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ciencias/artrópodes

clara ribeiro Portugués

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ciencias/artrópodes

  1. A palavra “artrópode” (do grego arthros 5 “articulação” e podos 5 “pés”) significa “pernas arti- culadas” e refere-se a uma característica típica do grupo que o diferencia dos demais invertebrados. Esse filo reúne milhões de espécies descritas que desenvolveram diferentes adaptações para viver em diversos ambientes. Os cientistas estimam que existam mais de 10 milhões de espécies de artrópodes, mas a maioria ainda não é conhecida.

  2. Estrutura corporal

    • O corpo dos artrópodes é segmentado e apresenta simetria bilateral. Porém, nem todos esses segmentos são iguais. Alguns deles se unem, formando regiões maiores com funções especializadas, como a cabe- ça, o tórax e o abdome. Em alguns casos, o tórax e a cabeça se fundem, constituindo a região chamada cefalotórax . Os artrópodes têm diversos apêndices articulados: as pernas, as antenas e os com- ponentes do aparelho bucal.
      • Além dos apêndices articulados, apre- sentam exoesqueleto de quitina, que reves- te o corpo do animal, sustentando-o e protegendo-o de perigos externos. O exoesqueleto também evita que o animal perca água por desidratação, portanto constitui uma importante adaptação ao ambiente terrestre. Embora seja muito rígido e resistente, o exoesqueleto não impede a mobilidade, pois é formado por placas, o que permite articulação e movimento. Entretanto, ele limita o crescimento do animal: para que um artrópode possa crescer, durante seu desenvolvimento, o exoesqueleto é abandonado e outro maior é formado em seu lugar. Essa troca, chamada de muda ou ecdise (Figura 3), ocorre várias vezes ao longo do desenvolvimento dos artrópodes até que eles se tornem adultos. Quando o animal perde o exoesqueleto e até que se forme outro, ele fica muito vulnerável aos perigos do ambiente, pois não tem o exoesqueleto para protegê-lo. Assim, os artrópodes não apresentam crescimento contínuo; ele ocorre apenas em al
  3. Insetos

    • A maioria das espécies de insetos vive no ambiente terrestre, ainda que existam espécies aquá- ticas. São exemplos de insetos as formigas ,os cupins, as borboletas, os mosquitos e as baratas. São consideradas espécies aquáticas os insetos que passam pelo menos um estágio de sua vida no ambiente aquático, como as libélulas , os mosquitos e a barata-d’água. O corpo dos insetos divide-se em cabeça, tórax e abdome. As asas, quando presentes, localizam-se no tórax, onde também se encontram três pares de pernas. Na cabeça, há um par de olhos, um par de antenas e o aparelho bucal, que é diferente de uma espécie para outra.Muitas espécies de insetos apresentam asas de diferentes tipos que auxiliam na procura de recursos para sua sobrevivência e na fuga de predadores . Essa característica torna os insetos os únicos invertebrados capazes de voar.
      • As antenas dos insetos desempenham papel importante na percepção do ambiente, pois cap- tam odores e são sensíveis ao toque. Assim como ocorre com as asas, entre os insetos há também grande diversidade de antenas, que variam de acordo com as adaptações das espécies ao ambiente
  4. Aracnídeos

    • O grupo dos aracnídeos reúne aranhas, escorpiões, ácaros e carrapatos, que são animais ter- restres e predadores. Há também espécies que parasitam outros animais, incluindo os humanos, e podem causar doenças.O corpo do aracnídeo divide -se em cefalotórax e abdome. No cefalotórax há quatro pares de pernas, mas não há antenas. Esses animais possuem um par de pedipalpos e um par de quelíceras. Os pedipalpos são estruturas que podem apresentar diversas funções, como a percepção sensorial do ambiente ou a ação mecânica para imobilização das presas. As quelíceras permitem a manipulação da presa capturada, mas também podem exercer o papel de inoculação da peçonha, nas aranhas. Nos escorpiões há uma parte mais estreita, o pós-abdome, na qual se encontra o ferrão, que abriga a peçonha
      • As aranhas apresentam na região posterior do abdome as fiandeiras, estruturas associadas à produção dos fios de seda com os quais esses animais tecem suas teias e seus ninhos. As teias desempenham papel importante nas estratégias de captura de alimentos. Tanto os escorpiões como algumas aranhas podem ser perigosos para os seres humanos.Nos ácaros não se percebe a divisão do corpo, que forma uma estrutura única. No ambiente doméstico, eles estão presentes em almofadas, cobertores, colchões e tapetes, entre outros locais, e são os principais responsáveis por algumas doenças alérgicas, como asma, rinite e dermatite (inflamação da pele). Além disso, muitos deles são ectoparasitas, assim como os carrapatos
  5. Crustáceos

