Fichas
Parasitologia I - Conceitos Gerais
Fichas del conjunto (52)
- 1ComensalismoAssociação obrigatória entre dois ou mais indivíduos de espécies diferentes; um deles é beneficiado mas o outro não é prejudicado (ex: amebas intestinais nos vertebrados domésticos)
- 2MutualismoAssociação de cooperação íntima entre dois seres; mantém as características individuais mas não conseguem viver, comer ou reproduzir-se satisfatoriamente sem a presença do outro
(ex: pulgões e formigas) - 3SimbioseMutualismo obrigatório, benéfico para as duas partes; as necessidades cada indivíduo são satisfeitas pelo outro
(ex: bactérias ciliadas do rúmen) - 4ParasitismoAssociação obrigatória ou não, com benefício unilateral para o parasita e prejuízo unilateral para o hospedeiro
- 5ParasitoseQuando o parasitismo dá origem a lesões ou patologias
- 6Grupos de Parasitas mais importantesProtozoários
Artrópodes
Helmintes - 7Modos de parasitismoParasitismo acidental/ocasional
Parasitismo facultativo
Parasitismo obrigatório
Parasitismo errático
Hiperparasitismo
Pseudoparasitismo - 8Parasitismo obrigatório (indispensável para a sobrevivência do parasita)Parasitismo temporário/intermitente
Parasitismo sazonal/estacional
Parasitismo periódico
Parasitismo contínuo/permanente - 9Parasitismo erráticoLocalização anormal (ex: Fasciola hepatica (típica do fígado) no pulmão
- 10HiperparasitismoParasitas de outros parasitas; típico nos insetos e importante no controlo de pragas agrícolas
- 11PseudoparasitismoElementos tomados como parasitas sem na verdade o serem (ex: grãos de pólen nas fezes de aves e mamíferos)
- 12OioxeniaEspecificidade só para um determinado hospedeiro ou espécie
- 13EstenoxeniaEspecificidade estreita para hospedeiros do mesmo género
- 14OligoxeniaEspecificidade estreita para hospedeiros da mesma família
- 15EurixeniaEspecificidade alargada para hospedeiros de diferentes famílias e géneros
- 16Quanto maior a adaptação ao hospedeiro:Menor número de hospedeiros
Menor reação do hospedeiro
Menor consequência patogénica - 17EctoparasitasLocaliza-se no exterior do hospedeiro - pele e aberturas naturais (ex: carraças, piolhos e pulgas)
- 18EndoparasitasLocalizam-se no interior do hospedeiro - aparelhos gastrointestinal, órgãos, tecidos, sangue, etc
- 19Microbiótipo ou HabitatRefere-se à localização específica do parasita (mais específico que endo ou ectoparasita) - ex: Fasciola hepatica parasita apenas o fígado
- 20InfeçãoTermo utilizado para a multiplicação de endoparasitas (protozoários, helmintes e ácaros de sarna)
- 21InfestaçãoTermo utilizado para a multiplicação de ectoparasitas (pulgas, carraças, piolhos)
- 22Vias de entrada de formas parasitáriasOral
Aérea
Genital
Transplacentária
Transmamária
Transcutânea - 23Vias de saída de formas parasitáriasFecal
Aérea
Urinária
Muscular (ex: predação) - 24Ações nocivas diretas dos parasitasAção mecânica - obstrução, compressão, traumatismo (perturbam funções mecânicas sem lesar tecidos)
Ação espoliadora - retiram nutrientes
Ação irritativa/inflamatória
Ação tóxica
Ação infecciosa - 25Ações infecciosasDireta - parasita veicula microorganismo diretamente (ex: carraça inocula vírus, riquetsias, etc)
Indireta - parasita não é causa direta da infecção mas é porta de entrada para infecções posteriores - 26Ações nocivas indiretas do parasitismoPerdas económicas na indústria pecuária
Aumento de gastos em profilaxias/terapêuticas
Diminuição do bem-estar animal - 27Hospedeiro definitivoAquele em que o parasita atinge a sua maturidade sexual
- 28Tipos de hospedeiro definitivoHospedeiro normal - maior prevalência do parasita
Hospedeiro vicariante - alternativa na ausência do hospedeiro normal
