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Santo Agostinho tinha particular interesse nos estudos sobre como conciliar fé e razão. Sendo a mente humana mutável e falível, como atingir, a partir dela, a Verdade eterna? Para Santo Agostinho, a filosofia antiga, apesar de pagã, seria uma preparação da alma, muito útil para a compreensão da verdade revelada. Afinal, sem o intelecto o homem é incapaz de compreender as Sagradas Escrituras. Entretanto, tal como o olho necessita da luz do sol para enxergar, o ser humano necessita da luz divina para chegar ao conhecimento completo, não sendo suficiente (apesar de importante) o uso da razão.

Nossa mente, criada à imagem e semelhança de Deus, possui uma centelha divina, a luz natural, que nos da a capacidade de entender as verdades eternas. Todo o homem possui a centelha divina. Como diz São Paulo: “Não há judeus, nem grego, nem escravo, nem homem livre, nem homem, nem mulher: todos sois um no Cristo Jesus”. Essa é a Teoria da Iluminação de Santo Agostinho. Tal teoria é proveniente da doutrina da reminiscência de Platão, segundo a qual as ideias já residiriam em nossa alma e caberia ao filósofo despertá-las.

Diante da perfeição de Deus, há um problema para esses primeiros teólogos do cristianismo: se Deus é todo-poderoso, criador de tudo, ele também seria criador do mal? Se Deus criou o mal, como defender sua bondade infinita? Se ele é onipotente, seria ele responsável pela miséria e infelicidade do mundo? Para Santo Agostinho, o mal não tem realidade metafísica: todo o mal não é mais que a ausência do bem, a ausência da obra divina. Ou, para ser mais preciso, o mal não é algo que foi criado, não é algo físico – o mal é o “não ser”.

Santo Agostinho hoje

Na atualidade, existem preconceitos de diversos tipos: se existem, por um lado, grupos que discriminam minorias, existem também, por outro, aqueles que associam “religião” à ignorância. A densidade da obra de Santo Agostinho, rica tanto do ponto de vista filosófico quanto do ponto de vista literário, nos mostra que essa associação é absolutamente equivocada.

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Santo Tomás de Aquino foi o maior expoente da filosofia escolástica. Membro da Ordem dos Dominicanos e professor da Universidade de Paris, Aquino foi aluno de Santo Alberto Magno (1206-1280). Fortemente influenciada por Aristóteles e Averróis, sua filosofia é de suma importância para a Igreja Católica até os dias atuais. Durante o Concílio de Trento, sua obra foi colocada no altar ao lado da Bíblia, sendo considerada fundamental para o combate e a refutação do protestantismo.

Durante a viagem a Roma, onde participaria do II Concílio de Lyon, a convite do papa Gregório X, Aquino adoeceu, vindo a falecer na Abadia de Fossanova, em 1274. Foi canonizado em 1323. Na posteridade, muito de seu pensamento, no entanto, foi deformado e injustamente associado à ortodoxia e ao conservadorismo.

Uma de suas ideias centrais é a rejeição do absoluto antagonismo entre a razão e a fé. Para Aquino, existiriam as “verdades da fé”, atingíveis apenas por meio da revelação cristã, às quais não poderemos chegar através da razão. Porém, nem todas as verdades seriam alcançadas desse modo, existindo também as “verdades naturais teológicas”. Sendo a razão obra de Deus, poderíamos alcançar essas verdades tanto pela fé como pela razão. A fé e a razão seriam, muitas vezes, rios que desembocam num mesmo oceano.

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Notiz am Ohne Titel, erstellt von Thomaz BRZ am 28/09/2020.
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Thomaz BRZ
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