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Notizen

Iracema

Isabel Cristina Silva de Carvalho Literatura (resumos) Concursos Públicos Portugiesisch 5 Seiten

Inhalt der Notizen (5)

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RESUMO

O romance possui como casal protagonista Iracema e Martim. O primeiro encontro dos dois se dá quando Iracema está repousando em sua sesta quando é assustada por um guerreiro estranho. Assustada, ela lança uma flecha que atinge o guerreiro. Ele não tem nenhuma reação ao ataque de Iracema e, ao ver que ele não possui nenhum tipo de má intenção, parte para acudi-lo. Esse guerreiro chama-se Martim. Eles vão juntos até a tribo de Iracema, chamada de tabajara. Martim é recebido pelo Pajé e, como de costume, belas mulheres são levadas até ele por Iracema. Ele recusa e decide ir embora da tribo. Entretanto, Iracema vai atrás dele, pedindo para ele voltar. Martim aceita. Começa nesse momento uma troca de amor mútuo. À noite, passeiam pelo bosque e ficam muito próximos. Um guerreiro tabajara avista a proximidade dos dois. Ele tenta ferir Iracema e acaba ferindo Martim.

Voltando para a cabana, Martim avisa que irá partir e de presente leva consigo uma rede dada por Iracema. Antes da partida, Iracema dá um beijo em Martim. Porém, ela sabe que não pode se envolver com ele, senão morrerá. Caubi acompanha Martim. Entretanto, Martim descobre que inimigos de uma outra tribo estão atrás dele. Seu sentimento fica dividido entre a loira dos castos afetos, que deixou em sua tribo, e virgem morena dos ardentes amores. Acontece, então, a primeira noite dos dois.

Martim precisa partir. Iracema então leva o amado até o encontro do seu amigo Poti. Ao chegar ao limite, Iracema não quer deixar Martim e continua a caminhar com ele. Martim, apaixonado por Iracema e também querendo ficar junto dela, decide fazer uma cabana próxima a uma aldeia amiga para morarem; eles e o Poti. Os dois vivem felizes em sua cabana. Até um dia que Iracema descobre que está grávida. Martim precisa ir defender sua tribo junto com o Poti. O guerreiro parte sem se despedir de sua amada. Após o retorno, Martim sente falta de sua terra e fica com o pensamento distante de Iracema. Iracema, grávida, sente a falta de seu esposo. Quando o bebê nasce, vai procurar Martim, descobre que ele foi novamente para a guerra, e volta para a cabana. Iracema recebe a visita de seu irmão Caubi, que fica feliz em conhecer seu sobrinho. Porém, de tanta tristeza e saudade que sente, Iracema não tem mais leite para amamentar seu filho. Martim então chega e ela lhe entrega seu filho, chamado de Moacir, e ,em seguida, vem a falecer.

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CONTEXTO

Sobre o autor

José de Alencar nasceu no Ceará em 1829, veio com sua família para o Rio de Janeiro em 1830 e com 14 anos mudou-se para São Paulo. Além de escritor, foi político, advogado e jornalista. Longe da vida boêmia comum aos homens da segunda metade do século XIX, dedicava grande parte de sua vida à literatura. Tornou-se um dos maiores romancistas de nossa literatura. Além de Iracema, possui grandes clássicos, como Cinco Minutos, O Guarani, A Viuvinha, Lucíola, O gaúcho, Senhora, entre outros. Em sua obra podemos notar traços da realidade da sociedade brasileira daquela época, e oposições como o branco e o índio, as cidades e o sertão.

Importância do livro

Publicado em 1865, Iracema, obra de José de Alencar, faz parte da tríade dos romances indianistas (juntamente com O Guarani e Ubirajara), sendo considerado o mais maduro deles, pois admite várias interpretações, com uma excelente estrutura narrativa. É considerado um poema em forma de prosa, com características épicas, em que tanto Martim como Iracema são heróis. Iracema é uma típica heroína que representa o romantismo: espera o amado, se entrega a ele, fica com saudades, e morre por essa saudade.

Período histórico

Iracema possui personagens históricos, ou seja, que realmente existiram e fizeram parte da História do Brasil. Martim e Poti são um exemplo. Além disso, o livro é escrito após a regularização da colonização do Ceará. Todo esse cenário de lendas, de amor proibido, serve para acontecer o nascimento do primeiro filho da miscigenação entre o branco e o índio. Assim, o índio é visto com bons olhos ufanistas e representantes da cultura brasileira.

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ANÁLISE

Iracema possui um narrador onisciente. Através de uma linguagem tipicamente brasileira e cheia de metáforas e palavras indígenas, não só em Iracema como em outras obras, o autor demonstra características que o levam a uma singularidade na representação e afirmação da cultura brasileira. Em seus diálogos com Martim, Iracema tem em sua fala traços da oralidade, onde são encontradas diversas expressões indígenas, estruturas sintáticas semelhante aos que os índios utilizavam, tendo em vista sua dificuldade com a Língua Portuguesa. Sendo assim, o livro torna-se permeado de múltiplas interpretações, segundo o significado e entendimento de cada leitor.

Iracema, na obra, representa a cultura indígena, e possui uma postura submissa a Martim, representando assim o ideal de submissão que o índio teria ao branco. Apesar de ser incomum na cultura indígena, Iracema se mantém casta até o encontro com Martim. Não poderia ser diferente, já que seria inaceitável um branco se casar com uma índia que não fosse casta, segundo as tradições religiosas. Se por um lado Iracema representa todo o imaginário indígeno, Martim traz a figura do branco colonizador, que é também guerreiro, assim como o índio, e igualmente forte, se comparado a ele. Além disso, fica dividido entre a cultura branca e indígena; ao se afastar da sua cultura, sente falta dela. Essa saudade que Martim sente de sua tribo é o motivo que o leva a se manter distante de Iracema, durante o desenrolar da trama.

