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Performance e perfomatividade na linguagem

Samuel Moreira Letras Portugués

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Performance e perfomatividade na linguagem

  1. Judith Butler

    • Judith Butler é uma filósofa e teórica de gênero estadunidense, seus trabalhos são importantes para a filosofia política, ética, feminismo, teoria queer e teoria literária.
      • Performance e Performatividade
        • Matriz de inteligibilidade de gênero
          • Essa matriz que institui como natural, normal e inquestionável a ligação linear e essencial entre sexo biológico, gênero, desejo sexual e subjetividade.
        • Na discussão de gênero, a performance envolveria ações visíveis e comportamentos que alguém adota para se apresentar de acordo com normas de gênero, como escolher um estilo de roupa, falar de uma certa maneira ou adotar certos gestos.
          • Diferentemente da performance, a performatividade não é um ato consciente, mas algo que se constrói através da repetição de normas sociais ao longo do tempo. Assim, gênero não é algo que somos, mas que fazemos repetitivamente n o cotidiano
  2. Linguagem e Identidade

    • A linguagem desempenha um papel central na constituição da identidade.
    • Identidade como um efeito de práticas discursivas e culturais historicamente situadas.
    • A identidade é constituída dentro da linguagem e dos discursos. Ou seja, ela não é pré-discursiva, já que depende da linguagem.
  3. Performance da linguagem

    • Para Saussure, a performance seria a fala (parole), assim como para Chomsky, já que para o gerativista, a performance é o uso prático dos conhecimentos abstratos das regras gramaticais da língua.
    • Durante as décadas de 1970 e 1980, a marginalização da performance começou a ser criticada por correntes que buscavam analisar a linguagem em uso:
      • Dell Hymes, na antropologia linguística, introduz o conceito de competência comunicativa, englobando não tanto o conhecimento gramatical quanto a capacidade de usar a língua de forma apropriada em diferentes contextos.
        • Michael Halliday, na linguística sistêmico-funcional destaca o uso da linguagem como central para entender relações sociais, rejeitando separar competência e performance.
  4. Do performativo à performatividade

    • Butler, aliada ao pensamento de John Austin (enunciados performativos e constatativo) e Derrida (citacionalidade e iterabilidade), argumenta que identidades de gênero não são preexistentes, mas constituídas pela repetição de normas sociais através da linguagem.
      • Butler propõe, na teoria da performatividade, que identidades, especialmente de gênero, resultam de repetições reguladas por normas sociais, mas essas repetições também permitem transformação e contestação, especialmente quando se pensa em subversão daquilo que é normativo.

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Samuel Moreira
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