelo general Valeriano Wyler, que não hesitou em criar campos de concentração para isolar a guerrilha do seu apoio social.
A inútil tentativa espanhola:
Quando a guerra contra os rebeldes cubanos já entrava em seu segundo ano, o governo do ministro espanhol Sagasta destituiu o general Wyler e deu a Cuba um governo autônomo, o que desagastou a facção dos unionistas, que não desejavam a separação com a Espanha. A confusão reinante no país serviu como pretexto para que o presidente dos Estados Unidos, McKinley, enviasse para Havana o ecouraçado Maine para "proteger as vidas e propriedades americanas", fazendo com que o envolvimento do seu país no conflito fosse cada vez mais intenso.
A cobiça americana pela ilha de Cuba:
A ideia de que a ilha de Cuba, "a pérola do Caribe", era uma espécie de prolongamento litoral norte-americano, um quase quintal dos interesses nacionais, já fazia pate do jingo americano pelo menos há mais de meio séc. Senão desde os tempo em que Thomas Jefferson, por volta de 1803, tentou comprar a ilha do governador espanhol local.
O New York Sun, em 1847, afirmava ser a ilha não só "o jardim do mundo" como "a chave do Golfo".
Para os Knigh of the Golden Circle (Os Cavaleiros do Círculo Dourado), uma associação secreta sulista, organizada em 1854, a ilha era apenas uma peça no sonho deles de construir um império caribenho que abarcaria além naturalmente dos estados sulistas dos Estados Unidos, a anexação da maior parte do território do México, o Caribe, a América Central, incluindo até a Venezuela e a Colômbia. Tratava-se de uma vastíssima extensão de terras, dominada por grandes proprietários voltados todos à exploração de um reino escravocrata, dedicado à produção do tabaco, açúcar, do arroz e café.
E no transcorrer do séc XIX, muitos membros da oligarquia cubana viam nos Estados Unidos um sólido protetor da manutenção da escravidão e da monocultura açucareira, onde estavam investidas suas fortunas.
Assim, se a Espanha tentasse abolir a ordem vigente, ameaçavam solicitar anexação da ilha por parte dos Estados Unidos. Foi com tristeza que assistiram à derrota dos confederados na guerra civil, pois com eles naufragava a possibilidade da perpetuação da escravidão em Cuba.
Rosevelt e Heasrt:
A corajosa luta dos revolucionários cubanos para obterem sua independência colheu imediata simpatia junto à opinião pública norte-amerticana.
No entanto, esta simpatia terminou sendo canalizada por grupos jingoísta l principalmente por Theodore Roosevelt e pleno dono de uma cadeia de jornais da imprensa marrom W. R. Hearst
Estes viram na rebelião a possibilidade dos Estados Unidos controlarem não apenas a ilha de Cuba, mas todo o Caribe.
Certamente pesara na adoção da política intervencionista o aumento dos interesses norte-americano em Cuba, onde cerca de 50 milhões de dólares estavam investidos no açúcar e em indústrias extrativista, sendo que o comércio, já em 1893, ultrapassava de 100 milhões de dólares, fazendo com que os mais variados negócios e interesses de navegação dependessem dele.
Era grande oportunidade, o governo McKinley rapidamente avançou para posições mais belicosas.
Lembre-se do Maine!
Em setembro de 1897, o presidente norte-americano havia oferecido seus bons ofícios para pacificar a ilha. No, entanto, a explosão do Maine, que estava ancorado na baía de Havana, em 15 de fevereiro de 1898, tornou a situação inconciliável.
Como sempre ocorre nessas ocasiões, a tragédia que engolfou o encouraçado serviu como faísca para uma explosão belicista por parte da opinião pública norte-americana.
As 26 vítimas da catástrofe foram servidas numa grande travessa para o jantar dos jingoístas de Whashington. Era preciso vingá! Mesmo com a oposição do presidente McKinley, o confronto passou a ser inevitável, fazendo com que este terminasse por enviar a mensagem de guerra ao Congresso.
O ato provocou grande regozijo nacional, pois a campanha contra a Espanha era vista omo uma generosa dádiva do "império benéfico" para com o sofredor povo cubano. Como resultado deste estado de espírito, foi aprovada a emenda Teller, pela qual os Estados Unidos renunciavam a "qualquer intenção sobre a dita ilha".
Atendendo ao apelo para a convocação militar, duzentos mil voluntários se apresentaram, dos quais apenas 18 mil foram realmente empregados.
A campanha foi curta e vitoriosa, ao todo menos oito meses.
Desembarcadas nas ilhas, as forças norte-americanas passaram rapidamente à ofensiva, derrotando as esquálidas forças ibéricas em Las Grasimas, El Caney e San Juan, onde Roosevelt chefiou seus "Bravos Cavalheiros" numa carga que lhe abriu as portas da Casa Branca.
A derrota espanhola e a paz:
A esquadra americana, por sua vez, pôs a pique o que restava da força naval espanhola na Baía de Santiago em 19 de maio de 1898. A fuga do almirante Cervena a nado encerrava com um melancólico epitáfio, o domínio espanhol na região, o domínio espanhol na região, domínio que se estendera por mais de quatrocentos anos desde a chegada da esquadra de Colombo em 1492.
Pouco mais de cem dias após a declaração de guerra, o Presidente McKinley ditava a paz com a Espanha, em 30 de julho.
Posteriormente, pelo Tratado de Paris, a Espanha renunciava a Cuba, porto Rico e Filipinas. O velho império espanhol cedia seu lugar ao novo imperialismo.
Cuba e Porto Rico, recolonizados:
Quanto a Cuba em si, terminaria por confirmar os temores de Martí, que sustentava que um país que tem sua base econômica num só cultivo se vende o como escravo.
Situação concreta, ressaltada em 1901 pela qual se concedia aos Estados Unidos o direito de intervir nos assuntos internos da nova república, negando à ilha, bem como à vizinha ilha de Porto Rico, a condição jurídica de nação soberana.
Para não pairar dúvidas sobre a situação que Cuba se encontrava depois da guerra Hispano-americana, as autoridades militares ianques nem se deram ao trabalho de convidar os chefes dos guerrilheiros cubanos que haviam lutado pela independência, ombro a ombro com eles, para a cerimônia rendição dos oficiais espanhóis, em Havana. O destino final desta "revolução frustada" de Martí se fez pela revolução fidelista sessenta anos depois, tendo como objetivo a rendenção da soberania econômica e política de Cuba..... http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/guerra_hispano3.htm
Guerra Hispano-americana:
http://www.infoescola.com/historia/guerra-hispano-americana/
Ficou conhecida pelo nome de Guerra hispano-americano o conflito ocorrido entre Espanha e os Estados Unidos em 1898, culminando com a tomada de Cuba, Porto Rico e Filipinas ao domínio espanhol.
Com exceção da guerra de independência e a guerra de 1812, ambas travadas contra sua antiga metrópole, a Grã-Bretanha, esta foi a primeira guerra dos norte-americanos contra uma nação européia
O conflito, que duraria aproximadamente oito meses foi também a primeira grande vitória militar dos Estados Unidos sobre uma potência estrangeira.
Tal guerra sinalizou de vez a decadência espanhola como potência mundial e catapultou os Estados Unidos para o primeiro plano das disputas políticas globais.
A Espanha tinha perdido quase todos as suas colônias primeira metade do séc XIX e restavam apenas alguns poucos lugares do antigo império onde "o Sol nunca se punha".
Já os Estados Unidos, depois de uma devastadora Guerra Civil entre 1861 e 1865, continuavam sua vertiginosa expansão econômica, ao mesmo tempo em que mantinham um isolamento político em relação às questões mundiais.
A luta contra a Espanha foi feita sob o pretexto de defender o povo cubano da feroz repressão espanhola, mas, os seus motivos reais estavam na importância econômica e estratégica em exercer o controle efetivo dos mais relevantes territórios espanhóis.
O pretexto para a declaração de guerra foi dado pela explosão do couraçado americano Maine a 15 de Fevereiro de 1898, e que a imprensa americana apresentou como sendo obra de sabotagem por parte dos espanhóis, tornando a guerra praticamente inevitável.
De fato, a 24 retirada das forças espanholas da ilha de Cuba, a Espanha declara guerra aos Estados Unidos.
Contando naquele momento com uma marinha muito mais poderosa que a espanhola, os EUA iriam derrotar fragorosamente o rival espanhol nas batalhas da Baía de Manila, nas Filipinas, e da Baía de Santiago, em Cuba.
Com o domínio do mar, os americanos puderam projetar seu poder em terra e vencer as tropas inimigas.
Como "prêmio" pela vitória, os norte-americanos assumiriam o controle de Cuba, Porto Rico e Filipinas.
O Império colonial espanhol ficou reduzido a esparsos territórios na África ainda mal conhecidos e explorados.
Cuba tem sua independência logo em 1902, mas permaneceria intimamente ligada à política e interesses dos EUA, o que fazia da ilha na prática colônia, situação que continuou por várias décadas.
As Filipinas ficariam maior tempo sob administração norte-americana, tendo sua independência reconhecida apenas em 1946, mas assim como Cuba, ficaria por décadas ligada economicamente à sua metrópole.
Porto Rico ainda hoje forma um estado associado aos EUA, e seus cidadãos tem cidadania americana garantida.
Lá, o movimento por independência ainda busca maior apoio entre a população, embora tenha crescido nos últimos anos.
Guerra dos Boxers:
Foi um conflito ocorrido na China entre os anos de 1899 e 1900, onde um violento grupo nacionalista lutava contra a presença dos estrangeiros em seu território.
Inconformados inapetência do poder imperial em conter a intervenção imperialista no país, um grupo de lutadores da China desenvolveu uma sociedade secreta, conhecida como "A Sociedade dos Punhos Harmoniosos e Justiceiros", para lutar contra os imperialistas.
Com o apoio velado das autoridades locais, os boxers empreenderam as suas primeiras realizando pequenos atos de vandalismo ao cortar linhas telegráficas, destruir ferrovias e perseguir os missionários cristãos.
Em suma, apesar de uma organização incipiente, os participantes dessa revolta atacavam tudo aquilo que poderia representar a dominação dos ocidentais em seu país.
Paulatinamente, o triunfo das primeiras ações impeliu o planejamento de ataques com maior gravidade.
O crescimento situação hostil obrigou as nações imperialistas a organizarem um exército que desarticularia as ações violentas organizadas pelos boxers. Alemanha, Estados Unidos, Inglaterra, França, Japão, Itália e Russa cederam soldados para tomar a cidade de Pequim, o principal foco dos conflitos.
A invasão estrangeiras - ocorrida no final de maio de 1900 - foi logo respondida com um novo ataque dos boxers à pista de corrida dos estrangeiros e o isolamento do bairro das Embaixadas.
Enquanto os civis estrangeiros e os cristãos tentava se refugiar da onda de ataques, os vários representantes políticos da autoridade estrangeira resistiam à espera de uma forte reprimida contra os chineses.
Entre os meses de julho e imperial que apoiavam o levante. Percebendo o recuo dos chineses as nações imperialistas fizeram uma série de exigências e troca da preservação dos territórios.
No dia 7 de setembro de 1901, a Paz ou Protocolo de Pequim oficializou os acordos que puseram a fim à Guerra dos Boxers.
Derrotado, o governo chinês se viu obrigado a pagar uma pesada indenização em ouro e liberar novos portos às embarcações estrangeiras.
Além disso, os imperialistas impuseram a sua autoridade na capital do país e proibiam os chineses de importarem armamentos.
Nas décadas seguintes, apesar do fracasso, outros levantes determinaram o fim da dominação estrangeira na China.
Guerra Russo-Japonesa:
Foi um conflito armado que ocorreu entre o Império do Japão e o Império Russo, que estavam disputando certos territórios da Coreia e da Manchúria, no período datado de 1904 e 1905.
O que realmente aconteceu é o que os dois países tinham uma grande conhecida como Munchúria (uma vasta do leste da Ásia que atualmente inclui o nordeste da China), e foi justamente essa disputa, e procura pela dominação que gerou conflito.
A guerra aconteceu no nordeste asiático da Rússia e fez com que o regime político do Czar Nicolau II da Rússia fosse extremamente abalado devido a uma série de revoltas, em 1905 envolvendo operários, camponeses, marinheiros e soldados do exército.
Houve vários protestos, várias greves contra o regime absolutista do Czar em várias regiões da Rússia, alguns lideres socialistas procuravam até mesmo organizar os trabalhadores em certos conselho (denominados sovietes), nos quais debatiam as decisões a serem tomadas e seguidas pelo país no ramo da política.
Houve várias tentativas de acordos diplomáticos para tudo ser resolvido da melhor maneira possível tudo foi em vão.
Os japonese tomaram posso do porto (Porto Arthur), enfrentaram e confrontaram os Russos, além é claro de derrota-los também. E essa foi a primeira vez na História que um país Europeu foi derrotado por uma nação asiática.
Esse confronto para os japoneses, é lembrado com bons olhos.
Além de serem vitoriosos, houve uma grande comoção por parte dos japoneses, afinal, nenhuma outra nação europeia havia sido derrotada por uma nação Asiática.
Além disso o Japão era um país que já tinha uma certa tradicionalidade militar, tinha um exército muito forte, e uma bela marinha (que apesar de ser formados por barcos de pequeno porte, eles tinham uma grande mobilidade dentro do mar, e principalmente tinha um grande poder de fogo).
Foi dessa maneira que os japoneses conseguiram derrotar os russos e os impor uma derrota considerada por muitos como humilhante.
Essa guerra inclusive, é citada por muitos estudiosos como o grande marco da soberania japonesa.
Foi com essa vitoria que todos começaram a olhar o Japão com "novos olhas".
Com ela que todas as nações (europeia ou não), viram o Japão como uma grande potência imperialista.
Agora no outro extremo temos a Rússia, que além de amargar essa derrota teve que admitir a fraqueza do regime Czarista, pela queda desse regime e posteriormente pela Revolução de 1917.
Fordismo nos EUA:
Já nos primeiros anos de colonização, as 13 colônias se desenvolveram de formas díspares.
Enquanto o norte e o centro baseavam-se pequenas e médias propriedades e no trabalho livre executado geralmente pelo próprio proprietário e sua família, o sul se alicerçou no latifúndio e no trabalho de escravos africanos, priorizando a exportação de produtos agrários como tabaco, anil e algodão para a Inglaterra, e a importação de produtos manufaturados.
Após a Guerra Civil Americana (1861-1865), o norte vitorioso, buscou expandir o mercado consumidor interno para sua crescente indústria por meio da generalização do trabalho livre assalariado, ocupou o sul e findou a escravidão.
A vitória do norte assegurou a generalização das relações capitalistas nos EUA e impulsionaram um notável surto de desenvolvimento abrindo o caminho para que o nascer do séc XX, com o capitalismo entrando em sua fase monopolista imperialista, o país apresentasse incontestável influência global.
Neste contexto, o crescimento da industrialização americana aumentou drasticamente, onde o país passou por uma Revolução Industrial.
Técnicas mais modernas, rápidas e eficientes de produção aumentaram drasticamente a capacidade de produção das fábricas, além disso, elevou drasticamente à migração rural, ao final da guerra civil Americana, grande parte da população americana vivia em cidades.
A sociedade norte-americana também experimentava um período de pobreza extrema da população, causada pelo aprofundamento da exploração das classes trabalhadoras pelo detentores dos meios de produção.
A vida de um trabalhador industrial americano não era nem um pouco fácil, pois os salários eram baixos, o tempo de trabalho diário era longo e as condições de trabalho e as qualidades de vida eram precárias e a esperança de escaparem de uma vida contínua de pobreza era baixa.
A tensão social nos EUA na passagem para o séc XX era agravada por conta de além da grande massa de imigrantes provenientes especialmente da Europa, mão de obra barata em busca de emprego, que abasteciam o contínuo crescimento da indústria de manufaturação, que exigia mão-de-obra não qualificada e ainda salientado extremamente o contraste entre as massas oprimidas e as classes dominantes.
Nesse quadro teve início o processo de afirmação da racionalidade capitalista, que ao longo do séc XX se espalharia por todo planeta.
A introdução do fordismo em 1914 revolucionou a indústria automobilística e outros setores, como o têxtil, siderúrgico, energético, entre outros, que foram influenciados direta ou indiretamente pelo seu desenvolvimento tiveram um crescimento imenso, pois se tratava de um sistema de produção em massa altamente padronizado, que através a inserção da linha de montagem passava a não exigir grande qualificação dos trabalhadores, pois estes ficavam praticamente parados e realizavam apenas uma simples operação ou etapas do processo.
Tal modelo visava à redução dos custos de produção, assim, barateando o custo do produto para que esse pudesse ser vendido para um maior numero de pessoas.
O sucesso do fordismo criou-se o chamado ciclo da prosperidade que mudaria a economia dos EUA e a vida de muitos americanos da época.
Revolução Mexicana:
Foi um grande movimento armado que começou em 1910 com uma rebelião liderada por Francisco I.
Madero contra o antigo autocrata general Porfírio Diaz.
Foi a primeira das grandes revoluções do séc XX.
Causas:
A elite predominava completamente no México, sempre determinada quem seria o governante máximo.
Em 1876 assumiu Porfírio Diaz, que governou de forma ditatorial. Mesmo tendo havido um pequeno desenvolvimento industrial durante período em que esteve à frente do país, a elite agrária permaneceu no poder, pois a base econômica continuou a ser a exportação de produtos agrícolas e de minérios.
Porfírio Diaz governou o México por mais de trinta anos. Mantinha-se uma aparência de democracia, pois eram realizadas eleições periodicamente, mas elas eram manipuladas para que ele sempre se reelegesse.
Em 1910, nas eleições, Diaz novamente foi eleito, porém seu opositor, Francisco Madero conseguiu rebelar a população e assumiu, com a promessa de realizar a tão esperada reforma agrária.
Tal promessa, no entanto, não foi cumprida agravando ainda mais a já péssima condição de vida dos camponeses.
Liderados então por Emílio Zapata e Pancho Villa, eles iniciaram a luta contra Madero, conseguindo tirá-lo do poder. Posteriormente derrubaram também o seu sucessor, o general Huerta.
Primeiramente, Zapata e Villa propunham a expropriação dos latifúndios (inclusive os pertences à Igreja) para posterior divisão entre camponeses; o reconhecimento dos direitos indígenas sobre as terras que lhes sido tomadas e a nacionalização das terras daqueles que fossem considerados inimigos da revolução.
Nas eleições de 1914, o latifúndio Carranza, apoiado pelos Estados Unidos, foi eleito presidente. Sua principal promessa era a elaboração de uma nova Constituição, que, de fato, foi aprovado em 1917.
A nova Constituição, aparentemente liberal, caracterizava-se por conceder ao Estado do direito de expropriar terras, caso fosse utilizá-las para benefício público, ao mesmo tempo que reconhecia os direitos dos índios sobre as terras de uso comum.
No campo das relações de trabalho, criou-se o salário mínimo e determinou-se que a duração da jornada de trabalho seria de oito horas.
A Igreja Católica foi sensivelmente abalada em seu poder com a separação entre Estado e Igreja.
Para garantir que Carranza fosse bem-sucedido em seu governo, os Estados Unidos chegaram a invadir o território mexicano em uma tentativa de prender Pancho Villa
A morte de Zapata, assassinado em 1919, e de Pancho Villa, morto em 1923, foi um golpe para os camponeses. O governo norte-americano pressionava para que as reformas fossem implantadas rapidamente, a fim de evitar novos problemas.
A Igreja Católica, por sua vez, exercia pressão sobre o governo, porque desejava recuperar o que havia perdido.
Tudo isso levou o processo revolucionário praticamente ao fim.
Em 1929 foi criado o Partido Nacional Revolucionário (PRN), resultado da unificação das diferentes correntes revolucionários, e que seria a base do Partido Revolucionário Institucional (PRI), criado em 1946.
Essa mudança implicou o abandono dos princípios revolucionários de 1910.
Apesar da significativa reforma agrária implementada pela Revolução, com o tempo os camponeses perderam muitas terras que haviam conquistado.
As dificuldades em conseguir uma produção em larga escala e a baixo custo, as dívidas bancárias, a concorrência dos produtos agrícolas norte-americanos e a maior mecanização das propriedades mais modernas acabaram por inviabilizar a pequena propriedade.
A luta dos camponeses mexicanos pela terra se estende até os dias atuais, como acontece, aliás, em outros países da América Latina, inclusive o Brasil.
No México , na última década do séc XX, essa luta foi a retomada de forma mais intensa com a criação do Exército Zapatista de Libertação Nacional, na província de Chiapas.
O nome desse movimento é uma homenagem a Emiliano Zapata, um dos líderes mais expressivos da Revolução de 1910.
Primeira Guerra Mundial:
Foi o resultado dos atritos permanentes provocados pelo imperialismo das grandes potências agrupadas em dois bloco:
A Tríplice Aliança, formada pela Alemanha, Áustria e Itália, e a Tríplice Entente formada pela França, Inglaterra e Rússia.
Como resultado do conflito, que envolveu 17 países, morreram 10 milhões de soldados outros 21 milhões ficaram feridos.
Em consequência da guerra, 13 milhões de civis foram mortos.
A Grande Guerra, como era denominada antes da Segunda Guerra Mundial, redesenhou o mapa político da Europa, marcou a queda do capitalismo liberal e permitiu a ascensão econômica dos Estados Unidos.
Participaram da Primeira Guerra Mundial: Alemanha, Brasil, Áustria-Hungria, Estados Unidos, França, Império Britânico, Império Turco-Otamano, Itália, Japão, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Reino da Romênia, Reino da Sérvia, Rússia, Austrália e China.
Foram vários os fatores que desencadearam a Primeira Guerra Mundial.
Desde o final do séc XIX mundo vivia em tensão.
O extraordinário crescimento industrial tornaram o conflito inevitável a medida que acirravam os choques de interesse econômico e político entre as potências industrializadas.
O expansionismo alemão e sua transformação na maior potência industrial da Europa fizeram brotar contra ela uma enorme rivalidade principalmente na França, Inglaterra e Rússia.
O antigermanismo francês se desenvolveu como consequência da Guerra Franco-Prussiana, quando a derrotada França foi obrigada a entregar aos alemães as regiões de Alsácia e Lorena, esta rica em minério de ferro.
A rivalidade russo-germânica foi causada pela pretensão alemã de construir uma estrada de ferro ligando Berlim a Bagdá, rica em petróleo, além de passar por regiões onde os russos pretendiam aumentar sua influência.
O antigermanismo inglês se explica pela concorrência industrial alemã.
Às vésperas da guerra os produtos alemães concorriam em mercados que eram dominados pela Inglaterra.
A rede de alianças era uma bomba armada pronta para explodir.
Em 1908 a Áustria anunciou a anexação da Bósnia-Herzegovina, contrariando os interesses sérvios russos.
No dia 28 de julho de 1914, um estudante bósnio assassinou o herdeiro do trono austríaco Francisco Fernando e sua esposa, em Saravejo, capital da Bósnia. Esse duplo assassinato foi pretexto para a explosão da Primeira Guerra Mundial que durou até 11 de novembro de 1918.
Fases da Primeira Guerra Mundial:
No começo do conflito, as forças se equilibravam, em número de soldados, diferentes eram os equipamentos e os recursos.
A Entente não tinha canhão de longo alcance, mas dominava os mares, graças ao poderio inglês.
Os tanques de guerra, os encouraçados, os submarinos, os abuses de grosso calibre e aviação, entre outras inovações tecnológicas da época, constituíram artefatos bélicos de grande poder de destruição.
Com artilharia pesada e 78 divisões os alemães passaram pela Bélgica, violando a neutralidade, venceram os franceses na fronteira e rumaram para Paris.
O governo francês transferiu-se para Bordeaux e na Batalha de Marne, conteve os alemães, que recuaram.
Depois, franceses e alemães firmaram posições cavando trincheira ao longo de toda a frente ocidental.
Protegidos por arame farpado, os exércitos se enterravam em trincheira, onde a lama, o frio, os ratos e o tifo mataram tanto quanto as metralhadoras e canhões.
Em 1917, os Estados Unidos que se manteve fora da guerra, apesar de emprestar capitais e vender armas aos países da Entente, principalmente à Inglaterra, entra no conflito.
Declarou guerra á Alemanha, por temer seu poderio imperialista e industrial.
Nesse mesmo ano a Rússia, saiu do conflito, motivada pela Revolução de 1917, que derrubou Czar e implantou o regime socialista.
Em abril de 1917, os alemães afundaram no canal da Mancha o navio mercante brasileiro Paraná.
Em represália, o Brasil rompe relações com os agressores.
Em outubro, outro navio brasileiro, o Macau, é atacado.
No final de 1917, desembarca na Europa uma equipe médica de soldados para auxiliar a Entente.
Embora a Alemanha continuasse sofrendo sucessivas derrotas, seus aliados tivessem se rendido, o governo alemão continuava na guerra.
Esfomeado e cansado, o povo alemão se revoltou e os soldados e operários forçaram o kaiser (imperador) a abdicar
Formou-se um governo provisório e foi proclamado a República de Weimar.
No dia 11 de novembro de 1918 o novo governo assinou a rendição alemã. A Primeira Guerra chegava ao fim, mas a paz geral só foi firmada em 1919, com a assinatura do Tratado de Versalhes.
A reação aos efeitos do tratado estão entre as principais consequências da Primeira Guerra Mundial e que, em 1939, pouco mais de 20 anos depois, provocaram a Segunda Guerra Mundial.
