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Mapa mental

Cefaléias

Marlla Queiroz Portugués

Cefaléias

Contenido del mapa

Cefaléias

  1. Etiologia

    • Primárias
      • Cefaleia tipo tensão ou tensional
        • dor holocraniana leve ou moderada sem náuseas ou vômitos. Os pacientes podem manifestar fotofobia ou fonofobia, mas não ambas, e a cefaleia não piora com a atividade física.
          • leves a moderadas em intensidade, e a maioria dos indivíduos não busca atendimento médico. A cefaleia tensional pode ser episódica (< 15 dias por mês) ou crônica (> 15 dias por mês).
        • podem durar minutos, horas ou dias.
        • Tratamento
          • Episódicas
            • Administradas nas crises → Acetoaminofeno ou AINE → Quando mais graves: doses mais altas de AINE ou um a combinação contendo mucato de isometepteno ou butalbital. OBS: o uso frequente de analgésicos pode aumentar o número de cefaleias, assim recomenda-se cuidado sempre que o uso regular d e analgésicos exceder 3 dias por semana.
          • Crônicas
            • Necessitam usualmente de tratamento profilático. → Amitriptilina é a droga de escolha, reduzindo frequência e gravidade dos ataques (efeitos colaterais antico linérgicos – sedação, boca seca). Outros antidepressivos podem ser eficazes
      • Cefaleia em salvas e outras cefaleias trigêmino-autonômicas
        • unilaterais associadas a características autonômicas ipsilaterais
        • As outras cefalalgias autônomas trigeminais incluem hemicrania paroxística, caracterizada por surtos de cefaleia que persistem por 5 a 30 minutos, em geral unilateral, com ocorrência usual nas mulheres
        • A hemicrania contínua, outro tipo de cefaleia responsiva à indometacina e observada em homens e mulheres, caracteriza-se pela dor unilateral contínua e com características autônomas leves associadas; essa doença coexiste quase sempre com uma forma de cefaleia crônica diária.
          • dor de curta duração, em geral de 2 a 30 minutos, que ocorre unilateralmente ao redor do olho, da têmpora ou da região maxilar, às vezes precipitada por movimentos da cabeça.
        • A cefaleia neuralgiforme unilateral curta com hiperemia conjuntival e lacrimejamento é uma cefalalgia autônoma trigeminal rara de ocorrência em homens; as dores individuais persistem por um curto período (segundos a 2 minutos).
        • ativação hipotalâmica posterior inferior nos primeiros sintomas
          • o complexo trigeminovascular e o sistema craniano autônomo são ativados.
        • Cefaleia em salvas é quase sempre unilateral, raramente bilateral e tem aspectos autonômos ipsilaterais característicos, incluindo lacrimejamento e hiperemia conjuntival e, às vezes, congestão nasal, rinorreia, ptose, miose, rubor e edema de pálpebra
          • A dor se manifesta em geral atrás ou acima do olho, ou na têmpora, mas pode incluir testa, bochecha, dentes ou mandíbula. Ela atinge intensidade máxima em aproximadamente 9 minutos e tende a terminar de maneira abrupta. Os ataques ocorrem de 1 a 8 vezes/dia, sendo geralmente descrita como dor excruciante perfurante ou “penetrante”, que persiste por 15 minutos a 2 horas. Podem coexistir sintomas da enxaqueca, incluindo fotofobia unilateral, fonofobia e raramente uma aura.
        • Tratamento
          • Inalação de oxigênio (100%); Tartarato de Ergotamina 1mg: sublingual ; Diidroergotamina Intranasal 1mg; Sumatriptano 6mg subcutânea; Metisergida; Carbonato de Lítio 600-900mg; Verapamil; Corticosteroides: Prednisona 60-80mg/dia na 1ª semana
      • Outras cefaleias primárias
        • cefaleia idiopática em facadas ou pontadas, cefaleia da tosse, cefaleia do esforço físico, cefaleia associada à atividade sexual, cefaleia hípnica, cefaleia em trovoada, cefaleia por compressão extrínseca, cefaleia por estímulo frio, cefaleia numular e a nova cefaleia persistente diária
      • Enxaqueca
        • Distúrbio hereditário de dor de cabeça que se mostra tipicamente unilateral, mas, às vezes, bilateral, moderado a intenso, que piora com a atividade física, está associado a náuseas e/ou vômito e é acompanhado por fotofobia e fonofobia.
          • ocorre a qualquer momento e persiste por 4 a 72 horas, podendo ocorrer com ou sem aura
            • Auras visuais podem mostrar características positivas (fotopsia) e negativas (escotomas)
        • Começa com um pródromo que pode persistir por horas a dias, quando os pacientes notam a dificuldade de concentração ou fadiga sem cefaleia. Outras características clínicas incluem dor no pescoço, às vezes vertigem, osmofobia (sensibilidade a odores) e dificuldade de pensar de maneira clara.
        • Tratamento
          • Os ataques agudos de enxaqueca, muitas vezes, respondem a analgésicos simples ou, quando estes são ineficazes, agonistas de receptor da serotonina 5-HT1B/D (triptanos) ou alcaloides ergot (p. ex., di- hidroergotamina). Uma nova classe de fármacos contra a enxaqueca – antagonistas dos receptores de peptídeos relacionados ao gene da calcitonina (p. ex., telcagepant, olcegepant) – mostrou ser útil para esse propósito. também Fármacos contra a cefaleia aguda enxaquecosa devem ser tomados imediatamente no início dos sintomas, para alcançarem sua eficácia máxima.
            • Tratamento não farmacológico
              • modificações comportamentais, evitando fatores desencadeantes (ingestão de alimentos em particular ou de aditivos alimentares, cheiros fortes, luz brilhantes). Outras técnicas para mini mizar o estresse ambiental, tais como biofeedback, treinamento em relaxamento, terapia motivacional racional, auto hipnose às vezes são úteis.
    • Secundárias
      • Meningite
        • cefaleia aguda e intensa com rigidez de nuca e febre sugere meningite. A PL é obrigatória (pleocitose, aumento de proteínas e diminuição de glicose). Frequentemente há marcada acentuação da dor com os mov imentos dos o lhos. Pode estar presente os sintomas cardinais de cefaleia latejante, fotofobia, náuseas e vômitos.
      • Hemorragia intracraniana
        • cefaleia aguda e intensa com rigidez de nuca, mas sem febre, sugere hemorragia subaracnóidea. Um aneurisma roto, MAV ou hemorragia intraparenquimatosa também podem apresentar-se apenas com cefaleia
      • Tumor cerebral
        • A dor de cabeça costuma ser indescritível – uma dor maçante profund a, intermitente, de intensidade moderada, que po de piorar aos esforços ou por mudança de posiç ão e pode ser aco mpanhada de náuseas e vômitos.
      • Arterite temporal
        • cefaleia (uni ou bilateral, temporal ou em todas as áreas), surge gradualmente durante um período de algumas horas antes de atingir intensidade máxima, início explosivo ocasionalmente, maçante e incômoda com episódios d e dor lancinante, origem superficial, hipersensibilidade no couro cabeludo, piora durante à noite e agravada por exposição ao frio, acompanhada por mal estar e mialgias) febre e perda de peso.
      • Glaucoma
        • cefaleia debilitante associada a náuseas e vômitos. Frequentemente começa com dor ocular intensa. O olho costuma mostrar -se eritematoso com pupila fixa e moderadamente dilatada
  2. A cefaleia começa pelos aferentes trigeminais primários que inervam os vasos sanguíneos, a mucosa, os músculos e os tecidos. As fibras dessas fontes coalescem no gânglio trigeminal, especialmente a primeira divisão. Os aferentes trigeminais terminam no núcleo sensorial primário do V nervo craniano e seu núcleo espinal, que apresenta vários subnúcleos pequenos, o mais importante dos quais é o subnúcleo caudal. Esse subnúcleo recebe aferentes dos vasos meníngeos dos neurônios sensíveis da dura-máter e até da medula cervical superior e então projeta esses aferentes para o tálamo lateral e medial, por meio do trato espinotalâmico e para as regiões do diencéfalo e do tronco encefálico envolvidas na regulação das funções autonômicas. As informações nociceptivas talâmicas ascendem para o córtex sensorial, assim como para as outras áreas do cérebro.

