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REFORMA ORTOGRÁFICA
O novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa passou a vigorar no Brasil a partir de 2009. No entanto, houve um período de transição de 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2012, durante o qual coexistiram a norma ortográfica em vigor e a nova norma estabelecida. Agora oficial, a reforma é meramente ortográfica: diz respeito à língua escrita, não à língua falada.
Dúvidas como o uso do hífen, do trema e do acento serão esclarecidas, pois podem ser tema de questões de linguagens, além da redação do Enem e de outros vestibulares, que cobram as novas regras, promulgadas pelo Decreto nº 6.583/2008.
ACENTUAÇÃO
Monossílabos tônicos: acentuam-se os terminados em a(s), e(s), o(s) e em ditongos éi(s), éu(s) e ói(s). Exemplos: pá, pé, vê, tê-lo, só, méis, céu, sóis.
Usa-se acento gráfico em palavras oxítonas terminadas em a(s), e(s), o(s), em(ens) e nos ditongos abertos éi(s), eu(s), oi(s). Exemplos: está, prevê, café, ele retém, eles retêm, reféns, também, ninguém, chapéu(s), herói(s), anéis.
Paroxítonas terminadas em i(s), u(s), l,r,n,x, um(uns), ã(s), ão(s), on(s), ps recebem acento. Exemplos: júri, tênis, vírus, amável, caráter, tórax, álbum, álbuns, órfã, órgão, próton, bíceps.
Todas as proparoxítonas são acentuadas. Exemplos: Câmara, lâmpada, falássemos, sonâmbulo.
Ditongos ei, oi, eu abertos são acentuados. De acordo com a nova reforma ortográfica, esses ditongos não são acentuados nas palavras paroxítonas. Exemplos: ideia, estreia, paranoia, geleia, assembleia, androide, etc.
Hiatos i(s), u(s) são acentuados. Exceção: quando seguido de nh na sílaba seguinte.Exemplos: saída, caíste, saúde; não há acento em rainha, bainha, moinho. Fim do acento gráfico nas paroxítonas em que as vogais i e u formam hiato com um ditongo. Exemplo: feiura, baiuca.
De acordo com a nova ortografia, não são mais acentuadas as vogais dobradas em voo, enjoo, abençoo, eles creem, eles leem, eles veem.
Acento diferencial: o verbo "pôr" é acentuado para diferenciar-se da preposição "por"; a forma verbal "pôde" (pretérito perfeito) diferencia-se de "pode" (presente do indicativo). Exemplos: Vou pôr o livro na estante Passei por diversos monumentos. Ontem ele não pôde jogar futebol. Hoje há condições de jogar.
Obs.: De acordo com a nova reforma ortográfica, o trema deixou de existir na língua portuguesa. Ele é mantido apenas em palavras estrangeiras, como Müller e mülleriano, por exemplo.
USO DO HÍFEN
Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica. Exemplos: arco-íris, decreto-lei, médico-cirurgião, guarda-noturno, norte-americano, luso-brasileira, sul-africano, segunda-feira, azul-escuro.
Obs.: certos compostos grafam-se aglutinadamente: girassol, pontapé, paraquedas, entre outros. É preciso lembrar também que o hífen é usado para separar palavras no fim da linha (translineação) e unir pronomes átonos e verbos. Exemplos: evitá-la-ei, contei-lhe.
Emprega-se o hífen nos topônimos (nomes próprios que designam lugares) compostos, iniciados pelos adjetivos grã, grão ou por forma verbal ou cujos elementos estejam ligados por artigo. Exemplos: Grã-Bretanha, Passa-Quatro, Entre-os-Rios, Baía de Todos-os-Santos, Trás-os-Montes. Outros topônimos escrevem-se separados, sem hífen: América do Sul, Belo Horizonte.
Emprega-se o hífen nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas, estejam ou não ligadas por preposição ou qualquer outro elemento. Exemplos: couve-flor, feijão-verde, cobra-d’água, bem-te-vi. É importante lembrar que o hífen também é usado nos compostos entre cujos elementos há apóstrofe, como no exemplo acima: cobra-d’água.
Emprega-se o hífen nos compostos com os elementos além, aquém, recém e sem. Exemplos: além-mar, aquém-Pirineus, recém-casado, sem-cerimônia, sem-teto.
