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Mapa mental

ASSÉDIO MORAL E ASSÉDIO SEXUAL: faces do poder perverso nas organizações

Thaísa Ferreira Portugués

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ASSÉDIO MORAL E ASSÉDIO SEXUAL: faces do poder perverso nas organizações

  1. Assédio moral: Está ligado a um esforço repetitivo de desqualificação de uma pessoa por outra, podendo conduzir ou não ao assédio sexual.

    • O agressor pode engrandecer-se rebaixando o outro, sem culpa e sem sofrimento; trata-se da perversão moral.
      • Geralmente, o assédio moral começa pelo abuso de um poder (qualquer que seja a sua base de sustenta ção), segue por um abuso narcísico no qual o outro perde a auto-estima e pode chegar, às vezes, ao abuso sexual.
      • A violência privada: Às vezes, os próprios filhos não são poupados e tornam- se também vítimas de maus tratos psicológicos, que podem assumir vários aspectos: violência verbal, comportamento sádico e desqualificativo, rejeição afetiva, exigências excessivas e desproporcionais em relação à idade, ordens e cobranças educativas contraditórias ou impossíveis.
        • No mundo do trabalho, nas universidades e nas instituições em geral, as práticas de assédio são muito mais estereotipadas que na esfera privada e são também onde elas têm sido mais denunciadas por suas vítimas.
          • O assédio moral nas organiza ções, geralmente, nasce de forma insignificante e propaga-se pelo fato de as pessoas envolvidas (vítimas) não quererem formalizar a denúncia e encararemna de maneira superficial, deixando passar as insinua- ções e as chacotas; em seguida, os ataques multiplicam- se, e a vítima é regularmente acuada, colocada em estado de inferioridade, submetida a manobras hostis e degradantes por longo período.
          • Essas agressões, não infligidas diretamente, provocam uma queda de autoestima, e, cada vez mais, a pessoa sente-se humilhada, usada, suja.
          • Exemplos de chefes medíocres, sádicos, histéricos, que gritam, jogam coisas, invertem os papéis acusando o outro por perda de documentos, esquecimento de agenda, criam armadilhas para ver o outro fracassar e depois poderem dizer: “eu não disse que você não daria conta do recado?”, “viu como eu tinha razão em pensar que você é um incompetente?”, “não sei como posso suportar trabalhar com alguém como você”
  2. Assédio sexual: Conforme aumenta a participação da mulher no mercado de trabalho, cresce também a sua exposição ao risco.

    • Se uma proposta não aceita uma negativa, ela é qualquer outra coisa, exceto um convite. É como se estiv éssemos diante de uma situação que só apresenta duas alternativas: a cruz ou a espada.
      • As organizações podem desenvolver políticas capazes de inibir esse tipo de prática, não apenas por uma questão de respeito humano (o que em si já é um bom motivo), mas porque esse tipo de comportamento produz resultados nocivos palpá- veis para si próprias.
        • As organizações são intrinsecamente espaços de comportamento controlado e é do seu absoluto interesse coibir atitudes que possam prejudicar o seu melhor rendimento e a sua imagem. Logo, a questão do assédio sexual é, sem sombra de dúvida, um problema organizacional.
        • A mulher brasileira, em geral, sabe fazer a diferença entre o que é uma cantada e uma proposta imoral, além de saber usar o humor para sair da cantada indesejada; aliás, essa capacidade humorística é uma das características admiráveis dos brasileiros, segundo o olhar de estrangeiros.
          • A mulher não precisa mais que algum dos homens da família venha em seu socorro para defenderlhe a honra ofendida por uma proposta indecente, ela mesma costuma dar a resposta afiada, ferina, dissimulada ou graciosa. Também aí os homens hoje reconhecem e apreciam a valentia ou a espirituosidade nacional.
          • O brasileiro adora falar sobre sexo, mas não do sexo conflitual e daí à tendência de banalizar a questão, é só um passo. Mais uma vez, o nosso lado cultural escapista surge em socorro de um perverso
          • Como o assédio ainda não aparece na CLT nem no Código Penal, as raras ocorrências são registradas nas delegacias como “perturbação da tranqüilidade” ou “constrangimento ilegal”.
            • Existem meios dentro das organizações para disseminar políticas contra esse tipo de prática, “apenas” é necessário que pessoas e organiza ções se conscientizem que o assédio sexual não é definitivamente uma brincadeira de mau gosto, nem uma birra pessoal, nem uma tara incontrolável, nem um ato inconseqüente, muito menos uma cantada infeliz.
            • Não negamos, absolutamente, o papel dos tribunais, mas pensamos que as organizações de hoje estão mais preparadas para lidar com essa questão que suas antecessoras dos anos 60, 70 e 80.
            • Existe uma evidente preocupação com a qualidade do ambiente, dos relacionamentos, até porque as empresas têm hoje uma necessidade vital de ganhos de produtividade e de eleva- ção do nível de comprometimento de seus “colaboradores ”.
      • A cantada é do signo da sedução e o assédio da ordem autorit ária, perversa; a primeira promete um acréscimo, a vivência de uma experiência luminosa; o segundo promete um castigo se não for atendido em suas investidas.

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Mapa Mental sobre ASSÉDIO MORAL E ASSÉDIO SEXUAL: faces do poder perverso nas organizações, creado por Thaísa Ferreira el 15/10/2017.
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