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Resumo: Aula 5 - Métodos bioquímicos para o estudo da célula

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LICENCIATURA EM
CIÊNCIAS BIOLÓGICAS – CEDERJ - UENF
SEGUNDO PERÍODO
DISCIPLINA: Biologia
Celular 1
Resumo: Aula 5 - Métodos bioquímicos para o estudo da célula
Preparando a amostra
·
Para obter preparações
de organelas isoladas e purificadas, é preciso romper as células.
·
São realizados
diferentes procedimentos para adquirir uma amostra homogenia de acordo com tipo
de célula que se quer estudar.
·
Exemplo 1: Amostra de exsudato peritoneal -
A separação dos macrófagos de outras células que foram obtidas com a
extração da amostra do exsudato peritoneal é realizada através de cultura
primária explorando a atividade biológica natural dos macrófagos devido a sua
adesão a substratos como vidro e plástico.
·
Exemplo 2: Separação de células do sangue - As hemácias e os leucócitos
circulantes podem ser separados por diferença de densidade. Para agilizar o
processo a amostra contido em um tubo de vidro é centrifugada. Assim, devida a
densidade, as hemácias ficarão no fundo, sobre ela uma fina camada
esbranquiçada contendo os leucócitos, e no sobredante o plasma sem células.
·
Precipitado é o
material que se depositou no fundo do tubo que foi centrifugado e sobredante (pellet)
é o material que não se depositou.
·
Exemplo 3: Separação de diferentes classes de linfócitos - A separação das
diferentes classes de linfócitos é possível devido as diferenças das moléculas
de sua membrana plasmática exposta ao meio extracelular que são incubadas com
anticorpos fluorescentes. A separação é realizada por um aparelho chamado
citômero de fluxo ou FACS que faz a leitura da fluorescência e intensidade de
fluorescência das células. Este mesmo aparelho possui um sistema que coloca
carga negativa nas gotas que contém uma célula fluorescente. Todas as gotas
passarão por um campo elétrico que desviara as células com carga negativa para
um recipiente, positiva para outro e gotas sem células para outro, separando
finalmente os linfócitos.
·
Exemplo 4: Preparação homogênea de hepatócitos - O primeiro passo é realizar o
rompimento das células unidas entre si e a matriz celular. Para isso é
necessário retirar o cálcio utilizando quelantes como EDTA ou EGTA, além de
quebrar as ligações proteicas usando enzimas proteolíticas como a tripsina.
Depois de soltar as mesmas podem ser separadas por diferença de densidade por
centrifugação obtendo uma preparação homogênea para iniciar o fracionamento.
Rompimento celular
·
O objetivo do
fracionamento celular é romper a membrana plasmática sem romper as membranas
das organelas. Por ser um processo difícil existem diferentes métodos de
rompimento para cada tipo celular. Dentre os mais usados estão:
a.
Choque osmótico: as células são colocadas e meio hiposmótico, aumentando de volume até
arrebentar. É o método de escolha para romper hemácias por exemplo.
b.
Choque térmico: as células são congeladas e descongelas rapidamente, alternando-se, por
exemplo, a imersão em nitrogênio líquido (-196ºC) e banho a 37ºC.
c.
Maceração: Pode ser realizada com homogeneizadores, parecidos a um liquidificador,
ou com homogeneizadores de vidro, que se parecem com um copo onde entra justo
um êmbolo, forçando as células s sofrer atrito entre os vidros.
d.
Sonicação: São utilizados aparelhos chamados sonicadores que emitem ultrassom e
realizam o rompimento das células.
e.
Tratamento com
detergente não iônico: Devido as moléculas do detergente não iônico serem
anfipáticas, elas conseguem substituir as moléculas de fosfolípideos da
membrana plasmática, causando o rompimento.
Centrifugação diferencial
·
Através da
centrifugação diferencial o conteúdo celular é separado em várias frações,
explorando as diferenças de densidade entre os componentes celulares.