O hífen é usado nos compostos com os advérbios bem e mal, quando estes formam com o elemento que se lhe segue uma unidade sintagmática e tal elemento começa por vogal ou h. No entanto, o advérbio bem, ao contrário de mal, pode não se aglutinar com palavras começadas por consoante. Eis alguns exemplos das várias situações: bem-estar, bem-humorado, mal-afortunado, mal-humorado, bem-criado (malcriado), bem-nascido (malnascido), bem-visto (malvisto).
Nas formações com prefixos, emprega-se o hífen quando:
O 1º elemento termina por vogal e o 2º elemento começa por vogal idêntica ou por h: anti-inflamatório, micro-ondas, semi-interno, auto-hipnose.
O prefixo termina em r (hiper-, inter-, super-) e o 2º elemento é iniciado por h ou r: hiper-requintado, inter-regional, super-homem.
O prefixo termina com b (ab-, ob-, sob-, sub-) ou d (ad-) e o segundo elemento é iniciado por b ou r: sub-base, ad-renal. Exceção: adrenalina, adrenalite.
Depois de elementos como pós-, pré-, pró-, soto-, sota-, vice-, ex- (condição anterior): pós-graduação, pré-escolar, pró-ativo, vice-reitor, soto-almirante, ex-presidente.
Não se emprega o hífen:
a) nas formações em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s, devendo essas consoantes duplicar-se, prática já generalizada em palavras deste tipo pertencentes aos domínios científico e técnico. Assim: antirreligioso, contrarregra, extrarregular, minissaia, tal como biorritmo, eletrossiderurgia, microssistema, entre outras.
b) nas formações em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente, prática também adotada para os termos técnicos e científicos. Assim: antiaéreo, coeducação, extraescolar, autoestrada, plurianual, agroindustrial, infraestrutura, aeroespacial, entre outras.
Nova ortografia
Por Eudenise de Albuquerque Limeira
Mestre em Linguística pela PUC-RJ
REFORMA ORTOGRÁFICA
O novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa passou a vigorar no Brasil a partir de 2009. No entanto, houve um período de transição de 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2012, durante o qual coexistiram a norma ortográfica em vigor e a nova norma estabelecida. Agora oficial, a reforma é meramente ortográfica: diz respeito à língua escrita, não à língua falada.
Dúvidas como o uso do hífen, do trema e do acento serão esclarecidas, pois podem ser tema de questões de linguagens, além da redação do Enem e de outros vestibulares, que cobram as novas regras, promulgadas pelo Decreto nº 6.583/2008.
ACENTUAÇÃO
Monossílabos tônicos: acentuam-se os terminados em a(s), e(s), o(s) e em ditongos éi(s), éu(s) e ói(s). Exemplos: pá, pé, vê, tê-lo, só, méis, céu, sóis.
Usa-se acento gráfico em palavras oxítonas terminadas em a(s), e(s), o(s), em(ens) e nos ditongos abertos éi(s), eu(s), oi(s). Exemplos: está, prevê, café, ele retém, eles retêm, reféns, também, ninguém, chapéu(s), herói(s), anéis.
Paroxítonas terminadas em i(s), u(s), l,r,n,x, um(uns), ã(s), ão(s), on(s), ps recebem acento. Exemplos: júri, tênis, vírus, amável, caráter, tórax, álbum, álbuns, órfã, órgão, próton, bíceps.
Todas as proparoxítonas são acentuadas. Exemplos: Câmara, lâmpada, falássemos, sonâmbulo.
Ditongos ei, oi, eu abertos são acentuados. De acordo com a nova reforma ortográfica, esses ditongos não são acentuados nas palavras paroxítonas. Exemplos: ideia, estreia, paranoia, geleia, assembleia, androide, etc.
Hiatos i(s), u(s) são acentuados. Exceção: quando seguido de nh na sílaba seguinte.Exemplos: saída, caíste, saúde; não há acento em rainha, bainha, moinho. Fim do acento gráfico nas paroxítonas em que as vogais i e u formam hiato com um ditongo. Exemplo: feiura, baiuca.
De acordo com a nova ortografia, não são mais acentuadas as vogais dobradas em voo, enjoo, abençoo, eles creem, eles leem, eles veem.
