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Fundamentos Históricos e Filosóficos da Educação

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Fundamentos Históricos e Filosóficos da Educação

Unidade I: objetivo -> perceber o quanto o pensamento clássico (grego) e o pensamento religioso moldaram o que se tornará a ética ocidental

O início da Filosofia:A filosofia promove a passagem do "mito" ao "logos"

Pré-Socráticos: archè | Escola Jônica - Tales, Heráclito "um homem não pode se banhar duas vezes no mesmo rio" | Escola Pitagórica - diferencia-se pelo caráter religioso | Escola Eleata | Escola Atomista

Sofistas e Socráticos: nomos

as teses de Sócrates, Platão e Aristóteles formam a base do pensamento filosófico ocidental

Sócrates: ironia e maiêutica; entende que o conhecimento já se encontra no homem, basta alcançá-lo

Platão: mundo inteligível (existência física) x mundo sensível (peso social, moral e ético)

Aristóteles: organização rigorosa da lógica e geocentrismo, para ele, o verdadeiro conhecimento não se prende a um conceito moral ou ético, ele vai além, ele é eterno.

Ptolomeu consolida o conceito de Geocentrismo e cria o modelo de mundo ptolomaico

Já durante a ocupação macedônica: Cínicos - Diógenes procura por um homem honesto | Céticos - prazeres morais devem ser uma busca e um direito do homem

Além da Grécia: Após conquistar os gregos, o Império Macedônico adotou a cultura grega como princípio da cultura a ser levada na expansão territorial. Ásia Menor, Egito e todo o Mediterrâneo Oriental. O Império Romano foi beber dessa fonte - Roma acabou por incorporar os princípios gregos e transformá-los em instrumento de sustentação do seu poder; o que mais tarde fariam com o Cristianismo. Os romanos criaram as instituições jurídicas, a concepção de Estado e o próprio Cristianismo. Podemos considerar que foi nas estruturas de Roma que a cultura grega se alicerçou no ocidente. Também o desenvolvimento científico e econômico dos árabes (séc. VI ao XV)foi marcado pelas bases o pensamento grego. O Renascimento Cultural na Europa permitiu a retomada das raízes filosóficas helenísticas.

O pensamento Filosófico Medieval: O Cristianismo foi criado por Roma e sobreviveu à sua decadência. Vindo de Alexandria, Plotino (204-270) plantou o pensamento que viria a se impor sobre o território europeu ocidental e, mais tarde, sobre boa parte do planeta - o pensamento ganha conotações metafísicas diante das dificuldades que as instituições racionais atravessam - a crise do império romano foi, portanto, um terreno fértil para o pensamento escolástico que se seguiria. Mas não foi o pensamento de Plotino que deu origem imediata ao pensamento cristão que conhecemos; mesmo antes da decadência do Império Romano, os cristãos já não eram mais perseguidos e a religião já havia sido oficializada (Constantino e Teodósio). Com o surgimento de uma estrutura de poder romana associada à Igreja Católica, surge o poder do Papa. A conversão dos bárbaros por membros do clero e a construção de instituições que propagavam o cristianismo foi uma prática constante na decadência romana e ascensão do medievalismo.

Santo Agostinho - culpa e pré-determinismo | Santo Anselmo, São Abelardo | São Tomaz de Aquino: Escolástica, que é um movimento que é abrangente ao ponto de pensar o papel da razão sem abandonar a crença do elemento Criador. Rompeu com a perspectiva de submissão absoluta do homem e incentivou a capacidade de racionalidade do mundo -a razão não é incompatível com a fé! Sob a Escolástica a Igreja Católica viu proliferar o número de universidades com a função de desenvolver a razão sintonizada com os preceitos da fé. Mas a filosofia se deparou com os limites que a teologia lhe impôs.

O Islã e as Cruzadas: Entre 622 e 753 o islamismo, originário da Península Arábica se espalho pelo oriente médio, norte da África e Península Ibérica. Entre os intelectuais do mundo árabe se destacam Avicena (980-1037) - seus conhecimentos sobre medicina influenciaram as universidades francesas; e Averróis (1126-1198) - que se transformou na maior fonte de análise de Aristóteles para o homem europeu. Para os cristãos, o conflito interno entre os árabes, que estava ocorrendo, deu oportunidade para atacar o império islâmico, ao oriente em busca de Jerusalém e ao ocidente com a reconquista da península Ibérica. A maioria dos movimentos cruzadistas tinha como combatentes cavaleiros originários da ordens religiosas e da nobreza européia. Ao mesmo tempo em que os embates militares ocorreram a Europa recebia influência cultural do oriente e este do ocidente. Os comerciantes italianos foram os grandes interessados em desbravar o território muçulmano, o que iria mudar o destino da Europa cristã. Os pensadores europeus se aprofundaram na relação entre o homem, a razão e Deus.

