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Durante a época das grandes navegações, Portugal conquistou expansão comercial, principalmente depois de descobrir as terras brasileiras. Ao chegar ao Brasil, os portugueses buscavam apenas as riquezas da nova terra, sem a pretensão de formar uma colônia de povoamento.
No início, a colônia de exploração buscava expandir o mercantilismo da monarquia portuguesa, garantindo uma balança comercial favorável para Portugal, o monopólio e o protecionismo na importação de mercadorias. Os portugueses, na verdade, pouco se interessaram pelo Brasil no início da colônia de exploração. Eles viam o pau-brasil como o único produto de valor comercial das terras brasileiras.
Com o tempo, os franceses começaram a cobiçar a matéria-prima, e a concorrência entre os portugueses e os franceses acabou acelerando o processo de povoamento do Brasil. A partir de 1530, a exploração de pau-brasil deixou de ser lucrativa por causa do esgotamento das florestas. Dessa forma, os portugueses deram início à colonização mercantilista, que tinha o objetivo de desenvolver a economia e o comércio da metrópole.
Podemos dizer que o início da colonização brasileira se deu entre os anos de 1530 e 1580. Foi exatamente em 1530, que a posição de Portugal em relação ao Brasil mudou radicalmente, quando os portugueses perceberam que só manteriam a posse das terras caso criassem núcleos permanentes de povoamento no país.
Com a colonização mercantilista, a coroa de Portugal tinha a intenção de encontrar riquezas minerais no Brasil. A primeira grande atuação portuguesa no país foi com a produção de açúcar, graças às condições climáticas do Brasil. Depois dessa primeira empreitada, o açúcar se tornou uma das especiarias mais valorizadas do mercado europeu.
Sendo assim, podemos concluir que, depois de 1530, Portugal iniciou uma ocupação efetiva das terras brasileiras, com o suporte da expedição colonizadora de Martim Afonso de Souza e com a divisão do Brasil em Capitanias Hereditárias.
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Os portugueses chegaram ao Brasil em 1500, provocando imediatamente o conflito entre duas culturas diferentes: os europeus e os índios brasileiros. Com o passar do tempo, o período colonial também passou a integrar novos personagens marcantes, com culturas próprias, como os jesuítas e os africanos.
As principais características culturais marcantes do período colonial estavam no comportamento e no cristianismo português e na comunidade, na liberdade e no xamanismo indígena. Contudo, outros aspectos também foram importantes para esse período histórico brasileiro.
Confira as principais marcas da cultura colonial, de acordo com cada grupo representativo:
Indígenas – Os índios brasileiros tinham uma forte relação com a natureza. No início da colonização, os indígenas estranhavam e se encantavam com os europeus.
Os índios tinham uma rotina de rituais sagrados, curandeirismo e até canibalismo. As relações incestuosas também eram normais entre os índios. Os nativos também tinham hábitos diferentes de higiene, pois se banhavam nos rios várias vezes, enquanto os portugueses não tinham o costume de tomar banho com frequência.
No processo de descobrimento do Brasil, os portugueses usaram os índios amigos e escravizaram os inimigos. Esse relacionamento também levou à disseminação de várias doenças entre os indígenas, que não possuíam anticorpos contra as doenças dos brancos.
Jesuítas – Os padres europeus vieram para catequizar os índios, apresentando novos valores e o cristianismo. Além disso, eles realizavam um trabalho de evangelização e aculturação dos índios, a fim de provocar um afastamento de sua cultura original. Os jesuítas fizeram os índios vestirem roupas e tomarem menos banhos.
Os membros da Ordem de Jesus tinham a incumbência de ampliar o número de fiéis católicos no Brasil. Com o aumento do número de católicos, os padres buscavam competir com as religiões protestantes, que surgiam, na época, como uma alternativa religiosa.
Africanos – Trazidos para o Brasil na condição de escravos, os africanos passaram por muita discriminação, violência e racismo. Nas primeiras décadas da colonização, a mão de obra escrava africana foi usada por colonos. Os africanos vinham para o Brasil de regiões da África Subsaariana, do Senegal até a Angola. Os escravos apresentam culturas muito diversas.
No período colonial, os africanos trabalhavam nas plantações, viviam nas senzalas e lutavam para manter suas tradições vivas. As práticas religiosas contavam com crenças e rituais realizados de forma escondida para evitar punições dos senhores de escravos.
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A Independência do Brasil foi resultado de um processo histórico que envolveu política, economia e características da sociedade colonial brasileira, e durou de 1789 a 1822. Antes da independência, o sistema colonial já apresentava sinais de decadência, não só no Brasil, mas em toda a América Latina.
Antes do Brasil declarar sua liberdade de Portugal, o país passou por várias rebeliões de emancipação, como a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana. Os movimentos sociais marcaram o início do processo de independência do Brasil, que só se concretizou em 7 de setembro de 1822.
A Revolução Industrial na Inglaterra e o liberalismo econômico foram dois aspectos que influenciaram o fim da colônia portuguesa no Brasil. A abertura comercial do país era necessária, mas isso automaticamente acabaria com o monopólio da metrópole e com o pacto colonial. Essa situação seria favorável aos interesses da elite agrária do Brasil.
A Inglaterra industrializada precisava de mercados consumidores, e o Brasil poderia se tornar um desses mercados. Em 1810, Portugal assinou com a Inglaterra o tratado de Comércio e Navegação e Aliança e Amizade, no qual perdeu o monopólio do comércio no Brasil. Esse foi o primeiro passo rumo à independência.
Depois que D. João VI voltou para Portugal, a maçonaria e a imprensa passaram a defender o fim do pacto colonial. D. Pedro foi responsável por assumir os interesses da aristocracia. Com o apoio de José Bonifácio de Andrada e Silva, Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira, o movimento de independência ganhou força.
Assim, no dia 7 de setembro de 1822, D. Pedro, às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, gritou: "É tempo... Independência ou morte... Estamos separados de Portugal". Depois da independência, D. Pedro assumiu o posto de Imperador Constitucional do Brasil.
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- Apunte sobre Sin título, creado por DamLuca Silva el 16/01/2019.
- Creado por
- DamLuca Silva · ene 2019
- Actualizado
- 16 ene 2019
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