Hospedeiro reservatório - hospedeiro normal que alberga parasitas comuns ao Homem e animais domésticos - 29Hospedeiro IntermediárioAlberga as fases larvares (intermediárias); serve de fonte de infeção para o Hospedeiro Definitivo
- 30Tipos de Hospedeiro IntermediárioHospedeiro de Transporte
Hospedeiro Paraténico
Hospedeiro Intermediário Vicariante
Hospedeiro Intermediário Infectante Passivo
Hospedeiro Intermediário Infectante Ativo - 31Hospedeiro ParaténicoAcumula as formas invasivas dos helmintes e transfere-os para o Hospedeiro Definitivo; Aumenta o sucesso da infecção (pode amplificar, acumular ou concentrar o parasita)
- 32Hospedeiro Intermediário VicarianteServe de alternativa na ausência do Hospedeiro Intermediário Normal
- 33Hospedeiro Intermediário Infectante PassivoTransporta a forma infectante do parasita, mas a infecção do Hospedeiro Definitivo é casual (não ativa)
- 34Hospedeiro Intermediário Infectante AtivoTransporta a forma infectante do parasita e transmite-a de forma ativa; os Vetores são Hospedeiros Intermediários Infectantes especiais
- 35VectoresAnimais invertebrados ou veículos inanimados capazes dr transmitir parasitas entre dois hospedeiros
- 36Vectores BiológicosVector multiplicativo - quando o parasita se multiplica dentro do vector
Vector evolutivo - quando o parasita sofre evolução no vector - 37Vectores MecânicosArtrópode (parasita ou não) com capacidade de perfuração e que atua como transporte de um parasite sem que este sofra alteração
- 38FómiteObjectos inanimados que transportam parasitas entre hospedeiros
- 39Ciclos BiológicosConjunto de transformações sofridas pelo parasita até chegar ao estado adulto
- 40Ciclos Biológicos MonoxenosParasita desenvolve-se totalmente num hospedeiro, sem necessitar de hospedeiro intermediário para passar para outro hospedeiro definitivo (transmissão dá-se por disseminação externa - ex: fezes)
- 41Ciclos Biológicos HeteroxenosO parasita necessita de um ou mais hospedeiro intermediário para completar o seu ciclo e para que haja transmissão para o hospedeiro definitivo
- 42Ciclo Auto-heteroxenoTipo de Ciclo Heteroxeno em que o hospedeiro definitivo é também hospedeiro intermediário, albergando fases adultas e larvares (típico em ciclos onde há predação)
- 43Período Pré-Patente (PPP)Período parasitológico desde o momento em que o parasita penetra no hospedeiro até os ovos, oocistos e outros estados do ciclo biológico possam ser demonstrados por métodos laboratoriais
- 44Período Patente (PP)Período parasitológico em que os parasitas são facilmente revelados
- 45Período Sub-patenteEm alguma protozoonoses, pode seguir-se ao período patente, não se observando a presença de protozoários com métodos laboratoriais; em regra, sucede-se a esta etapa um novo período patente
- 46Períodos ClínicosPeríodo de Incubação
Período de Sintomas
Período de Convalescença
Período Latente
Período de Recaída - 47Período de IncubaçãoDesde o momento em que o parasita penetra no hospedeiro até ao aparecimento dos primeiros sintomas
- 48Período de SintomasVai desde o início dos primeiros sintomas até que estes desapareçam
- 49Período de ConvalescençaPico da doença, nas protozoonoses inicia-se logo após o acme sintomatológico, acabando quando o hospedeiro é curado
- 50Período de LatênciaAusência de sintomas sem que o parasita tenha sido totalmente destruído
- 51Período de RecaídaNovo aumento da carga parasitária e reaparecimento dos sintomas após a fase de latência
(muito importante pois os animais já estão debilitados e pode ser fatal) - 52Nomenclatura Zoológica (Nome + Sufixo)Classe: - ea (ex: Strongyloidea)
Ordem: - ida (ex: Strongylida)
Família: - idae (Ex: Strogylidae)
Género: ex: Strongylus
Información
- Descripción
- Parasitologia I - Mestrado Integrado de Medicina Veterinária Conceitos Gerais
- Creado por
- Rita Fernandes
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