Do ponto de vista biológico, as emoções podem ser entendidas como um conjunto de reações químicas e neurais subjacentes à organização de certas respostas comportamentais básicas e necessárias à sobrevivência do animal.
Possuem um substrato neural
as emoções têm uma função biológica
emoções
primárias
inatas ou não aprendidas
alegria, medo, nojo, raiva, tristeza, e surpresa
emoções
secundárias
mais complexas e dependentes de fatores socioculturais
Culpa, vergonha...
emoções
terciárias
relacionadas com o bem-estar ou com o
mal-estar, com a calma ou a tensão
emoções de
fundo
geralmente provocados por estímulos internos, gerados por processos mentais ou
físicos
Teorias sobre as
emoções
William James & Carl
Lange
As emoções são experienciadas a partir da percepção
das alterações fisiológicas em nosso organismo
estímulos emocionais seriam processados pelo encéfalo que promoveriam
ativações corporais e as respostas motoras para o estímulo emocional. A
ativação corporal seria percebida pelo encéfalo e então teríamos a
experiência da emoção
Walter
Cannon
A informação emocional é processada pelo encéfalo ao mesmo
tempo em que são geradas a ativação corporal e a experiência
consciente da emoção
Tem como vivenciar emoção sem alteração
fisiológica
muitas das respostas fisiológicas são comuns a varias
emoções e seria dificil que essas reações pudessem gerar
diferentes emoções
Substrato neural das
emoções
Circuito de
Papez
experiência subjetiva das emoções
Fluxo de informações que obedecem as conexões anatômicas entre o
hipotálamo e o córtex medial, e deste de volta ao hipotálamo
Paul MacLean
expandiu a teoria de
Papez
hipotálamo para expressão emocional
córtex cerebral para a experiência emocional
sistema
límbico
Circuito de Papez + amígdala, o septo e o córtex pré-frontal
Amígdala
integra informações sensoriais, às
respostas comportamentais e
fisiológicas
lesão
prejuízo no sistema de verificação de
perigos
Dificuldade de reconhecer faces de medo, deficit
geral no julgamento de faces mais negativas
Responsável pela interação entre a entrada de
informações e a emissão de respostas do sistema
do medo
lesão nesse complexo nuclear
impede o condicionamento
Informações do ambiente
provenientes do tálamo e do
córtex são transmitidas para o
núcleo lateral
núcleo lateral detecta o
perigo
ativação do núcleo central pelo núcleo lateral
início das expressões comportamentais
e mudanças na fisiologia do organismo
que caracterizam os estados de medo
duas rotas de
ativação
via rápida
projeção do tálamo
direto para a
amígadala
via lenta
projeção do tálamo para o
córtex e deste para a amígdala
Modula a consolidação das memórias
explícitas formadas em uma situação de
alerta emocional, através das suas
conexões com o hipocampo
memórias mais
facilmente evocadas e
mais vívidas
se o alerta for muito intenso
enfraquece a
consolidação da
memória explicita
cortisol liberado pela supra-renal é
muito alta, o que acaba por diminuir a
atividade do hipocampo (responsável
por formar memórias explicitas)
se o estresse continuar as
células hipocampais
começam a degenerar-se
aumenta a capacidade de
formar memórias
implícitas sobre a situação
maior ativação da amígdala
córtex pré-frontal
regiões orbitofrontal
região ventromedial
relacionado com o processamento
emocional e a tomada de decisões
"Hipótese do marcador somático"
Nota:
De acordo com Damasio, ao simularmos uma emoção futura, teríamos reações corporais,
somáticas, tai como alterações na frequência cardíaca, sudorese, contração da musculatura da face, que sinalizariam ao encéfalo nosso estado corporal
naquela situação. Esse "estado corporal" influenciaria nossas decisões futuras e poderia ser construído com base nas nossas experiências anteriores em situações análogas aquelas que simulamos mentalmente a cada momento.
No entanto essa hipótese pressupõe que as reações corporais não precisam de fato ocorrer, ou seja, você pode até não apresentar taquicardia ou sudorese, ao fazer a antecipação emocional; mas se as áreas do cérebro que organizam essas reações estiverem ativas, você teria uma simulação cerebral suficiente para indicar o "estado corporal" naquela situação. O cérebro estaria ativado "como se" você estivesse vivenciando uma determinada emoção, mesmo que você não chegue a apresentar as respostas corporais reais durante essa antecipação emocional.
Pacientes com lesão nessa região são capazes de
"saber", mas não de "sentir" as consequências futuras
de suas ações, o que levaria a tomada de decisões
inadequadas . Tais pacientes não apresentam reações
emocionais.
lateralização
hemisfério direito
afetos + negativos
hemisfério esquerdo
afetos+ positivos
Regulação da emoção
Regulação antecipatória
estratégias para evitar o
surgimento da emoção
reavaliação
mudança cognitiva para evitar o impacto emocional de uma situação
Regulação da emoção focada na resposta
emoção já está instalada, o que buscamos
fazer é evitar que os outros percebam o
que estamos sentindo
pode inibir a ação da amígdala
durante os processos de regulação
emocional
Córtex insular
Papel central na percepção dos estados
corporais internos e as consequentes sensações
subjetivas dos estados emocionais
Convergência de informações aferentes sobre as
condições fisiológicas de todos os tecidos corporais
sistema interoceptivo
codifica sensações definas e específicas (dor,
temperatura, coceira, sensações musculares e viscerais,
fome, sede...)
Córtex Cingulado anterior
detector de conflito
parte dorsal
"sistema de alarme"
sobreposição das representações da dor física e da
dor emocional