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Hereditário
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Hereditário
AMILCAR BETTEGA: Escritor gaúcho, nascido em 1964, em São Gabriel. Formou-se em engenharia civil e é mestre em literatura brasileira. Possui livros publicados em Portugal, Espanha e Bulgária, contos em revistas francesas, italianas, suecas, etc. Além de ser vencedor de vários prêmios ligados a literatura. Suas obras têm tom de autoconsciência crítica, sendo realistas fantásticos.
- SORBRE O AUTOR
Temática do conto: metáfora entre a morte do pai e as fases do luto.
- Espaços: a casa e o porão onde o homem se esconde.
- Personagens: o narrador e a geleia.
- Narrador: primeira pessoa, com narrador protagonista.
- Personagens: o narrador e a geleia.
- Espaços: a casa e o porão onde o homem se esconde.
—> Em certos contos, as personagens estão mergulhadas em situações insólitas, opressivas, melancólicas das quais não conseguem sair; terminam por se entregar ao absurdo. Os espaços indiciam seguidamente a opressão, como o porão a ser habitado; é um dos poucos contos em que se lembra da infância da personagem
- --> Narrador - 1ª pessoa
- ANÁLISE DO CONTO
- Relembra a infância do narrador.
- --> Narrador - 1ª pessoa
CONTOS FANTÁSTICOS
- São histórias de solidão, esperas, adiamento num mundo que se tornou absurdo. O fantástico se faz quando esse estranho incorpora-se ao cotidiano sem causar estranhamento aos personagens mas sim ao leitor. É construído por uma linguagem translúcida, precisa e rigorosa, instaurando uma outra lógica no cotidiano.
RESUMO
- O pai do narrador morre, deixando a ele uma herança. Um objeto dentro de uma caixa, ele chamou-o de geleia. Ela ganhava diversas formas e reconfortava o narrador, era como se ela sempre tivesse sido dele. O principal começa a lembrar de seu pai, que sempre quis contar ao filho sobre a caixa e a geleia, mas o mais novo fingia não ouvir e não entender.. Não há nada estranho até o momento de tirar a geleia das mãos, ela havia grudado, não saía com faca, fogo, sacudidas.
- O narrador pensa em como as pessoas reagirão quando enxergarem a geleia impregnada em suas mãos, e com medo do julgamento ele se isola no porão da casa. Lá, sozinho, ele ouve outras pessoas perguntando de si, queriam saber onde ele estava e se estava bem. Contudo, a aceitação da permanência do grude demora. Vários dias se passam até que o personagem aceite a geleia como parte de seu corpo e de sua vida, por isso ele decide sair do porão e voltar às ruas. Quando ele aborda uma pessoa e tenta explicar sobre a geleia, nota que o indivíduo não enxerga nada.
- Novamente o narrador lembra de seu pai, coloca-se no lugar dele, imaginando como era difícil não pode contar para ninguém sobre a geleia. Ele afirma que o pai deveria ter insistido, deveria ter contado, porque com certeza o mais novo entenderia a situação, ao contrário das outras pessoas. De volta à realidade, dias e meses passam, o personagem principal continua sentindo a presença do grude, mas não se incomoda mais tanto. Ele conta que a geleia simplesmente existe, que às vezes ele pensa em fazer besteira (cortar e tentar queimá-la), no entanto ele somente respira fundo e se acalma.
- O fantástico está presente nesse contexto, quando há a afirmação de que ninguém vê a geleia, somente o narrador.
- O narrador pensa em como as pessoas reagirão quando enxergarem a geleia impregnada em suas mãos, e com medo do julgamento ele se isola no porão da casa. Lá, sozinho, ele ouve outras pessoas perguntando de si, queriam saber onde ele estava e se estava bem. Contudo, a aceitação da permanência do grude demora. Vários dias se passam até que o personagem aceite a geleia como parte de seu corpo e de sua vida, por isso ele decide sair do porão e voltar às ruas. Quando ele aborda uma pessoa e tenta explicar sobre a geleia, nota que o indivíduo não enxerga nada.
- O pai do narrador morre, deixando a ele uma herança. Um objeto dentro de uma caixa, ele chamou-o de geleia. Ela ganhava diversas formas e reconfortava o narrador, era como se ela sempre tivesse sido dele. O principal começa a lembrar de seu pai, que sempre quis contar ao filho sobre a caixa e a geleia, mas o mais novo fingia não ouvir e não entender.. Não há nada estranho até o momento de tirar a geleia das mãos, ela havia grudado, não saía com faca, fogo, sacudidas.
Información
- Descripción
- Mapa Mental sobre Hereditário, creado por Ana Clara Paniz el 23/06/2020.
- Creado por
- Ana Clara Paniz
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