Unidades II e III: objetivo -> relacionar o desenvolvimento da ciência política e do papel do poder na sociedade ocidental

Nascimento do pensamento moderno: Com Roger Bacon (1214-1294) surge a compreensão sobre a existência humana e a experimentação como um campo distinto da teologia. A filosofia marcaria a cisão entre fé e razão. As descobertas de Copérnico deram forma ao mundo, desenharam um universo com uma mecânica compreendida pela razão humana e colocou Deus em uma fronteira além.

Copérnico, Galileu, Kepler - mudaram o destino da humanidade, descobriram o mundo para os seres humanos e geraram as possibilidades de um conhecimento que está no cotidiano atual

Mudança de paradigma: Modelo ptolomaico (geocentrismo e teocentrismo) para Modelo copernicano (heliocentrismo e antropocentrismo)

Joun Huss, Wycliff e Erasmo de Roterdã início dos questionamentos que levariam ao protestantismo | Lutero, Calvino - protestantismo | Contra-Reforma - Ignácio de Loyola - Ordem dos Jesuítas.

Racionalismo: Formação do Estado Nacional. O modelo de governo que emergiu no ocidente cristão entre 1100 a 1800 escreveu a história da humanidade e refez o mapa do Mundo. O estabelecimento do poder monárquico nacional se deu com a unidade entre os condados feudais, mas também com o deslocamento do poder papal para a figura do Rei. Porém, na península Ibérica a reconquista teve a ajuda da Igreja Católica, dando força ao Papa; já no norte da Europa a unidade foi obtida, muitas vezes, em embate com a própria Igreja, como ocorreu na Inglaterra, com o surgimento da Igreja Anglicana.

Nesse ambiente surgem pensadores como Maquiavel - racionalidade em relação ao poder; Max Weber - Ética protestante e o espírito capitalista; Francis Bacon (1561-1626) - a função da ciência é servir ao homem e dominar as leis naturais, livrando-se dos "ídolos". Thomas Hobbes (1588-1679) - o Reis é uma figura necessária diante da impossibilidade de acordo entre os homens; René Descartes (1596-1650) não se deve considerar como verdade científica aquilo que não for comprovado clara e distintamente; Spinoza (1632-1677) Deus e a natureza são o mesmo elemento.

Iluminismo: Holanda e Inglaterra foram os dois primeiros países em que a pressão dos mercadores emergentes contra os privilégios do Estado teve um efeito de crítica e busca do rompimento com o abusolutismo monárquico. O Liberalismo foi a proposta política e econômica que se desdobrou da "teroia das luzes"

John Locke: O poder é uma construção de um contrato social estabelecido pela sociedade. Locke também chamou a atenção para a importância da educação; fala também dos direitos naturais e inalienáveis: direito à vida, aà liberdade e à propriedade (capitalismo); os governos existem para preservar esses direitos.

Adam Smith: cpmsideradp o "pai" da Economia - liberalismo

Enciclopedistas: D'Alambert (1717-1783) crítico do estado autoritário e defensor da representatividade liberal | Diderot (1713-1784) criticava a religiosidade institucionalizada (era um ateu) | Votaire (1694-1778) sua obra tornou-se um clássico na crítica à Igreja e aos privilégios do Clero (mas não era ateu) | Rosseau (1712-1778) estabeleceu os princípios da liberdade individual limitada em sua principal obra: O Contrato Social; o homem feliz é o homem selvagem | Kant (1724-1804) o homem tem de sair de sua "zona de conforto" pois nela temos tendência de nos tornarmos infantis | Hegel (1770-1831) tese-antítese-síntese - a dialética como fundamento da transformação.

Montesquieu: divisão dos poderes |

Hegel -> penso, logo existo --> para Hegel o homem compreende o mundo e age;

Marx -> compreendo a ação, depois interpreto --> para Marx o homem compreende o mundo mas procura interpretá-lo

Marx disse que enquanto Hegel vai do céu para a terra, ele vai da terra para o céu

Hegel entende que o homem que ama mais a liberdade que a vida é senhor ao passo que aquele que ama mais a vida que a liberdade é escravo

Idade Contemporânea: Revolução Francesa (1789)

Comte (1798-1857) - Positivismo - progresso - (três estágios: teológico; metafísico e positivo) - a evolução científica e o predomínio da ordem física

