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Vanessa Aranda Mendoza Español

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  1. ODONTOHEBIATRIA: UMA NOVA ESPECIALIDADE NA ODONTOLOGIA

  2. A Organização Mundial de Saúde (OMS23), a adolescência pode ser inserida na faixa etária entre os 10 e 20 anos, ou seja, a segunda década de vida

  3. Essa fase tem grande significado na vida de cada indivíduo requerendo, assim, atenção e linguagem especial.

  4. É uma época de conflitos que pode levar a comportamentos variados, quando as maiores preocupações estão relacionadas ao temperamento imprevisível, ao uso de drogas, à depressão, ao sexo, aos namoros, à propensão ao suicídio e aos distúrbios alimentares

  5. Diante disso, existe a necessidade de atuação de diversos profissionais para um completo entendimento da saúde do adolescente, e para lhe dar um suporte, a fim de que possa conviver em interdependência sadia com a sociedade.

  6. A Odontologia, atenta a todas as mudanças ocorridas durante esta fase da vida do jovem, procura dar-lhe atenção especial. O odontohebiatra ocupa-se em cuidar da saúde bucal do adolescente dando ênfase à prevenção e promoção da saúde

  7. REVISÃO DA LITERATURA

  8. Se tratar de um grupo entre 10 e 20 anos de idade, a atenção à saúde do adolescente inclui um amplo espectro da Odontologia (Valente22 1998).

  9. Ao abordar o adolescente, o profissional deve portarse de forma simples e honesta, sem demonstrar autoritarismo ou excesso de profissionalismo. Para estabelecer um relacionamento confortável, tenha-se o cuidado de não subjugar e intimidar o paciente, uma vez que sua auto-estima está fragilizada (Severo et al. 14, 2004).

  10. No atendimento de adolescentes considerados difíceis, podem ser utilizados métodos psicológicos ou farmacológicos. O diálogo, o método do dizer, mostrar, fazer e a hipnose, são considerados métodos psicológicos adequados para o controle do comportamento do adolescente no consultório odontológico (Carvalho et al. 4 , 1991).

  11. Souza16 (1998) classificou didaticamente o período da adolescência em três etapas:

  12. Precoce: dos 10 aos 14 anos, na fase em que todos os esforços estão direcionados à aceitação das modificações físicas, conquistas da independência e separação dos pais, libertando-se das raízes da infância.

  13. Média: dos 15 aos 17 anos, na qual a maioria das características da puberdade já foram manifestadas. A preocupação maior seria com o culto à estética, através da cultura física e do vestuário, que geralmente tende a ocorrer de forma estereotipada;

  14. Média: dos 15 aos 17 anos, na qual a maioria das características da puberdade já foram manifestadas. A preocupação maior seria com o culto à estética, através da cultura física e do vestuário, que geralmente tende a ocorrer de forma estereotipada;

  15. Na adolescência precoce 12 dentes primários dão lugar à erupção dos dentes permanentes e com o aparecimento do 2º molar permanente, aos 12 anos, completase a dentição permanente. Variações de 1 ano ou mais podem não ter nenhuma significância clínica

  16. A adolescência é um período de rápido desenvolvimento em todos os aspectos: físico, emocional, psicológico, social e espiritual. Fora o período pré e neonatal, é, de fato, a fase de mais rápido desenvolvimento humano (Albuquerque e Simões1 , 2003).

  17. O aumento na velocidade de crescimento, a mudança na composição corporal, a atividade física e a menarca (nas meninas), são fatores que caracterizam o início da puberdade e influenciam diretamente nas necessidades nutricionais, durante a adolescência (Bussadori e Masuda2 , 2005)

  18. Apesar das alterações no biofilme dental, provocadas pela ingestão de sacarose, não existem evidências da associação entre o consumo de alimentos açucarados e a doença periodontal. Em geral o desenvolvimento da doença periodontal, no adolescente, é desencadeado pela mudança de comportamento, com negligência da higiene bucal, e alterações hormonais (Bussadori e Masuda2 , 2005)

  19. Sendo assim a doença periodontal em adolescentes pode estar associada a uma higiene bucal pobre, pois a supervisão da higiene bucal em casa e o tratamento profissional tendem a diminuir de freqüência (Majewski10, 2001).