Revolução Russa:
Introdução:
No começo do séc XX, a Rússia era um país de economia atrasada e dependente da agricultura, pois cerca de 80% de sua economia estava concentrada no campo (produção de gêneros agrícolas).
Rússia Czarista:
Os trabalhadores rurais vivia em extrema miséria e pobreza, pagando altos impostos para manter a base do sistema czarista de Nicolau II.
O Czar governava a Rússia de forma absolutista, ou seja, concentrava poderes em suas mãos não abrindo espaço para a democracia
Mesmo os trabalhadores urbanos, que desfrutavam os poucos empregos da fraca indústria russa, vivia descontentes com o governo do Czar.
No ano de 1905, Nicolau II mostra a cara violenta e repressiva de seu governo.
No conhecido Domingo Sangrento, manda seu exército fuzilar milhares de manifestantes. Marinheiros do encouraçado Potenkim também foram reprimidos pelo Czar.
Começava então a formação dos sovietes (organização de trabalhadores russos) sob a liderança de Lênin.
Os bolcheviques começavam a preparar a revolução socialista na Rússia e a queda da monarquia.
A Rússia na Primeira Guerra Mundial:
Faltavam alimentos na Rússia czarista, empregos para os trabalhadores, salários dignos e democracia. Mesmo assim, Nicolau II jogou a Rússia nume guerra mundial. Os gastos com a guerra e os prejuízos fizeram aumentar muito a insatisfação popular com o czar.
Greve, manifestações e a queda da monarquia.
As greves de trabalhadores urbanos e rurais espalham-se pelo território russo. Ocorriam muitas vezes motins dentro do próprio exército russo.
As manifestações populares pediam democracia, mais empregos, melhores salários e o fim da monarquia czarista.
Em 1917, o governo de Nicolau II foi retirado do poder e assumiria Kerensky (menchevique) como governo provisório.
A revolução Russa de outubro de 1917:
Com Kerensky no poder pouco coisa havia mudado na Rússia.
Os bolcheviques, liderados por Lênin organizaram uma nova revolução que ocorreu em outubro de 1917.
Prometendo paz, terra, pão, liberdade e trabalho, Lênin assumiu o governo da Rússia e implantou o socialismo. As terras foram redistribuídas para os trabalhadores do campo, os bancos foram nacionalizados e as fábricas e opositores ao nascente regime socialista, foram perseguidos e condenados à morte pelos revolucionários.
Lênin também retirou seu país da Primeira Guerra Mundial no ano de 1918. Foi instalado o partido único: o PC (Partido Comunista).
A formação da URSS:
Após a revolução, foi implantada a URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas).
Seguiu-se um período de grande crescimento econômico, principalmente após a NEP (Nova Política Econômica)
A URSS tornou-se uma grande potência econômica e militar.
Mais tarde rivalizaria com os Estados Unidos na chamada Guerra Fria.
Porém, após a revolução a situação da população geral e dos trabalhadores pouco mudou no que diz respeito à democracia.
O Partido Comunista reprima qualquer manifestação considerada contrária aos princípios socialistas.
A falta de democracia imperava na URSS.
Milhares de opositores foram perseguidos, presos e assassinados pelo governo.
Triste situação que perdurou durante toda a história da União Soviética.
Os líderes da união Soviética durante o regime socialista:
Vladimir Lenin (8 de novembro de 1917 a 21 de janeiro de 1924);
Josef Stalin (3 de abril de 1922 a 5 de março de 1953);
Nikita Khrushchov (7 de setembro de 1953 a de outubro de 1964);
Leonid Brejnev (14 de outubro de 1964 a 10 de novembro de 1982);
Iúri Andopov (12 de novembro de 1982 a 9 de fevereiro de 1984);
Konstantin Chernenko (13 de fevereiro de 1984 a 10 de março de 1985);
Mikhail Gorbachev (11 de março de 1985 a 24 de agosto de 1991);
Tratado de Versalhes:
Foi um acordo celebrado pelos países envolvidos na Primeira Guerra Mundial, visando pôr fim ao conflito.
Foi celebrado em vigor em 10 de janeiro de 1920.
O tratado pôs fim às hostilidades iniciadas em 1914 entre potências europeias, suas colônias e aliados ao redor do mundo, devolvendo ao continente a paz e determinando as consequências do conflito e os rumos das relações no continente e fora dele.
Caracterizado pela efetivação do Armistício (gesto a partir do qual, em uma guerra, as partes em conflito concordam em parar de lutar), de 1918, que pôs fim às hostilidades militares entre as potências envolvidas, o Tratado de Versalhes calou definitivamente os canhões e cessou o combate que ainda pendurava no continente desde a assinatura do Armistício.
Um dos principais pontos definidos pelo Tratado foi a instituição da "Liga da Nações", órgão internacional que atuaria como regulador da situação política do mundo, buscando resolver atritos e disputas da forma mais efetiva, zelando pela manutenção da paz e da prevenção ao uso da força.
Esse órgão, Woodrow Wilson, foi essencial para a manutenção da paz por cerca de 20 anos na Europa, ao mesmo tempo que foi responsabilizado por diversos conflitos e disputas surgidos nos anos seguintes e por omissão diante da posterior escalada dos nazistas ao poder na Alemanha da déc. de 30.
O Tratado determinava que a Alemanha (antigo Império Alemão, depois República de Weimar) arcasse com todos os prejuízos causados pela guerra.
De maneira considerada por muitos estudiosos como injusta, o Tratado imputava à Alemanha toda a responsabilidade pelo conflito e por suas consequências, principalmente perdas econômicas.
Os alemães então acabaram por ter de arcar com pesadas indenizações, que foram impostas sobretudo por ingleses e franceses, que visavam pagar os prejuízos às indústrias e agricultura que proviam o desenvolvimento econômico desses países. Essa exigência consideravelmente a economia alemã, já baqueada pela própria guerra.
Além disso, a Alemanha também perdeu partes de seu território para os países vizinhos, uma vez que esses território acabaram por serem considerados pagamentos de indenizações de guerra.
Territórios disputados e tomas da França desde a unificação alemã foram devolvidos aos franceses, como a Alsácia Lorena.
Ainda no oeste e norte, houve concessão de alguns territórios alemães à Bélgica e à Dinamarca.
A leste, pedaços de território alemão foram cedidos pelas potências vencedores à Lituânia e à Polônia.
Também houve, nesse contexto, a aceitação da independência da Áustria.
Assim sendo, o antigo Império Alemão foi esfacelado, o Estado diminuiu consideravelmente, o que colaborou para a formação da chamada República de Weimar, um novo Estado representante do povo alemão.
Também foram perdidas as colônias alemãs na África e em outro locais.
As Forças Armadas também sofreram profunda redução em todo o seu poderio, aparato e contingente, pois era temor generalizado que a Alemanha se rearmasse e buscasse revanchismo contra os vencedores da guerra.
As indenizações e retaliações ao território alemão causaram severa crise econômica e alimentaram um sentimento de indignação entre os alemães por conta do entendido exagero nas cláusulas do Tratado.
Esses exageros foram a justificativa, levantada, anos depois, por Adolf Hitler para a situação do povo alemão e para o conflito de 1939 - 1945, visto como necessário para reerguer a Alemanha.
Somado a tudo isso, o Tratado de Versalhes, ao redesenhar os mapas do mundo, extinguido países, criando outros dividindo ainda outros, causou ainda mais tensões em várias regiões, plantando as sementes para novos conflitos que assolaram todo o séc XX, como por exemplo a questão curda (advinda da dissolução do Império Turco Otomano) ou entre Hutus e Tútsis na região dos grandes lagos, centro da África, ao delegar o domínio da região aos belgas, semeando as crises em Ruanda, Burundi e República Democrática do Congo.
Crise de 1929 (Grande Depressão):
Após a primeira guerra mundial (1918), os EUA eram o país mais rico do planeta. Além das fábricas de automóveis, os EUA também eram os maiores produtores de aço, comida enlatada, máquinas, petróleo, carvão...
Nos 10 anos seguinte, a economia norte-americana continuava a crescendo causando euforia entre os empresários. Foi nessa época que surgiu a famosa expressão "American Way of Life" (Modo de Vida Americano). O mundo invejava o estilo de vida dos americanos.
A década de 20 ficou conhecida como os "Loucos Anos 20". O consumo aumentou, a indústria criava, a todo instante, bens de consumo, clubes e boates viviam e o cinema tornou-se uma grande diversão.
Os anos 20 foram realmente uma grande festa! Nessa época, as ações estavam valorizadas por causa da euforia econômica.
Esse crescimento econômico (também conhecido como o "Grande Boom") era artificial e aparente, portanto logo se desfez.
De 1920 até 1929, os americanos iludidos com essa prosperidade aparente, compraram várias ações em diversas empresas, até que no dia 24 de outubro de 1929, começou a pior crise econômica da história do capitalismo.
Vários fatores causaram essa crise:
Superprodução agrícola: formou-se um excedente de produção agrícola nos EUA, principalmente de trigo, que não encontrava comprador, interna ou externamente.
Diminuição do consumo: a indústria americana cresceu muito; porém, o poder aquisitivo da população não acompanhavam esse crescimento. Aumentava o número de indústrias e diminuía o de compradores. Em pouco tempo, várias delas faliram.
Quebra de Bolsa de Nova York: de 1920 a 1929, os americanos compraram ações de diversas empresas. De repente o valor das ações começou a cair. Os investidores quiseram vender as ações, mas ninguém queria comprar. Esse quadro desastroso culminou na famosa "Quinta-Feira Negra" (24/10/1929 - dia que a Bolsa Sofreu a maior baixa da história).
Se o valor das ações de uma empresa está desabando, o empresário tem medo de investir capital nessa empresa. Se ele investe menos, produzirá menos; se produz menos, então, não há motivo para tantos empregados, o que levará o empresário a demitir o pessoal.
Muitos empresários não sobreviveram à crise e foram à falência, assim como vários bancos que emprestaram dinheiro não receberam de volta o empréstimo e faliram também.
A quebra da bolsa trouxe medo, desemprego e falência. Milionários descobriram, de uma hora para outra, que não tinham mais nada e por causa disso alguns se suicidaram. O número de mendigos aumentou.
A quebra da bolsa afetou o mundo inteiro, pois a economia norte-americana era a alavanca do capitalismo mundial. Para termos uma ideia, logo após a quebra da bolsa de Nova York, as bolsas de Londres, Berlin e Tóquio também quebraram.
A crise fez com que os EUA importassem menos de outros países, como consequência os outros países que exportavam para os EUA, agora estavam com as mercadorias encalhadas e, automaticamente, entravam na crise.
Em 1930, a crise se agravou. Em 1933, Roosevelt foi eleito presidente dos EUA e elaborou um plano chamado New Deal. O Estado passou a vigiar o mercado, disciplinado os empresários, corrigindo os investimentos arriscados e fiscalizando as especulações nas bolsas de valores.
Outra medida foi a criação de um programa de obras públicas. O governo americano criou empresas estatais e construiu estradas, praças, canais de irrigação, escolas, aeroportos, portos e habitações populares. Com isso, as fábricas voltaram a produzir e vender suas mercadorias. O desemprego também diminuiu. Além disso, o New Deal criou leis que protegiam os trabalhadores e os desempregados.
Para acabar com a superprodução, o governo aplicava medidas radicais que foram aceitas por muitas pessoas: comprava e queimava estoques de cereais, ou então, pagava aos agricultores que não produzissem.
O New Deal alcançou bons resultados para a economia norte-americana.
Essa terrível crise que atravessou a década ficou conhecida como Grande Depressão.
Os efeitos econômicos da depressão de 30 só foram superados com o inicio da Segunda Guerra Mundial, quando o Estado tomou conta de fato sobre a economia ajudando a ampliar as exportações. A guerra foi então, uma saída natural para a crise do sistema capitalista.
Na década de 30, ocorreu a chamada "Política de Agressão (dos regimes totalitários - Alemanha, Itália e Japão) e Apaziguamento das Democracias Liberais (Inglaterra e França)".
A política de agressão culminou em 1939 quando a Alemanha nazista invadiu a Polônia dando por iniciada a Segunda Grande Guerra.
Guerra Civil Espanhola:
A Espanha da década de 1930 passava por dificuldades econômicas decorrentes da Crise de 1929 e de disputas políticas internas. Em 1936, a Frente Popular, ligada ao Partido Republicano e a grupos comunistas, socialistas e anarquistas, ganhou as eleições.
Essa vitória instalou medo nos setores conservadores da sociedade espanhola, que viam na mesma uma ameaça de revolução socialista. Os conservadores estavam reunidos na Frente Nacionalista, que tinha os generais Franco e Sanjurjo como líderes.
Tinha-se assim dois grupos com projetos muitos distintos dividindo a sociedade espanhola: de um lado os Nacionalistas, formada por monarquistas que queriam o retorno do rei Afonso XIII, proprietários de terras, Exército e Igreja Católica; do outro lado, trabalhadores urbanos e camponeses, organizações sindicais e diferentes grupos políticos de esquerda formavam o grupo dos Republicanos
É de se destacar ainda a participação da Falange Espanhola ao lado dos Nacionalistas. Tal grupo tinha ideias fascistas e desejava instalar na Espanha um Estado aos moldes da Itália de Mussolini.
O líder da Falange era José Antonio Primo de Rivera, filho de Miguel Primo de Rivera, ditador que governou o país entre 1923 e janeiro de 1930, quando, enfraquecido física e politicamente renunciou.
As reformas sociais prometidas pela Frente Popular demoravam a acontecer e a população que a apoiara, impaciente, começou a se organizar em milícias a fim de coletivizar terras e fábricas. Em 12 de julho de 1936, José Castilho, membro da Guarda de Assalto, uma força policial para manutenção da segurança urbana, foi assassinado por falangistas.
Na madrugada seguinte, o golpe de Estado que vinha sendo organizado pelos Nacionalistas foi antecipado e em 17 de julho setores do Exército se declararam rebeldes e Franco, general do exército assumiu a liderança de tropas espanholas no Marrocos.
O golpe fracassou, mas tinha início a Guerra Civil Espanhola, que só terminaria em 1939 com a vitória dos Nacionalistas e a instalação da ditadura franquista, que durou até a morte do general em 1975.
O país ficou dividido em duas zonas comandadas pelas diferentes forças envolvidas no conflito. Republicanos mantiveram o domínio de Madri, Valencia e Barcelona, regiões mais ricas e industrializadas; Nacionalistas ficaram com Navarra, Castilha, Galícia, partes da Andalucía e Aragon.
O mais importante, no entanto, era o domínio das Forças Armadas, e aí Nacionalistas estavam em vantagem: tinham a maior parte do Exército e do Exército Africano, as tropas que mantinham boa parte da Marinha, porém sem seus oficiais.
Na Europa da déc. de 1930, a Guerra Civil espanhola não significava apenas disputa de poder entre espanhóis, mas era também uma guerra ideológica.
A Alemanha nazista enviou parte de sua Força Aérea (Luftwaffe), a Legião Condor, e Mussolini mandou cerca 50.000 homens para combater ao lado dos Nacionalistas.
Do outro lado ainda que tenham recebido ajuda da União Soviética, o grande reforço às tropas republicanas veio da formação de grupos de voluntários em diferentes lugares do mundo, juntando-se aos espanhóis e formando as chamadas Brigadas Internacionais.
Assim, a Guerra Civil espanhola é compreendida como um prelúdio à Segunda Guerra Mundial, pois as potências nazifascistas aproveitaram-se do conflito para testar seu poder bélico. Os mais famosos dos experimentos feitos pelos nazistas é o bombardeio e destruição da cidade de Guernica, retratado pelo pintor Pablo Picasso e suas mais famosa obra.
Segunda Guerra Mundial:
Iniciada em setembro de 1939, foi a maior catástrofe provocada pelo homem em toda a sua longa história.
Envolveu setenta e duas nações e foi travada em todos os continentes, de forma direta ou indiretamente.
O número de mortos superou os cinquenta milhões havendo ainda uns vinte e oito milhões de mutilados.
É difícil de calcular quantos outros milhões saíram do conflito vivos, mas completamente inutilizados devido aos traumatismos psíquicos a que foram submetidos (bombardeios aéreos, torturas, fome e medo permanente).
Outra de sus características, talvez a mais brutal, foi a supressão da diferença entre aqueles que combatem no fronte e a população civil na retaguarda .
Essa guerra foi total. Nenhum dos envolvidos selecionou seus objetivos militares excluindo os civis.
Atacar a retaguarda do inimigo, suas indústrias, suas mulheres, crianças e velhos passou a fazer parte daquilo que os estrategistas eufemisticamente classificavam como "guerra psicológica" ou "guerra de desgastes".
Naturalmente que a evolução da aviação e das armas autopropulsadas permitiu-lhes que a antiga separação entre linha de frente e retaguarda fosse suprimida.
Se a Primeira Guerra Mundial provocou um custo de 208 bilhões de dólares, esta atingiu a impressionante cifra de 1 trilhão e 500 bilhões de dólares, quantia que, se investida no combate da miséria humana a teria suprimido da face da terra.
Aproximadamente 110 milhões de homens e mulheres foram mobilizados, dos quais apenas 30% não sofreram morte ou ferimento.
Como em nenhuma outra, o engenho humano foi mobilizado integralmente para criar instrumentos cada vez mais mortíferos, sendo empregados a bomba de fósforo, a napalm e finalmente a bomba política de genocídio em massa, construindo-se campos especiais para tal fim.
Com disse o historiador R.A.C. Parker: "O conceito que a humanidade tinha de si mesmo, nunca voltará a ser o mesmo ".
Enfim a Liga das Nações, órgão instituído para manter a paz entre as nações, não conseguiu cumprir o seu papel, e esfacelou mediante a corrida militarista preparada pelas nações inconformadas pela hegemonia política e militar exercida pelos vencedores da Primeira Guerra Mundial.
Sem possuir uma única razão, essa guerra foi consequência do exacerbado desenvolvimento industrial das nações europeias.
De certa forma, levando em consideração suas especificidades, a Segunda Guerra parecia uma continuidade dos problemas da Primeira Guerra.
Desta forma, a Segunda Guerra é considerada como uma verdadeira guerra mundial, sendo uma consequência de um conjunto de continuidades e questões mal resolvidas pelos tratados de paz estabelecidos após a Primeira Guerra Mundial.
Os confrontos foram divididos entre duas grandes coalizações militares: os Aliados, liderados por Estados Unidos, Inglaterra, França e União Soviética; e o Eixo, composto pela Itália, Alemanha e Japão.
Em consequência de suas maiores dimensões, os conflitos foram desenvolvidos na Europa, Norte da África e países do Oceano Pacífico.
As guerras localizadas:
As hostilidades começaram na Europa em 1º de setembro de 1939, quando divisões nazistas entraram no território polonês.
No dia 3, a França e a Inglaterra declararam guerra à Alemanha.
Utilizando-se de uma estratégia nova - a blitzkrieg , "guerra-relâmpago - , os alemães não tiveram dificuldades em vencer os poloneses.
Ao fim de duas semanas, a Polônia já estava derrotada. Em seguida, os nazistas caminharam em direção à França, que foi dominada rapidamente.
Nesse meio tempo, caíram em poder dos alemães a Dinamarca, a Bélgica, a Holanda e a Noruega.
Grande parte da França ficou sob domínio alemão durante o conflito. Uma parcela da população resistiu aos nazistas, principalmente os membros do partido Comunista Francês, no que ficou conhecido como Resistência francesa.
Do território francês, a aviação começou a bombardear os ingleses, causando sérios prejuízos materiais e humanos. A Força Aérea Britânica (RAF), no entanto, conseguiu enfrentar os aviões nazistas e impediu que o território inglês fosse invadido e ocupado.
A Itália tentou invadir a Grécia, mas suas tropas foram derrotadas, obrigando o Exército alemão a enviar algumas divisões para ajudar os fascistas.
Em 1941, ocorreu aquele que, para muitos historiadores, foi o grande erro de Hitler: sem que a Inglaterra estivesse dominada, ele deu ordens para ativar a Operação Barbarossa, por meio da qual invadiria a União Soviética.
Estava rompido o pacto estabelecido com Stálin dois anos antes.
Enquanto os alemães conseguiam importantes vitórias na Europa, na Ásia o Japão dava prosseguimento ao seu projeto expansionista, invadindo a China e outras regiões no Pacífico.
As rivalidades imperialistas dos japoneses com os norte-americanos, que já vinham de longa data, explodiram com intensidade.
Em dezembro de 1941, a base naval de Pearl Harbour, no Havaí, foi atacada pelos japoneses, determinando a entrada dos Estados Unidos no conflito.
"O bombardeio à base Pearl Harbor ocasionou a entrada americana na II Guerra. O USS Arizona ardeu durante dois dias após ataque. Sobre os destroços, atualmente submersos em Pearl Harbor, foi construído um memorial."
A Guerra Mundial 1941 - 1945:
Com a entrada da União Soviética e dos Estados Unidos e com a consolidação do Eixo Roma-Berlim-Tóquio, as duas guerras localizadas fundiram-se em um só conflito, do caráter realmente mundial.
Em 1942, os países do Eixo conseguiram vitórias expressivas. Lembre-se que eles já vinham se organizando há muito para este conflito, enquanto Estados Unidos e a União Soviética ainda teriam que dispor de tempo para se prepara adequadamente.
Os japoneses continuaram sua expansão vitoriosa, dominando a Indochina, a Malásia e atacando as Filipinas e várias outras ilhas do Pacífico.
Na União Soviética, a invasão alemã causou um prejuízo violento. Tropas nazistas chegaram próximo a Mascou.
Em 1943, a sorte do Eixo começou a mudar. Os Estados Unidos conseguiram as primeiras vitórias contra o Japão, enquanto a União Soviética conseguia deter o avanço alemão em Stalingrado. A partir daí, o Exército soviético passou passou a esmagar os nazistas, empurrando-os de volta a Alemanha.
Em 1944, apesar de toda a violências dos combates, já estava claro que o Eixo chegava ao seu limite máximo de resistência que teria cada vez mais dificuldades para continuar no conflito.
Ainda mais que, em junho desse mesmo ano, os norte-americanos e os ingleses desembarcaram na França, e a Alemanha teve que dividir suas tropas e duas frentes.
Essa invasão foi considerado o Dia D, isto é, o dia decisivo da guerra. De fato, trata-se mais de um mito do que uma verdade histórica, pois a Alemanha sofreu suas grandes derrotas no lado oriental, ou seja, o maior responsável pela vitória sobre o nazismo foi o Exército soviético.
O Brasil na Segunda Guerra:
Neste ano também, o governo brasileiro enviou um corpo de soldados para lutar na Itália contra os fascistas.
Era a Força Expedicionária Brasileira (FEB), que apesar de pequena, deu sua colaboração para a vitória aliada. Em agosto de 1942, o Brasil declarou guerra à Alemanha e a à Itália e a decisão de enviar as tropas em 1944, além de atender a um pedido dos Estados Unidos, deveu-se ao torpedeamento de alguns navios brasileiros supostamente por submarinos alemães.
Em 1945, finalmente, a guerra terminou com a derrota do Eixo.
Já no ano anterior a Itália se retirara do conflito.
Mussolini fora preso, mas os alemães conseguiram libertá-lo e ele tentou reorganizar o governo.
Em 1945, foi novamente preso e dessa vez fuzilado.
Em abril, a ocupação de Berlim levou Hitler e alguns de seus auxiliares a se suicidarem. A Alemanha, em maio de 1945, estava invadida e ocupada pelos soviéticos e pelos norte-americanos.
Terminava definitivamente o conflito na Europa.
Restava o Japão, cujo governo continuava a estimular uma resistência que causava significativas baixas entre as tropas norte-americanos, de uma possível participação soviética na derrota final do Japão levaram o governo Truman a apressar o desfecho da guerra.
Nesse contexto, explica-se o lançamento de duas bombas atômicas nos dias 6 a 9 de agosto, respectivamente nas cidades de Hiroshima e Nagasaki.
Seguiu-se a rendição incondicional do Japão, e o armístico foi assinado em 1945.
A guerra terminara, deixando um saldo terrível de cerca de 50 milhões de mortos, países completamente devastados e cidades "varridas" do mapa.
A Europa, que já havia ficado enfraquecida com a Primeira Guerra, viu sua situação se agravar, pois quem passava a deter a hegemonia no mundo eram os Estados Unidos e a União Soviética.
Nos meses finais do conflito, já prevendo a vitória, Roosevelt dos Estados Unidos, Churchill da Inglaterra e Stálin da União Soviética começaram a discutir da política e da economia mundiais.
As principais reuniões celebradas entre os três líderes durante o conflito foram:
A Conferência de Teerã, em 1943. Os três se comprometeram a continuar a luta até a derrota definitiva do Eixo; decidiu-se que haveria a abertura de uma nova frente, a ocidente, para obrigar alemães a dividirem suas forças.
A Conferência de Yalta, em 1945. Novamente os três líderes se reuniram para traçar as áreas de influencia de cada um. Por sugestão de Churchill, acatada por Stálin, a Europa Oriental seria considerada área de influencia da União Soviética.
A Conferência de Potsdam, em 1945. Decidiu-se pela ocupação da Alemanha e sua divisão em quatro áreas, situação que deveria se manter até a completa desnazificação do país. Nessa conferência, o presidente dos Estados Unidos já era Truman, em virtude do falecimento de Roosevelt.
O fim da Segunda Guerra Mundial:
Quando a guerra terminou, o mundo estava dividido: de um lado os países capitalistas e, de outro, os socialistas. Era a chamada Guerra Fria. Até os últimos dias da década de 1980, ainda vivíamos sob a ameaça de um outro conflito entre as potências; e desta vez com armas atômicas, o que significaria a destruição do mundo. Hoje, isso parece ser um filme de ficção científica. A derrocada do império soviético colocou um fim na polarização militar mundial.