Acento diferencial: o verbo "pôr" é acentuado para diferenciar-se da preposição "por"; a forma verbal "pôde" (pretérito perfeito) diferencia-se de "pode" (presente do indicativo). Exemplos: Vou pôr o livro na estante Passei por diversos monumentos. Ontem ele não pôde jogar futebol. Hoje há condições de jogar.
Obs.: De acordo com a nova reforma ortográfica, o trema deixou de existir na língua portuguesa. Ele é mantido apenas em palavras estrangeiras, como Müller e mülleriano, por exemplo.
USO DO HÍFEN
Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica. Exemplos: arco-íris, decreto-lei, médico-cirurgião, guarda-noturno, norte-americano, luso-brasileira, sul-africano, segunda-feira, azul-escuro.
Obs.: certos compostos grafam-se aglutinadamente: girassol, pontapé, paraquedas, entre outros. É preciso lembrar também que o hífen é usado para separar palavras no fim da linha (translineação) e unir pronomes átonos e verbos. Exemplos: evitá-la-ei, contei-lhe.
Emprega-se o hífen nos topônimos (nomes próprios que designam lugares) compostos, iniciados pelos adjetivos grã, grão ou por forma verbal ou cujos elementos estejam ligados por artigo. Exemplos: Grã-Bretanha, Passa-Quatro, Entre-os-Rios, Baía de Todos-os-Santos, Trás-os-Montes. Outros topônimos escrevem-se separados, sem hífen: América do Sul, Belo Horizonte.
Emprega-se o hífen nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas, estejam ou não ligadas por preposição ou qualquer outro elemento. Exemplos: couve-flor, feijão-verde, cobra-d’água, bem-te-vi. É importante lembrar que o hífen também é usado nos compostos entre cujos elementos há apóstrofe, como no exemplo acima: cobra-d’água.
Emprega-se o hífen nos compostos com os elementos além, aquém, recém e sem. Exemplos: além-mar, aquém-Pirineus, recém-casado, sem-cerimônia, sem-teto.
O hífen é usado nos compostos com os advérbios bem e mal, quando estes formam com o elemento que se lhe segue uma unidade sintagmática e tal elemento começa por vogal ou h. No entanto, o advérbio bem, ao contrário de mal, pode não se aglutinar com palavras começadas por consoante. Eis alguns exemplos das várias situações: bem-estar, bem-humorado, mal-afortunado, mal-humorado, bem-criado (malcriado), bem-nascido (malnascido), bem-visto (malvisto).
Nas formações com prefixos, emprega-se o hífen quando:
O 1º elemento termina por vogal e o 2º elemento começa por vogal idêntica ou por h: anti-inflamatório, micro-ondas, semi-interno, auto-hipnose.
O prefixo termina em r (hiper-, inter-, super-) e o 2º elemento é iniciado por h ou r: hiper-requintado, inter-regional, super-homem.
O prefixo termina com b (ab-, ob-, sob-, sub-) ou d (ad-) e o segundo elemento é iniciado por b ou r: sub-base, ad-renal. Exceção: adrenalina, adrenalite.
Depois de elementos como pós-, pré-, pró-, soto-, sota-, vice-, ex- (condição anterior): pós-graduação, pré-escolar, pró-ativo, vice-reitor, soto-almirante, ex-presidente.
Não se emprega o hífen:
a) nas formações em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s, devendo essas consoantes duplicar-se, prática já generalizada em palavras deste tipo pertencentes aos domínios científico e técnico. Assim: antirreligioso, contrarregra, extrarregular, minissaia, tal como biorritmo, eletrossiderurgia, microssistema, entre outras.
b) nas formações em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente, prática também adotada para os termos técnicos e científicos. Assim: antiaéreo, coeducação, extraescolar, autoestrada, plurianual, agroindustrial, infraestrutura, aeroespacial, entre outras.
http://educacao.globo.com/portugues/assunto/usos-da-lingua/nova-ortografia.html
Data: 26/09
hora: 17:05
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- Beschreibung
- Notiz am Ohne Titel, erstellt von Maria Petroceli am 26/09/2018.
- Erstellt von
- Maria Petroceli · Sep 2018
- Aktualisiert
- 26 Sep 2018
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