  20. Os aparelhos ortodônticos podem ser um fator agravante nos problemas gengivais, pois facilitam a retenção de restos alimentares e a adesão do biofilme; a vigilância e a correta higiene são imprescindíveis para impedir a patologia gengival nesses casos (Valente22, 1998).

  21. Vernizes fluoretados também são efetivos para esse objetivo. Assim, quando o aparelho for removido, o resultado será satisfatório (Soxman19, 2003).

  22. O uso de drogas entre os adolescentes tem se tornado prática comum. Drogas são substâncias usadas para produzir alterações, mudanças nas sensações, no estado de consciência e no estado emocional

  23. Para que o profissional esteja apto a lidar com pacientes hebiatras drogados é necessário que conheça os tipos de drogas mais comumente encontradas na rotina do consultório ou ambulatório, para também saber detectar, por meio de exame clínico e físico, as possíveis alterações que possam estar ocorrendo na saúde geral e bucal (Bussadori e Masuda2 , 2005).

  24. O uso de álcool, pode resultar em xerostomia transitória, aumento da glândula parótida, perda óssea vertical e horizontal, candidíase, acúmulo de placa (Albuquerque e Simões1 , 2003)

  25. Os usuários de drogas, ao perderem auto-estima, deixam de se preocupar com a higiene bucal, o que acarreta sérios prejuízos, como elevados índices de cárie, placa bacteriana e problemas na gengiva. O tratamento deve também ser preventivo, mas a presença de uma equipe multidisciplinar objetivando a remoção da droga é o mais indicado (Bussadori e Masuda2 , 2005).

  26. Prática comum entre os adolescentes é o uso do piercing na cavidade bucal, e desde 1992 já se tem relato de complicações sistêmicas decorrentes do seu uso. Os locais mais freqüentemente usados são na língua, lábios e bochechas (Campbell et al. 3 , 2002).

  27. Dentre as complicações na cavidade bucal podemos citar dor, edema, sangramento, infecções, lesões de contato (Lopez-Joumetet al.9 , 2005), recessão gengival, fratura dental, formação de cálculo e aumento de salivação (Theodossy20, 2003).

  28. Quando usado na língua pode levar a danos no nervo lingual, comprometimento da fala e deglutição (Theodossy20, 2003) e em alguns casos língua bífida, como relatado por Fleming e Flood5 (2005). O tratamento indicado é a remoção do piercing, limpeza da área, bochecho com clorexidina e se necessário antibioticoterapia (Shacham et al. 16, 2003).

  29. A gravidez na adolescência também é algo que se deve relatar quando o assunto é saúde bucal de adolescentes, pois o número daquelas que passam por esta experiência é alto, e a gravidez durante essa fase pode ocasionar uma série de complicações.

  30. Para a realização do tratamento odontológico é necessário um termo de consentimento assinado pelos pais, e o profissional deve estar atento para a saúde geral da paciente, pois ela tem mais propensão a desenvolver hipertensão arterial e diabetes.

  31. A dentição do paciente bem como sua saúde bucal e geral devem ser constantemente observadas durante a adolescência. Mudanças de comportamento que acompanham essa fase, bem como mudanças relacionadas ao processo fisiológico normal de desenvolvimento podem colocar esses indivíduos em situações de risco à saúde bucal.

  32. A inclusão do adolescente em programas preventivos direcionados a eles, e uma abordagem cuidadosa, criteriosa e sensível por parte do profissional podem contribuir para que cheguem à vida adulta de maneira saudável

  33. CONCLUSIONES

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Diagrama sobre Sin título, creado por Vanessa Aranda Mendoza el 11/11/2020.
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