Guerra Fria:
Introdução - o que foi a definição:
Tem início após a Segunda Guerra Mundial, pois os Estados Unidos e a União Soviética vão disputar a hegemonia política, econômica e militar no mundo.
A União Soviética possuía um sistema socialista, baseado na economia planificada, partido único (Partido Comunista), igualdade social e falta de democracia.
Já os Estados Unidos, a outra potência mundial, defendia a expansão do sistema capitalista, baseado na economia de mercado, sistema democrático e propriedade privada
Na segunda metade da década de 1940 até 1989, estas duas potências tentaram implantar em outros países os seus sistemas políticos e econômicos.
A definição para a expressão guerra fria é de um conflito que aconteceu apenas no campo ideológico, não ocorrendo um embate militar declarado e direto entre Estados Unidos URSS.
Até mesmo porque, estes dois países estavam armados com centenas de mísseis nucleares.
Um conflito armado direto significaria o fim dos dois países e, provavelmente, da vida no planeta Terra.
Porém ambos acabaram alimentando conflitos em outroa países como, por exemplo, na Coreia e no VIetnã.
Paz Armada:
Na verdade, uma expressão explica muito bem este período: a existência da Paz Armada.
As duas potências envolveram-se numa corrida armamentista, espalhando exército e armamentos em seus territórios e nos páises aliados.
Enquanto houvesse um equilíbrio bélico entre as duas potências, a paz estaria garantida, pois haveria o medo do ataque inimigo.
Nesta época formaram-se dois blocos militares, cujo objetivo era defender os interesses militares dos países membros.
A OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte (surgiu em abril de 1949) era liderada pelos Estados Unidos e tinha suas bases nos países membros, principalmente na Europa Ocidental.
O Pacto de Varsóvia era comandado pela União Soviética e defendia militarmente os países socialistas.
Alguns países membros da OTAN: Estados Unidos, Canadá, Itália, Portugal, Inglaterra, Alemanha Ocidental, França, Suécia, Espanha (entrou em 1982), Bélgica, Holanda, Dinamarca, Áustria e Grécia.
Alguns países membros do Pacto de Varsóvia: URSS, Cuba, China, Coreia do Norte, Romênia, Alemanha Oriental, Albânia, Tchecoslováquia e Polônia.
Corrida Espacial:
EUA e URSS travaram uma disputa muito grande no que se refere aos avanços espaciais.
Ambos corriam para tentar atingir objetivos significativos nesta área.
Isso ocorria, pois havia uma grande disputa entre as potências, com o objetivo de mostrar para o mundo qual era o sistema mais avançado.
No ano de 1957, a URSS lança o foguete Sputnik com um cão dentro, o primeiro ser vivo a ir para o espaço.
Doze anos depois, em 1969, o mundo todo pôde acompanhar pela televisão a chegada do homem a lua, com a missão espacial norte-americana.
Caça as Bruxas:
Os EUA liderou uma forte política de combate ao comunismo em seu território e no mundo.
Usando o cinema, a televisão, os jornais, as propagandas e até mesmo as histórias em quadrinhos, divulgou uma campanha valorizando o "american way of life".
Vários cidadãos americanos foram presos ou marginalizados por defenderam ideias próximas aos socialismo.
O Macarthismo, comandado pelo senador republicano Joseph McCarhthy, perseguiu muitas pessoas nos EUA.
Essa ideologia também chegava aos países aliados dos EUA , como uma forma de identificar o socialismo com tudo que havia de ruim no planeta.
Na URSS não foi diferente, já que o Partido Comunista e seus integrantes perseguiam, prendiam e até matavam todos aqueles que não seguiam as regras estabelecidas pelo governo.
Sair destes países, por exemplo, era praticamente impossível.
Um sistema de investigação e espionagem foi muito usado de ambos os lados.
Enquanto a espionagem norte-americana cabia aos integrantes da CIA, os funcionários da KGB faziam os serviços secretos soviéticos.
A divisão da Alemanha:
Após a Segunda Guerra, a Alemanha foi dividida em duas áreas de ocupação entre os países vencedores. A República Democrática da Alemanha, com capital em Berlim, ficou sendo zona de influência soviética e, portanto socialista.
A República Federal da Alemanha, com capital em Bonn (parte capitalista), ficou sob a influência dos países capitalistas.
A cidade de Berlim foi dividida entre as quatro forças que venceram a guerra: URSS, EUA, França e Inglaterra.
Em 1961 foi levantado o Muro de Berlim, para dividir a cidade em duas partes: uma capitalista e outra socialista.
"Cortina de Ferro".
Em 1946, Winston Churchill ministro britânico), fez um famoso discurso nos Estados Unidos, usando a expressão "Cortina de Ferro" para se referir à influênica da união Soviética sobre os países socialistas do leste europeu. Churchill defendia a ideia de que, após a Segunda Guerra Mundial, a URSS tinha se tornado a grande inimiga dos valores ocidentais (democracia e liberdade, principalmente).
Plano Marshall e COMECON:
As duas potências desenvolveram planos para desenvolver economicamente os países membros. No final da década 40, os EUA colocaram em prática o Plano Marshall, oferecendo ajuda econômica, principalmente através de empréstimos, para reconstruir os países capitalistas afetados pela Segunda Guerra Mundial.
Já o COMECON foi criado pela URSS em 1949 com o objetivo de garantir auxílio mútuo entre os países socialistas.
Envolvimento Indiretos:
Guerra da Coreia: Entre os anos de 1951 e 1953 a Coreia foi palco de um conflito armado de grandes proporções. Após a Revolução Maoísta ocorrida na China, a Coreia sofre pressões para adotar o sistema socialista em todo seu território.
A região sul da Coreia resiste e, com apoio militar dos Estados Unidos, defende seus interesses. A guerra dura dois anos e termina,e m 1953, com a divisão da Coreia no paralelo 38. A Coreia do Norte ficou sob influência soviética e com um sistema socialista, enquanto a Coreia do Sul manteve o sistema capitalista
Guerra do Vietnã: Este conflito ocorreu entre 1959 e 1975 e contou com a intervenção direta dos EUA e URSS. Os soldados norte-americanos, apesar de todo aparato tecnológico, tiveram dificuldades em enfrentar os soldados vietcongues (apoiados pelos soviéticos) nas florestas tropicais do país.
Milhares de pessoas, entre civis e militares morreram nos combates. Os EUA saíram derrotados e tiveram que abandonar o território vietnamita de forma vergonhosa em 1975. O Vietnã passou a ser socialista.
Fim da Guerra Fria e consequências:
A falta de democracia, o atraso econômico e a crise nas repúblicas soviéticas acabaram por acelerar a crise do socialismo no final da década de 1980. Em 1989 cai o Muro de Berlim e as duas Alemanhas são reunificadas. No começi da década de 1990, o então presidente da união Soviética Gorbachey começou a acelelarar o fim do socialismo naquele país e nos aliados.
Com reformas econômicas, acordos com os EUA e mudanças políticas, o sistema foi se enfraquecendo.
Era o fim de um período de embates políticos, ideológicos e militares. O capitalismo vitorioso, aos poucos, iria sendo implantado nos países socialistas.
A Queda do Muro de Berlim:
História da queda do muro de Berlim:
Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, a capital alemã, Berlim foi dividida em quatro áreas.
Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e União Soviética passaram a comandar e administrar cada uma destas regiões.
As duas Alemanhas:
No ano de 1949, os países capitalistas (Estados Unidos, França e Grã-Bretanha) fizeram um acordo para integrar suas áreas à República Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental).
O setor soviético, Berlim Oriental, passou a ser integrado a República Democrática da Alemanha (Alemanha Oriental), seguindo o sistema socialista, pró-soviético.
A construção do Muro:
Até o ano de 1961, os cidadãos berlinenses podiam passar livremente de um lado para o outro da cidade. Porém, em agosto de 1961, com o acirramento da Guerra Fria e com a grande migração de berlinenses do lado oriental para o ocidental, o governo da Alemanha Oriental resolveu construir um muro dividindo os dois setores.
Decretou também leis proibindo a passagem das pessoas para o setor ocidental da cidade.
O muro, que começou a ser construído em 13 de agosto de 1961, não respeitou casa, prédios ou ruas.
Policiais e soldados da Alemanha Oriental impediam e até mesmo matavam quem tentasse ultrapassar o muro.
Mutas famílias foram separadas da noite para o dia.
O muro chegou a ser reforçado por quatro vezes.
Possuía cercas elétricas e valas para dificultar a passagem.
havia cerca de 300 torres de vigilância com soldados preparados para atirar.
A Queda do Muro:
Em 9 de novembro de 1989, com a crise do sistema socialista no leste da Europa e o fim deste sistema na Alemanha Oriental, ocorre a queda do Muro.
Cidadãos da Alemanha foram para as ruas comemorar o momento histórico e ajudaram a derrubar o muro.
O ato simbólico representou também o fim da Guerra Fria e o primeiro passo no processo de reintegração da Alemanha.
Guerra da Coreia:
O que foi:
Foi um conflito armado entre Coreia do Sul e Coreia do Norte. Ocorreu entre os anos de 1950 e 1953.
Teve como pano de fundo a disputa geopolítica entre Estados Unidos (capitalismo) e União Soviética (socialismo).
Foi o primeiro conflito armado da Guerra Fria, causando apreensão no mundo todo, pois houve um risco iminente de uma guerra nuclear em função do envolvimento direto entre as duas potências militares da época.
Causas da Guerra:
Divisão ocorrida na Coreia, após o fim da Segunda Guerra Mundial. Após a rendição e retirada das tropas japonesas, o norte passou a ser aliado dos soviéticos (socialista), enquanto o sul ficou sob a influência norte-americana (capitalista). Esta divisão gerou conflitos entre as duas Coreias.
Após diversas tentativas de derrubar o governo sul-coreano, a Coreia do Norte invadiu a Coreia do Sul em 25 de junho de 1950. As tropas norte-coreanas conquistaram Seul (capital da Coreia do Sul).
O desenvolvimento da guerra:
Logo após a invasão norte-coreana, as Nações Unidas enviaram tropas para a região a fim de expulsar os norte-coreanos e devolver o comando de Seul para os sul-coreanos.
Os Estados Unidos entraram na guerra ao lado da Coreia do Sul, enquanto a China (aliada da União Soviética) enviou tropa para a zona de conflito para apoiar a Coreia do Norte.
Em 1953, a Coreia do Sul, apoiada por Estados Unidos e outro países capitalistas, apresentava várias vitórias militares.
Sangrentos conflitos ocorreram em território coreano, provocando a morte de aproximadamente milhões de pessoas, sendo que a maioria era composta por civis.
Fim da Guerra:
Em julho de 1953, o governo norte-americano ameaçou usar armas nucleares contra Coreia do Norte e China caso a guerra não fosse finalizada com a rendição norte-coreana.
Em 28 de março de 1953, Coreia Norte e China aceitaram a proposta de paz das Nações Unidas.
Em 27 de julho de 1953, o tratado de paz foi assinado e decretado a fim da guerra.
Pós Guerra:
Com o fim da guerra, as duas Coreias permaneceram divididas e os conflitos geopolíticos continuaram, embora não fossem mais para a área militar. Atualmente a Coreia do Norte permanece com o regime comunista, enquanto a Coreia do Sul segue no sistema capitalista.
Guerra do Vietnã:
Introdução:
A Guerra Vietnã foi um conflito armado que começou no ano de 1959 e terminou em 1975. As batalhas ocorreram nos territórios do Vietnã do Norte, Vietnã do Sul, Laos e Camboja. Esta guerra pode ser enquadrada no contexto histórico da Guerra Fria.
Contexto Histórico:
A relação entre dois Vietnãs, em função das divergências políticas e ideológicas, era tensa no final da década de 1950. Em 1959, vietcongues (guerrilheiros comunistas), com apoio de Ho Chi Minh e dos soviéticos, atacaram uma base norte-americana no Vietnã do Sul. Este fato deu início a guerra. Entre 1959 e 1964, o conflito restringiu-se apenas ao Vietnã do Norte e do Sul, embora Estados unidos e também a União Soviética prestassem apoio indireto.
Intervenção militar dos EUA:
Em 1964, os Estados Unidos resolveram entrar diretamente no conflito, enviando soldados e armamentos de guerra. Os soldados norte-americanos sofreram num território marcado por florestas tropicais fechadas e grande quantidade de chuvas. Os vietcongues utilizaram táticas de guerrilha, enquanto os norte-americanos empenharam-se no uso de armamentos modernos, helicópteros e outros recursos.
Invasão norte-vietnamita:
No final da década de 60, era claro o fracasso da intervenção norte-americana. Mesmo com tecnologia avançada, não conseguiam vencer a experiência dos vietcongues. Para piorar a situação dos Estados Unidos, em 1968, o exército norte-vietnamita invadiu o Vietnã o Sul, tomando a embaixada dos Estados Unidos em Saigon. O Vietnã do Sul e os Estados Unidos responderam com toda força. É o momento mais sangrento da guerra.
Protestos e o fim da guerra.
No começo da década de 70, os protestos contra a guerra aconteciam em grande quantidade nos Estados Unidos. Jovens, grupos pacifistas e a população em geral iam para as ruas pedir a saída dos Estados Unidos do conflito e o retorno imediato das tropas. Neste momento, já eram milhares os soldados norte-americanos mortos no conflito. A televisão mostrava as cenas violentas e cruéis da guerra.
Sem apoio popular e com derrotas seguidas o governo norte-americano aceita o Acordo de Paris, que previa o cessar-fogo, em 1973. Em 75, ocorre a retirada total das tropas norte-americanas. E a vitória do Vietnã do Norte.
Resultados da Guerra:
O conflito deixou mais de 1 milhão de mortos (civis e militares) e o dobro de mutilados e feridos. A guerra arrasou campos agrícolas, destruiu casas e provocou prejuízos gravíssimos no Vietnã.
O Vietnã foi reunificado em 2 de julho de 76 sob o regime comunista, aliado da União Soviética.
Descolonização da Ásia e da África:
Após a 2º Guerra, ruem os antigos impérios coloniais e surgem novas nações na Ásia e na África. O processo de independência segue caminhos diversos: das guerras de libertação, estimuladas pelo Komintern, à resistência pacífica os às gestões diplomáticas para obter a autonomia.
ÁSIA:
A independência das Filipinas, em 05/07/1945, se efetiva em 12/06/1946, com proclamação da República por Manuel Roxas. Na Indonésia, a guerra contra a colonização holandesa começa em 15/08/1945 e se estende até a proclamação da República, em 17/08/1950, pelo líder nacionalista Sukarno.
Em 15/06/1947, as tropas soviéticas saem do Irã onde estavam desde 1941. A independência da Índia e do Paquistão, em 15 de agosto de 1947, assinala o fim do domínio britânico no subcontinente.Assiste-se à emancipação da Birmânia, em 04 de janeiro de 1948, e do Ceilão (atual Sri Lanka) 04 de fevereiro de 1948.
Guerra na Indochina - No início do séc. XX, surge, na União Indochinesa (a colônia francesa da Cochinchina e os protetorados do Camboja, Anã, Tonquim e Laos), a oposição nacionalista vietnamita, dividida no Partido Nacional do Vietnã, que deseja aliar-se à China de Chiang Kaisheck, e no Partido Comunista Indochinês, fundado por Ho Chi Minh, que, em 1941, cria o Vietminh (Liga Revolucionária para a Independência do Vietnã), contra os invasores japoneses. Em março de 1945, estes tinham expulsado os franceses, entregando o governo de Saigon ao imperador Bao Dai.
No final da II Guerra, o Vietminh alia-se aos nacionalistas que se opõem a Bao Dai e instalam, em Hanói, uma República Democrática reconhecida, em março de 1946, pela França, interessada em recuperar o controle sobre a região
Paralelamente, em 1 de junho de 1946, o comissário francês para a Indochina , Thierry d'Arguine, apóia, em Saigon, a criação de República da Cochichina - o que faz com que a França reconheça dois de fato na região.
Luta no Vietnã - As negociações com Hanói, sobre o retorno da administração colonial no Sul, chegam a um impasse. Diante disso, a França bombardeia Haiphong, em 24 de novembro de 1946. Após o fracasso, em 19 de dezembro de 1946, de um golpe Vietminh em Saigon, Ho passa á clandestinidade e o general Vo Nguyen Giap dá início à guerra de guerrilhas.
A recusa de Ho em aceitar os acordos de 05 de agosto de 1948 e 08 de março 1949, que reconhecem a independência dentro da União Francesa, tendo Bao Dai como chefe de Estado, faz o conflito ampliar-se em nível internacional. A essa altura, o Vietmé apoiado pela China,e a França, pelos EUA.
Divisão - Depois da tomada, em 07 de maio 1954, da base francesa de Diem Bien Phu, no delta de Tonquim, pelo general Vo, aceleram-se as negociações que levam ao Acordo de Genebra, de 21 julho de 1954, pelo qual o país é temporariamente dividido, na altura do paralelo 17, até as eleições.
Estas deveriam realizar-se após julho de 1956, mas nunca serão convocadas. Bao Dai nomeia o 1º ministro Ngo Dinh Diem, enquanto o Vietminh assume formalmente, em 02 de setembro de 1945, o controle do Norte. Na gerra, a França perde 92.800 dos 470 mil soldados da tropa colonial e da metrópole; o Vietminh possui 375 mil soldados, mas não há dados exatos sobre suas perdas. A guerra repercute também nos dois outros países da Indochina.
Laos - Autônomo desde 1949, divide-se em três grupos políticos: os neutralistas, do príncipe Suvana Fuma; os pró-comunistas, do príncipe Suvanavong funda o Pathet Lao (Laos Livre), dissidência do movimento de resistência anticolonalista Lao Issarak.
Passa a controlar as regiões de fronteira com o Camboja e o Vietnã, em aliança com os revolucionários desses países; e boicota as eleições exigidas pela Conferência de Genebra (1954), que determinara a partilhada Indochina e a independência do Laos.
Entre 1956 e 1960, os ataques do Pathet Lao e as tentativas de golpe de Fumi desgastam a coalizão de Suvana Fuma, que tem de fugir para o Camboja. Pressionadas por tropas americanas, as três facções concordam, na II Conferência de Genebra, de 1962, com a neutralidade do país e o retorno de Suvana.
Camboja - Autônomo dentro da União Francesa desde 1946, torna-se independente em 1954 e seu chefe de Estado, o príncipe Norodom Sihanuk, declara-o neutro. Mas essa oposição não agrada à extrema direita das Forças Armadas, em vista do aparecimento do Khemer Vermelho, grupo de extrema esquerda que age na clandestina. Em 18 de março de 1970, o golpe do general Lon Nol derruba Sihanuk e permite a entrada de tropas americanas no país, para combater o Khmer Vermelho e sues aliados do vietcong.
Subcontinente indiano - No início do séc. XX, a Índia, cujo território incorpora os atuais Pasquistão e Bangladesh, é o centro do Império Britânico. O movimento de libertação é organizado, a partir de 1919, pelo advogado hindu Mohandas Ghandi, que viria a ser conhecido como o Mahatma (grande alma). Ele prega a resistência pacífica e luta por reformas sociais e econômicas que dêem melhoras condições de vida a 60 milhões de párias contra os monopólios britânicos.
Em 1942, o Partido do Congresso (P do C), fundado pelos hindus em 1885, rompe com a Liga Muçulmana (LM), criada por Mohamed Ali Jinná, pois esta deseja formar um Estado muçulmano independente no Paquistão, engoblando o Baluquistão, o Punjab ocidental, o Sind e Bengala Or. (Bangladesh)P do C é posto na ilegalidade, enquanto a LM, em troca do apoio à Grã-Bretanha na II Guerra, é autorizada a funcionar.
Cisão - Em 1947, surgem duas nações independentes: a Índia, liderada por Jauarlal Nehru, e o Paquistão, tendo Liaqat Ali Cã como 1-ministro. Mas os conflitos entre hindus e muçulmanos continuam, custando mais de 1 milhão de vidas. Os dois novos países disputam pelas armas os Estados de Jammu e Cachemira; o cessar-fogo obtido pela ONU não põe fim ao litígio e, em 1957, contrariando a resolução da Assembléia Geral, a índia anexa a parte da Cachemira que ocupou.
Guerra Indo-chinesa - Começa em 20 de outubro de 1962; suas causas são litígio sobre o territórios fronteiriços, a ajuda indiana à guerrilha antichinesa do Tibete e o apoio chinês às reividicações paquistanesas sobre a Cachemira.
A rápida vitória chines acelera o programa nuclear da Índia, que explorá sua primeira bomba atômica (1974).
Guerra Indo-paquistanesa - Em 25 de agosto de 1965, o Paquistão tenta uma vez mais recuperar a Cachemira mas é derrotado em 22 de setembro. Um acordo será assinado, no ano seguinte, pelo 1º ministro Lal Bahadur Shastri e pelo presidente general Ayub Cã.
Secessão - Em 23 de março de 1971, o Paquistão Or. começa a luta pela independência, proclamando, em 17 de abril, a República de Blangladesh. Mas como seu território continua ocupado por tropas de Islamabad, a Índia, em 03 de dezembro, invade o Paquistão, que se rende em 16 de dezembro, sendo reforçado a reconhecer o novo país. Em 28 de agosto de 1973, é assinado acordo para resolver os problemas criados pela guerra, entre os quais o da troca de prisioneiros.
ÁFRICA:
No fim da II Guerra, a França promete revisar o estatuto que limita o acesso dos nativos à cidadania e dar certo grau de autonomia a seus territórios de ultramar. E a Grã-Bretanha prevê, para futuro o remoto, a representação majoritária dos colonizados no governo de suas próprias nações.
Começaram a surgir, entretanto, movimento de libertação nacional nos países árabes do norte da África (o Neo-Dester tunisiano, a Frente de Libertação Nacional argelina, os nacionalistas e panabistas egípcios e sírios).
Na África negra, a consciência da necessidade de autodeterminação provém da ocidentalização das elites intelectuais e das transformações sociais decorrentes da exploração econômica européia. O processo de independência desses países, entretanto, é desigual e, em muitos casos, a emancipação só será conquistada à custa de lutas demoradas.
Países árabes - A independência do Egito é obtida com a revolução nacionalista de 1952; constitui-se em seguida, com a Síria e lêmen, a República Árabe Unida, que dura até 1961. No plebescito de 1956, o Sudão decide separar-se do Egito.
Nesse mesmo ano, a ONU confirma a independência que a Líbia - perdida pela Itália na II Guerra obtivera em 1951, e o Marrocos e a Tunísia conseguem que a França lhes dê autonomia. Mas a independência da Argélia terá de ser arrancada por uma guerra civil, fruto do descontentamento árabe com a política de confisco de terras (em 1950, um terço dos melhores terrenos estava nas mãos dos colonizadores).
Guerra da Argélia - Nem a extensão da cidadania francesa aos argelinos (1947), nem a abertura de postos aos muçulmanos no serviço público conseguem conter a agitação. O conflito é desencadeado pelos atentados com que, em 31 de outubro de 1954 Frente de Libertação Nacional (FLN) responde aos atos terroristas antiárabes do extremistas pied noir (colonos franceses)
Tropas coloniais, reforçadas pela metrópole, obtêm vitórias iniciais. Mas FLN, unida aos comunistas, desencadeia extensa campanha de terrorismo urbano em agosto de 1956. Na Batalha de Argel, de janeiro a setembro de 1957, o general Jacques Massu desmantela a organização terrorista, o que contribui para separar ainda mais a comunidades européia e mulçulmana.
Na França, a guerra divide a opinião pública: a passividade da IV República, incapaz de reprimir a rebelião e de impor reformas decisivas, e a suspeita de que há negociações secretas entre Paris e a FLN geram a crise de maio de 1958, que resulta na volta do general De Gaulle ao poder em 21 de dezembro de 1958.
Em setembro de 1958, no Cairo, constitui-se, sob a presidência de Ferthat Abbas, O Governo Provisório Argelina (GPRA). Mas só depois do referendo de 03 de janeiro de 1961 De Gaulle tem carta branca para negociar a paz.
Decidida, no entanto, a impedir a independência, a ala conservadora do Exército, liderada pelos general Challe, André Zeller, Edmons Jouhaud e Raoul Salan =, tenta um golpe entre 21 e 26 de abril de 1964; derrotada, entre para a clandestinidade, forma a Organizações: em 18 de março de 1962, o Acordo de Evian reconhece a soberania da Argélia.
Dos 2 milhões de franceses envolvidos no conflito, 24.614 morrem e 61.985 ficam feridos: segundo estimativa da FLN, suas perdas totais elevam-se a 1 milhão de homens.
Os acontecimentos na Argélia contribuem para apressar a abolição do protetorado francês, no Marrocos, e espanhol, no Riff. Em 1969, o enclave espanhol do Infni é anexado ao território marroquino. Mas a Espanha permanece no Rio de Oro (atual Saara Ocidental), de onde só se retirará e 1976.
Países negros - Das colônias francesas, a Guiné é a única a optar pela independência no plebiscito de 1958, organizado por De Gaulle. As demais preferem esperar pela forma constitucional da metrópole, participando, por seu intermédio, da CEE e tendo sua moeda (o franco CFA, divisas dos países membros da Comunidade Financeira Africana) alinhada à França. Em 1960, é negociado, na ONU, o fim dos mandatos franco-britânicos no Togo e Camarões.
