Fichas
Insuficiência respiratória na pediatria
Fichas del conjunto (20)
- 1ConceitosHipoxemia quando SpO2 <94% em ar ambiente. Hipercapnia é quando há aumento do CO2. Os problemas que acometem a oxigenação-ventilação são mais graves na criança por ela ter uma alta taxa metabólica e a demanda de oxigênio por kg é alta.
- 2Identificação de problemas respiratóriosPrimeiro fazer a avaliação segundo a gravidade (desconforto respiratório x insuficiência) e depois a avaliação segundo o tipo (avaliação sindrômica).
- 3Desconforto respiratórioEstado clinico caracterizado por aumento da frequência respiratória esperada para a idade e esforço respiratório. É aparente quando uma criança tenta manter troca gasosa apesar de dificuldade.
- 4Identificação de desconforto respiratório leveTaquipneia leve, leve aumento do esforço respiratório (batimento de aleta nasal, retração), sons anormais das vias aéreas, estridor, gemência, sibilância, moteamento da pele.
- 5Identificação de desconforto respiratório intenso ou possível insuficiência respiratóriaTaquipneia acentuada, esforço respiratório ou inadequado, sons anormais das vias aéreas, hipoxemia apesar do alto fluxo de O2 complementar, pele pálida e fria, cianose, queda no nível de consciência.
- 6Insuficiência respiratóriaDesenvolve-se quando, após período de desconforto respiratório, há incapacidade de manter a suficiência respiratória. Também com base na gasometria arterial: pressão arterial de O2 (PaO2) <60mmHG, pressão arterial de CO2 (PaCO2) >55mmHg e saturação de O2 <90%.
- 7Características da insuficiência respiratóriaFR muito alta/inadequada, ou apneia; esforço respiratório grave/inadequado/ausente, fluxo de ar distal ausente, taquicardia extrema/bradicardia, hipoxemia apesar do alto nível do O2 suplementado, redução do nível da consciência ou agitação, cianose.
- 8Avaliação sindrômicaDefinir se há obstrução da via aérea superior, obstrução da via aérea inferior, distúrbios do controle respiratório ou doença do parênquima pulmonar
- 9Obstrução da via aérea superiorA criança se apresenta agitada. As causas podem ser epiglotite, laringite, corpo estranho, secreção, trauma, anafilaxia ou edema de outra etiologia. Permitir que a criança assuma posição de conforto, fazer aspiração de secreções das vias aéreas. Se anafilaxia, aplicar Epinefrina IM.
- 10Obstrução da via aérea inferiorCausas principais são asma e bronquiolite. Fazer o tratamento especifico e restaurar a oxigenação adequada. Não é necessário fazer a correção imediata da hipercapnia para o nível da linha de base.
- 11Doença do parênquima pulmonarÉ caracterizada por hipoxemia muito grave devido a oxigenação insuficiente pelo edema e restos celulares. A criança manifesta o adoecimento do parênquima pulmonar com gemência, FR aumentada. As causas principais são pneumonia e edema pulmonar cardiogênico. Precisam de tratamento específico.
- 12Distúrbios do controle respiratórioAs doenças respiratórias podem debilitar o impulso respiratório, resultando em hipoventilação e até apneia.
- 13Administração de oxigênio suplementarEstá indicada nos casos de hipoxemia confirmada com SpO2 <94% em a.a. e PO2 <60% ou suspeita de hipoxemia em situação aguda grave. A escolha depende do estado clinico e da concentração desejada de oxigênio a ser suplementada. Os dispositivos disponíveis são divididos em sistema de baixo fluxo (ar ambiente + oxigênio) e alto fluxo (oxigênio).
- 14Sistema de baixo fluxoInclui os dispositivos que misturam ar ambiente com oxigênio, gerando fração inspirada de oxigênio (FiO2) máxima de 60%. Cateter nasal: fluxo máximo em crianças é de 3-4L, indicado para pacientes que precisam de menos
oxigênio. Mascara de O2 simples, pouco usada atualmente. Máscara de O2 de reinalação parcial com reservatório, que fornece de 50-60% de O2 em 10-12L.. - 15Sistema de alto fluxoGera FiO2 não variável, por não ter entrada de ar ambiente. HOOD: capacete de oxigênio bem tolerado pelo lactente, fornece FiO2 de 25-90% e fluxo de 10-15L. Mascara não-reinalante com reservatório: fornece fluxo de O2 de 10-15L/min e FiO2 de 95-100%. Máscara de Venturi: tem codificação por cores de acordo com a fração de O2 desejada.
- 16Ventilação não-invasivaUsada para os pacientes com
respiração espontânea, mas com muito esforço e não consegue manter FC adequada, quando já usa o oxigênio
suplementar de alto fluxo. São BIPAP e nCPAP. - 17Outros: Balão-válvula-máscara com reservatórioIndicada na ausência de ventilação espontânea efetiva ou inconsciência, gerando fluxo de O2 de 10-15L/min. Fornece ~100% de oxigênio quando a mascara tem tamanho adequado à criança (engloba a base do nariz ate ao meio do queixo). A frequência correta é 1 ventilação/3-5 seg. no lactente e 1 vent./5 seg. em crianças maiores.
- 18Ventilação invasiva: Mascara laríngeaUsado em casos de via aérea difícil por médicos que não tenham experiência em intubação traqueia, mas é capacitado quanto à essa técnica. Como o ar pode chegar no estomago, passar também uma sonda gástrica (para evitar distensão gástrica e prejuízo na
dinâmica ventilatória). - 19Ventilação invasiva: Intubação traqueal e ventilação pulmonar mecânicaPara IRpA com deterioração progressiva ou prevista (epiglotite grave, inalação de fumaça e lesão de via aérea superior). Cada idade tem um diâmetro interno do tubo, e cada peso tem um número de lâmina para laringoscópio. Profundidade do Tubo orotraqueal= [idade/2 + 12] ou [diâmetro do tubox3]
- 20Causas de deteriorização agudaSe o paciente piora abruptamente, pensar no mneumônico DOPE e para problemas nos dispositivos usados: (D) deslocamento, (O) obstrução, (P) pneumotórax, (E) problemas no equipamento.
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- Descripción
- Desconforto e insuficiência respiratória na criança.
- Creado por
- Júlia Alvarenga
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