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ÉTICA
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ÉTICA
A palavra ética é derivada de dois termos gregos: éthos, que significa hábito, uso, costume; e êthos, que significa índole, caráter. No dia a dia, essa palavra é utilizada como um sinônimo para moral ou para a boa conduta de profissionais, políticos e cidadãos.
- No sentido filosófico, Ética designa a reflexão crítica e sistemática sobre os princípios que norteiam a moral humana.
- A própria moral é um objeto de estudo da Ética, porque se caracteriza como um sistema de conduta fundamentado em regras ou normas.
- Portanto, a ética constitui uma área da Filosofia que investiga diversos temas ligados à vida social.
Ética na alma humana
- Sócrates (século V a.C.) dedicou particular atenção às questões éticas. Julgava que o ser humano era dotado de uma natureza racional e, portanto, voltada para o bem.
- Platão, discípulo de Sócrates, seguiu essa mesma linha de pensamento e, de acordo com a valorização socrática da razão, dividiu a alma humana em três partes: concupiscível, irascível e racional.
- Além disso, ele acreditava que, se as pessoas não submetessem seus desejos e emoções (também chamados de paixões ou apetites) ao controle da razão, ficariam perdidas, como um barco à deriva em plena tempestade.
- Platão, discípulo de Sócrates, seguiu essa mesma linha de pensamento e, de acordo com a valorização socrática da razão, dividiu a alma humana em três partes: concupiscível, irascível e racional.
- Sócrates (século V a.C.) dedicou particular atenção às questões éticas. Julgava que o ser humano era dotado de uma natureza racional e, portanto, voltada para o bem.
EUDAIMONIA E MEDIANIA
- De modo diferente da concepção ética socrático-platônica, Aristóteles não julgava que conhecer o bem fosse suficiente para praticá-lo. Considerava a visão platônica da virtude excessivamente teórica, abstrata e idealista. Numa nova perspectiva, defendia a possibilidade de adquiri-la por meio do hábito, ou seja, da prática repetida e constante de ações virtuosas.
- Aristóteles apontava para a virtude como o meio- termo entre duas atitudes extremas, as quais se caracterizariam como vícios por excesso ou deficiência (falta). Esse meio-termo, também conhecido como mediania, justo meio ou justa medida, correspondia a um modo de agir marcado pelo equilíbrio e pela moderação.
- Aristóteles utilizava a expressão eudaimonia, que foi traduzida como felicidade, representando a realização das potencialidades da vida racio- nal, uma vez que ele entendia a razão como a própria essência humana. Logo, apenas os seres humanos poderiam ser felizes, porque a felicidade dependia da alma racional, exclusivamente humana.
- Aristóteles apontava para a virtude como o meio- termo entre duas atitudes extremas, as quais se caracterizariam como vícios por excesso ou deficiência (falta). Esse meio-termo, também conhecido como mediania, justo meio ou justa medida, correspondia a um modo de agir marcado pelo equilíbrio e pela moderação.
- De modo diferente da concepção ética socrático-platônica, Aristóteles não julgava que conhecer o bem fosse suficiente para praticá-lo. Considerava a visão platônica da virtude excessivamente teórica, abstrata e idealista. Numa nova perspectiva, defendia a possibilidade de adquiri-la por meio do hábito, ou seja, da prática repetida e constante de ações virtuosas.
Os estoicos entendiam a Filosofia como vida contemplativa, distante da influência das paixões, pautada pela ataraxia. Acreditavam que a ataraxia era um meio para se atingir a autarquia e que uma pessoa era um microcosmo, ou seja, uma espécie de mundo em miniatura, que refletia o mundo maior, o macrocosmo, e sua ordem necessária era garantida por uma razão divina.
- A ataraxia (do grego ataraxía) corres- ponde à liberdade interior conquistada pela extinção das paixões e ausência de inquietude.
Para chegar a ela, julgavam necessário conquistar a apatia, deixando de atormentar-se com as doenças, a morte, com o próprio sofrimento ou com o dos outros.
- A apatia (do grego apátheia) corres- ponde ao estado imperturbável de quem não se deixa afetar emocionalmente pelas circunstâncias à sua volta.
A virtude que almejavam era identificada como autarquia, que significa comando de si mesmo.
- A autarquia (do grego autárkeia) corresponde à autossuficiência do indivíduo, que percebe dispor de tudo de que necessita para viver, sem depender de bens materiais ou do reconhecimento social. É condição do sábio que entende a felicidade como consequência da virtude, e não de riquezas, honras ou prazeres.
AUTARQUIA, ATARAXIA E APATIA
- OS EPICURISTAS: Enquanto cínicos e estoicos defendiam a possibilidade de suportar a dor e o sofrimento, os epicuristas procuravam um caminho para evitá-los, tanto quanto possível.
- Epicuro defendeu a busca do prazer num contexto de doutrinas filosóficas voltadas à procura da felicidade, compreendida como realização racional. Não pregava a entrega sem limites ao prazer, mas a ponderação das consequências antes de agir, para evitar causar dores a si mesmo e aos outros.
- Na visão dos epicuristas, o prazer estava longe dos excessos a que, muitas vezes, as pessoas se entregam. Consistia na ausência de dores no corpo (aponia) e de perturbações na alma (ataraxia).
- Epicuro defendeu a busca do prazer num contexto de doutrinas filosóficas voltadas à procura da felicidade, compreendida como realização racional. Não pregava a entrega sem limites ao prazer, mas a ponderação das consequências antes de agir, para evitar causar dores a si mesmo e aos outros.
- OS EPICURISTAS: Enquanto cínicos e estoicos defendiam a possibilidade de suportar a dor e o sofrimento, os epicuristas procuravam um caminho para evitá-los, tanto quanto possível.