Colônias britânicas - Gana é a primeira a se emancipas, em 1957. À exceção do Quênia, onde há a rebelião Mau Mau, os conflitos com os nativos não assumem proporções extremas e até 968, todas as colônias e protetorados estão independentes: a Nigéria em 1960; Serra Leoa e Tanganica em 1961; Uganda em 1962; o Quênia em 196; Zâmbia, Malavi e Zenzibar em 1964; Gâmbia em 1965; Botsuna e Lesoto em 1966; Suazilânida e Maurício em 1968. Em 1964, Zanzibar une-se a Tanganica, formando a Tanzânia.
A minoria branca da Rodésia declara a independência unilateral em 1965, só reconhecida pela Grã-Bretanha em 1980, quando o país, que passará a chamar-se Zimbábue, já esta sob controle de um governo negro. Em 1960, a Somalilândia britânica obtém permissão para integrar-se à República da Somália, originada da ex-colônia italiana.
Colônias belgas - No congo e em Ruanda-Urundi a emancipação é obtida à custa de guerras desgastantes. No primeiro, após sangrentas manifestações que forçam Bruxelas a conceder independência, em 28 de junho de 1960, o país mergulha na guerra civil: há três grupos lutando pelo poder, sob a liderança do conservador Joseph Kasavubu, do comunista Patrice Lumumba e de Moise Tshombe, que conta com apoio belga.
Ela se encerra com o golé do coronel Joseph Mobutu, que mais tarde, adotará o nome de Mobutu Sese Seko. Derrubando Lumumba, afasta os demais líderes e instaura um regime forte, ainda hoje vigente l Zaire.
Em Ruanda-Urundi, herdada da Alemanha após a I Guerra, a luta pela independência confunde-se com a guerra da maioria hutu contra os dominadores uatutsi. O plebiscito de 1962 separa Ruanda e Burundi; mas os conflitos interétnicos permanecem até hoje.
Colônias portuguesas - Só se libertasm aós a Revolução dos Cravos, de 1974, em Portugal. Mas desde a década de 60, a metrópole vinha enfrentando movimentos rebeldes. Em 1961, a União dos Povos Angolanos (UPA) fixa posições no nordeste da colônia. Em 1966, o Movimento Popular para a Libertação de Angola, fundado em 1956 por Agostinho Neto, e a União Nacional pela Independência Total da Angola (UNITA), criada por jonas Savimbi em 1966, abrem novas frentes.
Mas apesar de seu crescimento e da ajuda externa que recebem, esses movimentos permanecem divididos. Uma tentativa de superar divergências é a união de Agostinho Neto com Holden Roberto, da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), em 1972.
O acordo de Alvor, 15 de janeiro de 1975, promete independência para 11 de novembro; mas os litígios entre os movimentos de libertação fazem com que o governo português o revogue, em 29 de agosto, retirando-se de Angola sem ato oficial de passagem do poder, para demonstrar ão apoiava nenhum dos grupos em luta.
A rebelião. na Guiné-Bissau, também começa em 1961, sob a liderança de Amílcar Cabral, do PARTIDO Africano de Independência da guiné e Cabo Verde (PAIGC). Em setembro de 1973, à revelia de Portugal, o PAIGC anuncia a independência da Guiné-Bissau e o governo de LuÍs Cabral é reconhecido pela ONU. A revolta da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) é um pouco mais tardia (setembro de 1964).
O assassinato de seu líder, Eduardo Mondlane, em fevereiro de 1969, retarda o processo; mas o movimento é encabeçado por Samora Machel, que reivindica a independência. O novo governo português acelera a descolonização, assinando acordos preliminares com o PAIGC, em Argel (26 de gosto de 1974), e com a Frelimo, em Lusaca (07 de setembro 1974). A independência definitiva da Guiné-Bissau vem em 10 de setembro de 1974 e a de Moçambique em 24 de junho de 1975.
Proclamação do Estado de Israel:
Em 14 de maio de 1948, o presidente de Agência Judaica David Ben-Gurion proclama em Tel Aviv o Estado de Israle, estabelecendo o primeiro Estado judeu em 2 mil anos. Nós proclamamos por este ato o estabelecimento do Estado Judeu na Palestina, que se chaamará Israel", disse em uma cerimônia no Museu de Arte, Ben-Gurion, que tornou-se o primeiro premiê do novo Estado.
À distância, o ruído dos tiros podiam ser ouvidos do conflito que imediatamente eclodiu entre judeus e árabes, assim que o exército britânico se retirou mais cedo naquele dia. No dia seguinte, forças do Egito, Transjordânia, Síria, Líbano e Iraque invadiram por terra, enquanto o Egito lançou um ataque aéreo.
Israel tem suas origens no movimento sionista, criado no final do séc. XIX pelos judeus que viviam no Império Russo e que reclamavam o estabelecimento de um espaço territorial judaico após séculos perseguição. Em 96, o jornalista judio-austríaco Theodor Herzl publicou um panfleto político chamado 'O Estado Judeu'. que sustentava que a criação de um Estado judeu era o único, meio de proteger os judeus contra o anti-semitismo. Herzl tornou-se o líder do sionismo, reunindo o primeiro congresso sionista Suíça em 1897. A Palestina, controlada então pelo Império Otomano, foi escolhido como o lugar mais desejável para sua localização por ser o lar bíblico do povo judeu.
Após a Revolução Russa de fevereiro de 1905, crescentes contingentes de judeus russos e da Europa Oriental começaram a imigrar para a Palestina, juntando-se aos poucos milhares que haviam chegado antes. Os colonos judeus insistiam no uso do idioma hebraico em vez do idisch, a língua dos judeus ashkenazi da Europa. Com o colapso do Império Otamano durante a Primeira Guerra Mundial, os britânicos tomaram a Palestina como protetor. Em 1917, Londres publicou a "Declaração Balfour", que afirmava a intenção de estabelecer um 'lar judeu' na Palestina. Apesar do protesto dos Estados árabes, a declaração foi incluída no mandato britânico sobre a região, autorizada pela Liga das Nações em 1922.
Com isso, árabes e judeus deram início em 1929 a uma enfrentamento aberto na Palestina. A Grã-Bretanha, na tentativa de apaziguar os árabes, tentou limitar a imigração judaica. Como resultado do Holocausto, muitos judeus entraram ilegalmente na Palestina durante a Segunda Guerra Mundial. Grupos judaicos radicais passaram a empregar o terrorismo contra as forças britânicas, sob a alegação de estarem traindo a causa sionista. Após o término da Segunda Guerra Mundial, diante das atrocidades nazistas contra os judeus vindas a público em 1945, a União Soviética e os EUA aceitaram adotar a causa sionista. A Grã-Bretanha, incapaz de encontrar uma solução, transferiu o problema para as Nações Unidas, que em novembro de 1947 aprovou a Partilha da Palestina.
Os sionistas tomaram posse de mais da metade da Palestina embora englobassem menos da metade da população local. Os árabes enfrentaram as forças sionistas, contudo em 14 de maio de 1948, os judeus já tinham garantido o controle de sua área da Partilha e também da parte árabe.
Assim, os israelenses conseguiram derrotar os árabes e ocuparam territórios chaves como a Galileia, a costa palestina e uma faixa ligando a região costeira com Jerusalém. Em 1949, um cessar-fogo patrocinado pela ONU propiciou a Israel o controle permanente das áreas conquistadas. A expulsão pela força de centenas de milhares de palestinos de seus lares durante a Guerra deixou o país com uma substancial maioria populacional judaica.
Durante a Guerra dos Seis Dias, mais uma vez Israel aumentou suas fronteiras, capturando da Jordânia, Egito e Síria, a cidade velha de Jerusalém, a Península do Sinai, a Faixa de Gaza, a CIsjordânia e as Alturas de Golã. Em 1979, Israel e Egito assinaram um acordo de paz pelo qual Israel devolveu o Sinai em troca do reconhecimento egípcio. Israel e a Organização pela Libertação da Palestina assinaram um acordo de paz 1993, visando a implementação do Estado palestino na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. O processo de paz não avançou e a partir de 2000 o conflito entre israelenses e palestinos se acirrou em Israel, e principalmente, nos territórios ocupados.
Revolução Chinesa e sua Proclamação:
Introdução:
Foi um movimento político, social, econômico e cultural ocorrido na China no ano de 1911. Liderada pelo médico político e estadista chinês Sun Yat-Sen. Este movimento nacionalista derrubou a Dinastia Manchu do poder.
Causas: China antes da revolução:
No séc XIX, no contexto do imperialismo, a China era dominada e explorada pelas potências europeias, principalmente pelo Reino Unido. Esta potência imperialista, além de explorar a China economicamente, interferia nos assuntos políticos e culturais da China. Os imperadores da Dinastia Manchu era submissos á dominação europeia.
A distribuição das terras produtivas chinesas também era um outro problema para o país, pois quase 90% estavam nas mãos de grandes proprietários r (espécies de senhores feudais).
Entre 1898 e 1900 um ato de rebeldia contra a dominação estrangeira ocorreu na China. Os boxers fizeram uma revolta de caráter nacionalista que foi duramente reprimida pelas tropas estrangeiras. Este conflito ficou conhecido como Guerra dos Boxers.
Em 1908, Sun Yat-Sen fundou o Partido Nacionalista (Kuomintang), cujo principal objetivo era fazer oposição à monarquia e ao domínio europeu no país.
A Revolução Nacionalista:
Em 1911, com o apoio de grande parte dos militares chineses, Sun Yat-sen foi proclamado primeiro presidente da República Chinesa. Porém, em várias país comandadas por grandes proprietários rurais ocorreram resistências, mergulhando a China num longo período de guerra civil.
Em 1925, com a morte de Sun Yat-sen, ocorreu uma disputa pelo controle do Kuomintang, que acabou por se fundir com o Partido Comunista Chinês.
Em 1927, o genral Chiang Kai-shek assumiu o poder do Kuomintang e, no comando das tropas chinesas, começou a combater os opositores da República, entre eles is grandes proprietários rurais e comunistas.
Os conflitos entre nacionalistas e comunistas ficou suspenso apenas na Segunda Guerra Mundial, quando combateram juntos, o Japão que tentava conquistar a China. Com o término do conflito mundial e a expulsão dos japoneses território chinês, as tropas nacionalistas de Chiang Kai-shek voltaram a perseguir e combater os comunistas de Mao Tse-tung, reiniciando o conflito armado.
A Revolução Comunista:
Em outubro de 1949, os comunistas tomam o poder e proclamam a República Popular da China, com Mao Tse-tung como chefe supremo. Transformada num país comunista, a China passou por uma série de reformas como, por exemplo, coletivização das terras, controle estatal da economia e nacionalização de empresas estrangeiras.
Revolução Cubana:
Introdução:
Foi um movimento popular, que derrubou o governo do presidente Fulgêncio Batista, em janeiro de 1959. Com o processo revolucionário foi implantado em Cuba o sistema socialista, com o governo sendo liderado por Fidel Castro.
Cuba antes da revolução: causas da revolução:
Antes de 1959, Cuba era um país que vivia sob forte influência dos EUA. As indústrias de açúcar muitos hotéis eram dominados por grandes empresários norte-americanos.
Os EUA também influenciavam muito na política da ilha, apoiando sempre os presidentes pró-Estados Unidos.
Do ponto de vista econômico Cuba seguia o capitalismo com grande dependência dos EUA.
Era uma ilha com grandes desigualdades sociais, pois grande parte da população vivia na pobreza. Todo este contexto gerava muita insatisfação nas camadas mais pobres da sociedade cubana, que era a maioria.
A organização da revolução:
Fidel Castro era o grande opositor do governo de Fulgêncio Batista. De princípios socialistas, planejava derrubar o governo e acabar com a corrupção e com a influência norte-americana na ilha.
Conseguiu organizar um grupo de guerrilheiros enquanto estava exilado no México.
Em 1957, Fidel Castro e um grupo de cerca de 80 combatentes instalaram-se nas florestas de Sierra Maestra. Os combates com as forças do governo foram intensos e vários guerrilheiros morreram ou foram presos. Mesmo assim Fidel Castro e Ernesto Che Guevara não desistiram e mesmo com um grupo pequeno continuaram a luta.
Começaram a usar transmissões de rádio para divulgar as ideias revolucionárias e conseguir o apoio da população cubana.
O apoio popular:
Com as mensagens revolucionárias, os guerrilheiros conseguiram o apoio de muitas pessoas. Isto ocorreu, pois havia muitos camponeses e operários desiludidos com o governo de Fulgêncio Batista e com as péssimas condições sociais (salários baixos, desemprego, falta de terras, analfabetismo, doenças).
Muitos cubanos das cidades e do campo começaram a entrar na guerrilha, aumentando o número de combatentes e conquistando vitórias em várias cidades.
O exército cubano estava registrando muitas baixas e o governo de Batista sentia o fortalecimento da guerrilha.
A tomada do poder e a implantação do socialismo:
No primeiro dia de janeiro de 1959, Fidel Castro e os revolucionários tomaram o poder em Cuba. Fulgêncio Batista e muitos integrantes do governo fugiram da ilha.
O governo de Fidel Castro tomou várias medidas em Cuba, como por exemplo, nacionalização de bancos e empresas, reforma agrária, expropriação de grandes propriedades e reformas nos sistemas de educação e saúde. O Partido Comunista dominou a vida política na ilha, não dando espaço para qualquer partido de oposição.
Com estas medidas, Cuba tornou-se um país socialista, ganhando apoio Soviética dentro do contexto da Guerra Fria.
Até hoje os ideias revolucionários fazem parte de Cuba que é considerado o único país que mantém o socialismo plenamente vivo. Com a piora no estado de saúde de Fidel Castro em 2007, Raul Castro, seu irmão, passou a governar oficialmente Cuba, em fevereiro de 2008.
Homem pisa pela primeira vez na Lua:
No dia 20 de julho de 1969, a humanidade deu literalmente um passo muito além de suas fronteiras terrestres quando pela primeira vez um homem pisava na Lua.
O feito do astronauta norte-americano Neil Armstrong e do seu colega Buzz Aldrin foi transmitido ao vivo para 100 milhões de pessoas. Foram, ao todo, duas horas e 45 minutos de caminhada pela Lua.
Ao pisar na superfície lunar, Armstrong disse a famosa frase "Este é um pequeno passo para o homem e um salto gigantesco para a humanidade".
Ao todo os dois astronautas ficaram 21 horas no satélite. Os dois aproveitaram sua entrada na Lua para fincar a bandeira dos Estados Undis, recolher cerca de 22 kg de material e fazer fotos. Ambos pousaram numa região chamada Mar da Tranquilidade, a bordo do módulo lunar Eagle.
A missão de grande sucesso havia começado no dia 16 de julho, quando o foguete Saturno V foi lançado do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, transportando a espaçonave Columbia. A tripulação era formada pelo comandante Neil Armstrong, Michael Collins (piloto do módulo de comando) e Edwin "Buzz" Aldrin (piloto do módulo lunar).
A Apollo 11 retornou à Terra no dia 24 de julho a uma velocidade de 11.031 metros por segundo e pouso no Oceano Pacífico. Os três astronautas ainda precisaram ficar de quarentena para evitar que trouxessem algum tipo de micróbios do espaço.
Depois, viraram celebridades mundiais e escreveram para sempre os seus nomes na história.
Crise do Petróleo em 1973:
Transformado em uma das mais importantes fontes de energia do mundo, o petróleo ainda ocupa posição fundamental no sustentáculo de várias economias.
Atualmente, a variação do preço do barril no mercado internacional é capaz de provocar crises econômicos de grandes proporções. Desde os mega investidores até os mais simples consumidores da cadeia econômica, se transformam em um frágil alvo das oscilações do "diamante negro"
A expansão de seu consumo aconteceu, inicialmente graças à popularização dos automóveis produzidos em série e a utilização de motores combustíveis outros meios de transporte.
Com isso, na primeira metade do séc. XX, grandes indústrias petroleiras buscaram capitanear a exploração desse recurso, principalmente no Oriente Médio.
Frágeis ou mesmo sem condições de controle, essas nações viram riqueza nacional sistematicamente explorada.
Com o fim da 2º Guerra Mundial, essa situação se transformou com a ascensão de governos interessados em controlar a exploração de petróleo em seus próprios países.
Em posição frágil, por conta das terríveis perdas pelas guerras, as grandes nações capitalistas não tiveram outra opção a não ser reconhecer a nova política das nações médio-orientais.
Enfim, era melhor reduzir os lucros da exploração do que correr o risco de não ter acesso aos valiosos barris de petróleo.
Apesar disso, outras questões políticas serviram para que o controle exercido pelas nações do Oriente Médio causasse serias preocupações aos grandes capitalistas.
No começo da déc. 70, as nações produtoras começaram a regular o escoamento da produção petrolífera por conta de sua natureza não renovável.
Em 1973 o valor do barril mais que triplicou em um curto período de três meses.
Nessa mesma época, a crise entre os produtores orientais e o bloco capitalista piorou com o estouro da Guerra Yom Kippur. Esse foi um dos vários conflitos entre árabes judeus envolvendo os territórios da palestina.
Discordando da ofensiva judaica, as nações árabes vizinhas, produtoras de petróleo, organizaram um boicote contra toda a nação que apoiasse a causa israelense. Não suportando a elevação do barril para a casa dos US$ 40,00, vários países abandonaram a guerra.
Outra crise de grandes proporções também aconteceu no ano de 1979, quando os iranianos organizaram a deposição do ditador Xá Reza Pahlevi. Com a sua saída do poder, o cenário político do Irã foi controlado pelos xiitas apoiadores do aiatolá Khomeini.
Até a organização do setor petrolífero desta nação, o barril de petróleo atingiu estratosférico preço de US$ 80,00.
Somente na segunda metade da déc. 80 que o valor do petróleo passou a diminuir.
O destaque destas duas crises indica que a economia de nações poderosíssimas está intimamente ligada a essa fonte de energia. Sendo o petróleo um recursos natural não renovável, muitos países investem na exploração de outras fontes de energia que possam sustentar o quadro econômico futuro.
Contudo, ainda é difícil imaginar as várias transformações que um mundo sem petróleo poderia exercer na economia, na sociedade e, até mesmo, no jogo político internacional.
Revolução Islâmica do Irã:
A Revolução Islâmica fez do Irã uma república baseada nos preceitos religiosos do islamismo.
O Irã é um país do Oriente Médio muito presente nos noticiários por conta de seu governante autoritário e agressivo, muito do que o país é hoje.
É fruto de uma revolução ocorrida na déc. de 70 que colocou os dogmas da religião islâmica acima de todos os valores democráticos comuns nos outros países do mundo.
Na déc. de 70 o Irã era governado pelo Xá Reza Pahlevi, o qual desenvolvia um governo concentrando os poderes em um pequeno círculo de amigos e aliados.
Desde a déc. de 40 o líder do país se mantinha no governo do Estado, sem se preocupar muito com as diferenças entre os pobres e os ricos, esta se intensificou no decorrer da déc. de 70.
O regime do Xá Reza Pahlevi gerava críticas ao plano econômico, mas principalmente quanto ao seu modo autoritário de conduzir a política no país.
A monarquia autoritária do Xá possuía grande afinidade com o Ocidente, o que suscitava mais críticas dos opositores.
O personagem com voz mais expressiva na oposição ao governante do Irã era o aiatolá Ruhollah Khomieni.
O líder religioso e da oposição vivia exilado em paris e de lá mesmo comandou as forças de oposição ao governo do Xá, defendendo reformas sociais e econômicas no Irã, além de recuperar os valores religiosos e tradicionais do islamismo.
Somente no ano de 1979 que o líder da oposição conseguiu retornar ao Irã, no dia 1º de fevereiro, o que intensificou um quadro de estabilidade social e protestos.
Nas vésperas do retorno de Khoemini ao Irã, a população do país deu início a um levante de oposição ao tipo de governo desenvolvido pela Xá Pahlevi, a chegada de Khoemini fez aguçar os protestos, por vários lugares estouraram os confrontos entre os opositores e os partidários do regime vigente.
O clima de enfrentamento no país se intensificou e tingiu níveis cruéis para o Irã.
Além dos protestos violentos, greves foram deflagradas em protesto e atingiram em cheio o seio da economia iraniana.
Opositores de esquerda, liberais e xiitas, todos se uniram contra o governante em função e deram início a um processo revolucionário.
Finalmente, em 1979, o Xá Pahlevi foi deposto do poder, no dia 1º de abril, e o Irã foi declarado uma República Islâmica.
Xá Pahlevi fugiu o país e o aiatolá Khomeini assumiu o cargo de chefe religioso e governante do país.
A Revolução Islâmica alterou profundamente a estrutura social do país, estabelecendo novas doutrinas que passavam em primeiro lugar pela questão religiosa.
O processo revolucionário que inicialmente era guiado por anseios democráticos e de melhorias das condições de vida dos iranianos, resultou no governo de um chefe religioso que transformou o país em um Estado teocrático.
A postura do governo assumida pelo novo chefe do país foi extremamente radical, novas leis baseadas no islamismo entraram em vigor e uma ação militantes islâmicos tomou americanos como reféns na embaixada dos EUA em Teerã.
O Irã decretava o fim das afinidades com os EUA e o rompimento das relações.
Ao longo da Guerra Fria, o governo iraniano posicionou como opositor dos EUA e também da União Soviética. Por se tratar de um Estado fundamentado nas doutrinas religiosas do islamismo, a questão em vigor era declarar inimizade com os "infiéis", fossem capitalistas ou socialistas.
A revolução mudou a vida dos iranianos, com os: castigos corporais do Xá, prostitutas, homossexuais, marxistas e judeus; além dos hábitos ocidentais como vestuário, minissaia, maquiagem, música ocidental, jogos e cinema.
A postura do governo iraniano se manteve radical mesmo após a Guerra Fria, Bill Clinton, chegou muito perto de reabrir diálogos com o Irã, mas seu sucessor na presidência dos EUA, George W. Bush, colocou o país no "eixo do mal", juntamente com Iraque e Coréia do Norte.
Desse modo, as relações voltaram a uma situação extrema, até hoje o diálogo do Ocidente com o Irã é complicado. Seu atual governante, Mahmoud Ahmadinejad, também segue uma linha autoritária fundamentada nos preceitos religiosos do islamismo, defendendo ainda posturas radicalíssimas.
Recentemente, somente o presidente brasileiro, Luís Inácio "Lula" da Silva, conseguiu progredir nas relações amistosas com o país, mas o restante do mundo ainda tem receio em dialogar com o Irã por conta de suas decisões autoritárias, pelo interesse em possuir armas nucleares e as afinidades com o terrorismo.
Ditadura Militar no Brasil: 1964 - 1985
O regime militar foi o período da política brasileira em que militares conduziram o país.
Essa época ficou marcada na história do Brasil através da prática de vários. Atos Institucionais que colocavam em prática a censura a perseguição política, a supressão de direitos constitucionais, a falta de democracia e a repressão aqueles contrários ao regime militar.
A Ditadura militar no Brasil teve seu início com o golpe militar de 31 de março de 1964, resultando no afastamento do Presidente da República, João Goulart, e tomando o poder o Marechal Castelo Branco.
Este golpe de estado, caracterizado por personagens afinados como uma revolução instituiu no país uma ditadura militar, que durou até a eleição de Tancredo Neves em 1985. Os militares na época justificaram o golpe, sob a alegação de que havia um ameaça comunista no país.
Golpe militar de 1964:
O Golpe militar de 1964 marca uma série de eventos ocorridos em 31 de março de 1964 no Brasil, e que culminaram em um golpe de estado no dia 1 de abril de 1964. Esse golpe pôs fim ao governo do presidente João Goulart, também conhecido como Jango, que havia sido de forma democrática, eleito vice-presidente pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
Imediatamente após a tomada de poder pelos militares, foi estabelecido o AI-1, com 11 artigos, o mesmo dava ao governo militar o poder de modificar a constituição anular mandatos legislativos, interromper direitos políticos por 10 anos e demitir, colocar em disponibilidade ou aposentar compulsoriamente qualquer pessoa que fosse contra a segurança do país, o regime democrático e a probidade da administração pública, além de determinar eleições indiretas para a presidência da República.
Durante o regime militar ocorreu um fortalecimento do poder central, sobretudo do poder Executivo caracterizando um regime de exceção, pois o Executivo se atribuiu a função de legislar, em detrimento dos outros poderes estabelecidos pela Constituição de 1946.
O Alto Comando das Forças Armadas passou a controlar a sucessão presidencial, indicando um candidato militar que era referendado pelo Congresso Nacional.
A liberdade de expressão e de organização era quase inexistente. Partidos políticos, sindicatos, agremiações estudantis e outras organizações representativas da sociedade foram suprimidas ou sofreram interferência do governo.
Os meios de comunicação e as manifestações artísticas oram reprimidos pela censura. A década de 1960 iniciou também, um período de grandes transformações na economia do Brasil, de modernização da indústria e dos serviços, de concentração de renda, de abertura ao capital estrangeiro e do endividamento externo.
Governo Castelo Branco (1964-1967):
Castelo Branco, general militar, foi eleito pelo Congresso Nacional presidente da República em 15 de abril de 1964. Em seu pronunciamento, declarou defender a democracia, porém ao começar seu governo, assume uma posição autoritária.
Estabeleceu eleições indiretas para presidente, além de dissolver os partidos políticos. Vários parlamentares federais e estaduais tiveram seus mandatos cassados, cidadãos tiveram seus direitos políticos e constitucionais cancelados e os sindicatos receberam intervenção do governo militar.