O romance de Martim e Iracema tem como metáfora a criação do Ceará. Através da história, o autor cria uma lenda de como o estado teria sido criado. Pois quando Iracema morre, ela é enterrada por Martim e seu amigo Poti à beira de um coqueiro de que ela gostava muito. Diante desse coqueiro, sempre se ouvia um lamento; era o lamento de sua ave de estimação, que sentia sua falta. Assim, o canto da jandaia se chamava de Ceará, onde ali foi fundada.

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PERSONAGENS

Martim: representa a cultura colonizadora. Herói, participa de várias lutas em defesa do seu povo. Fica dividido entre a sua cultura e a de Iracema.

Iracema: caracterizada no livro com a famosa frase “índia dos lábios de mel”, é admirada pela sua beleza. Carrega consigo a castidade, já que é sua obrigação da cultura diante dos deuses. Heroína rápida, como uma flecha. Após sua união com Martim, torna-se submissa a ele.

Araquém: pai de Iracema. Pajé, recebe Martim em sua cabana e o protege.

Poti: amigo fiel de Martim, está sempre com ele nas lutas.

Caubi: irmão de Iracema.

Moacir: filho de Iracema e Martim.

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AUTOR

José de Alencar é um dos maiores representantes do romantismo no Brasil e um dos principais nomes da literatura nacional. O autor ficou marcado por investir em uma literatura nacional, menos influenciada pelos colonizadores portugueses. Como resultado, as obras de Alencar apresentam a cultura do povo, a história e as regiões brasileiras com uma linguagem inovadora para a época.

Trabalhou como jornalista, como muitos escritores, e teve atuação também na política, mas foi na literatura que recebeu maior reconhecimento. Elogiado pelos pares, ficou amigo de Machado de Assis, que o nomeou patrono da cadeira nº 23 da Academia Brasileira de Letras, fundada depois de sua morte.

Apesar da pouca idade, morreu com 48 anos, sua obra é extensa. “O Guarani”, “Senhora”, “Til”, “Iracema” e “A Viuvinha” são alguns romances importantes do autor. Vale ressaltar que as histórias foram publicadas primeiramente em folhetins.

MOVIMENTO LITERÁRIO

José de Alencar é tradicionalmente classificado como um escritor do romantismo, mais especificamente da primeira fase do movimento literário. Mas suas obras chegam a apresentar características do movimento seguinte, o realismo. As obras de autor pode ser indianistas, históricas ou urbanas.

Estilo

A literatura brasileira foi baseada por um longo período na literatura portuguesa, dos colonizadores. José de Alencar buscou, através de seus escritos, ressaltar uma linguagem mais nacional. Foi muito criticado pela atitude, mas a inovação ajudou a estabelecer um estilo literário com características brasileiras.

BIOGRAFIA

Nascido no município de Messejana, próximo de Fortaleza, José de Alencar foi morar no Rio com apenas 11 anos. Filho de José Martiniano de Alencar e Ana Josefina de Alencar, o jovem foi influenciado pelos ideais políticos do pai, senador, assim como o irmão, diplomata.

Formado em direito, o escritor atuou como advogado, jornalista, dramaturgo e até como político. Criou a revista “Ensaios Literários” no período em que estudava na Faculdade de Direito de São Paulo, de 1846 a 1850. Em periódicos trabalhou no “Correio Mercantil” e no “Diário do Rio de Janeiro”.

A primeira obra, “Cinco Minutos”, foi lançada em 1856. A segunda, “A Viuvinha”, foi publicado no ano seguinte. “O Guarani”, obra mais famosa de José de Alencar, data do mesmo ano. A primeira edição foi em jornais, a versão em livro veio só depois.

A vida política começou em 1860, quando Alencar foi deputado estadual no Ceará. O autor pertencia ao Partido Conservador. Já em 1868, assumiu o posto de Ministro da Justiça. Por não conseguir seguir os passos do pai no senado, passou a investir na literatura, deixando a política de lado.

Nas suas obras, Alencar demonstra uma preocupação com a cultura nacional. Buscando retratar o Brasil através de diferentes temáticas: indianistas, regionalistas, históricas e urbanas. Nas narrativas urbanas, costuma fazer críticas à sociedade da época, em especial à desigualdade social, um exemplo pode ser visto no livro “Senhora”

As obras indianistas apresentam o índio de forma idealizada. Nas histórias de Alencar, o branco é tido como o vilão e o índio como homem bom e puro. “Iracema”, de 1865, e “Ubirajara”, de 1874, continuam a temática indianista iniciada em “O Guarani”.

Fatos marcantes da história também foram temas na escrita do autor, que tratou da colonização e da exploração do ouro, por exemplo. Nas histórias regionalistas, Alencar fala dos costumes do campo e da cultura mais natural, longe dos centros urbanos. O interior de São Paulo, os pampas gaúchos e o sertão do nordeste foram retratados nos romances. Essas obras são inspiradas por uma memória da infância, quando o jovem autor viajou pelo interior do nordeste.

José de Alencar morreu em 1872 de tuberculose. Anos mais tarde, foi homenageado como patrono da cadeira nº 23 na Academia Brasileira de Letras, fundada por Machado de Assis.

Informationen

Beschreibung
Concursos Públicos Literatura (resumos) Notiz am Iracema, erstellt von Isabel Cristina Silva de Carvalho am 31/03/2018.
Erstellt von
Isabel Cristina Silva de Carvalho · Mär 2018
Aktualisiert
1 Apr 2018
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