Trabalho Algoritmos
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- GUIA DO LIXO ELETRÔNICO;
- - Saiba como descartar;
- - Computadores;
- - Celulares;
- - Monitores;
- - Teclados;
- Entre outros..
- Nome: Vitória Raquel dos Santos de Souza
- Turma: M1
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- O lixo eletrônico (e-lixo) ou tecnológico,como o próprio nome indica, é aquele proveniente de materiais eletrônicos. Ele também é conhecido pela sigla RAEE (Resíduos de aparelhos eletroeletrônicos). Como o avanço da tecnologia no mundo moderno, há um excesso de lixo eletrônico os quais podem causar diversos impactos negativos no meio ambiente. O lixo eletrônico é produzido por materiais de origem inorgânica por exemplo, cobre alumínio, metais pesados (mercúrio, cádmio, berílio e chumbo). Eles podem comprometer o meio ambiente visto que são compostos por elementos ,muito poluentes os quais são absorvidos pelo solo e pelos lençóis freáticos comprometendo o equilíbrio ecológico. Além de poluir o ambiente, o contato com esses produtos pode acarretar em diversas doenças para os animais e os seres humanos. Geralmente, os componentes dos aparelhos elétricos e eletrônicos são feitos de plástico, vidro, metais, entre outros materiais. No processo de reciclagem, os equipamentos descartados pela população são desmontados e as partes transformadas em matéria-prima para a indústria. Uma das vantagens do processo de reutilização é que diminui-se a extração desses elementos da natureza, economizando recursos. O processo de extração de matéria-prima a partir de eletroeletrônicos sem uso é chamado de mineração urbana. Algumas categorias são utilizadas para delimitar os tipos de lixo eletrônico. Essa divisão é feita porque os equipamentos têm configurações de tamanho, manuseio e aplicação diferentes. As categorias são:
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- Grandes equipamentos: geladeiras, freezers, máquinas de lavar, fogões, ar condicionados, microondas, grandes TVs, etc..
- Pequenos equipamentos e eletroportáteis: torradeiras, batedeiras, aspiradores de pó, ventiladores, mixers, secadores de cabelo, ferramentas elétricas, calculadoras, câmeras digitais, rádios, etc..
- Equipamentos de informática e telefonia: computadores, tablets, notebooks, celulares, impressoras, monitores eoutros, etc..
- Pilhas e baterias portáteis: pilhas modelos AA, AAA, recarregáveis, baterias portáteis de 9 V, etc,,
- Atualmente, muitas empresas que fabricam e que são responsáveis por grande parte da poluição proveniente dos produtos eletrônicos estão apostando em ações de sustentabilidade e, portante, oferecem locais apropriados para o descarte desses aparelhos. Nesse ínterim, a própria empresa recicla esses materiais, gerando outros novos. Há ainda casos em que as pessoas levem seus aparelhos usados e trocam por um novo, mediante o pagamento da diferença. Um dado importante é que cerca de 80% de todo o lixo eletrônico produzido pelos países desenvolvidos, é transportado para os países pobres, sobretudo da África, do Oriente médio e da Ásia.