Em seu governo, foi instituído o bipartidarismo. Só estavam autorizados o funcionamento de dois partidos: Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e a Aliança Renovada Nacional (ARENA). Enquanto o primeiro era de oposição, de certa forma controlada, o segundo representava os militares.
O governo militar impõe, em janeiro de 1967, uma nova Constituição para o país. Aprovada neste mesmo ano, a Constituição de 1967 confirma e institucionaliza o regime militar e suas formas de atuação.
Governo Costa e Silva (1967-1969):
Em 1967, assume a presidência o general Arthur da Costa e Silva, após ser eleito indiretamente pelo Congresso Nacional, Seu governo é marcado por protestos e manifestações sociais. A oposição ao regime militar cresce no país. A UNE (União dos Estudantes) organiza, no Rio de Janeiro, a Passeata dos Cem Mil.
Em Contagem (MG) e Osasco (SP), greves de operários paralisam fábricas em protesto ao regime militar.
A guerrilha urbana começa a se organizar. Formada por jovens idealistas de esquerda, assaltam bancos e sequestram embaixadores para obterem fundos para o movimento de oposição armada.
No dia 13 de dezembro de 1968, o governo decreta o Ato Institucional Número 5 (AI - 5). Este foi o mais duro do governo militar, pois aposentou juízes, cassou mandatos, acabou com as garantias do habeas-corpus e aumentou a repressão militar e policial
Governo da Junta Militar (31/08/1969 - 30/10/1969)
Doente, Costa e Silva foi substituído por uma junta militar formada pelos ministros Aurélio de Lira Tavares (Exército), Augusto Rademaker (Marinha) e Márcio de Sousa e Melo (Aeronáutica).
Dois grupos de esquerda, O MR-8 e a ALN sequestram o embaixador dos EUA (Charles Elbrick). Os guerrilheiros exigem a libertação de 15 presos políticos, exigência conseguida com sucesso. Porém, em 18 de setembro, o governo decreta a Lei de Segurança Nacional, esta lei decretava o exílio e a pena de morte em casos de "guerra psicológica adversa, ou revolucionária, ou subversiva".
No final de 1969, o líder da ALN, Carlos Mariguella, foi morto pelas forças de repressão em São Paulo.
Governo Medici (1969 - 1974):
Em 1969, a Junta Militar escolhe o novo presidente: general Emílio Garrastazu Medici. Seu governo é considerado o mais duro e repressivo do período, conhecido como "anos de chumbo". A repressão à luta armada cresce e uma severa política de censura é colocada em execução. Jornais, revistas, livros, peças de teatro, filmes, músicas e outras formas de expressão artística são censuradas. Muitos professores, políticos, músicos, artistas e escritores são investigados, presos, torturados ou exilados do país. O DOI-Codi (Destacamento de Operações e Informações e ao Centro de Operações de Defesa Interna) atua como centro de investigação e repressão do governo militar.
Ganha força no campo a guerrilha rural, principalmente no Araguaia. A guerrilha do Araguaia é fortemente reprimida pelas forças militares.
O Milagre Econômico:
Na área econômica o país crescia rapidamente. Este período que vai de 1969 a 1973 ficou conhecido com a épica do Milagre Econômico. O PIB brasileiro crescia a uma taxa de quase 12% ao ano, enquanto a inflação beirava os 18%. Com os investimentos internos e empréstimos do exterior, o país avançou e estruturou uma base de infra-estrutura. Todos estes investimentos geraram milhões de empregos pelo país. Algumas obras, consideradas faraônicas, foram executadas, com a Rodovia Transamazônica e a Ponte Rio-Niterói.
Porém, todo esse crescimento teve um custo altíssimo e a conta deveria ser paga no futuro. Os empréstimos estrangeiros geraram uma dívida externa levada para os padrões econômicos do Brasil.
Governo Geisel (1974 - 1979):
Em 1974 assume a presidência o general Ernesto Geisel que começa um lento processo de transição rumo à democracia. Seu governo coincide com o fim do milagre econômico e com a insatisfação popular em altas taxas. A crise do petróleo e a recessão mundial interferem na economia brasileira, no momento em que os créditos e empréstimos internacionais diminuem.
Geisel anuncia a abertura política lenta, gradual e segura. A oposição política começa a ganhar espaço. Nas eleições de 1974, o MDB conquista 5% dos votos para o Senado, 48% da Câmara dos Deputados e ganha a prefeitura da maioria das grandes cidades.
Os militares de linha dura, não contentes com os caminhos do governo Geisel, começam a promover ataques clandestinos aos membros de esquerda. Em 1975, o jornalista Vladimir Herzog é assassinado nas dependências do DOI-Codi em São Paulo. Em janeiro 1976, o operário Manuel Fiel Filho aparece morto em situação semelhante.
Em 1978, Geisel acaba com o AI-5, restaura o habeas-corpus e abre caminho para a volta da democracia no Brasil,
Governo Figueiredo (1979-1985):
A vitória do MDB nas eleições em 1978 começa a acelerar o processo de redemocratização. O general João Baptista Figueiredo decreta a Lei da Anistia, concedendo o direito de retorno ao Brasil para os políticos, artistas e demais brasileiros exilados e condenados por crimes políticos.
Os militares de linha dura continuam com a repressão clandestina.
Cartas-bomba são colocadas em órgãos da imprensa e da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
No dia 30 de Abril de 1981, uma bomba explode durante um show no centro de convenções do Rio Centro.
O atentado fora provavelmente promovido por militares de linha dura, embora até hoje nada tenha sido provado
Em 1979, o governo aprova a lei que estabelece o pluripartidarismo no país. Os partidos voltam a funcionar dentro da normalidade. A ARENA muda o nome e passa a ser PDS, enquanto o MDB a ser PMDB.
Outros partidos são criados, como: Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT).
A Redemocratização e a Campanha pelas Diretas Já:
Nos últimos anos do governo militar, o Brasil apresenta vários problemas. A inflação é alta e a recessão também.
Enquanto isso a oposição ganha terreno com o surgimento de novos partidos e com o fortalecimento dos sindicatos.
Em 1984, políticos de oposição, artistas, jogadores de futebol e milhões de brasileiros participam do movimento das Diretas Já.
O movimento era favorável à aprovação da Emenda Dante de Oliveira que garantia eleições diretas para presidente naquele ano, para a decepção do povo, a emenda não foi aprovada pela Câmara dos Deputados.
No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheria o deputado Tancredo Neves, que concorreu com Paulo Maluf, como novo presidente da República.
Ele fazia parte da Aliança Democrática - o grupo de oposição formado pelo PMDB e pela Frente Liberal.
Era o fim do regime militar.
Porém Tancredo Neves fica doente antes de assumir e acaba falecendo.
Assume o vice-presidente José Sarney.
Em 1988 é aprovada uma nova constituição para o Brasil, a Constituição de 1988 apagou os rastros da ditadura militar e estabeleceu princípio democráticos no país.
Cronologia do Regime Militar e Alguns Desdobramentos:
1961
25/08: Renúncia de Jânio Quadros;
30/08: Ministros militares declaram-se contrários à posse de João Goulart;
02/09: Posse de João Goulart;
1962
02/02: Criação oficial do Instituto de Pesquisas Sociais (Ipês), que conspira contra o governo Goulart.
1963
24/01: Retorno ao sistema presidencialista de governo, após plebiscitos realizado no dia 6, que não referendou o parlamentarismo.
07/08: Projeto de Milton Campos sobre a reforma agrária é rejeitado.
23/08: Comício do CGT pelo aniversário da morte de Getúlio Vargas com a presença de Goulart. Presentes exigem definição do presidente durante seu discurso. Goulart promete que reformas serão implementadas.
12/09: Revolta de sargentos da Aeronáutica e da Marinha em Brasília.
07/10: Goulart retira o pedido de decretação de estado de sítio em função da ampla oposições que gerou.
17/10: Rejeitada emenda do PTB sobre reforma agrária na Câmara dos Deputados.
Novembro Greve dos cortadores de cana em Pernambuco e parte da Paraíba.
1964
17/01: Regulamentação da lei de remessa de lucros.
13/03: Comício da Central do Brasil ou "das reformas".
19/03: Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade em São Paulo (SP), espécie de resposta ao Comício da central.
20/03: O chefe do Estado-Maior do Exército, general Castelo Branco, divulga circular reservada entre seus subordinados contra João Goulart.
21 a 29/03: 9 "Marchas" da Família, com Deus, pela Liberdade, em diversas cidades de São Paulo.
31/03: Inicia-se o movimento militar em Minas Gerais com deslocamento de tropas comandadas pelo general Mourão Filho.
01/04 a 08/06: 42 "Marchas" da Família, com Deus, pela Liberdade, em diversas cidades de São Paulo.
02/04: João Goulart segue de Brasília para Porto Alegre. De lá sairia do Brasil; General Costa e Silva autonomeia-se comandante-em-chefe do Exército nacional e organiza o "Comando Supremo da Revolução".
04/04: O nome do general Castelo Branco é indicado para a Presidência da república pelos líderes do Golpe.
09/04: Decretado o Ato Institucional que confere ao presidente da República poderes para cassar mandatos eletivos e suspender direitos políticos até 15 de junho de 1964, entre outros poderes discricionários.
10/04: A sede da UNE é incendiada por participantes do movimento político militar.
13/04: O Diário Oficial publica decreto que extingue o mandato de todos os membros do conselho diretor a Universidade de Brasília.
Ocorre uma invasão policial e a intervenção na UnB.
13/06: Criado o Serviço Nacional de Investigação (SNI).
27/10: Declarada a extinção da União Nacional dos Estudantes (UNE).
09/11: Sancionada a Lei n 4.464 (Lei Suplicy) proibindo atividades políticas estudantis. A Lei Suplicy de Lacerda coloca na ilegalidade a UNE e as UEEs, que passam a atuar na clandestinidade. Todas as instâncias da representação estudantil ficam submetidas ao MEC.
1965
Ato Institucional N.2 extingue os partidos existentes, atribui à Justiça Militar o julgamento de civis acusados de crimes contra a segurança nacional e confere ao presidente da república poderes para cassar mandatos eletivos e suspender direitos políticos até 15 de março de 1967, entre outros dispositivos.
Início a UNE convoca um conselho para eleger, com mandato-tampão, o presidente que a chefiará até o 27º Congresso, em julho. Alberto Abissâmara, de tendências progressistas, é escolhido.
05/02: Ato Institucional N.3 estabelece eleição indireta para governadores.
01/04: No dia 1º, o Conselho Universitário, presidido pelo reitor Pedro Calmon, dissolve a diretoria do CACO - Centro Acadêmico de Direito UFRJ.
12/04: No dia 12, agentes do Dops e a Policia Militar impedem com violência uma reunião do CACO - Centro Acadêmico de Direito UFRJ . As aulas são suspensas.
23/09: São feitas manifestações contra a Lei Suplicy, no Rio de Janeiro.
03/10: O general Costa e Silva é eleito presidente da república pelo Congresso Nacional.
20/10: O general Castelo Branco decreta o recesso do Congresso Nacional até 22 de novembro em função da não aceitação de cassações.
Cronologia da Ditadura Militar - Continuação:
1966
1966 a 1973: É o período da ilegalidade da UNE.
Março: Uma passeata em BH contra o regime militar é brutalmente reprimida. A violência desencadeia passeatas estudantis em outros estados.
28/07 a 02/08: Mesmo na ilegalidade, é realizado o XXVIII Congresso da UNE, em BH, que marca a oposição da entidade ao Acordo MEC-Usaid. O congresso acontece no porão da Igreja de São Francisco de Assis. O mineiro José Luís Moreira Guedes é eleito presidente da UNE.
Setembro: As aulas na Faculdade Nacional de Direito são suspensas e 178 estudantes paulistas são presos durante um congresso realizado pela UNE-UEE, em São Bernado do Campo.
O General Castelo Branco cria o Movimento Universitário para o Desenvolvimento Econômico e Social (Mudes).
14/09: Alunos da Faculdade Nacional de Odontologia entram em greve de protestos e colocam cartazes nas imediações da faculdade. Há choque entre os estudantes e policiais do Dops.
18/09: A UNE decreta greve geral.
22/09: A UNE elege o dia 22 como o Dia Nacional de Luta contra a Ditadura.
23/09: A polícia invade a Faculdade de Medicina da UFRJ e expulsa estudantes com violência. O episódio ficou conhecido como o Massacre da Praia Vermelha.
1967
24/01: Promulgada a nova Constituição do Brasil.
11/03: O general Castelo Branco edita nova Lei de Segurança Nacional.
15/03: O general Costa e Silva é empossado na Presidência da República.
Agosto: É realizado o XXIX Congresso da UNE, em Valinhos (SP), na clandestinidade. Luís Travassos é eleito presidente da entidade.
1968
28/03: O estudante Edson Luís de Lima Souto é morto durante conflito com a PM no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro (RJ).
29/03: Marcha de 50 mil pessoas repudia o assassinato de Edson Luis de Lima Souto; A UNE decreta greve geral dos estudantes.
30/03: O ministro da justiça, Gama e Silva, determina a repressão das passeatas estudantis.
01/04: Inúmeras passeatas estudantis irrompem em várias capitais brasileiras.
22/05: Lei N. 5.439 estabelece responsabilidade criminal para menores de 18 anos envolvidos em ações contra a segurança nacional.
04/06: Sessenta e oito cidades são declaradas áreas de segurança nacional e, por isso, seus eleitores ficam impedidos de escolher pelo voto direto, os respectivos prefeitos.
21/06: Prisão de trezentas pessoas na Universidade federal do RJ. As aulas são suspensas.
25/06: O ministro da Justiça, Gama e Silva, proíbe passeatas e comícios - relâmpago.
26/06: Passeata dos Cem Mil no RJ.
16/07: Greve de Osasco (SP), inicia-se com a ocupação da Cobrasma
29/08: Invasão do campus da Universidade Federal de Minas Gerais por tropas federais.
30/08: Invasão do campus da Universidade de Brasília por tropas policiais resulta em violência.
02/10: Invasão do prédio da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) pelo comando de Caça aos Comunistas e outros grupos.
Outubro: É realizado clandestinamente o XXX Congresso da UNE, em Ibuína (SP).
12/10: Prisão de estudantes em Ibuína durante congresso da UNE. São presas mais de 700 pessoas, entre elas as principais lideranças do movimento estudantil: Luís Travassos (presidente eleito), Vladimir Palmeira, José Dirceu, Franklin Martins e Jean Marc Von Der Weid.
13/12: Ato Institucional N.5 torna perenes os poderes discricionários que atribui ao presidente da República. O Congresso Nacional é posto em recesso.
Com o decreto AI-5. Centros cívicos substituem os grêmios estudantis.
1969
Inicio: A UNE tenta manter uma direção com a eleição de Jean Marc Von Der Weid através dos Congressinhos Regionais.
26/02: Decreto - Lei N. 477 dispões sobre infrações disciplinares praticadas por professores, alunos, funcionários ou empregados de estabelecimentos de ensino. Que penaliza professores, alunos e funcionários de estabelecimentos de ensino público (até 1973, esse decreto atingira 263 pessoas, a maioria estudantes).
16/05: O Ato Institucional N.10, dentre outros efeitos, levaria centenas de professores universitários à aposentadoria.
01/07: Criação da Operação bandeirantes (Oban), embrião da polícia política conhecida como "sistema Codi-Doi" que seria implantada em todo o país nos moldes da Oban.
31/08: Junta Militar, formada pelos ministros militares, assume o poder em função da doença de Costa e Silva, impedindo a posse do vice-presidente da República, que não concordara com o Ato Institucional N.5.
Setembro: O presidente da UNE, Jean Marc Von Der Weid, é preso.
05/09: O Ato Institucional N.14 estabelece a pena de morte.
30/10: Posse do general Emílio Garrastazu Médice na presidência da República, já que fora caracterizada a incapacitação definitiva do general Costa e Silva.
1970
Início: Com quase todas as lideranças presas ou exiladas, o movimento estudantil realiza atos isolados, dentre eles uma missa pelo segundo aniversário da morte de Edson Luís.
10/02: Estabelecimento da censura prévia de livros e revistas pelo decreto lei N. 1.077.
20/05: Início das operações oficiais do CIE; Decreto N 66.608 cria o centro de Informações de Segurança da Aeronáutica (Cisa).
1971
30/03: Decreto N. 68.447 reorganizar o Centro de Informações da Marinha (Cenimar).
Setembro: Honestino Guimarães, vice de Jean Marc Von Der Weid, é efetivado presidente da UNE, em micro congresso.
07/09: Morte de Carlos Lamarca.
Novembro: O governo passa a editar "decretos reservador".
1972
Inicio: A AP passa a denominar-se Ação Popular Marxista-Leninista (APML).
O presidente da UNE, Honestidade Guimarães, desaparece.
Março: Inaugurada a Escola Nacional de informações.
12/04: O Exército inicia o combate à guerrilha comandada pelo PCdoB na região do Araguaia.
1973
30/03: Alexandre Vannucchi Leme, aluno da Universidade de São Paulo (USP), é preso pelos miliates.
A missa em sua memória, realizada em 30 de março na Catedral da Sé, em São Paulo, é o primeiro grande movimento de massa desde 1968.
14/09: A Arena homologa o nome do general Ernesto Geisel como candidato à presidência da república.
07/10: Início de nova tentativa, pelo Exército, de combate à guerrilha do Araguaia.
Dezembro: O Exército derrota a guerrilha do Araguaia.
1974
Início: O colégio Eleitoral homologa o nome do general Ernesto Geisel para a presidência da República.
É criado o Comitê de Defesa dos Presos Políticos na Universidade de de SP (USP).
1975
30/01: O ministro da justiça anuncia que continuam as atividades de repressão ao comunismo e à subversão.
26/10: Anunciada a morte do Jornalista Vladimir Herzog em dependências do II Exército (SP).
1976:
17/01: Morte do operário Manuel Fiel Filho em dependência do II Exército (SP). O general Geisel exonera o general Ednardo Dávila Melo do comando do II Exército em função das mortes de Vladmir Herzog e Manuel Fiel Filho.
19/08: Bombas explodem na ABI e na OAB.
1977
01/04: Decretado o recesso do Congresso Nacional por 14 dias. Durante o período, o gen. Geisel edita uma série de medidas conhecidas como "pacote de abril".
1978
Maio: Greve dos metalúrgicos de São Bernado do Campo.
15/10: O colégio Eleitoral referenda o nome do general João Figueiredo para presidente da república.
1979
01/01: Extinção do AI-5.
15/03: Posse do general João Baptista de Oliveira Figueiredo como presidente.
28/08: Decretada a anistia pelo governo Figueiredo.
29/11: Fim do bipartidarismo.
1980
27/08: Carta-bomba explode na sede da OAB e mata a secretária Lydia Monteiro. Desde janeiro diversas bombas explodiram ou foram encontrada no país.
1981
30/04: Integrante do DOI do I Exército explodem acidentalmente uma bomba que planejam usar num atentado durante show de música no Rio Centro (RJ).
1982
15/11: A oposição, em conjunto, conquista maioria na Câmara dos deputados.
1983
Inicia-se uma campanha pelas eleições diretas para a Presidência da República.
1984
25/04: A emenda constitucional restabelecendo as eleições diretas para presidente da República é derrotada no Congresso Nacional.
1985
15/01: Tancredo Neves e José Sarney vencem no Colégio Eleitoral a disputa com Paulo Maluf pela Presidência da República.
15/03: Posse do vice-presidente José Sarney na presidência da república em função de doença de Tancredo Neves.
21/04: Morte de Tancredo Neves.
1988
05/10: Promulgada nova Constituição da República definida pelo Congresso Nacional, mantendo no Título V e Capítulo I "O estado de Defesa e do estado de Defesa e do estado Sítio, com restrições aos direitos de reunião, sigilo de correspondência e de comunicação, além de manter a proibição de sindicalização e greve aos militares".
2005
04/07: Criado pelo Departamento de Sociologia e Ciência Política da UFSC o Memorial dos Direitos Humanos.
Guerra das Malvinas entre Argentina e Inglaterra:
O que foi:
Foi um conflito militar entre Argentina e Reino Unido.
Ocorrido entre 2 de abril e 14 de junho de 1982.
Causas:
Em 2 de abril de 1982, as forças armadas da Argentina invadiram as Ilhas Malvinas (Ilhas Falklands para os britânicos), situadas as 464 km da costa argentina. O arquipélago, embora pouco habitado, tem uma posição geográfica estratégica.
Os britânicos colonizaram e dominaram o arquipélago desde 1833. Em 1982, a Argentina alegou que as Ilhas Malvinas deveriam ser incorporadas ao território da Argentina, pois com a Independência em 1822, teriam direito ao território que antes pertencia à Espanha.
Havia também uma questão política envolvida no caso.
Em 1982, a Argentina era uma ditadura, governada pelo presidente Galtiere. Com pouca popularidade, a guerra seria uma forma de unir a opinião pública do país contra um inimigo externo e dar fôlego ao governo. Por outro lado, o Reino Unido era governado pela ministra Margareth Thatcher que também enfrentava um período de baixa popularidade e usou a guerra como arma política interna, reagindo prontamente.
Desenvolvimento e acontecimento importantes:
Em 2 de abril de 1982 a Argentina tomou a capital do arquipélago, Port Stanley, passando a chamá-la de Puerto Argentino.
O Reino Unido tenou resolver de forma pacífica, exigindo a saída imediata das tropas argentinas da região. Porém, com a recusa argentina, os britânicos enviaram forças militares prontas para o combate para o arquipélago.
No final de abril de 1982, 100 navios de guerra e 27 mil soldados britânicos chegaram nas ilhas.
Embora tivessem a vantagem da proximidade territorial, os argentinos não conseguiram fazer frente ao preparo dos militares britânicos e também à superioridade bélica.
Enquanto os britânicos combateram com 100 navios de guerra, os argentinos tinham apenas 40. Os britânicos também contavam com aviões de guerra de última geração.
Final (resultado):
Com ampla superioridade militar, o Reino Unido saiu vencedor da guerra e manteve o controle das Ilhas Malvinas.
O governo trabalhista de Thatcher ganhou força e ela conseguiu-se reeleger primeira-ministra.
Já a Argentina entrou em profunda crise econômica e política, teve o presidente Galtiere deposto e deu início ao processo de redemocratização do país.
Durante todo o conflito, que durou 75 dias, 258 britânicos e 649 argentinos morreram.
Pós-Guerra:
As relações diplomáticas entre britânicos e argentinos ficaram suspensas e só foram reatadas em 1990. Mesmo assim, ainda existi um clima pouco amigável entre as duas nações.
Em fevereiro de 2012, 30 anos após o conflito, o governo argentino solicitou a reabertura do caso para negociações.
O governo britânico recusou prontamente, causando novamente um mal estar nas relações diplomáticas entre os dois países.
Massacre da praça da Paz Celestial:
O episódio que ficou conhecido como o massacre da praça da paz celestial refere-se ao desfecho de uma série de manifestações ocorridas entre 15 de abril a 4 de junho de 1989 em Pequim, capital chinesa.
Neste período, manifestante s. sobretudo estudantes universitários, intelectuais e trabalhadores acamparam na Praça da Paz Celestial (Tian An Men) com o objetivo de reivindicar maior liberdade política.
Ao reprimir tais manifestantes, as forças do governo encurralaram os manifestantes com armas e tanques, provocando um grande número de mortes, uma verdadeira chacina.
As vítimas do massacre podem ter chegado a milhares , não se sabe exatamente número de mortos e feridos, embora o governo tenha reconhecido oficialmente a morte de "apenas" poucas centenas de pessoas. Os sobreviventes foram perseguidos e presos, e até hpje, o tema é proibido na sociedade chinesa.
Os protestos de Pequim fazem parte do movimento que varreu todo o mundo socialista no final da década de 1980 e que resultou no colapso da maioria dos governos do bloco socialista. Alguns poucos regimes, entre eles o chinês, sobreviveram a esta época de mudanças radicais, mas não sem alterações na sua política chamada "linha dura", de antagonismo ao mundo capitalista. De fato, a China começou a investir a partir destes protestos numa política de abertura de sua sociedade e economia, apesar de haver até hoje ainda um controle estatal à mídia e à influência cultural externa.
Os protestos por reformas no regime chinês têm sua origem na exoneração de Hu Yaobang de seu cargo de secretário geral do Partido Comunista chinês por Deng Xiaoping, por ser considerado um liberal reformista. Ao mesmo tempo em que os regimes socialistas enfrentavam os protestos populares, principalmente na União Soviética e no leste europeu,il de 1989 morre HYaobang, e durante o seu funeral, estudantes se reúnem na Praça da Paz Celestial reivindicando um encontro com o primeiro-ministro Li Peng.
O pedido não é aceito e os estudantes decidem iniciar uma greve nas universidades da capital chinesa, no que se transforma em um movimento por maior liberdade de expressão dentro do país, bem como melhorias nas condições de vida e fim da corrupção.
A 20 de maio o governo decreta lei marcial e acaba pondo um fim aos protestos de modo violento. Nesse 23 anos, apesar da economia chinesa ter dado um salto fantástico, a repressão política e a censura, bem como o desrespeito aos Direitos a Humanos são ainda negligenciadas pelo partido comunista no poder desde 1949.
Guerra do Golfo:
Introdução:
Foi um conflito armado que começou em agosto de 1990, após as tropas iraquianas terem invadido o Kiuwait.
Causas da Guerra:
Um dos motivos da invasão alegado pelo presidente iraquiano, Saddam Hussein, foi que o Kuwait estava prejudicando o Iraque no comércio de petróleo, vendendo o produto por um preço muito baixo. Com isso. o Iraque estaria perdendo mercado internacional.
