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Sin título

rafael veiga Portugués

Contenido del diagrama

  1. Questão da abolição:

    Calcula-se que, desde o século XVI, quando Tomé de Sousa iniciou o tráfico, tenham ingressado no Brasil cerca de 5 milhões de escravos. De Angola, Guiné e Moçambique, os escravos, em navios tumbeiros, demoravam de 30 a 60 dias para desembarcar nos portos brasileiros. Com o advento da Revolução Industrial, no final do século XVIII e início do século XIX, os ingleses passaram a encarar o tráfico de escravos e a escravidão como obstáculos para o seu próprio desenvolvimento industrial, na medida em que necessitavam ampliar o mercado consumidor e, portanto, necessitavam ampliar o trabalho assalariado.

    A lei de extinção do tráfico foi sancionada em novembro de 1831, durante a Regência Trina, pelo ministro da Justiça, Diogo Feijó.No entanto, a lei não foi cumprida, pois quem controlava os órgãos responsáveis pela fiscalização eram os proprietários rurais, os maiores interessados na manutenção do tráfico para abastecer a mão-de-obra escrava

  2. O fim do tráfico

    O sucesso da lavoura cafeeira permitiu algum desenvolvimento industrial e, para incentivá-lo, o governo não renovou o tratado de 1827 e promulgou a Tarifa Alves Branco, em 1844, elevando a alíquota alfandegária sobre os produtos importados, o que prejudicou a Inglaterra.Os preços dos escravos se elevaram às alturas, e a opinião pública passou a ser influenciada pelas denúncias dos horrores do tráfico.Em 1850, o governo aprovou a Lei Eusébio de Queirós, determinando o fim do tráfico negreiro. Para fazer cumprir a lei, Eusébio de Queirós, então ministro da Justiça, mudou os órgãos de fiscalização e colocou a auditoria da Marinha como tribunal de julgamento de primeira instância.

  3. Conseqüências da abolição do tráfico

    Entre as várias consequências, podemos destacar as seguintes:–Imigração, principalmente de italianos e alemães, que, aos poucos, foram sendo introduzidos na lavoura cafeeira.–Surto industrial: aumento das atividades comerciais e industriais, em que o grande destaque foi o empreendedorismo de Irineu Evangelista de Sousa, o barão de Mauá.–Tráfico interno de escravos de áreas decadentes, como o Nordeste e centros mineradores, para áreas em desenvolvimento –cafeicultura –, como o Vale do Paraíba.

  4. A campanha abolicionista

    A campanha anti-escravidão ganhou força interna após a Guerra do Paraguai, enquanto, externamente, a pressão aumentou, especialmente após o final da Guerra de Secessão, nos EUA, em que a escravidão foi abolida (1865).Os africanos que haviam entrado no país após 1850 foram confiscados pelo governo, que os manteve sob sua custódia como “escravos da nação”. Formalmente livres, trabalhavam em obras públicas, eram alugados a particulares e, durante a guerra, foram enviados para as frentes de combate.Nas frentes de batalha, negros e brancos lutaram com a mesma destreza e coragem contra o inimigo. Ao final da guerra, muitos não viam com bons olhos a escravidão e engrossaram a campanha abolicionista, liderada por jornalistas e intelectuais.

  5. As leis abolicionistas

    Em 1871, o gabinete do visconde do Rio Branco aprovou a Lei do Ventre Livre, declarando livre todo filho de escravo nascido a partir daquela data.A campanha abolicionista se revigorou e, em 1885, para acalmar os ânimos libertários, o governo assinou a Lei dos Sexagenários ou Saraiva Cotegipe, que dava liberdade a todos os escravos acima de 65 anos.

  6. A Lei Áurea

    Finalmente, a 13 de maio de 1888, o ministério presidido por João Alfredo apresentou a Lei Áurea à princesa Isabel, regente do trono, que a assinou e pôs fim ao trabalho escravo, no Brasil. Mesmo assim, o Brasil ainda é denunciado por praticar a escravidão.Passado mais de um século, a efetiva liberdade dos negros ainda não se concretizou. Estatisticamente, são eles que ainda realizam os serviços mais humildes, têm maior dificuldade no acesso à saúde, à educação e à habitação e recebem salários inferiores aos dos brancos.

  7. A imigração

    Os primeiros imigrantes a chegarem ao Brasil foram por obra de D. João, ao estimular a vinda de suíços, que se instalaram em Nova Friburgo, RJ.Durante o I Reinado, José Bonifácio, ministro de D. Pedro I, promoveu a vinda de suíços e alemães que se estabeleceram no sul do país, onde fundaram a colônia de São

    Leopoldo, dedicando-se à atividade rural em pequenas propriedades familiares e a outras atividades, como moinhos de trigo, fábricas de sabão, ferrarias, curtumes etc.

  8. A questão chinesa

    Discutiu-se a hipótese de se trazerem imigrantes chineses, que já eram utilizados nas colônias inglesas e francesas e tinham demonstrado que eram bons trabalhadores.Mas, por essa época, o mito da superioridade racial do homem branco estava em pleno desenvolvimento, em decorrência do imperialismo europeu na Ásia.Luís Lacerda Werneck, proprietário fluminense, argumentava que a vinda dos chineses acabaria por perder de todo a raça brasileira, já misturada com as deformidades do indígena e do africano.

  9. A imigração europeia

    A polêmica chegou ao fim graças à conjuntura internacional que favoreceu a emigração europeia.As guerras de unificação política da Itália e da Alemanha e a expansão da Revolução Industrial, que acarretou o desenvolvimento de novas tecnologias, liberaram um grande contingente de mão-de-obra, aumentando o desemprego e causando a falência de pequenos proprietários.

  10. O pioneirismo de Vergueiro

    O senador Vergueiro, proprietário rural na região de Limeira (SP), trouxe os primeiros imigrantes europeus para sua fazenda Ibicaba. O senador financiou a viagem dos colonos e emprestou-lhes dinheiro para a manutenção no primeiro ano. Essa dívida seria paga pelos colonos com o início da produção.Isso não deu certo, pois, no momento em que os colonos deveriam pagar suas dívidas, eles perceberam que o dinheiro mal dava para a subsistência.

  11. O papel do governo

    A imigração contribuiu para a consolidação do trabalho livre e para o fortalecimento do mercado interno brasileiro com a introdução do trabalho assalariado; além disso, forneceu condições para a expansão industrial e contribuiu para o enriquecimento cultural do país, trazendo novos costumes e novos comportamentos que ampliaram a culinária e o vocabulário.

  12. O monopólio da terra

    Para resguardar os privilégios da elite imperial, o governo decretou, em 1850, a Lei de Terras. Essa lei proibiu a obtenção de terras públicas, exceto se fossem compradas.As conseqüências imediatas foram: legitimação de uma concentração cada vez maior de terras nas mãos de poucos, liquidação de pequenos proprietários e valorização artificial da terra (especulação fundiária).

  13. Considerações Finais

    Como única nação independente da América a manter a escravidão e o único país do Novo Continente a adotar a monarquia, o Império brasileiro sofria críticas de todos os lados.Os imigrantes eram instalados na Hospedaria de Imigrantes, no bairro do Brás, com capacidade para abrigar cerca de 4 mil pessoas. Eles permaneciam cerca de oito dias na hospedaria antes de seguir viagem para as fazendas em que trabalhariam.

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Diagrama sobre Sin título, creado por rafael veiga el 23/11/2020.
Creado por
rafael veiga · nov 2020
Actualizado
23 nov 2020
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