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CRIPTOCOCOSE

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CRIPTOCOCOSE
- micose profunda, cosmopolita, com comportamento oportunista, causada por fungos pertencentes ao gênero Cryptococcus. - outros nomes: torulose, doença de Busse-Buschke e blastomicose europeia. - é responsável por infecção sistêmica em pacientes que apresentam imunodepressão, por uso de medicações imunossupressoras, como os corticosteroides e quimioterápicos empregados por longos períodos, ou por hemopatias malignas e pelo vírus HIV
ETIOLOGIA
- - gênero Cryptococcus conta com 2 espécies importantes na patologia humana e animal, a neoformans e a gattii. - A espécie neoformans do fungo é a mais comum, e também a associada a doença em imunossuprimidos, sendo a predominante nos casos de aids. A espécie gattii e limitada as regiões tropical e subtropical. - As características da doença causada por essas duas espécies são as mesmas, bem como a sensibilidade a anfotericina B.
PATOGENIA E PATOLOGIA
- Inalação das formas leveduriformes não encapsuladas ou com capsula pouco espessa atingindo as vias respiratórias baixas → no parênquima pulmonar podem determinar reações teciduais e de defesa imunitária, principalmente a mediada por células, que normalmente bloqueia a infecção. Se não ocorrer esse bloqueio, a infecção permanece localizada ou dissemina-se para outros órgãos. - o fungo apresenta neurotropismo importante - a resistência natural humana ao Cryptococcus neoformans é tão importante que, muitas vezes, a criptococose pode ser o primeiro sinal de imunodepressão. Dois fatores são fundamentais na patogênese dessa micose profunda: a virulência do fungo e a resposta imunológica do hospedeiro, principalmente a imunidade celular. - os principais fatores de virulência do fungo são a capsula composta por material mucopolissacarídeo (possui capacidades antifagocitárias e induz efeitos deletérios no sistema imune) e a produção de enzimas (fosfolipase e proteinase). - a resposta imune
QUADRO CLÍNICO
- - A infecção ocorre por inalação do fungo, com localização inicial nos pulmões e, eventualmente, disseminação para outros órgãos. - ocorre pneumonia sintomática primaria após exposição intensa.
- ● CRIPTOCOCOSE PULMONAR - colonização assintomática das vias aéreas ou pode causar síndrome do desconforto respiratório. - febre, tosse, expectoração, dor do tipo pleurítica, dispneia, emagrecimento e, raramente, hemoptise. RX dos pulmões: pode mostrar desde nódulo solitário até consolidações ou pneumonia intersticial extensa, e derrame pleural.
- ● CRIPTOCOCOSE DO SNC (70% dos casos) - apresenta início brusco ou insidioso. - Meníngea: cefaleia, febre, vômitos, alterações visuais, rigidez de nuca e outros sinais de irritação meníngea, com duração de dias ou semanas. – Encefálica: cefaleia, distúrbios visuais, como diplopia, e alterações mentais, como confusão, distúrbios de personalidade e memoria, com duração de semanas ou meses, e convulsões. Em qualquer dos casos, pode ocorrer evolução para o torpor e/ou coma. - Os sinais focais, como convulsões, são raros. - A frequência do comprometimento do SNC torna obrigatória a punção liquórica
DIAGNÓSTICO
- - pesquisa do Cryptococcus neoformans em material orgânico suspeito (escarro, LCR, sangue, fragmentos de tecidos obtidos por biopsia, lavado broncoalveolar e aspirados de medula óssea, gânglios ou tumorações). Essa pesquisa pode ser feita a fresco ou após colorações especiais que ressaltam a capsula do fungo; - padrão ouro - cultura → Auxilia no acompanhamento, avalia recidivas ou resistência - outros testes recomendados p/ diagnóstico: testes imunológicos para a pesquisa de antígenos: PCR, imuno-histoquímica A infecção e considerada disseminada, quando há o comprometimento do sistema nervoso central ou funge mia ou envolvimento de dois ou mais órgãos não contíguos. Nos pacientes com criptococose e sem conhecimento da situação sorológica para a infecção pelo HIV, deve-se realizar teste anti-HIV.
- TRATAMENTO
- - deve levar em conta a apresentação clínica da doença, a presença e o tipo de imunossupressão do paciente, e as drogas disponíveis. Deve-se levar em conta 3 fatores: - pacientes infectados com o vírus HIV - receptores de órgãos transplantados e não HIV - não receptores de órgãos transplantados.
- - deve levar em conta a apresentação clínica da doença, a presença e o tipo de imunossupressão do paciente, e as drogas disponíveis. Deve-se levar em conta 3 fatores: - pacientes infectados com o vírus HIV - receptores de órgãos transplantados e não HIV - não receptores de órgãos transplantados.
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Información
- Descripción
- Mapa Mental sobre CRIPTOCOCOSE, creado por João Guilherme Ramos el 30/09/2021.
- Creado por
- João Guilherme Ramos
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