Entre os séculos V e IV a.C., foi fundada uma corrente filosófica chamada cinismo, que atribuiu grande importância para as questões éticas. A tese fundamental dessa corrente era a afirmação de que o único alvo humano seria a felicidade decorrente da virtude.
- Outra escola filosófica que se destacou na Grécia, por volta do século III a.C., foi o estoicismo. Seus representantes eram conhecidos como estoicos e o principal deles foi Zenão de Cítio.
- Outra escola filosófica que se destacou na Grécia, por volta do século III a.C., foi o estoicismo. Seus representantes eram conhecidos como estoicos e o principal deles foi Zenão de Cítio.
Durante a Idade Média, a Filosofia recebeu de pensadores cristãos contribuições que tiveram grande repercussão no campo da Ética. Esse processo começou com os primeiros padres da Igreja (Patrística), entre os quais se destacou Agostinho de Hipona, que recebeu influências greco-romanas, em especial do neoplatonismo e do estoicismo.
- neoplatonismo: conjunto de doutrinas e escolas de inspiração platônica que se desen- volveram entre os séculos III a.C. e III d.C. e exerceram grande influência até o século VI.
Além disso, na juventude, ele seguiu uma doutrina persa denominada maniqueísmo, mas, uma vez convertido ao cristianismo, dedicou-se à construção de uma Filosofia cristã.
- maniqueísmo: doutrina fundada pelo pro- feta persa Mani, no século III, segundo a qual existiriam no Universo duas forças ou substâncias primordiais: o bem e o mal.
BEATITUDE: Tomás de Aquino representa um segundo momento do pensamento medieval, posterior à Patrística, que ficou conhecido como Escolástica.
- Nesse aspecto, aproximando a Filosofia da Teologia, ele afirmava que, em razão do pecado, não teríamos condições de nos sentir plenamente realizados em nossa vida terrena. Um dos grandes empecilhos para isso seria a certeza de nossa finitude, a qual limitaria nossas alegrias a instantes provisórios e passageiros. Por isso, Aquino afirmava que somos inquietos e descontentes com aquilo que alcançamos.
- Segundo ele, essa insatisfação permanente, própria da condição humana, apenas poderia ser superada por meio da beatitude, que é a felicidade tranquila, serena e eterna decorrente da contemplação de Deus. No entanto, a beatitude não poderia admitir a presença do mal. Logo, Aquino afirmava que era necessário viver uma vida ordenada por um amplo conjunto de virtudes, as quais somente a iluminação divina poderia proporcionar.
- Nesse aspecto, aproximando a Filosofia da Teologia, ele afirmava que, em razão do pecado, não teríamos condições de nos sentir plenamente realizados em nossa vida terrena. Um dos grandes empecilhos para isso seria a certeza de nossa finitude, a qual limitaria nossas alegrias a instantes provisórios e passageiros. Por isso, Aquino afirmava que somos inquietos e descontentes com aquilo que alcançamos.
No século XVII, o filósofo racionalista René Descartes reconheceu o papel biológico das paixões para a autopreservação humana, mas recomendou um controle racional sobre elas, a fim de que não comprometessem o conhecimento e a convivência. Ele elaborou um método para conduzir a razão em sua busca pelo conhecimento com vistas a fundamentar as ciências voltadas a novos objetos, entre eles a moral, denominada pelo filósofo como moral perfeita.
- Antes de alcançar esse método, não seria desejável permanecer sem referências para decidir entre o certo e o errado no momento de agir. Pensando nisso, o filósofo propôs quatro máximas para compor uma moral provisória, pautada pelo acordo com as leis e os costumes relacionados à autopreservação.
Conatus e paixões Na perspectiva racionalista da moral provisória cartesiana, as virtudes e o dever permaneceram como critérios de moralidade, e as paixões, como algo a ser controlado. Diante disso, a Europa do século XVII recebeu com assombro a teoria ética do filósofo de origem judaica Baruch de Espinosa.
- A ética de Espinosa é considerada uma teoria sobre a natureza humana. Nesse contexto, ele afirmou que as paixões não eram boas nem más, e sim impulsos naturais, já que por natureza o ser humano sofreria sempre a ação de causas exteriores a si próprio.
- A ética de Espinosa é considerada uma teoria sobre a natureza humana. Nesse contexto, ele afirmou que as paixões não eram boas nem más, e sim impulsos naturais, já que por natureza o ser humano sofreria sempre a ação de causas exteriores a si próprio.
- Portanto, Espinosa definia o vício como fraqueza de quem se submetia às paixões, deixando-se governar pelas causas exteriores, e a virtude como a ação e a força de quem se tornava a causa interna dos seus próprios sentimentos, atos e pensamentos, ao se deixar guiar pela razão.
Sentimento moral Nos séculos XVII e XVIII, surgiram novas teorias a respeito da Ética e Filosofia Política. Nesse contexto, o filósofo inglês David Hume desenvolveu uma concepção ética, entendendo as paixões, e não a razão, como fundamentos da ação humana.
- Segundo essa teoria, o agir humano seria motivado por impulsos e sentimentos, e não por princípios racionais. Assim, Hume associava a moralidade a sentimentos como benevolência, compaixão e simpatia. Além disso, defendia a tese de que a distinção entre virtudes e vícios não seria resultado de uma avaliação racional, mas da presença ou ausência dos sentimentos de desaprovação e culpa diante de uma ação. Portanto, ele concluiu que a moralidade não constituía objeto da razão, mas do sentimento.
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- Mapa Mental sobre ÉTICA, creado por Isadora Dória el 02/03/2022.
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- Isadora Dória
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