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- No Brasil, o aumento da comercialização de produtos eletrônicos nas últimas décadas tem gerado grande problemas ambientais como a poluição do meio ambiente. Entre os países subdesenvolvidos, o Brasil é o país que mais gera lixo eletrônico no mundo. A Lei Estadual nº 13.576, de 6 de julho de 2009, institui normas e procedimentos para a reciclagem, gerenciamento e destinação final de lixo tecnológico: “Artigo 1º - Os produtos e os componentes eletroeletrônicos considerados lixo tecnológico devem receber destinação final adequada que não provoque danos ou impactos negativos ao meio ambiente e à sociedade. Parágrafo único - A responsabilidade pela destinação final é solidária entre as empresas que produzam, comercializem ou importem produtos e componentes eletroeletrônicos.” Dados da Pnuma (Programa da ONU para o Meio Ambiente) apontam que o Brasil descarta anualmente cerca de 97 mil toneladas métricas de computadores; 2,2 mil toneladas de celulares; e 17,2 mil toneladas de impressoras. Em 2014, a ONU (Organização das Nações Unidas) declarou que o Brasil produziu 1,4 milhão de toneladas de lixo eletrônico. Esses valores são assustadores e, portanto, devemos nos conscientizar de seus danos e começar a ter uma postura ética e responsável com o descarte correto dos produtos eletrônicos, sejam os fabricantes ou os consumidores. Campanhas de conscientização precisam ser promovidas de modo a alertar a população mundial da importância da separação desses e de outros tipos de lixo com o descarte correto. Ainda que nem todas as cidades do Brasil realizem a coleta e reciclagem do lixo eletrônico, atualmente cerca de 720 cidades apresentam esse serviço. No entanto, o país ainda está longe de conseguir coletar esses materiais em larga escala.
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Onde descartar seus aparelhos?
- Você pode estar se perguntando sobre o que fazer com os aparelhos eletroeletrônicos ou pilhas que você mantém em alguma parte da sua casa, escondidos, sem saber muito bem o que fazer com eles. Saiba que existem dois caminhos por meio dos quais a população consegue descartá los com responsabilidade. Um desses é a devolução ao fabricante., muitas marcas mantém pontos de recebimento destes aparelhos, em que seus produtos já sem uso podem ser depositados, com a garantia de que serão encaminhados para um sistema de logística reversa. Isso é, inclusive, previsto na Política Nacional dos Resíduos Sólidos (Lei Nº 12.305), que determina que é de responsabilidade do fabricante destinar corretamente o montante de resíduos criado por seus produtos. Conheça algumas dessas marcas aqui. Outro caminho a seguir é depositar em pontos de descarte instalados por gestoras da logística reversa de eletroeletrônicos, ou popularmente chamado de reciclagem do lixo eletrônico, que farão todo o trabalho de transporte, manejo e reciclagem dos resíduos. A Green Eletron é uma dessas gestoras, já tendo instalado mais de 414 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), espalhados pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal. As organizações se comprometeram, em um prazo de cinco anos, a promover o descarte correto de pelo menos 17% do eletrônico que é jogado fora no Brasil. O acordo também prevê a implantação de 5.000 pontos de coleta de lixo eletrônico nas 400 maiores cidades do país (com população superior a 80 mil habitantes), o que corresponde a cerca de 60% da população. Há ainda a resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) 424/2010 que fornece critérios e padrões para descartar pilhas vendidas no Brasil. Lá diz que cabe à fabricante cuidar da bateria velha quando não for possível removê-la do aparelho, além de ser obrigada a fornecer pontos de coleta.