Durkheim (1858-1917) - Estruturalismo - fato social (solidariedade mecânica e orgânica) - ao Sociedade é uma contituição solidária de instituições e agentes do corpo social

Marx (1818-1883) - Materialismo Histórico - capitalismo (proletário deve se libertar; mais valia=valor do trabalho apoderado pelo patrão do empregado) - a luta de classes e o capitalismo como o modo de produção que libertou o homem mas sequestrou os meios de produção

Weber (1864-1920) - Culturalismo Histórico - razão (ato social com relação a valores, afetiva ou tradição) - o homem dá sentido à sua ação atrvés de subjetividades

Os pensadores do séc. XX:

Michel Foucault (1926-1984) - analisa formas de poder - a organização do poder dentro das instituições (ex: poder dentro de um sanatório)

Paulo Freire (1921-1997) - A educação é libertadora e uma ação política

Enzensberger - As grandes questões sociais se foram | Baudrillard - o homem vive hoje menos por ideologia e mais por ser alguém diferente | Pascal Brukner - o homem infantil não quer se responsabilizar pelos seus atos

Unidades IV e V - entender o processo histórico da Educação no Brasil

Brasil Colônia:

Jesuítas (1549-1759): Chegada da ordem jesuítica juntamente com o primeiro governador geral, Tomé de Souza - o objetivo maior era converter os índios ao cristianismo. O jesuíta é um conservador. Em 1759 os jesuítas foram expulsos de todas as colonias portuguesas e de Portugal, por decisão do Marques de Pombal;

Período Pombalino: As reformas pombalinas tiveram como base ideias laicas, sustentadas pelo Iluminismo. A intensão de Pombal era unir Portugal e Brasil - com o desenvolvimento econômico do Brasil se desenvolveria Portugal. Na educação, não mais se educa para a oratória para a teologia (para o cristianismo) mas para a razão, para o trabalho, para o desenvolvimento.

Período Joanino (1808-1822): A política joanina tinha como objetivo a preparação para a defesa militar da colônia e para a formação de especialistas- visão utilitarista e profissional; D João VI instituiu o ensino superior; a educação continuou restrita às elites.

Brasil Imperial: (1822-1889) marcado pela política educacional fundamentada no liberalismo e que se caracteriza pela educação conservadora;

O que vai fazer a educação mudar no Brasil será o fim da escravidão mas o trabalho livre não vai integrar, vai discriminar. O imigrante europeu que começará a chegar traz a herança da educação prática e privada que recebeu na Europa. O Estado mantém uma educação para poucos: modelo ideal distante do homem real. D. Pedro II criou o colégio que leva ainda hoje o seu nome, para ser um modelo de escola a ser seguida, porém ele se restringiu à elite.

Brasil Republicano:

Primeira República: (1889-1929) Reforma Benjamin Constant propôs liberdade, laicidade do ensino e gratuidade da escola primária; alfabetizar e preparar o educando para o novo mercado de trabalho (nas indústrias).

1922 ocorre a Semana de Arte Moderna - Nacionalismo, nesse contesto Getúlio Vargas cria em 1930 uma educação voltada para o Estado

Segunda República: (1930-1936) "Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova"; mas o plano de educação ão se efetiva em decorrência do adventos do Estado Novo - Reforma Capanema - uma escola para a elite (propedêutica - com exames rígidos e seletivos) e outra de natureza profissionalizante.

República Nova: (1946-1963) a educação volta a ser definida como direito de todos ; ensino primário obrigatório e gratuito, liberdade de cátedra -

Paulo Freire: campanha de alfabetização de adultos; em 1963 foi presidente da comissão de cultura popular; com o golpe de 1964 foi preso e exilado.

Período Militar: (1964-1985) cerceamento das ideias e do pensamento; educação voltada aos ideais ditatoriais; Decreto "Leila Diniz" instituiu a censura no Brasil; fortalecimento do ensino privado, substituição do ensino público gratuito por bolsas de estudo.

Brasil atual: (1985-....) CF/88 e LDB/96; a partir de 1990 - política neoliberal: a escola privada torna-se modelo para a escola pública; o Estado não deve manter a oferta da educação, a responsabilidade deve ser de cada indivíduo - educação neoliberal = 1- estimular a concorrência (ranking, enem); 2 - educação é uma mercadoria; 3 - curriculos educacionais conforme demanda de mercado; 4 - centralização das diretrizes, descentralização da gestão.

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Notiz am Fundamentos Históricos e Filosóficos da Educação, erstellt von joseasfarina am 30/05/2015.
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joseasfarina · Mai 2015
Aktualisiert
9 Aug 2016
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