Para diminuir os prejuízos, o Iraque uma indenização milionária ao governo do Kuwait.
O governo do Kuwait não aceitou a reivindicação de indenização e não afetou o pagamento.
Havia também outro problema envolvendo os dos países do Oriente Médio.
O Iraque reivindicava a devolução de um território que pertencia ao Kuwait, mas que o governo iraquiano afirmava que fez parte do Iraque no passado,
Como o Kuwait não pagou a indenização pretendia pelo Iraque e não entregou o território, o governo iraquiano enviou tropas que ocupam o Kuwait, tomando os poços de petróleo.
O desenvolvimento da guerra:
A ONU condenou a invasão e emitiu um documento exigindo a retirada imediata das tropas iraquianas do Kuwait. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos deslocaram tropas de aviões para a Arábia Saudita, preparando-se para uma ação militar.
Como o Iraque não retirou seu exército do Kuwait, a ONU autorizou a invasão militar do Iraque por um grupo de países (Inglaterra, França, Egito, Síria, Arábia Saudita), liderados pelos Estados Unidos. O ataque ao Iraque teve inicio em janeiro de 1991 e durou um mês e meio.
Fim da Guerra:
O Iraque foi derrotado (o cessar fogo foi aceito em abril de 1991) e teve que retirar suas tropas do vizinho Kuwait, além de sofrer com o embargo econômico imposto pela ONU.
Milhares de soldados e civis morreram ou ficaram mutilados nesta guerra e os prejuízos econômicos também foram gigantescos. Porém Hussein continuou no poder do Iraque e reorganizou, com o passar dos anos, a economia e o exército iraquiano.
(Lembrando: a URSS fundada em 30 de dezembro de 1922, em decorrência da tomada do poder pelos bolcheviques na Revolução Russa de 1917. Uma união formada por {Rússia, Transcaucásia, Ucrânia, Rússia Branca, Uzbequistão, Turquemenistão e Tadiquistão}).
Fim da URSS:
A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) entrou em colapso nos anos finais da década de 1980. Essa derrocada do Império Soviético está relacionada com o desgaste do modelo comunista de governo, implantado na Rússia em 1917 e alastrado para outros es do Leste Europeu nas décadas seguintes, sobretudo durante o período do totalitarismo stalinista.
O governo centralizador e coercitivo da URSS, a partir da década de 1970, foi se tornando incompatível com a realidade da globalização e da modernização tecnológica apresentada pelos países onde predominava a cultura política democrática e a economia de livre mercado.
Na virada da década de 70 para a 80, a URSS via-se na contingência de cortar gastos com guerras e com o fomento de outros países em que o modelo comunista instalara-se como Cuba.
A guerra travada no Afeganistão, país profundamente influenciado pela estrutura de poder comunista soviético na década de 70, expôs a URSS a uma grande debilidade militar. Forças de resistência islâmica contra a "sovietização" afegã foram armadas e treinadas pelos EUA, mas também passaram a receber auxílio militar da China (que havia rompido com a URSS anos antes), o que conduziu o exército soviético a sucessivas derrotas.
Foi nessa ambiência que houve uma nova eleição no Partido Comunista Soviético, em 1985, na qual foi eleito como nov líder Mikhail Gorbachev.
Gorbachev ficou encarregado de promover reformas profundas na estrutura do Estado soviético, de modo a garantir a subsistência do regime. Entretanto, tais reformas, que receberam o nome de Perestroika (reconstrução), cujo modo de procedência seria a Glasnot (isto é, a transparência), acabaram por dar abertura para a implosão do regime comunista. Como diz o historiador Silvio Pons, em seu livro A Revolução Global - história do comunismo internacional (1917 - 1992):
"As reformas de Gorbachev fragilizaram tal papel [ de garantir a legitimidade do comunismo internacional], sem construir alternativa crível e sustentável. Seu relançamento universalista desvelou a perda de significado do comunismo como sujeito no mundo moderno. O declínio do comunismo internacional patenteado nos anos 1960 revelava-se, problemas de todo tipo. Era fundamentalmente uma crise de legitimação dos estados, do movimento e da cultura política comunista." [1]
Gorbachev executou ações como a diminuição do auxílio a outros países comunistas (Cuba foi um dos mais afetados) e a retirada das tropas soviéticas da zona de combate no Afeganistão (abrindo mão, assim, da hegemonia sobre aquela região). Além disso, Gorbachev também tomou a iniciativa de firmar acordos com os Estados Unidos para a destruição em conjunto de certo número de ogivas nucleares, pondo fim a uma das principais características da Guerra Fria, a "corrida armamentista".
Houve ainda um fatídico episódio ocorrido em 26 de abril de 1986: o acidente com o reator atômico da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, que rendeu ao governo de Gorbachev transtornos incalculáveis, além de revelar ao mundo a obsolescência tecnológica soviética.
As dificuldades em conter o vazamento nuclear deixaram o continente europeu alarmado, o que gerou a necessidade de ajuda externa, do Ocidente, para resolver o problema.
É importante ressaltar também que, ao mesmo tempo em que fazia tais reformas e enfrentava tais problemas, Gorbachev era pressionado por dois setores das esferas de poder da URSS: o setor da "linha-dura", comandado por Valentin Pavlov, e o setor considerado liberalizante e progressista, comandado por Boris Yeltsin.
Pavlov exigia de Gorbachev uma postura geopolítica mais dura e a manutenção do poder centralizado em torno dos burocratas do partido comunista soviético. Por outro lado, Yeltsin defendia a abertura da URSS para a influência das democracias ocidentais e para a influência das democracias ocidentais e para a economia de mercado.
Em meio a todo esse clima de pressão, houve a primeira eleição para deputados não comunistas no Congresso Soviético. As medidas por Gorbachev levaram aqueles menos abertos para as transformações, representados por Pavlov, a uma tentativa de golpe contra Gorbachev em 18 de agosto de 1991. Gorbachev foi preso, o que gerou uma revolta popular e um movimento de resistência liderado por Boris Yeltsin. Os golpistas tiveram de ceder à pressão, libertado Gorbachev, que voltou ao poder, mas renunciou ao cargo de secretário-geral do partido, mas permaneceu ainda ocupando a função de presidente da União Soviética. Em decorrência do golpe, muitos dos países ligados à URSS começaram a declarar a sua independência, o que provocou uma rápida desintegração do Império Soviético.
Em 25 de dezembro de 1991, Gorbachev finalmente renunciou também ao cargo de presidente, reconhecendo, assim, o fracasso de suas reformas e o colapso da União Soviética. A partir de então, foi formada, entre ex-integrantes das repúblicas soviéticas, a Comunidade dos Estados Independentes (CEI), que implantou o modelo de representação política de acordo com a sua realidade.
União Europeia:
Os Pais Fundadores da UE:
Alguns visionários que passamos a enumerar inspiraram a criação da atual União Européia. Sem a sua energia e motivação, não estaríamos a viver na esfera de paz e estabilidade que hoje consideramos como adquirida. De combatentes da resistência a advogados, os Pais Fundadores da UE formavam um grupo de personalidades provenientes de diferentes quadrantes que partilhavam o mesmo ideal: a criação de uma Europa pacífica, unida e próspera. Para além das personalidades aqui referidas, muitas outras inspiraram o projeto europeu e trabalharam de forma incansável com vista à sua realização. A presente secção sobre os Pais Fundadores da UE está, por conseguinte, longe de ser exaustiva.
Konrad Adenauer;
Joseph Bech;
Johan Beyen;
Winston Churcill;
Alcide de Gasperi;
Walter Hallstein;
Sicco Mansholt;
Jean Monnet;
Robert Schuman;
Paul-Henri Spaak;
Altiero Spinelli;
Uma Europa pacífica - o início da cooperação (1945 - 1959):
A União Europeia é criada com o objetivo de pôr termo às frequentes guerras sangrentas entre países vizinhos, que culminaram na Segunda Guerra Mundial. A partir de 1950, a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço começa a unir economicamente e politicamente os países europeus, tendo em vista assegurar uma paz duradoura. Os seis países fundadores são a Alemanha, a Bélgica, a França, a Itália, o Luxemburgo e os Países Baixos. Os anos 50 são dominados pela guerra fria entre os países do Leste e os países ocidentais. Na Hungria, as manifestações contra o regime comunista são reprimidas pelos tanques soviéticos em 1956. Em 1957, o Tratado de Roma institui a Comunidade Econômica Europeia (CEE) - o chamado {Mercado Comum}.
Um período de crescimento econômico (1960 - 1969):
A década de sessenta é um bom período para a economia, favorecida pelos fatos de os países da União Europeia terem deixado de cobrar direitos aduaneiros sobre as trocas comerciais realizadas entre si. Estes países decidem também gerir em conjunto a produção alimentar, de forma a assegurar alimentos suficientes para todos. Rapidamente, passam a existir excedentes de produtos agrícolas. O mês de maio de 68 torna-se famoso pelas manifestações de estudantes em Paris, tendo muitas mudanças na sociedade e a nível dos comportamentos ficado para sempre associadas à denominada {geração de 68}.
Uma Comunidade em expansão - O primeiro alargamento (1970 - 1979):
A Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido aderem à União Europeia em 1 de Janeiro de 1973, elevando assim o número dos Estados-Membros para nove. Na sequência do breve, mais violento, conflito israelo-árabe em outubro de 1973, a Europa debate-se com uma crise energética e problemas econômicos. A queda do regime de Salazar em Portugal, em 1974, e a morte do General Franco em Espanha, em 1975, poem fim às últimas ditaduras de direita na Europa. No âmbito da política regional da UE, as regiões mais pobres começam de emprego e de infraestruturas. O Parlamento Europeu aumenta a sua influência na UE e, em 1979, pela primeira vez, os cidadãos elegem diretamente os seus deputados. A luta contra a poluição intensifica-se. A UE adota legislação para proteger o ambiente e introduz o conceito do <>.
Uma Europa em mutação - A queda do Muro de Berlim (1980 - 1989):
O sindicato polaco Solidarnosc e o seu dirigente Lech Walesa tornam-se num símbolo por todos conhecido não só na Europa como no mundo inteiro na sequência do movimento grevista dos trabalhadores do estaleiro de Gdansk durante o Verão de 1980. Em 1982, a Grécia torna-se o décimo Estado-Membro da UE, seguindo-se-lhe a Espanha e Portugal cinco anos mais tarde. Em 1987, é assinado o Ato Único Europeu, um Tratado que prevê um vasto programa para seis anos destinado a eliminar os entraves que se opõem ao livre fluxo de comércio na UE, criando assim o <>. Com a queda do Muro de Berlim em 9 de novembro de 1989, dá-se uma grande convulsão política: a fronteira entre a Alemanha de Leste e a Alemanha Ocidental é aberta pela primeira vez e 28 anos o que leva à reunificação das duas Alemanhas.
Uma Europa sem fronteiras (1990 - 1999):
Com o desmoronamento do comunismo na Europa Central e Oriental, assiste-se a um estreitamento das relações entre os europeus. Em 1993, é concluído o Mercado Único com as <<quatro liberdades>>: livre circulação de mercadorias, de serviços, de pessoas e de capitais. A década de noventa é também marcada por dois Tratados: o Tratado da União Europeia ou Tratado de Maastricht, de 1993, e o Tratado de Amesterdão, de 1999. A opinião pública mostra-se preocupada com a proteção do ambiente e com a forma como os europeus poderão cooperar em matéria de defesa e segurança. Em 1995, a União Europeia acolhe três novos Estados-Membros: a Áustria, a Finlândia e a Suécia. Uma pequena localidade luxemburguesa dá o seu nome aos acordos de <<Schengen>>, que gradualmente, permitirão ás pessoas viajar sem que os seus passaportes sejam controlados nas fronteiras. Milhões de jovens estudam noutros países com o apoio da UE. Torna-se mais fácil comunicar à medida que cada vez mais pessoas começam a utilizar o telemóvel e a Internet.
Continuação do alargamento (2000 - 2009):
O euro é a nova moeda de muitos europeus. Ao longo da década, o número dos países que adotam o euro aumenta. O 11 de Setembro de 2001 torna-se sinônimo de <<guerra contra o terrorismo>>, depois de aviões desviados embaterem em edifícios em New York e Washington. Os países da UE começam a trabalhar cada vez mais em conjunto para lutar contra a criminalidade. As divisões políticas entre a Europa Ocidental e a Europa Oriental são finalmente sanadas quando dez novos países aderem à União Europeia em 2004, seguidos pela Bulgária e a Romênia em 2007. A economia mundial é abalada por uma crise financeira em setembro de 2008. O Tratado de Lisboa é retificado por todos os países da UE antes de entrar em vigor em 2009, dotando a UE de instituições modernas e de métodos de trabalho mais eficientes.
Uma década de desafios (2010 - presente):
A crise econômica mundial tem repercussões profundas na Europa. A UE ajuda a vários países de enfrentar as suas dificuldades e cria a <<União Bancária>> para garantir bancos mais seguros e mais fiáveis. Em 201, a União Europeia recebe o Prêmio Nobel da Paz. Em 2013, a Croácia torna-se o 28.º Estado Membro da UE. As alterações climáticas continuam a ser uma prioridade e os dirigentes chegam a acordo para reduzir as emissões nocivas para o ambiente. Com as eleições europeias de 2014, o número de eurocéticos no Parlamento Europeu aumenta. Na sequência da anexação da Crimeia pela Rússia, é estabelecida uma nova política de segurança. O extremismo religioso intensifica-se no Médio Oriente e em vários países e regiões em todo o mundo, conduzindo a conflitos e guerras que resultam num grande número de pessoas que fogem dos seus países e procuram refúgio na Europa. Além de ter de fazer face aos problemas decorrentes desta onda de refugiados a UE torna-se o alvo de vários atentados terroristas.
Guerra da Bósnia:
Ocorreu de 1922 a 1995 após declaração de independência da Bósnia-Herzegovina.
O conflito foi um desdobramento das rivalidades étnicas existentes na lugoslávia e ocorreu durante a fragmentação desse país.
Resultou em mais de 100.000 mortos e ficou marcado pelos crimes de guerra, principalmente contra os bósnio-muçulmanos (bosníacos).
Formação da lugoslávia:
A presença estrangeira na região que formava a antiga lugoslávia resultou em grandes movimentos de independência.
Um exemplo de movimento Mlada Bosnia, responsável pela morte do arquiduque Francisco Ferdinando em 1914, o que resultou no início da Primeira Guerra Mundial.
Com o fim da Primeira Guerra Mundial, surgiu um protótipo de lugoslávia em 1918 chamado de "Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos", que se tornou o Reino da Lugoslávia em 1929. Esse reino fragmentou-se durante a Segunda Guerra Mundial com a invasão italiana e alemã e só foi novamente reunificado no final do conflito.
A liderança da lugoslávia pós-guerra foi realizado pelo general Josip Broz Tito.
Tito inaugurou, em 1945, a República Socialista Federativa da Lugoslávia, uma nação que agrupava seis diferentes países: Sérvia, Croácia, Eslovênia, Montenegro, Macedônia e Bósnia-Herzegovina.
As rivalidades étnicas e religiosas da região foram controladas pelo poder ditatorial de Tito. Entretanto, com a morte desse general em 1980, os movimentos nacionalistas fortaleceram-se.
O crescimento dos movimentos nacionalistas resultou no surgimento de lideranças para cada uma das diferentes etnias, com destaque para Franjo Tudman (croata), Slobodan Milosevis (sérvio) e Alija Izetbegovic (bósnio).
O debate político na lugoslávia nos finaisda década de 1980 e início da década de 1990 voltava-se totalmente para a questão étnica.
O fim da influência soviética, após o seu colapso em 1991, foi o último elemento que impulsionou os movimentos de independência.
Fragmentação da Lugoslávia:
A fragmentação da lugoslávia iniciou-se a partir das declarações de independência da Eslovênia e Croácia em 1991.
Essas declarações foram respondidas com ataques de forças iugoslavas aos dois países.
O conflito na Eslovênia durou apenas 10 dias, e o conflito na Croácia durou até 1995.
Um terceiro país declarou-se independente ainda em 1991: a Macedônia.
Nesse contexto, o presidente bósnio, Alija Izetbegovic, reforçou o desejo de declarar a independência da Bósnia-Herzegovina.
O movimento de independência da Bósnia era mais complexo pela grande diversidade étnica existente no país, pois "em 1991, 44% dos 4,4 milhões de habitantes eram bósnio-muçulmanos, 31% sérvios e 17% croatas".
Os três maiores grupos étnicos da Bósnia possuíam interesse diversos: os bosníacos defendiam a independência total da Bósnia e a implantação de um governo encabeçado por bosníacos; os sérvios defendiam a anexação dos territórios bósnios onde a maioria da população era sérvia à lugoslávia; e os croatas defendiam a anexação total da Bósnia à Croácia.
Os sérvios da Bósnia eram representados por Radovan Karadzic, que defendia uma postura agressiva contra a população bosníaca e ameaçava iniciar guerra caso a Bósnia declarasse sua independência.
Nos meses finais de 1991 e meses inicias de 1992, tropas sérvias forma deslocadas para os arredores de Saravejo, cercando totalmente a cidade.
A guerra iniciou-se em abril de 192, quando apopulação sérvia de Saravejo passou a atacar a população bosníaca.
Acontecimento da Guerra:
Com a guerra iniciada, os exércitos sérvio-bósnios impuseram-se contra as mal preparadas forças bosníacas.
A cidade de Saravejo, capital da Bósnia, estava completamente cercada pelos sérvio-bósnios, que também avançava, por outras partes do território bósnio.
A guerra ficou marcada pela tentativa sérvia de realizar a limpeza étnica da Bósnia a partir do extermínio da população bosníaca, como evidencia o relato de Gustavo Silva sobre um massacre realizado em um vilarejo nas proximidades de Srebrenica:
Centenas de homens foram capturados próximos aos vialrejos de Nova Kasaba. Eles foram levados ao estádio de futebol da cidade. Um avião americano espião registrou uma foto aérea do local, onde seiscentos homens estavam concentrados no gramado. Quando o mesmo avião sobrevoou a área novamente, dias depois, os homens não estavam mais lá, e as áreas ao redor do estádio pareciam diferentes: a vegetação havia sumido, e o sinais de escavações recentes era evidentes. A conclusão: eram covas coletivas.
O controle sérvio-bónio na guerra durou até meados de 1994, quando a Sérvia foi forçada pelas potências ocidentais a retirar seu apoio às tropas de Radovan Karadzic e Ratko Mladic (general dos exércitos sérvio-bósnios).
Além disso, a entrada de tropas estrangeiras no exército bósnio, principalmente iranianas, e o apoio financeiro dos países muçulmanos contribuíram para que a Bósnia revertesse o quadro negativo do início da guerra.
As tropas sérvias posicionadas no cerco a Saravejo bombardearam a cidade com artilharia pesada durante meses, e artilheiros de elite receberam ordens de atirar indiscriminadamente contra civis que fossem avistados andando pelas ruas da cidade.
Além disso, em vilarejos no interior da Bósnia, foram registrados massacres, sendo o mais conhecido deles o que aconteceu na zona de segurança de Srebrenica.
Ao final da guerra, grupos armados sérvio-bósnios invadiram a zona de segurança e realizaram um massacre, que resultou na morte de mais de 8.000 bosníacos.
Parte da população bosníaca iniciou uma fuga desesperada pelas florestas da região para sobreviver.
Os sobreviventes tiveram que caminhar por mais de 30 quilômetros em meio às florestas.
O isolamento das forças sérvio-bósnias levou Karadzic a aceitar a negociação de paz no Acordo de Dayton, em 1995.
Nesse acordo foram estabelecidos termos para a Bósnia independente e para manter o convívio pacífico no país. Foram criadas também duas federações internas para agrupas os diferentes grupos étnicos: a Federação da Bósnia e Herzegovina, sob controle de bosníacos e croatas, e a República Sérvia da Bósnia, sob controle dos sérvio-bósnios.
Muitos dos responsáveis pelos crimes de guerra realizados na Bósnia foram julgados em tribunais internacionais, e muitos foram condenados por genocídios e outros crimes de guerra.
Karadzic, por exemplo, foi condenado a 40 anos de prisão.
Grã-Bretanha devolve Hong Kong à China:
Noticiário:
No dia 19 de dezembro de 1984, após longas negociações, os então primeiros-ministros da China, Zhao Ziyang, e do Reino Unido, Margaret Tchatcher, chegaram a um acordo sobre a devolução de Hong Kong à China.
Os chineses nunca haviam demonstrado pressa, apenas aguardaram, com paciência, o tempo passar.
Eles pareciam sempre saber, ao longo de 156 anos, que Hong Kong era e continuaria sendo território chinês.
Os chineses nunca esqueceram a humilhação que passaram, em consequência da primeira Guerra do Ópio, em 1842.
O imperador chinês foi obrigado a assinar o acordo que transferia Hong Kong "para sempre" ao domínio da rainha Vitória no além-mar.
Naquela época, entretanto, o território não tinha a menos semelhança com que é hoje.
O então ministro britânico do Exterior, Lord Palmerstone, chegou a conceituá-lo como ilha infértil com poucas casas.
Em 1860, a Inglaterra ditou à China a renúncia da região de Kowlonn.
Em 1898, Londres assegurou ainda os New Territories, uma região agrícola em volta de Hong Kong, para garantir o abastecimento da colônia.
O acordo de "arrendamento" imposto pelo Reino Unido previa a devolução de Hong Kong em 99 anos (ou seja, 1997).
Londres, entretanto, jamais pagou um centavo à China.
Os próprios comunistas pareceram aceitar que seu antigo território se tornasse um centro do consumo e do capitalismo.
Desde que os britânicos mantivessem a paz e a ordem, sem despertar na população local interesse democráticos, o sistema capitalista de Hong Kong era aceito pela China como a galinha dos ovos de ouro.
O Tratado de Devolução:
Não houve reações revolucionárias nem quando a Revolução Cultural começou a repercutir na colônia britânica, em 1967.
O temido "telefona de Pequim, como era descrita - não só a teoricamente - a possibilidade de Pequim intervir a qualquer momento, terminou nunca acontecendo.
A história tomou novos rumos em setembro de 1982, durante a visita da primeira-ministra Margaret Tchatcher a Pequim.
A "Dama de Ferro" encontrou em Deng Xiaoping um interlocutor à altura em termos de determinação.
Ele rejeitou seus argumentos de direitos de soberania, responsabilidade moral, tratados, liberdade.
Thatcher voltou para casa irritada, até mesmo deprimida, segundo palavras próprias.
Dois anos mais tarde, retornou à China para assinar o Tratado de Devolução, elaborado por peritos de ambos os lados.
Em 19 de dezembro de 1984, então, era selado o destino de Hong Kong, que retornaria à soberania chinesa em 1º de julho de 1997.
A Grã-Bretanha, "mãe" da democracia, havia fracassado: era obrigada entregar o filé do capitalismo ao sistema comunista.
Os 6,3 milhões de habitantes de Hong Kong não haviam sido questionados sobre suas preferências.
Uma pequena vitória de Londres, e faísca de esperança, é o grau de autonomia concedido por Pequim à ex-colônia britânica.
O sistema econômico e o padrão de vida serão mantidos por 50 anos a partir da data de devolução e a parte administrativa foi deixada a cargo da própria Hong Kong.
Não só a devolução de uma colônia era um fato inédito na história.
Também o conceito de um território de dois sistemas, com políticas econômicas e social ao mesmo tempo capitalistas e comunistas, num mesmo país.
Clonagem da Ovelha Dolly:
Dolly foi um símbolo de tanto destaque e controvérsias porque foi o primeiro mamífero a ser clonado. Tal procedimento foi feito a partir de células adultas: o núcleo de uma célula das glândulas mamárias de uma ovelha adulta da raça Finn Dorset (cabeça branca) foi transferido para um oócito com núcleo removido de uma fêmea da raça Scottish Blackface (cabeça preta).
Outra ovelha de cabeça preta gerou Dolly que nasceu idêntica ao primeiro animal citado.
Vale ressaltar que, para o procedimento, utilizar "mães" de fenótipos distintos foi uma maneiro dos cientistas obterem um melhor controle quanto á possibilidade das características destas fêmeas serem misturadas.
Este foi feito entre 1995 e 1996, mas foi publicado apenas em 1997.
Em janeiro de 2002 a ovelha foi diagnosticada com uma forma rara de artrite, uma doença que não é comum em indivíduos da mesma espécie com essa idade. Este fato levanta, até o presente, questões quanto aos processos de envelhecimento de mamíferos clonados. Dolly teria sua real idade ou a sua idade real somada com a da Finn Dorset quando doou o núcleo?
Dolly foi criada por pesquisadores do Instituto Roslin (Escócia) e viveu neste local durante seus 10 anos de vida, quando foi eutanasiada, às 15 horas do dia 14 de janeiro de 2003, em razão de uma infecção pulmonar incurável. Há controvérsias se durante sua vida teve um ou dois filhotes.
Hoje o símbolo de medos e incertezas quanto ao futuro da humanidade, da ciência e do mundo se encontra empalhada no Royal Museum of Scotland, em Ediburgo.
Guerra de Kosovo:
Tem raízes bem mais antigas que o primeiro ataque militar deflagrado pela OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na região em 1998 e que é considerado o estopim da guerra.
Os Bálcãs, como é conhecida a região banha pelo Mar Adriático (Bálcãs significa região de montanhas, ou montanhosa), abrigam diversas etnias diferentes, como os albaneses, sérvios, croatas, eslovênios, montenegrinos e macedônios, que por muito tempo permaneceram em conflitos tanto pelas diferenças étnicas quanto religiosas.
