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Conceito de Arte e de Belo

Maria Eduarda Oliveira Mayora Artes Portugués

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Conceito de Arte e de Belo

  1. Por que estudar Arte?

    • Ela promove o desenvolvimento de competências, habilidades e conhecimentos, além de ter valor intrínseco (essencial, específico, próprio) como construção humana e patrimônio comum a ser apropriado por todos.
  2. O belo é um conceito relacionado à determinadas características visíveis nos objetos (ou seres). Eu posso gostar do que é feio, do que é amargo ou assustador, portanto não é o gosto que define o que é belo.

  3. O belo é, para muitos, o conceito que define a arte. Entretanto, foi apenas após o século XVIII que o conceito de belo foi usado para qualificar objetos que fossem produzidos pelo ser humano. O século XVIII vai inventar o termo belas artes, com o qual, desde então, nós associamos arte e beleza, entretanto, tratou de separar novamente as esferas da arte e do belo. Muito da arte de nossos contemporâneos tem a intenção explícita de não ser bela, em sentido clássico. Quando pintou a célebre Demoiselles d'Avignon, Picasso poderia ter tido várias intenções (ou nenhuma) exceto a de querer fazer uma pintura bela. A luta que as vanguardas trava

  4. Ordem

    • O primeiro dos conceitos que, segundo Aristóteles, pode qualificar uma obra como bela é o conceito de ordem. A ordem é a disposição metódica dos elementos visuais segundo certas relações preestabelecidas. Pressupõe-se, aqui, duas situações distintas. Primeiro, um elenco de elementos visuais que possam ser arranjados, isto é, cores, formas, pinceladas etc. Em segundo lugar, um conjunto de normas sob a determinação das quais aqueles elementos são arranjados. Na história da imagem, a geometria era a principal norma sob a qual se organizavam os elementos visuais com o intuito de obter ordem. A geometria funcionaria como uma espécie de pano de fundo, de estrutura, sobre a qual os elementos visuais eram dispostos.
  5. Proporção

    • Podemos dizer que a proporção é estabelecida a partir da comparação entre duas medidas. Tomadas duas medidas quaisquer, a altura e a largura de uma pessoa, por exemplo, ou a altura da cabeça de uma pessoa e a altura de todo o seu corpo, ou a largura do olho e a largura da cabeça etc. Estabelece-se um denominador com o qual se equiparam as duas medidas entre si. As proporções mais simples são as razões numéricas da ordem de 1:1, isto é, a primeira medida considerada é igual à segunda medida; 1:2, onde a primeira medida é a metade da segunda e assim por diante. Algumas proporções são mais sofisticadas e tradicionais. Uma desta medidas, utilizada pelos gregos, perdurou por toda a Idade Média, Renascimento e até os dias de hoje é conhecida como seção áurea, ou seção de ouro.
  6. Simetria

    • É denominada assim a semelhança entre objetos (ou partes de um objeto) que estejam posicionados em lados opostos de uma linha média. Por exemplo, um rosto é simétrico. Se traçarmos uma linha imaginária desde a testa, passando pelo nariz, e terminando no queixo, veremos que os olhos se posicionam simetricamente de um lado e do outro daquela linha. Assim também ocorre com as duas orelhas, com as duas narinas, com as duas metades da boca etc. Todo o corpo humano é simétrico deste modo. O uso da simetria é um dos recursos utilizados para se produzir um objeto belo.
  7. Graça

    • É um conceito proposto pelo século XVIII e pode ser definido como a beleza em movimento. O objeto gracioso não pode supor qualquer aparência de dificuldade ou de esforço. É um movimento que exprime uma fluidez e harmonia de gestos. A linha curva é a linha que melhor descreve a trajetória de um movimento gracioso.

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