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Notizen

Santidade Prática por A. W. Pink

Alexandre Almeida Santidade Teoria e Prática Teologia Livre Portugiesisch 2 Seiten

Inhalt der Notizen (2)

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Santidade Prática

A. W. Pink

18 de Abril de 2003 - Crescimento

Temos de nos sentir muito agradecidos a Deus, depois que o Espírito Santo iluminou o entendimento de um

homem, dispersou a névoa do erro e o firmou na Verdade. Mas isto é apenas o começo. As Escrituras

Sagradas são proveitosas não somente para o “ensino”, mas também "pa-ra a repreensão, para a correção,

para a educação na justiça” (2 Tm 3.16). Observe bem esta ordem: antes de estarmos prontos para ser

instruídos na “justiça” (fazer o que é correto), há muito em nossa vida que Deus reprova e que Ele tem de

corrigir. É necessário que seja assim, pois, antes de nossa conversão, tudo estava errado em nossa vida.

Tudo que fazíamos tinha em vista a satisfação de nosso “eu”, sem nos preocuparmos com a honra e a glória

de Deus. Portanto, a primeira grande necessidade e o principal dever de todo novo convertido não é estudar

as figuras do Antigo Testamento, ou quebrar sua cabeça com profecias, e sim examinar com dedicação as

Escrituras, a fim de descobrir o que é agradável a Deus e o que não é, aquilo que Deus nos proíbe e o que

Ele nos ordena.

Se você foi verdadeiramente convertido, sua primeira preocupação tem de ser determinar os detalhes de

sua vida — no lar, na igreja, no mundo — de modo que agrade a Deus. E, ao realizar isto no presente, a

ordem será esta: “Cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem? (Is 1.16-17); “Aparta-te do mal e pratica o

que é bom” (Sl 34.14; cp. Sl 37.27). Tem de haver uma destruição, antes de ocorrer uma edificação (Ec 3.4).

Tem de haver um esvaziamento do “eu”, antes de acontecer o enchimento do Espírito. Precisa ocorrer um

desaprendizado, antes de acontecer o verdadeiro aprendizado. Tem de haver um aborrecimento do “mal”,

antes de existir o amor pelo “bem” (Am 5.15; cp. Rm 12.9).

Ora, se o novo crente realmente utiliza as Escrituras Sagradas, de uma maneira prática, para regular seus

pensamentos, seus desejos e suas ações, por intermédio das advertências e dos conselhos, das proibições

e dos preceitos das Escrituras, isso determinará a medida em que ele desfrutará da bênção de Deus em sua

vida. Deus, o Governador do mundo, observa nossa conduta e, mais cedo ou mais tarde, manifesta seu

desprazer contra os nossos pecados, bem como sua aprovação sobre um andar de retidão, concedendo a

medida de realização que contribui para o nosso bem e para a glória dEle mesmo. Em guardar os

mandamentos de Deus, “há grande recompensa” (Sl 19.11), nesta vida (1 Tm 4.8). Oh! quantas bênçãos

temporais e espirituais muitos crentes perdem, por causa de um conduta negligente e desobediente! (ver Is

48.18)

O fato trágico é que, ao invés de o novo crente estudar diligentemente a Palavra de Deus, a fim de descobrir

para si mesmo os detalhes da vontade divina, o crente novo faz muitas outras coisas. Muitos se envolvem

em uma “obra pessoal” ou em alguma forma de “serviço cristão”, enquanto têm a vida repleta de coisas que

desagradam a Deus. A presença dessas coisas desagradáveis, em suas vidas, obstrui a bênção de Deus

sobre suas almas, corpos e afazeres temporais. E, para tais pessoas, precisamos dizer: “Os vossos pecados

afastam de vós o bem” (Jr 5.25). A mensagem de Deus para seu povo é: “Desenvolvei a vossa salvação

com temor e tremor” (Fp 2. 12). Oh! quão pouco deste “temor e tremor” pode ser visto em nossos di- as! Ao

invés disso, encontramos auto-estima, autoconfiança, vanglória e confiança na carne.

Há outros que se dedicam ao estudo diligente de doutrinas, porém, freqüentemente, falham em

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compreender que a doutrina das Escrituras não é uma série de proposições intelectuais, e sim a doutrina

“segundo a piedade”. A “doutrina” ou “ensino” da santa Palavra de Deus é concedido não para a instrução

de nosso intelecto, e sim para regular todos os detalhes de nossa vida diária; e isto acontece para que

adornemos, “em todas as coisas, a doutrina de Deus, nosso Salvador” (Tt 2.10). Mas isso pode se realizar

tão-somente por meio de uma constante leitura da Palavra, acompanhada pelo elevado propósito de

descobrirmos aquilo que Deus proíbe e aquilo que Ele ordena; bem como por meio de nossa freqüente

meditação naquilo que lemos e de oração fervorosa suplicando graça sobrenatural que nos capacita a

obedecer. Se no início de sua vida cristã, o novo crente não forma o hábito de trilhar o caminho da

obediência prática em relação a Deus, então, quando ele orar, não terá os ouvidos de Deus a escutá-lo. O

apóstolo João afirmou com clareza uma das principais condições com as quais temos de buscar graça, para

que as nossas petições recebam aceitação: “E aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os

seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável” (1 Jo 3.22). Mas se, ao invés de nos

submetermos às santas exigências de Deus, seguirmos nossas próprias inclinações, então, poderá ser dito

sobre nós: “As vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados

encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Is 59.2). Isto é extremamente solene! Oh! que

diferença faz o desfrutarmos ou não de acesso experimental à presença dEle!

O novo crente, ao seguir o caminho da auto-satisfação, não somente reduz as suas orações a palavras

vazias, mas também traz sobre si mesmo a vara de Deus e todas as conseqüências erradas de sua vida.

Esta é uma das razões por que muitos crentes estão sofrendo tão dolorosamente quanto as infelizes

pessoas mundanas: Deus está insatisfeito com os caminhos deles e não se mostra forte para com eles (2 Cr

16.9). Neste sentido, procuramos mostrar o remédio, que nos convoca à verdadeira humilhação diante do

Senhor, à contrição santa, ao verdadeiro arrependimento, à confissão irrestrita, à firme determinação de

corrigirmos nossos caminhos. Este remédio é: somente quando estivermos andando no caminho da

completa submissão a Deus (e não antes), a fé poderá contar com a misericórdia dEle e com a paciente

expectativa de que Ele realizará maravilhas por nós.

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e /

ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas,

faça contato com a Editora Fiel.

Informationen

Beschreibung
Texto produzido por A. W. Pink, traduzido e disponibilizado por Editora Fiel
Erstellt von
Alexandre Almeida · Jan 2019
Aktualisiert
8 Jan 2019
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