    • Os crustáceos são tipicamente de ambiente aquático, mas algumas espécies vivem em terra úmida, como o tatuzinho-de-quintal encontrado em jardins . Dos aquáticos, a maioria é marinha, mas há alguns que vivem em água doce ou em água salobra. Há também representantes sésseis, ou seja, que vivem fixos em um substrato, geralmente rochas, como as cracas
      • De maneira geral, o corpo dos crustáceos divide-se em cefalotórax e abdome . Apre- sentam sempre dois pares de antenas e, geralmente, cinco pares de pernas (esse número pode variar). Seu exoesqueleto possui carbonato de cálcio, o que lhe confere dureza e rigidez.Essas características são bem marcantes em alguns crustáceos, como os camarões, os siris e as lagostas. A existência de cinco pares de pernas nesses animais permite que eles andem no fundo do oceano à procura de alimento e de abrigo.
        • Os crustáceos apresentam tamanho bastante variado: há espécies microscópicas, como os copépodes , que constituem o zooplâncton de ambientes aquáticos, e espécies que chegam a medir mais de 1 metro de comprimento, como o caranguejo-dos-coqueiros
  6. Órgãos e sistemas

    • O sistema digestório dos artrópodes é completo, ou seja, com boca e ânus. O grupo apresenta grande diversidade de peças bucais, que têm relação direta com seus hábitos alimentares. A respiração nos artrópodes também não ocorre da mesma maneira em todos os grupos. insetos têm sistema respiratório do tipo traqueal. As traqueias retiram ar diretamente do ambiente, por meio de pequenos poros no corpo, e distribuem gás oxigênio aos tecidos. Logo, o sangue não participa das trocas gasosas.
      • A respiração traqueal também ocorre nos aracnídeos, mas nesse grupo há aqueles que depen- dem de estruturas chamadas filotraqueias (pulmões foliáceos) para respirar. Essas estruturas têm uma face que fica em contato com o ar e outra que recebe o sangue para o transporte dos gases. Já os crustáceos geralmente realizam respiração branquial, na qual as brânquias, localizadas nos dois lados do cefalotórax, retiram o gás oxigênio dissolvido na água. O sistema circulatório desses animais é aberto, ou seja, o sangue abandona os vasos e banha diretamente os tecidos, por isso é chamado de hemolinfa. Dependendo do grupo de artrópodes, o sangue não é responsável pelo transporte de gás oxigênio, apenas dos nutrientes.
        • O sistema excretor dos artrópodes difere um pouco entre um grupo e outro. Nos insetos e nos aracnídeos, a excreção é realizada pelos túbulos de Malpighi, tubos finos e longos que desembo- cam no intestino. Em alguns aracnídeos, a excreção ocorre por meio de glândulas coxais localizadas na base das pernas. Nos crustáceos, glândulas antenais situadas na cabeça retiram as excretas do sangue e as eliminam por poros presentes na base das antenas. O sistema nervoso dos artrópodes é formado por vários gânglios ligados ao longo do corpo do animal. Há uma concentração maior desses gânglios na região da cabeça, formando uma massa cerebral. Além disso, os artrópodes são dotados de órgãos sensoriais táteis e olfativos, como as antenas, as cerdas e os olhos (compostos ou simples).
  7. Reprodução

    • Os artrópodes apresentam sexos separados e reproduzem-se de forma sexuada. A fecundação pode ser externa ou interna, e o desenvolvimento, direto ou indireto. No desenvolvimento direto, os filhotes já nascem semelhantes aos pais, e, no indireto, o animal passa por uma série de trans- formações denominada metamorfose antes de atingir a vida adulta. A maioria dos insetos sofre metamorfose. De acordo com a espécie, a metamorfose pode ser total (Figura 31) – nesse caso, existe uma fase larval, como nas borboletas, nos besouros e nas moscas – ou parcial , quando não há fase larval, mas sim uma forma jovem chamada ninfa, como ocorre com os gafanhotos, as libélulas e as baratas.
      • Nas espécies em que não há metamorfose, não há fase larval nem ninfas, como é o caso das traças . Muitos crustáceos têm sexos separados, mas existem espécies hermafroditas, como as cracas. A fecundação é interna e cruzada, mesmo nas espécies hermafroditas. O desenvolvimento geralmente é indireto. Em alguns artrópodes, como insetos e aracnídeos, pode haver dimorfismo sexual entre os indiíduos. Além disso, alguns são vivíparos, ou seja, os embriões se desenvolvem dentro do corpo da mãe e já nascem com o aspecto do adulto. Esse é o caso dos escorpiões: a ninhada fica nas costas da mãe até conseguir se alimentar por conta própria

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Mapa Mental sobre ciencias/artrópodes, creado por clara ribeiro el 25/05/2020.
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