Os romanos, que chamavam toda a região de Dácia, tinham-na como um limite entro o Império Romano do Ocidente e o Império Romano do Oriente.
Então, quando houve o Cisma da igreja Católica, os habitantes da região ficaram divididos entre a Igreja Católica favorável ao papado romano e a Igreja Católica Ortodoxa. Mais tarde, no século XV a região ainda foi invadida pelos turco-otomanos que obrigaram a população, principalmente da Albânia e da Bósnia, a se convertes ao islamismo como forma de garantir sua ocupação.
Para complicar ainda mais o cenário, a região que já havia sofrido sob o domínio romano e turco-otomano, ainda foi vítima do domínio Francês, Turco e de forma mais indireta, da Rússia.
A autonomia da região viria mesmo a acontecer apenas depois da I Guerra Mundial quando os Impérios, Austro Húngaro, Russo e Otomano terminaram.
Com a queda dos três grandes impérios que dominavam a região, os Bálcãs finalmente puderam constituir um governo próprio que foi criado pelo Tratado de Paris em 1919.
O Tratado previu a autonomia do Reino da Sérvia, da Croácia e da Eslovênia (que compreendia a Sérvia, Croácia, Eslovênia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro e Macedônia) que depois passaria a se chamar Reino da Iugoslávia. Mas, devido a um acordo assinado por Pavel (príncipe regente da Iugoslávia) em 1941 a região ficou subordinada ao Eixo provocando a rebelião da população que assumiu caráter antimonárquico e antifascista.
A Croácia se aproveitando da situação e com o apoio dos nazistas, declarou independência e iniciou a perseguição aos sérvios, judeus, ciganos e todos os que fossem antifascistas.
Em oposição aos nazistas surge a Liga Comunista da Iugoslávia, liderada por Josef Broz, mais conhecido como Tito. Tito, o pai da nação Iugoslava, consegue, em 1945, reestruturar as diversas etnias da região como estados dentro da República Socialista Federada da Iugoslávia.
Por quarenta anos, sob o governo de Tito, a região consegue se estabilizar e Josef Broz torna-se um herói após enfrentar os dois maiores tiranos da Europa naquele período: Hitler e, depois Stálin, ao assumir um socialismo democrático ao contrário do ditador russo.
Mas, com a morte de TIto a instabilidade retorna aos Bálcãs. O sistema para a escolha do presidente Iugoslavo fracassa e, ao mesmo tempo, há a dissolução da URSS o que aumenta a instabilidade da região e provoca uma onda de declarações de independência: a Eslovênia em 1990, seguida pela Croácia e pela Bósnia - Herzegovina.
Os sérvios então, liderados por Slobodan Milosevic declaram guerra aos insurgentes, formando, mais tarde, a República Sérvio-Bósnia da Srpska.
Foi aí que começou a "Guerra do Kosovo" propriamente dita.
A comunidade Européia temendo que uma nova Segunda Guerra Mundial começasse decide intervir através da OTAN nos conflitos dos Bálcãs.
Então, em 1995, a OTAN lança seu primeiro ataque contra os sérvios-bósnios da Bósnia-Herzegovina.
Em seguida, uma crise eclode na província de Kosovo deflagrada pelos albaneses (80% da população) com o objetivo de declara a independência da região e expulsar os sérvios.
A OTAN, então em 1998, mais uma vez intervém com medo de que os albaneses sofram uma limpeza étnica a mando de Milosevic. Desrespeitando a soberania iugoslava e kosovar sobre a região, bombardeia a capital Iugoslava e até regiões de Kosovo ocupando-o militarmente.
Aproveitando-se da situação, os albaneses mudam de foco (Kosovo estava ocupado pela OTAN) e invadem a Macedônia.
Sua intenção era criar a Grande Albânia, agregando Kosovo, parte da Macedônia e a Albânia propriamente dita.
Mas a iniciativa é rechaçada pela OTAN que obriga os albaneses-macedônios a evitar que uma nova guerra se instale. Assim, após 72 dias de ataques da OTAN o novo governo da Iugoslávia troca Milosevic, acusado pelo Tribunal de Haia como criminoso de guerra, por uma quantia de US$ 1,300 milhões.
Atualmente a região que por quarenta anos permaneceu unificada, se divide em seis frágeis estados: a Croácia, a Bósnia-Herzegovina, dentro da qual foi instituído o território independente da República de Srpska, a Sérvia - Iugoslávia com as províncias de Montenegro e Kosovo, a Macedônia e a Albânia.
O Protocolo de Kyoto contra a emissão de gás, decorrente ao efeito estufa.
O protocolo de Kyoto entrou em vigor no dia 16 de fevereiro de 2005, com o objetivo de lutar contra o aquecimento global do planeta.
Sete anos e quase dois meses após ser assinado, o chamado Convênio Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática, mais conhecido como Protocolo de Kyoto, tomou valor jurídico para os 141 países que o ratificaram.
Anunciado pela ONU na mesma data, na cidade japonesa de Kyoto, a antiga capital imperial, ondo o protocolo foi aprovado no dia 11 de dezembro de 1997.
O objetivo do protocolo é reduzir entre 2008 e 2012, uma média de 5,2% as emissões da atmosfera dos seis gases que provocam o efieto estufa: dióxido de carbono, metano, óxido nitroso, hidrofluocarbono, perfluorocarbono e o hexafluorocarbono de enxofre.
A assinatura ficou rebaixado pelas retiradas de EUA, China e índia, três das nações mais contaminantes do mundo.
Os EUA assinaram o protocolo, mas decidirão não ratificá-lo em 2001 pelos supostos danos que seu cumprimento acarretaria à economia do país.
A Casa Branca também se mostra contrária aos países em desenvolvimento, como Brasil e Índia, não terem que diminuir as emissões de gases no primeiro período de 2008 e 2012.
A entrada em vigor foi adiada durante três anos, após a negativa americana, até que a Rússia decidiu, em 18 de novembro de 2004, dar o empurrão definitivo ao protocolo com sua aprovação. Para que o pacto se tornasse juridicamente obrigatório era necessário que os países causadores de 55% das emissões de dióxido de carbono o ratificassem. Kioto foi ratificado por 141 países, incluindo 34 industrializados.
Os efeitos da crise do setor imobiliário dos EUA em 2008 (Crise dos Subprimes):
Nome da nova crise financeira dos Estados Unidos que anda abalando o mundo. Com tantos termos do vocabulário econômico, tanta manchete e pouca explicação, fica difícil entender o que realmente está acontecendo.
Como começou:
No começo deste século (meados de 2001 e 2002) o mercado imobiliário dos Estados Unidos entrou em expansão. Comprar casas passou a ser objeto de quem queria, além do imóvel próprio, fazer algum investimento (comprova-se barato revendia-se mais caro, tudo com dinheiro empréstimos).
Tudo isso depois que o Federal Reserve (Fed. o Banco Central americano) passou a diminuir os juros e incentivar empréstimos e financiamentos, para fazer consumidores e empresas gastarem mais.
Mais dinheiro circulando, mais liquidezno emrcado, maior pe a especulação financeira mundial. Essas coisas da globalização.
A partir de então, o crédito começou a rolar solto. Empresas hipotecárias, bancos e financeiras começaram a emprestar e financiar cada vez mais.
Qualquer um poderia retirar um empréstimo ou financiar um imóvel. Surgiram os chamados "subprimes", os clientes de um segmento de renda mais baixa.
Esse segmento é constituídos também de mutuários (as pessoas que retiram os empréstimos) que não conseguiam facilmente comprovar renda e /ou tinham algum histórico de inadimplência (quando o cliente não cumpre o contrato ou, simplesmente, mão paga o que deve).
Mas o mercado estava tão empolgado com tanto gasto dos americanos que bancos e outras instituições financeiras começaram a adquirir das hipotecárias os créditos "podres", ou seja, os créditos dos subprimes. Eles era misturados a créditos de clientes "primes" (os que tinham nome limpo e crédito na praça) e passados adiante.
Desta forma, cada vez mais empréstimos eram feitos (e incentivados), para que seus créditos fossem vendidos. Simples especulação.
A crise começou a pipocar quando tais subprimes mostraram suas condições: simplesmente não pagaram seus empréstimos, para alguns o prejuízo foi perder suas casas (em ações de "foreclose", o despejo) e, para muitos outros, acordar em uma mar de dívidas.
E como eles eram a fonte inicial do dinheiro, a empresa que lhe emprestou o dinheiro e as outras que adquiriram seu crédito "podre", saíram no prejuízo também, ou seja, ninguém recebeu. Uma "bola-de-neve"!
Depois de uma alta até 2006, o preço dos imóveis começou a cair e os juros altos afastaram novas possibilidades de crédito. Como a oferta passou a ser maior que a procura, o mercado imobiliário dos EUA ficou cada vez mais desvalorizado.
Então, um novo cenário começou a surgir depois da expansão imobiliária: o trancamento do crédito nos Estados Unidos. O dinheiro em circulação diminuiu, bancos e financeiras começaram a ser vendidos e muitos até anunciaram falência. Foi a partir dessa situação que o governo norte-americano resolveu intervir e ajudar os bancos e hipotecárias financeiramente.
Pacotes:
O governo então começou a injetar grana no mercado, por meio de incentivos às instituições à população. A situação é tão grave que o presidente Bush, representantes republicanos e democratas (incluindo os presidenciáveis John McCain e Barack Obama) e a cúpula do governo norte-americano reuniram-se para tentar chegar a um valor, um pacote de ajuda às instituições bancárias, para evitar novas quebras.
O secretário do Tesouro, Hank Paulson, sugeriu então um pacote de ajuda de U$ 700 bilhões. O pacote Paulson, porém, previa ajuda aos bancos e hipotecárias, não aos mutuários.
É claro que as instituições financeiras, após receberem ajuda do governo, teriam de se comprometer em retribuir o "empurrão em épocas de vacas gordas. Mas parece que isso não ficou muito claro no documento que foi para a Câmara e o pacote Paulson acabou não sendo aprovado na primeira votação. O Senado aprovou o pacotão ontem(1.º) e agora, a decisão volta para a Câmara, que acabou sendo votado no dia 03/10/2008, o fatos anteriores ocorreram no dia 02/10/2008, a votação foi um dia depois.
Especialistas invocam o nome de Franklin Delano Roosevelt que, em 1933, época em que os EUA tentavam aos poucos se reerguer após a quebra da bolsa em 1929, lançou um plano que lembra o de Paulson.
Roosevelt criou uma corporação para refinanciar com melhores condições de pagamento as dívidas dos mutuários inadimplentes. Essa corporação comprava as dívidas dos bancos em troca de Títulos do Tesouro. Ale´m disso, havia uma espécie de "assistência social" na história: as famílias endividadas recebiam consultoria financeira e todo apoio do governo para saírem da lama.
O resultado foi que, em 1951 (18 anos depois), a corporação criada por Roosevelt já havia quitado todas as hipotecas, adquirido cerca de 200 mil imóveis (que foram revendidos a terceiros) e fechou as portas, com uma pequena margem de lucro nos cofres.
A grande diferença entre o plano Paulson e o de Roosevelt é uma só: o foco. Enquanto o mais antigo priorizava a população, o mais recente tenta salvar os bancos milionários da falência (e consequentemente, evitar uma crise econômica).
Futuro?:
Bush pede a aprovação do pacotão, a Câmara discute, os bancos estão em corda bamba, e o mundo aguarda ansiosamente uma iniciativa do governo norte-americano para agir, tudo isso, em época de eleições. Há quem diga, em uma daquelas previsões exageradas, que Obama poderá, assim como Roosevelt no passado, tirar os EUA dessa crise, talvez tanta especulação até ajude a elegê-lo.
Ainda é difícil calcular os estragos dessa crise daqui pra frene. Mas o que já está aí e não deve cessar tão cedo é o profunda restrições de crédito que as instituições financeiras adotaram.
Empréstimos serão dificilmente concedidos. E a tendência é se espalhar pelo mundo, já que até mesmo os bancos internacionais (como os brasileiros) terão dificuldades de conseguir empréstimos no exterior. O que não dá para negar é que a atividade econômica internacional sairá calejada dessa crise.
http://vestibular.brasilescola.uol.com.br/blog/entenda-crise-dos-estados-unidos.htm (Publicado em 02/10/2008)
P.S.: Obrigada pela atenção tenham uma boa leitura e uma boa prova ;)
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Matemática
GEOMETRIA:
A Geometria, área de estudo da Matemática, é dividida em: Geometria Plana, Espacial e Analítica. Uma palavra de origem grega que significa "geo", terra, e "metria", que vem da palavra "metrón" e significa medir. Sendo assim, a Geometria é uma ciência que se dedica a estudar as medidas das formas de figuras planas ou espaciais, bem como sobre posição relativa das figuras no espaço e suas propriedades.
Os matemáticos que realizam os estudos relacionados com a Geometria são chamados de geômetras. Ao longo da história da Geometria, que se constituiu como ciência organizada na Grécia Antiga, destacaram-se geômetras como:
Arquimedes: o maior matemático da antiguidade, ele era: engenheiro, físico, inventor e astrônomo grego, filho de um astrônomo, que provavelmente o apresentou à matemática. E Plutarco a quem creditou uma inteligência bem acima do normal, somente é conhecida uma série de anedotas. A mais divulgada é aquela relatada por Vitúvio e se refere ao método que utilizou parta comprovar se existiu fraude na confecção da coroa de ouro pedida por Hierão II, tirano de Siracusa e protetor de Arquimedes, quem sabe até seu parente. Ao tomar banho, Arquimedes percebeu que a água transbordava da banheira, na medida em que mergulhava nela. Esta observação lhe permitiu resolver a questão que lhe havia sido proposta pelo tirano. Conta-se que ao descobrir como detectar se a coroa era ou não de ouro, tomado de tanta alegria, partiu correndo nu pelas ruas de Siracusa em direção à casa de Hierão gritando "Eureka, Eureka", ou seja descobri! descobri!.
René Descartes: Autor da frase "Penso logo existo". Estudou Direito na Universidade de Poitiers, concluindo o curso em 1616, mas nunca exerceu o Direito, decepcionado com o ensino, afirmou que a filosofia escolástica, não conduz a nenhuma verdade indiscutível. Só a matemática demonstra aquilo que afirma. Em 1618 iniciou os estudos da matemática com o cientista holândes Isaac Beeckman. Com 22 anos começou a formular sua geometria analítica e seu método de raciocinar corretamente. Rompeu com a filosofia de Aristóteles, adotada nas academias e em 1619, propõe uma ciência unitária e universal, lançando as bases do método científico moderno. René Descartes alistou-se no exército do príncipe Maurício de Nassau. Entre 16629 e 1649 viveu na Holanda, servindo ao exército, em várias viagens. Realizou diversos trabalhos na área da filosofia, ciências e matemática. Relacionou a álgebra com a geometria, fato que fez surgir a geometria analítica e o sistema de coordenadas, conhecido hoje como Plano Cartesiano.
Tales de Mileto: Matemático e físico, realizou previsão de um eclipse lunar, ocorrido no ano de 585 a. C., e os teoremas geométricos que levam o seu nome. Apesar destes feitos, foi considerado um entre os sete sábios da Grécia por outro motivo, o político.
Euclides: Considerado pai da Geometria. Considerado até hoje como um dos mais significativos estudiosos deste campo na antiga Grécia. Não sabem muito sobre sua trajetória, pois nunca foi muito comentado sobre sua vida pessoal. Convidado a lecionar Matemática na escola instituída em Alexandria por Ptolomeu Sóter ou Ptolomeu I, que governou o Egito de 323 a. C. a 283 a. C. Neste instituição ele conheceu a influência ao se destacar entre os demais professores pelo método utilizado em suas aulas de Geometria e Álgebra. Sua fama indicava que ele tinha um grande potencial para explanar as disciplinas que ministrava. A teoria aí desenvolvida é uma das mais importantes na trajetória da Matemática, o que levou este livro a ser adotado como prioridade nas aulas desta disciplina, particularmente as de geometria, desde o momento em que foi lançado fins do séc. XIX ou princípio do séc. XX. Esta doutrina se tornou conhecida como Geometria Euclidiana; seus conceitos foram consensuais, sem necessidade de provas; eles são essenciais para a elaboração de um corpo teórico. Os Elementos foram compostos como uma obra textual, dividida em treze volumes - cinco abordam a geometria plana; três enfocam os números; um destaca a teoria das proporções; um tem como núcleo central os incomensuráveis; e os três finais discorrem sobre a geometria no espaço. A Geometria de Euclides se distingue por apresentar um espaço que não se modifica em momento algum, revela estrita simetria - se uma relação for verdadeira para A e B tomados nesta ordem, também o será para B e A tomados nesta ordem - e configuração geométrica. Esta teoria é uma representação simbólica do conhecimento clássico, o qual atravessou a Idade Média e o Renascimento bem conservados, e apenas na era moderna o modelo euclidiano foi substituído por outra geometrias. Euclides elaborou também obras que abordam temas como perspectivas, seções cônicas (curvas geradas ou encontradas, na intersecção de um plano que atravessa um cone. Numa superfície afunilada, exitem três tipos de cortes que podem ser obtidos por esse processo e que resultam na: a) Elipse, que é a cônica definida na interseção de um plano que atravessa a superfície de um cone; b) Parábola, que é a cônica também definida na secção de um plano que penetra a superfície de um cone; c) Hipérbole, que é a cônica definida na interseção de um plano que penetra num cone em paralelo ao seu eixo), geometria esférica, teoria dos números e rigor. Sua esfera de criação é tão ampla que alguns pesquisadores chegaram a acreditar que os a ele atribuídos não pertencessem a um único ser. As elaborações matemáticas que foram preservados até nossos dias foram primeiramente traduzidas para a língua árabe, posteriormente para o latim e, a partir desta base linguísticas, foram vertidas para outros idiomas do continente europeu. Assim como seu nascimento, sua morte também foi envolta em mistério, e suas datas só podem ser obtidas através de cálculos aproximados.
Entre outros. A esses estudiosos, que formularam axiomas (verdades inquestionáveis universalmente válidas, muitas vezes utilizadas como princípios na construção de uma teoria ou como base para uma argumentação), postulados e teorias, podemos atribuir descobertas e criações como:
Descobertas e criações de grandes geômetras:
A área sob o arco de uma parábola (Arquimedes);
http://home.uevora.pt/~rpa/ArquiGD/node2.html
A aproximação do valor numérico do número pi (3,14) (Arquimedes);
http://home.uevora.pt/~rpa/ArquiGD/node2.html
O volume de superfícies de revolução (Arquimedes);
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/matematica/a-descoberta-arquimedes.htm
Sistema de coordenadas (Descartes);
http://www.infoescola.com/matematica/sistemas-de-coordenadas/
A união da geometria com a álgebra, o que resultou na geometria analítica (Descartes);
http://www.infoescola.com/geometria-analitica/
O diâmetro que divide o círculo em duas partes iguais (Tales de Mileto);
http://www.miniweb.com.br/historia/Artigos/i_antiga/tales_mileto.html
Os ângulos opostos pelo vértice são iguais (Tales de Mileto);
http://bichodesetecabeca-matematica.blogspot.com.br/p/angulos-opostos-pelo-vertice.html
Geometria euclidiana (Euclides);
http://www.vestibulandoweb.com.br/matematica/teoria/geometria-euclidiana.asp
Subáreas de Geometria:
Geometria analítica: relaciona a álgebra e a análise mática com a geometria;
Geometria plana: também chamada de Geometria Euclidiana, estuda o plano e o espaço baseando-se nos postulados de Euclides;
Geometria Espacial: realiza o estudo de figuras tridimensionais. Nessa área de estudo, é possível calcular o volume de um sólido geométrico.
Conteúdo de Geometria visto no Ensino Fundamental e Médio:
Ponto;
Reta;
Plano;
Ângulos;
Operações com ângulos;
Posições relativas entre retas;
Posições relativas entre reta e plano;
Posições relativas entre plano e plano;
Triângulos;
Teorema de Pitágoras;
Lei dos senos e cossenos.
Relações métricas do triângulo;
Teorema de Tales;
Quadriláteros;
Polígonos;
Poliedros;
Prismas;
Pirâmides;
Circunferência;
Círculo
Cone;
Cilindro;
Perímetro;
Áreas de regiões planas;
Volume;
Distância;
Plano cartesiano;
Um teorema sobre a parábola:
O método de exaustão, talvez devido a Antífono e seu colega Brison de Heracleia, séc V a. c., permitiu encontrar a mais famosa aproximação de PI de sempre. Durante mil anos não se encontrou melhor que:
3+10/71= 3,14 (valor de PI). 3+1/7 = 3,14 (Valor de PI).
Que Arquimedes conseguiu dividindo o círculo em 96 partes.
O método de exaustão permitiu de facto estabelecer resultados precisos. Por exemplo, cremos que o seguinte esquema ↓↓↓↓↓↓↓↓

Figura: Á esquerda CAB = 3 XAB com régua graduada com a medida do raio. Á direita Área do círculo = Pr/2 = Pi r². Ver figura 2, era conhecido dos matemáticos gregos mais antigos. Trata-se da justaposição de triângulos de altura r =raio, dado o perímetro P, deduzindo se área do círculo.
O seguinte resultado utiliza outro método na demonstração inteiramente devido ao físico-matemático, que se refere mais à frente.
Teorema 1: (Arquimedes) A área do maior triângulo inscrito num segmento de uma parábola é 3/4 da área do respectivo segmento de parábola.
Em particular, 3/4 + 3/4² + 3/4³ + . . . = 1.
Sendo o eixo dos y's o eixo de simetria de uma parábola y = kx² , k > 0, (podemos sempre encontrar uma transformação afim do plano onde a parábola é descrita por esta equação, ou mesmo com k = 1 ),
Figura no caderno......
Plano Cartesiano:
Mais conhecido como Sistema de Coordenas Cartesianas, foi criado por René Descartes com o objetivo de localizar pontos. É formado por dois eixos perpendiculares: um horizontal e outro vertical que se cruzam na origem das coordenadas. O eixo horizontal é chamado de abcissa (x) e o vertical de ordenada (y). Os eixos são enumerados e compreendendo o conjunto dos números reais.
As coordenadas cartesianas são representadas pelos pares ordenados (x ; y). Em razão dessa ordem, devemos localizar o ponto observando primeiramente o eixo x e posteriormente o eixo y.
O Plano Cartesiano é muito utilizado na construção de gráficos de funções, onde os valores relacionados à x constituem o domínio e os valores de y, a imagem da função. A criação do Sistema de Coordenadas Cartesianas é considerada uma ferramenta muito importante na Matemática, facilitando a observação do comportamento de funções em alguns pontos considerados críticos.
Podemos associar o Plano Cartesiano com a latitude e a longitude, temas relacionadas aos estudos geográficos e á criação do atual sistema de posicionamento, o GPS. O Sistema de Posicionamento Global permite que saibamos nossa localização exata na terra, desde que tenhamos em mão um receptor de sinais GPS, informando a latitude e a longitude e a altitude com o auxilio de satélites em órbita da Terra. Um exemplo de utilização do GPS são os aviões, que para não se colidirem são monitorados em qual rota devem seguir viagem.
Incógnitas: é uma grandeza ou quantidade desconhecida, mas que se pretende descobrir para resolver um problema. As incógnitas são representadas por letras nas equações inadequações, que têm valor desconhecido.
A Importância de X e Y na Matemática:
Para representar os problemas da vida real em linguagem matemática, muitas vezes utilizamos letras que substituem incógnitas (os valore que você não conhece, e quer descobrir). É aí que entram os famosos x, y, etc. O ramo da matemática que utiliza o símbolos (normalmente letras do nosso alfabeto latino e do grego) para a resolução de problemas é chamado álgebra.
As equações são aplicação mais conhecida dessa área da matemática.
Por exemplo, a área de um retângulo de base B e altura C é dada pela fórmula:
A= b . c
Esse conjunto de letras nada mais é que a representação de "fatos da vida real" por meio de números: A representa a área, e B e C representa os lados do retângulo.
Essa fórmula vale para qualquer retângulo cuja área se deseja calcular.
Letras substituem valores iguais
Como você resolveria o seguinte cálculo?
3x + 7x
Imagine que X representa um objeto, por exemplo, uma maça. Então você faria:
"3 maçãs mais 7 maçãs"
Logicamente o resultado é "10 maçãs". Então:
3x + 7x = 10x
O procedimento, como você viu, é simples: para somar números que acompanham incógnitas, basta somá-los, normalmente (desde que as incógnitas sejam iguais). Agora suponha que x valha 17 maçãs. O resultaod de nossa operação seria 170.
Problemas resolvidos pela álgebra
Vamos descobrir quanto medem os lados de um retângulo em que um lado é dobro do outro e cujo perímetro é igual a 60. Figura, conta e o valor no caderno....
Para começar, é necessário saber o que é perímetro - é a soma de todos os lados de uma figura geométrica.
Com um lado foi chamado de X, o outro - que é o dobro - será 2x.
Nesse caso, o perímetro pode ser escrito como a soma dos 4 lados:
P = x + x + x + 2x +2x
Logo:
P = 6x
Como o perímetro deve ser igual a 60, o único número que multiplicado por 6 resulta 60 é o número 10, logo:
x = 10
Vimos, portanto, como utilizar letras para representar objetos e situações da visa real. No caso acima a letra X representou o comprimento de um dos lados de um retângulo.
