Mapa mental
HEMOFILIAS A e B
Contenido del mapa
HEMOFILIAS A e B
DEFINIÇÃO
- Deficiências ou defeitos nos fatores de coagulação VIII (Fator Anti-hemofílico; Hemofilia A) ou fator de coagulação IX (Fator Christmas; Hemofilia B)
- formação inadequada de trombina em locais de lesão vascular
- distúrbio recessivo ligado ao sexo (cromossomo X)
- Deficiências ou defeitos nos fatores de coagulação VIII (Fator Anti-hemofílico; Hemofilia A) ou fator de coagulação IX (Fator Christmas; Hemofilia B)
EPIDEMIO
- 1/5000 RN homens
- 1/30.000 RN mulheres
- maior prevalência de Hemofilia A
FISIOPATO
- genes para os fatores VIII e IX localizam-se no braço longo do cromossomo X
- ocorrem mutações pontuais missense, nonsense, deleções e inversões
- proteínas codificadas são defeituosas e não expressam atividade
- são detectadas em níveis normais por imunoensaios, mas não por ensaios funcionais
- proteínas codificadas são defeituosas e não expressam atividade
- ocorrem mutações pontuais missense, nonsense, deleções e inversões
- genes para os fatores VIII e IX localizam-se no braço longo do cromossomo X
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
- hemofilias A e B são clinicamente indistinguíveis
- gravidade inversamente proporcional aos níveis séricos de fator VIII/IX
- classificação
- hemofilia grave
- <1% de atividade normal dos fatores
- 60% de A
- 20-45% de B
- eventos hemorrágicos espontâneos frequentes nas articulações e tecidos moles
- hemartrose
- hemorragia profusa quando houver traumas ou cirurgias
- <1% de atividade normal dos fatores
- hemofilia leve
- >5% de atividade normal
- sangramento espontâneo incomum, mas excessivo em trauma/cirurgia
- >5% de atividade normal
- hemofilia moderada
- >1% e <5% de atividade
- hemofilia grave
- primeira suspeição e maior parte dos diagnósticos na infância, na ausência de histórico familiar
- RN
- hemorragia intracraniana é principal causa de morbidade e mortalidade
- hemofilia grave
- primeira hemartrose no início da deambulação (9-18 meses)
- hemofilia moderada
- primeira hemartrose entre 2-5 anos
- RN
- hemartrose
- joelhos > cotovelos > tornozelos > ombros > quadris >>> punhos
- hemorragia a partir do plexo venoso subsinovial, subjacente à cápsula articular
- simula processo infeccioso
- sinais flogísticos presentes
- inicialmente formigamento ou queimação, depois dor e edema
- sinais flogísticos presentes
- se recorrente ou não tratada
- hipertrofia sinovial crônica com dano à cartilagem subjacente, formação de cistos ósseos subcondrais, erosão óssea e contraturas de flexão
- subluxação, mau alinhamento, perda da mobilidade e deformidades de MMII
- hematomas intramusculares
- por traumatismo ou iatrogenia
- podem causar síndrome compartimental
- por traumatismo ou iatrogenia
- hematomas retroperitoneais
- paciente apresenta-se arqueado, incapaz de ortostatismo pela dor
- pode simular apendicite ou hemorr. de quadril
- paciente apresenta-se arqueado, incapaz de ortostatismo pela dor
- sangramento de mucosas
- muito comuns
- degradação de fibrina facilitada por secreções
- muito comuns
- hemorragia gastrointestinal
- geralmente proximais ao  de Treitz
- exacerbadas por varizes esofágicas, hipert. portal e AINES
- geralmente proximais ao  de Treitz
- hemorr. espontâneas no TGU
- excluir cálculos e infecção antes
- pode haver coágulos ureterais culminando em cólica renal
- excluir cálculos e infecção antes
- Sangramentos intracranianos
- induzidos por trauma
- defeitos neuromusculares, convulsões e déficit intelectual
- induzidos por trauma
- hemofilias A e B são clinicamente indistinguíveis
TRATAMENTO
- objetiva elevar os níveis de fator para hemostasia adequada
- dose e duração da reposição dependem do local e da gravidade do sangramento
- Alvo em TC: atividade >80-100%
- Hemof. A: 50U/Kg EV a cada 8 ou 12h
- Hemof. B: 100-150U/Kg EV a cada 24H
- alvo em hemartrose: atividade >40-50%
- sangramentos pequenos (oral, epistaxe etc.)
- tentar primeiro: pressão, gelo, elevação
- antifibrinolíticos podem ser úteis
- ác. tranexâmico
- antifibrinolíticos podem ser úteis
- tentar primeiro: pressão, gelo, elevação
- Alvo em TC: atividade >80-100%
- dose e duração da reposição dependem do local e da gravidade do sangramento
- objetiva elevar os níveis de fator para hemostasia adequada
DIAGNÓSTICO
- histórico familiar e pessoal de sangramento
- prolongamento do TTPa, mas com TAP normal
- TTPa não é sensível a hemofilias leves (30%+)
- CONFIRMA-SE pela dosagem da atividade dos fatores VIII e IX muito reduzida
- falha no TTPa não corrigida com mistura 1:1 de plasma normal sugere presença de inibidor
- geralmente um único fator é inibido
- falha no TTPa não corrigida com mistura 1:1 de plasma normal sugere presença de inibidor
- diferenciar de Von Willebrand
PROFILAXIAS
- contínua
- hemof. A
- Fator VIII 15-20U/Kg Ev 3x/semana
- hemof. B
- Fator Ix 30-40U/Kg EV 2x/semana
- hemof. A
- intermitente
- cirurgias de pequeno porte
- atividade de 50 a 80%
- cirurgias de médio e grande porte
- atividade de 100%
- doses
- hemofilia A (Fator VIII)
- Peso (Kg) x (% a ser elevado - % residual endógeno) / 2
- hemofilia B (Fator IX)
- Peso (Kg) x (% a ser elevado - % residual endógeno)
- hemofilia A (Fator VIII)
- cirurgias de pequeno porte
- evitar situações de risco
- esportes competitivos
- acidentes domésticos
- uso de anticoagulantes, AAS, AINE
- planejamento familiar
- 50% de chances de filhxs herdarem
- portadores (maioria mulheres)
- hemofílicos (maioria homens)
- maiores chances se pai hemofílico e mãe portadora
- 50% de chances de filhxs herdarem
- contínua
Información
- Descripción
- Fonte: Cecil 24ed, cap 177 (parte de hemofilias A, B e Doença de von Willebrand)
- Creado por
- Danilo Lopes
- Visitas
- 36
- Valoración