  3. Aura

    • sintoma neurológico focal visual, sensorial ou motor que pode ocorrer com ou sem cefaleia
      • Ocorre quando a depressão cortical alastrante causa despolarização das membranas neuronais. Ambos os neurônios e a glia podem mediar tanto a constrição quanto a dilatação dos vasos sanguíneos
  4. Sinais de ALERTA

  5. Manifestações clinicas

    • Os pacientes com cefaleia podem descrever a dor como latejante, em faixa ou dolorida (ou pressão ou tensão ao redor da cabeça). Com frequência, a dor é unilateral, mas pode ser bilateral. A cefaleia decorrente de enxaqueca está quase sempre associada a náuseas, vômito, fotofobia ou fonofobia. É invariavelmente moderada a grave e interfere nas atividades de vida diária. Outras manifestações autonômicas que podem acompanhar a enxaqueca, a cefaleia em salvas e outras variantes incluem ptose, hiperemia conjuntival, lacrimejamento, rinorreia, síndrome de Horner e edema facial.
  6. Tratamento

    • O tratamento da cefaleia aguda depende do tipo e da intensidade. Para casos mais leves, analgésicos simples, como paracetamol (500 a 1.000 mg), paracetamol com cafeína, ácido acetilsalicílico (250 a 1.000 mg) e anti-inflamatórios não esteroidais ([AINEs], por exemplo, ibuprofeno, 400 a 800 mg; naproxeno sódico, 220 a 500 mg; diclofenaco, 50 a 100 mg) serão suficientes.
  7. Avaliação inicial

    • Na cefaleia intensa e de início recente, a probabilidade de se encontrar uma causa potencialmente grave é bem maior do que na cefaleia recorrente. Os pacientes com início recente da dor exigem avaliação imediata e tratamento adequado.
    • Um exame neurológico cuidadoso é a primeira etapa imprescindível na avaliação. Na maioria dos casos, os pacientes com exame anormal ou história de cefaleia de início recente devem submeter-se a uma tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM).

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Información

Descripción
Mapa Mental sobre Cefaléias, creado por Marlla Queiroz el 05/09/2022.
Creado por
Marlla Queiroz · sep 2022
Actualizado
7 sep 2022
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