Velocidade de centrifugação do homogeneizado e
subsequente utilização do sobredante para novas centrifugações:
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1.000g,10min: células
não rompidas e núcleos.
·
10.000g, 10min:
mitocôndrias, peroxisossomo, lisossomos e (clorolpastos).
·
20.000g, 30min:
membrana plasmática, retículo endoplasmático, complexo de Golgi e endossomos.
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2000.000g,várias
horas: ribossomos, partícuals virais (se houver), macromoléculas como DNA e
grandes complexos enzimáticos.
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Somente com a
centrifugação diferencial não é possível obter organelas totalmente isoladas
das demais, devido por exemplo a baixa diferença de densidade entre lisossomos
e peroxisossomo, além de nem todas as organelas do mesmo tipo possuírem a mesma
densidade, ocorrendo pequenas variações.
·
Para contornar essa
dificuldade, se utiliza em conjunto com a centrifugação, diferentes gradientes
de densidades do meio em que as
organelas são centrifugadas.
·
Neste tipo de
centrifugação, o material que está a caminho do fundo do tubo encontra
densidades cada vez maiores do líquido. Quando um componente da mistura de
organelas encontra uma região do gradiente que tenha densidade igual à sua,
entra em equilíbrio, formando uma "banda".
·
O sucesso do protocolo
de fracionamento pode ser avaliado de duas maneiras:
a.
Por microscopia eletrônica: observando em cada etapa os componentes da célula
presentes na respectiva fração e sua respectiva integridade.
b.
Pela dosagem de enzimas marcadoras em todas as
frações: para uma enzima ser considerada
marcadora de uma organela, é preciso que ela esteja presente apenas na
respectiva organela e em nenhum outro luar da célula e que seja encontrada
nessa organela em todos tipos celulares.
Cromatografia de partição
·
A cromatografia por
partição é adequada para separação de moléculas pequenas, como lipídeos e
aminoácidos. Pode ser feita em papel ou numa fina camada de material inerte,
como celulose ou sílica, aplicada sobre uma superfície de vidro.
Cromatografias em coluna
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Neste tipo usa-se uma coluna
de vidro, plástico ou metal que foi preenchida com uma resina que exercerá um
efeito de separação na amostra que a percorrer.
·
Os efeitos de
separação numa cromatografia dependem da natureza da resina e podem ser de três
tipos:
1.
Filtração em gel: a resina é formada por esferas muito pequenas perfuradas por poros de
tamanho definido. Conforme o líquido vai escoando, os componentes da amostra
com diâmetro maior que os poros da resina passam direto e saem da coluna,
ficando os menores presos, fazendo-se assim a separação por tamanho.
2.
Troca iônica: A amostra percorre uma resina sem poros, mas que possui carga em sua
superfície, ficando presa a mesma os componentes da amostra com carga
contrária.
3.
De afinidade: a resina é revestida com um ligante especifico para o componente que se
deseja separar. (Tipo o esquema chave-fechadura). Este é o método mais eficaz
para purificar a proteína que se deseja e geralmente é utilizado após terem
sido realizadas as outras duas cromatografias para "limpar" a
amostra.
Eletroforese
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É a técnica mais usada
em Biologia Celular. Se baseia no estudo do comportamento de uma molécula num
campo elétrico.
·
A eletroforese em
condições desnaturantes e redutoras é uma técnica que separa proteínas de
acordo com seu tamanho ou massa molecular.
·
Uma das aplicações da
eletroforese (SDS-PAGE), pode ser procurar quantas proteínas fazem parte de uma
amostra.
·
Com a técnica de
eletro-transferência (Western blot) é possível testar se uma proteína que foi
separada num gel é reconhecida por um anticorpo específico, seja produzido no
laboratório ou mesmo no soro de um paciente.

Informationen
- Beschreibung
- Biologia Celular 1 Notiz am Resumo: Aula 5 - Métodos bioquímicos para o estudo da célula, erstellt von Ivan Pessanha am 27/03/2017.
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- Ivan Pessanha
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