Regra de Três: processo destinado a resolver problemas que envolvam grandezas diretamente ou inversamente proporcionais. Assim, se em um dado problema temos grandezas diretamente ou inversamente proporcionais, podemos utilizar regra de três simples ou composta para resolver o problema dado. Se temos três valores e queremos encontrar um deles, usamos a regra de três simples para encontrar esse valor desconhecido. Se temos mais de três valores, usamos a regra de três composta para encontrar o valor desconhecido do problema. A regra de três composta você pode achar bem mais difícil de compreender, mas não é tão difícil assim. O processo para resolver é o mesmo da regra de três simples, quebrando o problema em várias partes e analisando separadamente em relação a incógnita, isto é, o valor que queremos achar e verificar se é diretamente ou inversamente proporcional.
Regra de Três Simples:
1: Crie uma tabela e agrupe as grandezas da mesma espécie na mesma coluna.
2: Identificar se as grandezas são inversamente ou diretamente proporcionais.
3: Montar a equação assim: se as grandezas forem diretamente proporcionais, multiplicamos os valores em cruz, isto é, em forma de X. Se as grandezas forem inversamente proporcionais, invertemos proporcional.
Exemplo:
1) Para se construir um muro de 17m² são necessários 3 trabalhadores. Quantos trabalhadores serão necessários para construir um muro de 51m² ?
a) 6 b) 8 c) 9 d) 10 e) 12
Há duas grandezas (números) envolvidas (área do muro e número de trabalhadores) e temos três valores conhecidos; portanto, trata-se de um problema de regra de três simples. Precisamos encontrar o número de trabalhadores para construir 51 m². Para isso vamos armar o problema para descobrir se temos uma regra de três simples direta ou inversa:
Solução: montando a tabela e agrupando as grandezas de mesma espécie na mesma coluna.
Área Nº de trabalhadores
17m² 3
51m² X
Inicialmente, coloquemos uma seta orientada no sentido contrário do X, isto é, para cima. Colocaremos na outra grandeza uma seta de mesmo sentido, caso as grandezas sejam diretamente proporcionais, ou uma seta de sentido contrário, se as grandezas forem inversamente proporcionais.
17m² 3 ^
51m² X ^
Perceba que a outra seta terá o mesmo sentido, já que as grandezas são diretamente proporcionais (se aumentarmos a área do muro, devemos aumentar o número de trabalhadores):
^ 17m² 3 ^
^ 51² X ^
Como se trata de uma regra de três simples direta, multiplicamos os valores em cruz, isto é, em X, assim:
^ 17m² 3 ^
X
51m² X ^
Logo, montando a equação:
17 = 3
51 = X
17 * X = 3 * 51
17 X = 153
X = 153/17
X = 9
Portanto irá precisar de 9 trabalhadores. Resposta C.
Regra de Três Composta: na matemática, é a forma de encontrar um vlaor desconhecido quando conhecemos três ou mais grandezas diretamente ou inversamente proporcionais.
Exemplos:
1) Numa gráfica existem 3 impressoras off set que funcionam ininterruptamente, 10 horas por dia, durante 4 dias, imprimindo 240.000 folhas. Tendo-se quebrado uma das impressoras e necessitando-se imprimir, em 6 dias, 480.000 folhas, quantas horas por dia deverão funcionar ininterruptamente as duas máquinas restantes?
a) 20 b)18 c)15 d)10 e)8
Solução: monte a tabela e agrupe as grandezas de mesma espécie na mesma coluna.
Impressoras Horas/Dia Dias Folhas
3 10 4 240.000
2 X 6 480.000
Perceba que se trata de um problema que envolve regra de três composta, pois temos mais de três grandezas conhecidas. Vamos resolver esse problema de regra de três composta, analisando cada grandeza relativamente à grandeza onde está o X. Assim, para resolver regra de três composta você deve reduzir o problema em várias regra de três simples. Analisaremos, inicialmente, a grandeza impressoras com horas/dia que é onde se encontra a incógnita, isto é, o X.
Inicialmente, coloquemos uma seta orientada no sentido contrário do X, isto é, para cima.
Inversa: se diminuímos o número de impressoras, precisamos aumentar a carga horária de trabalho. Assim, coloquemos uma seta contrária, isto é, para baixo.
v 3 10 ^
v 2 X ^
Agora vamos analisar a grandeza dias com horas/dia, onde está o X
v 4 10 ^
v 6 X ^
Por último, vamos analisar a grandeza folhas com horas/dia, onde está o X.
Direta: se aumentamos a quantidade de trabalho a ser feito, precisamos aumentar a carga horária de trabalho. Então, neste caso, coloquemos uma seta na mesma direção do X, isto é, para cima.
Probabilidade:
probabilidade: eventos ............................................................................. ............... numero de resultado
1: Determine os eventos e os resultados: a probabilidade diz respeito à possibilidade de que um ou mais eventos aconteçam dividida pelo número de resultados possíveis. Desse modo, digamos que você queira descobrir a probabilidade de obter um três em um dados de seis lados. "Obter um três" será um evento e, uma vez que sabemos que um dado de seis lados pode cair em qualquer um dos seis números, a quantidade de resultados possíveis é igual a seis. Aqui estão mais dois exemplos que o ajudarão a se orientar: Resp: 1/6 = 0.1667 = 16,67%.
Exemplo 1: Qual a probabilidade de escolher um dia que caia em um fim de semana, ao escolher um dai da semana aleatório? Resp: 2/7 = 0.2857 = 28,57%.
Escolher um dia que caia em um fim de semana será o nosso evento, e o número de resultados será a quantidade total de dias na semana, ou seja, sete.
Exemplo 2: Um recipiente contém 4 bolinhas de gude azuis, 5 vermelhas e 11 brancas. Se uma das bolinhas de gude for tirada do recipiente aleatoriamente, qual a probabilidade de que ela seja vermelha? 5/20 = 0.25 = 25%.
Escolher uma bolinha de gude vermelha será o nosso evento, o número de resultados possíveis será igual à quantidade total de bolinhas de gude no recipiente, ou seja, 20.
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Meu dicionário e dúvidas sobre o contexto estudado!
Neoliberalismo: é a doutrina desenvolvida a partir da década de 70, que defendia a absoluta liberdade de mercado e uma restrição à intervenção estatal sobre a economia, só devendo esta ocorrer em setores imprescindíveis e ainda assim num grau mínimo.
Democrático (democracia): que está relacionado com ou é próprio da democracia; que possui igualitarismo, liberdade de expressão, antiautoritarismo.
Capitalismo: sistema econômico baseado na legitimidade dos bens privados e na irrestrita liberdade de comércio e indústria, com o principal objetivo de adquirir lucro
econ. soc.: sistema social em que o capital está em mãos de empresas privadas ou indivíduos que contratam mão de obra em troca de salário.
Ônus: aquilo que implica uma sobrecarga; carga, peso.
p.metf. aquilo que é ou se tornou incumbência ou compromisso de alguém; dever, encargo, obrigação.
Austeridade: qualidade ou caráter de austero; austereza.
Divisões geoeconômicas e critérios econômicos:
A divisão oficial do Brasil em cinco regiões foi criada, em 1969, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Mas, antes disso, em 1967, o geógrafo brasileiro Pedro Pinchas e Geiger já havia proposto uma outra divisão regional do país, em três regiões geoeconômicas ou complexos regionais.
Ela se baseia no processo histórico de formação do território brasileiro, levando em conta, especialmente, os efeitos da industrialização. Dessa forma, ele busca refletir a realidade do país e compreender seus mais profundos contrastes
De acordo com Geiger, são três as regiões geoeconômicas: Amazônia, Centro-Sul e Nordeste.
Essa organização regional favorece a compreensão das relações sociais e políticas do país, pois associa os espaços de acordo com suas semelhanças econômicas, históricas e culturais.
Modelo contemporâneo:
Diferente da divisão proposta pelo IBGE, os complexos regionais não se limitam apenas às fronteiras entre os Estados. Nessa regionalização, o norte de Minas Gerais, por exemplo, encontra-se no Nordeste, enquanto o restante do território mineiro está localizado no Centro-Sul.
Geoeconomia: é o estudo da geografia atrelado à economia de determinada região e complexo regional e a divisão de três determinada regiões: Centro-Sul, o Nordeste e a Amazônia determinada pelo geólogo Geiger. mas atualmente esta divisão foi alterada pelo IBGE por problemas com forte excedente populacional.
Alusão: ato ou efeito de aludir, de fazer rápida menção a alguém ou algo.
Setentrional (setentrionais): localizado ao Norte.
Hegemonia: mais influência de alguma coisa sobre outra . É a supremacia de um povo sobre outros povos, ou seja, a superioridade que um país tem sobre os demais, tornando-se assim um Estado soberano.
Voto de Cabresto: Um sistema tradicional de controle de poder político através do abuso de autoridade, compra de votos ou utilização da máquina pública. É um mecanismo muito recorrente nos rincões mais pobres do Brasil como característica do coronelismo.
Lei Saraiva: Proibia o voto de analfabetos, além de ter adotado eleições diretas para todos os cargos eletivos do Império: senadores, deputados à Assembleia Geral, membro das Assembleias Legislativa Provinciais, vereadores e juízes de paz. E que imigrantes de outras nações, em particular comerciantes e pequenos industriais, e também os que não fossem católicos, religião oficial do Império, poderiam se eleger, desde que possuísse renda não inferior a duzentos mil réis.
Indústria de base: é o tipo de indústria em que a sua produção é absorvida por outras indústrias, ou seja, produzindo máquinas ou matéria-prima. Também chamadas de indústrias de bens intermediários ou indústrias pesadas, incluem principalmente os ramos: siderúrgico, metalúrgico, petroquímico e de cimento.
Despotismo: poder isolado, arbitrário e absoluto de um déspota; forma de governo baseada nesse poder.
Antilusitano: pessoa que é contra os portugueses (lusitanos).
Antropoceno: é o nome de um novo intervalo de tempo geológico proposto (provavelmente uma época) que pode logo entrar na Escala de Tempo Geológico oficial. O Antropoceno é definido pela influência humana na Terra, onde nós nos tornamos uma força geológica a moldar a paisagem global e a evolução do nosso planeta.
Socialismo: uma doutrina política econômica que prega a coletivização dos meios de produção e de distribuição, mediante a supressão da propriedade privada e das classes sociais.
2: sistema político e econômico que põe em prática essa doutrina.
Feudalismo: principio de submissão de vassalo ao suserano, no qual assenta o sistema sociedade feudal.
2: sistema econômico, político e social que se fundam esp. sobre a propriedade da terra, cedida pelo senhor feudal ao vassalo em troca de serviços mútuos e que caracteriza a sociedade feudal.
Anarquismo: teoria social e movimento político, presente na história ocidental do séc XIX e da primeira metade do séc XX que sustenta a ideia de que a sociedade existe de forma independente e antagônica ao poder exercido pelo Estado, sendo este considerado dispensável e até mesmo nocivo ao estabelecimento de uma autêntica comunidade humana.
2: qualquer ataque ou afronta à ordem social estabelecida ou aos costumes reinantes.
3: vem da palavra grega anrkhia, que significa "ausência de governo". Um sistema político que defende a anarquia, que busca o fim Estado e da sua autoridade.
Comunitarismo: é um conceito político, moral e social que surge no final do séc XX (por volta de 1980) em oposição e determinados aspectos do individualismo e em defesa dos fenômenos como a sociedade civil.
2: doutrina social, segundo a qual se pode e deve "restabelecer" o que se chama "estado natural", em que todos teriam o mesmo direito a tudo, mediante a abolição da propriedade privada. No séc XIX e XX o termo foi usado para qualificar um movimento político. Esta palavra tem origem no latim comunis, que significa comum.
Pertença: domínio; qualquer coisa, por disposição de lei ou destinação natural, encontra-se ligada ao uso de outra como acessório, apêndice ou complemento; pertence.
Contratualismo: é uma classe abrangente de teorias que tentam explicar os caminhos que levam as pessoas a formar governo e manter a ordem social. "Os contratualistas partem da ideia que o Estado moderno precisa de um contrato social para criar o Direito Positivo.
Retificar: verbo: tornar reto; alinhar.
Transitivo direto: compor harmonicamente (o que está, desarrumado); endireitar.
Sintetizar: transitivo direto e bitransitivo: tornar sintético, resumido; sumarizar.
transitivo direto: concentrar em si, servindo como exemplo; epitomar, personificar, consubstanciar.
Implícito: contido numa proposição mas não expresso formalmente; não manifestamente declarado; subtendido tácito; diz-se de crença que se tem sem prévio exame.
É o que está subtendido ao invés de explicitamente expressado ou Aquilo que é dito através das entrelinhas .
Ressignificar (ressignifacação): atribuir um novo significado; dar um sentido diferente a alguma coisa: aquele congresso ressignificou minhas convicções.
A função referencial é a função da informação. Isso porque sua mensagem é centrada na necessidade de transmitir ao interlocutor dados da realidade de uma maneira direta e objetiva, evitando assim o discurso literário, presente em outras funções, como a função poética e a função emotiva.
Premissa: significa a proposição, o conteúdo, às informações essenciais que servem de base para um raciocínio, para um estudo que levará a uma conclusão. Em lógica a premissa significa cada uma das proposições de silogismo.
Proposições: enunciação; sentença passível de comprovação ou não.
Proposta; aquilo que se propõe: negamos a proposição do juiz.
Afirmação: o que se afirma, se diz se escreve.
[Retórica] Parte de um discurso, ou de um poema épico, na qual se apresenta o tema a ser desenvolvido: a proposição de "Os Lusíadas" está contida nas três primeiras estrofes.
Ato de submeter a apreciação ou a exame.
Matemática.Teorema. Enunciado de uma verdade que se quer demonstrar ou de um problema que se pretende resolver.
Ação ou efeito de propor.
Asserção: Proposição que se assume como verdadeira, independente de seu conteúdo.
Afirmação: proposição que se faz com muita certeza; assertiva.
[Linguística] Aspecto modal de uma declaração, positiva ou negativa, cuja validade e vericidade é assumida pelo locutor.
Pendular: Imigração feita diariamente por um individuo, ou seja, vai e volta todos os dias para sua cidade natal.
Conurbação: extensa área urbana formada por cidades e vilarejos que foram surgindo e se desenvolvendo um ao lado do outro, formando um conjunto.
Sedição: é um ato de rebelião, disciplina e insubordinação contra a segurança pública do Estado.
Sililóquio: discurso em que uma pessoa fala consigo mesma; tipo de recurso literário caracterizado por expressar aquilo que se passa na consciência, no espírito, do personagem,. Momento em que o personagem fala consigo mesmo.
Existencialismo: é uma doutrina filosófica centrada na análise da existência e do modo como seres humanos têm existência no mundo. Procura encontrar o sentido da vida através da liberdade incondicional, escolha e responsabilidade pessoal. Segundo esta corrente filosófica, os seres humanos existem primeiramente e depois cada indivíduo passa a sua vida mudando a sua essência ou natureza. Esta tendência filosófica que surgiu e se desenvolveu na Europa entre as duas guerras mundiais (1918 - 1939), é caracterizada por centrar a sua análise na existência, entendida esta não como fática ou fato de ser, mas como realidade individual mundana.
Paradoxal: é um adjetivo de dois gêneros que significa algo que contém ou envolve um paradoxo, ou seja, é incoerente ou absurdo. Alguns sinônimos de paradoxal podem ser: contraditório, ridículo, esquisito, disparatado, insensato. EX: A humildade é uma característica paradoxal, porque quanto mais humilde você for, mais sucesso terá. Paradoxalmente (uma palavra derivada de paradoxal), é um advérbio de modo que indica uma forma paradoxal ou estranha de agir ou de fazer alguma coisa.
Ceticismo: é um estado de quem duvida de tudo, de quem é decrescente. Um indivíduo cético caracteriza-se por ter predisposição constante para a dúvida, para a incredulidade. O ceticismo é um sistema filosófico fundado pelo filósofo grego Pirro (318 a.C. -272 a. C.), que tem por base a afirmação de que o homem não tem capacidade de atingir a certeza absoluta sobre uma verdade ou conhecimento específico. No estremo oposto ao ceticismo como corrente filosófica encontra-se o dogmatismo. O cético questiona tudo o que lhe é apresentado como verdade e não admite a existência de dogmas, fenômenos religiosos ou metafísicos.
Fragmento: Pedaço de um objeto que foi partido, desfeito; pedaço / O que resta de uma obra antiga / Parte extraída de um livro, de um discurso, manuscrito; excerto / Seção menor que faz parte de um todo; fração.
Práxis: é uma palavra com origem no termo em grego praxis que significa conduta ou ação. Corresponde a uma atividade prática em oposição à teoria. Este termo é abordado por vários campos de conhecimento, como filosofia e psicologia, que classificou práxis como uma atividade voluntária orientada para um determinado fim ou resultado. Vários pensadores mencionaram o conceito de práxis nas suas obras, como Karl Marx e Jean Paul Sartre, este último na sua obra intitulada Critique de la Raison Dialectique (Crítica da Razão Dialética).
A palavra práxis também pode remeter para um movimento de vanguarda da poesia brasileira, que teve origem no início da década de 60 do séc. XX e que foi liderado por Mário Chamie.
Pragmatismo: é uma doutrina filosófica cuja fundamental é que a ideia que temos de um objeto qualquer nada mais é senão a soma das ideias de todos os efeitos imaginários atribuídos por nos a esse objeto que passou a ter um efeito prático qualquer.
O pragmatismo é um pensamento filosófico criado, no fim do séc XIX, pelo filósofo americano Charles Sanders Peirce (1839 - 1914), pelo psicólogo William James (1844 - 1910) e plo jurista Oliver Wendell Holmes Jr. (1814 - 1935), que opondo se ao intelectualismo, considera o valor prático como critério da verdade.
Ser partidário do pragmatismo é ser prático, ser pragmático, ser realista. Aquele que não faz rodeio, que tem seus objetivos bem definidos, que considera o valor prático como critério da verdade.
Empírico: é um fato que se apoia somente em experiências vividas, na observação de coisas e não em teorias e métodos científicos. Empírico é aquele conhecimento adquirido durante toda a vida, no dia-a-dia, que não tem comprovação científica nenhuma.
Método empírico é um método feito através de tentativas e erros, é caracterizado pelo senso comum, e cada uma compreende à sua maneira. O método empírico gera aprendizado, uma vez que apreendemos fatos através das experiências vividas e presenciadas, para obter conclusões. O conhecimento empírico é muita vezes superficial, sensitivo e subjetivo.
O conhecimento empírico ou senso comum é o conhecimento baseado em uma experiência vulgar ou imediata, não metódica e que não foi interpretada e organizada de forma racional.
Empírico também é o nome designado para aquele indivíduo que promote curar doenças, sem noções científicas, uma espécie de curandeiro, que muitas vezes é um charlatão. É por esse motivo que o antônimo de empírico é "rigoroso", "preciso" ou "exato".
Desígnio: vontade de desenvolver alguma coisa; que demonstra intenção; propósito: os desígnios do presidente.
Hoplitas: soldado grego.
Etruscos: são povos que viveram na região da Península Itálica. O período exato em que houve a ocupação não se sabe, mas acreditam que ela ocorreu por volta dos anos de 1200 a 700 a.C. A região cuja qual eles habitavam equivale o que é hoje a Toscana, com partes no Lácio e Umbria, na Itália. Nos tempos mais antigos, o historiador Heródoto, acreditava que os etruscos eram originários da Asia, da região da Lídia, e teriam chegado a península por volta do século XIII a.C. Heródoto acredita nisso devido a costumes religiosos e culturais Etruscas serem um pouco parecida com alguns costumes de alguns povos orientais. Uma outra teoria tenta esclarecer esse mistério, tal é nomeada “autóctone” e foi elaborada por Dionísio Halicarnasso e está exposta em seu livro “Antiguidades Romanas” baseado no fato de que no mundo antigo não havia nenhuma civilização semelhante à Etrusca, e o linguajar do povo é bem mais latino que o oriental, ou seja, os Estruscos não vieram desenvolvidos de outra região, seu desenvolvimento se deu na própria região (península itálica). Hoje os pesquisadores acreditam o que havia mesmo era uma “cultura comum etrusca” onde as diversas cidades tinham costumes, idioma, e religião comuns, porém não havia uma unidade.
Atenuar: fazer com que fique tênue; ficar menos denso: o medicamento atenuou o fluxo sanguíneo; o sangue atenuou-se com o tratamento adequado.
Fazer com que fique mais fino; Ficar mais brando e menos intenso; Amenizar-se; Ficar menos nítido; Esmaecer ou suavizar;
Fagócito: É o nome de uma célula capaz de englobar e digerir micro-organismos, causadores de doenças, outras células ou partículas estranhas ao organismo humano.
Atrito: é a força que resisti ou se opõe ao movimento quando uma superfície desliza sobre a outra. Exemplo: Na horizontal a força de atrito de um corpo em movimento é proporcional ao peso do corpo e praticamente não depende da velocidade área de contato. Seu valor é dado por Fat = kmg, onde k é coeficiente de atrito cinemático.
Lipofilia: Tendencia que têm certos indivíduos obesos para fixarem as gorduras; Afinidade para os lípidos.
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Artes (a matéria que eu mais amo) ironicamente!
Cubismo: é um movimento artístico vanguardista europeu, que surgiu no começo do séc XX e se caracteriza pela utilização de formas geométricas para retratar a natureza. O cubismo foi fundado em Paris, através do renomado artista espanhol Pablo Picasso e do francês Georges Braque.
Expressionismo: movimento artístico que procura retratar, não a realidade objetiva mas as emoções e respostas subjetivas que objetos suscitam no artista.
Dadaísmo: movimento artístico que surgiu na Europa no ano de 1916. Possuía como característica principal a ruptura com as formas de arte tradicionais. O dadaísmo foi um movimento com forte conteúdo anárquico. O próprio nome do movimento deriva de um termo inglês infantil: dadá (brinquedo cavalo de pau). Daí observa-se a falta de sentido e a quebra com o tradicional deste movimento.
Neoplasticismo: um estilo artístico (também considerado uma teoria da arte) criado pelo pintor holandês Piet Mondrian em 1917. Foi também de fundamental importância para o Neoplasticismo a contribuição do pintor, arquiteto e teórico da arte Theo van Doesburg. Teve grande importância no cenário da pintura e arquitetura europeia até o final da década de 1920.
Futurismo: característica do futurismo, artistas futuristas, obras, futurismo no Brasil, vanguarda. O futurismo foi um movimento literário e artístico iniciado em 1909. Foi Felippo Marinetti, poeta italiano, quem começou este movimento com a publicação do Manifesto Futurista.
Cubismo: foi um vanguarda artística europeia surgida no séc XX na França que abrangeu as artes plásticas e a literatura. Esse movimento pode ser considerado o primeiro a se caracterizar pela incorporação do imaginário industrial em suas obras. A sua origem vem da obra de Pablo Picasso com a tela LES DEMOISELLES D'AVIGNON, essa obra apresenta influência visíveis das esculturas africanas e das pinturas do pós-impressionista francês Paul Cézanne.
Primitivismo: foi um a tendência difundida na arte moderna que visou buscar referências de arte de culturas estrangeiras com a arte feita por povos e tribos primitivas. Arte primitiva representava para os modernistas que a buscavam, o oposto de tudo aquilo que estava sendo valorizado como arte e dominado pelo gosto convencional, como a arte acadêmica. Exaltadas pela foça expressiva, pela emoção, pelo vigor e insanidade, os artistas modernos contemplavam o primitivo pois na Europa era comum idealizar culturas não-ocidentais como realidades mais naturais e menos sofisticadas. Para entender mais sobre o Primitivismo é necessário analisar a tela de Picasso dito acima, para compor as figuras da direita, o artista estudou as coleções do Museé dEthnographie du Trocadéro, especialmetne as peças de máscaras Dan, Fang e Kota e ainda estudou sobre a arte ibérica. Os nus dos personagens da obra em questão de Picasso fazem referência contra a tradição ocidental do nu. Outro fato que também pode ser usado como exemplo é a arte de Paul Gauguin, também se apropriou do nu ligados às fases da lua e o vigor da terra em sua obra denominada A lua e a terra de 1983, a nudez nesse sentido está consolidado ao corpo e a natureza.
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Português
Substantivo: que evidencia a substância, a essência;
gram: relativo a ou que funciona como substantivo;
Que denomina os seres, objetos, pessoas e fenômenos, também nomeia: lugares (Alemanha, Porto Alegre); sentimento (raiva, amor); estados (alegria, tristeza); qualidade (honestidade, sinceridade); ações (corrida, pescaria);
Adjetivo: é toda palavra que se refere a um substantivo indicando-lhe um atributo. Flexionam-se em gênero, número e/ou grau. Sua função gramatical pode ser comparada com a do advérbio em relação aos verbos, aos adjetivos e a outros advérbios.
Coesão: nada mais que uma ligação harmoniosa entre os parágrafos, fazendo com que fiquem ajustados entre si, mantendo uma relação de significância. Imagine só um texto com várias palavras repitas do início ao fim, para evitar que isso aconteça existem termo que substituem a ideia apresentada, evitando, assim, a repetição. Falamos das conjunções, dos pronomes, dos advérbios e outros. Como exemplo:
A magia das palavras é enorme, pois elas expressam a força do pensamento. As mesmas têm o poder de transformar e de conscientizar.
Podemos perceber que as expressões: elas e as mesmas referem-se ao termo "palavras".
E coerência, refere-se à lógica interna de um texto, isto é, o assunto abordado tem que se manter intacto, sem que haja distorções, facilitando, assim, o entendimento da mensagem.
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- Notiz am Resumão Enem!, erstellt von Lays Christine am 25/05/2017.
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- Lays Christine
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