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Treinamento Redação - Semana 2

Nathalia - GoConqr Portugiesisch 4,0Durchschnittliche Bewertung 4,0 von 5 (4 Bewertungen) 1 Seite

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Um por todas, nem todos por uma

Assédio, abuso, tráfico de mulheres para prostituição, LGBT fobia, preconceito racial, estupro, pedofilia, feminicídio. Atualmente, a violência contra a mulher vem cada dia mais sendo exposta nos meios de comunicação. Se por um lado as mulheres estão se unindo mais e exigindo seus direitos, por outro o patriarcado continua mostrando a sua força.

Vivemos um mundo de constantes duplicidades: enquanto uma vertente tenta fortalecer a sororidade e exaltecer o feminismo como forma de enfrentamento dos problemas do gênero, a ala mais conservadora tem como meta desmerecer o esforço feminista, com base em pensamentos retrógrados de uma cultura baseada na opinião do homem. Os dados são alarmantes: a cada 11 minutos, uma mulher sofre algum tipo de violência no Brasil.

Muitas se calam por medo ou falta de opção: envolvidas por seus algozes e com medo de alguma retaliação a sua vida ou a de seus familiares, mantém-se em silêncio na esperança de que as coisas mudem. Maria da Penha, a mesma que deu nome a lei voltada a agressões, passou anos sendo violentada até que tivesse forças para exigir seus direitos. Emilly, participante de um reality show, viu-se acuada em um canto por seu namorado Marcos, gritando e forçando sua opinião contra ela sem chance de retaliação. Su Tosnani, figurinista assistente de TV, foi assediada durante meses em seu local de trabalho por um famoso ator e quando pediu para a empresa tomar providências a seu favor, foi afastada de seu emprego.

Todas essas histórias tem um denominador em comum: a visão de que a mulher não tem opção. Que ela deve se calar frente as investidas masculinas por conta de uma percepção de que "isto é normal", "não fiz por mal" ou "não vai dar em nada". A partir do momento em que as mulheres começaram a se conscientizar de seu valor e força como grupo, muito já vem sendo feito: movimentos feministas, leis, campanhas de conscientização e até mesmo discussões em redes sociais como as sobre o "meu primeiro assédio" e "mexeu com uma, mexeu com todas".

A mudança demandará tempo e esforço não só de mulheres como de homens, através de muita educação, apoio e principalmente atitudes dos órgãos responsáveis. Lutar contra a violência é possível, quando as vozes não se calam.

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Notiz am Treinamento Redação - Semana 2 , erstellt von Nathalia - GoConqr am 12/04/2017.
Erstellt von
Nathalia - GoConqr · Apr 2017
Aktualisiert
12 Apr 2017
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Durchschnittliche Bewertung 4,0 von 5 (4 Bewertungen)

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