Arquitetura está vinculada a redes de significações
apreendidas por determinada cultura
Geertz: os símbolos são abstrações da experiência,
ideias, atitudes, condições sociais, julgamentos ou
crenças. O símbolo tem a capacidade de por meio
de uma estrutura significativa identificar valores,
padrões, mantidos pelo individuo, classe ou
sociedade em determinados tempo e cultura.
Durand: O símbolo corresponde a um vínculo
continuamente construído e modificado ao
longo da vida das pessoas a partir de
instituições de aprendizagem, não possui um
sentido único.
“Trajeto antropológico” É a “assimilações
subjetivas” do homem e os aprendizados
“objetivos” apreendidos pela cultura, pois
segundo ele só existe um buraco, que se
atualiza apenas por meio de determinada
cultura.
Segundo Geertz e Durand o homem é um ser
dependente de padrões culturais e sistemas simbólicos
que possuam dar sentido à sua existência. Os
significados são armazenados, organizados e
transmitidos por meio de símbolos
Cultura
Geertz: a cultura corresponde a “um padrão de
significados” onde os símbolos são fontes da cultura
e são compartilhadas por indivíduos pertencentes a
um mesmo contexto particular.
Os padrões culturais correspondem a “sistemas ou complexos
de símbolo” que modela o comportamento público, são
construídos e aprendidos pela cultura que o homem está
inserido, e não determinados pelo instinto ou hereditariedade.
Salvater: segundo ele os animais fazem o que
estão programados para fazer, pois não sabem
se comportar de outra maneira, no entanto o
homem não é um ser programado é um ser
incompleto e inacabado, que está
continuamente se construindo a partir de suas
experiências e aprendizados.
Por mais que a cultura, os meios as concepções de
mundo balizem seus comportamentos e crenças, não
se pode ter certeza que quanto suas maneiras de agir e
pensar, pois o homem tem a liberdade de escolha e
assim podendo agir de modo diferente daquilo que lhe
foi ensinado.
A arquitetura
Moore E Allen: as dimensões da arquitetura correspondem ao espaço
observável, ou seja, a altura, a largura a profundidade e todas as outras
coisas que o habitante pode ou não perceber. Esses espaços são
planejados para os habitantes e dependem da cultura de cada um para a
formação de seu projeto, ou seja, é a dimensão simbólica da arquitetura.
O homem precisa de sistemas simbólicos para ordenar e dar
sentido ao seu mundo. A arquitetura é um mediador simbólico
possível, que permite que o homem estabelece essas ordenações.
A arquitetura cria ambientes fisicamente presentes que expressa
o conjunto de crenças e valores, para certa cultura
A arquitetura revela significados gerais em relação aos
quais cada pessoa ou grupo de pessoas interpreta sua
experiência cultural nos espaços, o homem coloca
significado aos lugares. Segundo Rapoport a
“arquitetura torna tangível os significados”.
Rapoport: Espaços culturais onde são demarcados e
hierarquizados sem que haja, fisicamente visível,
essas barreiras invisíveis se configuram importante
espaços de transição. Um exemplo é a casa maia,
possui apenas um cômodo, mas é conceitualmente
setorizada em domínios masculinos e feminino,
embora não haja divisões físicas.
Estudar, conhecer, com critério, as formas de vida
dessas culturas e o vínculo simbólico dos habitantes
para quem se está projetando e dos lugares onde se
intervém é de grande importância, pois podem
ajudar o arquiteto perceber as diversas modalidades
de concepções de espaço que podem coexistir
dentro de uma mesma cultura, nos espaços pelas
pessoas para as quais projeta, de acordo com os
diferentes contextos sociais ou particulares.
Os arquitetos projetam para determinado habitante-usuário em certo
contexto físico, inseridos dentro de uma estrutura cultural especifica,
num tempo histórico estabelecido. Portanto é importante que o
arquiteto estude essas estruturas simbólicas relacionadas os valores
do usuario, para que os espaços projetados contribuam para que as
pessoas que o utilizam vivam melhor.