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A importância de descartar o seu aparelho
- Pode-se dizer que o lixo eletrônico é, entre outras coisas, uma consequência do mundo tecnológico em que vivemos. Com novos aparelhos, funcionalidades e gadgets surgindo a uma velocidade muito maior do que há 20 anos, estamos consumindo muitas novidades. E descartando o que se tornou obsoleto, ou parou de funcionar. Atualmente, o Brasil é o País que mais descarta aparelhos eletroeletrônicos e pilhas na América Latina e o quinto do mundo! No Brasil, estima-se que jogamos fora aproximadamente dois milhões de toneladas de aparelhos eletroeletrônicos (celulares, liquidificadores, computadores, fones de ouvido, adaptadores de tomada, etc) e pilhas. Menos de 3% disso é reciclado, atualmente. E ainda assim, muitos aparelhos podem estar esquecidos dentro das casas, porque as pessoas não sabem onde descartar de forma correta. Uma curiosidade: segundo uma pesquisa realizada pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), em 2018, em quatro estados e no Distrito Federal, 85% dos brasileiros mantinham algum tipo de equipamento elétrico ou eletrônico, que não funciona mais, guardado em casa. Mundialmente, foram cerca de 55 milhões de toneladas produzidas em 2019 – cerca de 7,3 quilos para cada habitante do planeta, de acordo com dados da edição de 2020 do Global E-Waste Monitor – relatório publicado por uma agência da ONU, que investiga como temos administrado anualmente os eletroeletrônicos descartados pela população. Deste montante, aproximadamente apenas 20% é reciclado, de acordo com a Plataforma para Aceleração da Economia Circular (PACE) e a Coalizão das Nações Unidas sobre Lixo Eletrônico. Isso indica não só que estamos desperdiçando os recursos de matéria-prima que a reciclagem de eletrônicos nos proporciona, mas também alerta para a quantidade de lixo que está sendo depositado em aterros sanitários ou na natureza, onde os efeitos podem ser negativos. Quando descartado na natureza, metais pesados como mercúrio, chumbo, cádmio e níquel, que fazem parte da composição de alguns produtos elétricos e eletrônicos, podem entrar em contato com o solo, penetrando-o até poluir lençóis freáticos e, consequentemente, a água que consumimos. Além disso, resíduos eletrônicos depositados em aterros lotam ainda mais esses locais uma vez que metais, plástico e vidro demoram muito para se decompor e diminuem a sua vida útil.
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- O descarte correto de aparelhos eletroeletrônicos e pilhas, que encaminha os resíduos para uma nova vida útil, pode ter enorme impacto sócio-ambiental. A começar pelos benefícios econômicos da reciclagem. Muito comumente, equipamentos eletroeletrônicos têm metais nobres em sua composição. Ou seja, é possível extrair prata, cobre, zinco e até mesmo ouro dos resíduos. Dados da StEP (Solving the E-waste Problem) – uma organização da Universidade das Nações Unidas (UNU), criada para pensar soluções para os problemas acarretados por resíduos eletrônicos – uma tonelada de celulares usados pode conter 3,5 kg de prata, 130 kg de cobre e 340 gramas de ouro. Mais de 60 elementos podem ser usados na produção de aparelhos eletrônicos. Veja na imagem quais estão presentes nos componentes dos celulares. Outras estimativas apontam que já desperdiçamos 7% do ouro disponível no mundo por não aproveitar o potencial da reciclagem. Metais ferrosos e não-ferrosos fazem parte da composição de alguns equipamentos e também deixam de ser aproveitados. Esses metais são usados como matéria-prima na indústria e sua extração da natureza, além de finita, gasta muita energia. Um estudo da Ellen MacArthur Foundation apontou que 75% de toda a energia gasta na indústria é usada na extração e refinamento de matéria-prima. Imagine a economia que seria feita caso esses insumos, ao invés de extraídos, fossem reaproveitados. Além disso, o tratamento aplicado nos insumos recém extraídos é responsável pela emissão de gases CO₂ na atmosfera, responsáveis pela potencialização do efeito estufa. Fazendo a reciclagem destes produtos que são cheios de diferentes materiais, portanto, você contribui com o freamento do aquecimento global. Para se ter uma ideia, apenas em 2019, a Green Eletron conseguiu reciclar 47,5 toneladas de plástico a partir do que foi descartado pela população, fazendo que 69 toneladas de CO2 deixassem de ser emitidos. Também foi possível extrair aproximadamente 100 toneladas de metais ferrosos (ferro fundido, aço e suas ligas) e não-ferrosos (cobre, estanho, zinco, chumbo, e outros), que foi reaproveitado pela indústria siderúrgica. O descarte correto de eletroeletrônicos é vantajoso na esfera social, uma vez que a reciclagem desses materiais exige mão-de-obra especializada, criando postos de trabalho.
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- [1] Toda matéria;
- [2] Márcio Padrão; UOL
- [3] Green Eletron; Pillar page
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- Folienset am Trabalho Algoritmos, erstellt von Vitória Raquel am 16/04/2021.
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- Vitória Raquel
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