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Mapa mental

Epidemiologia é definida como o estudo da distribuição e dos determinantes das doenças ou condições.

Huydson Ferreira Fisioterapia Portugués

Epidemiologia é definida como o estudo da distribuição e dos determinantes das doenças ou condições.

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Epidemiologia é definida como o estudo da distribuição e dos determinantes das doenças ou condições.

  • Estudo inclui vigilância, observação, pesquisa analítica e experimento. Distribuição refere-se à análise por tempo, local e características dos indivíduos. Determinantes são todos os fatores físicos, biológicos, sociais, culturais e comportamentais que influenciam a saúde. Condições relacionadas à saúde incluem doenças, causas de mortalidade, hábitos de vida (como tabagismo, dieta, atividades físicas, etc.), provisão e uso de serviços de saúde e de medicamentos. Populações especificadas são aquelas com características identificadas, como, por exemplo, determinada faixa etária em uma dada população.
  1. Tipos de estudos epidemiológicos

    • Observacionais
      • Descritivo
        • Os estudos descritivos têm por objetivo determinar a distribuição de doenças ou condições relacionadas à saúde.
        • Tempo, Lugar e Características do Indivíduo
        • examina como a incidência (casos novos) ou a prevalência (casos existentes) de uma doença ou condição relacionada à saúde varia de acordo com determinadas características, como sexo, idade, escolaridade e renda, entre outras.
          • identificar grupos de alto risco para fins de prevenção
          • gerar hipóteses etiológicas para investigações futuras
        • pode fazer uso de dados secundários (dados pré-existentes de mortalidade e hospitalizações, por exemplo) e primários (dados coletados para o desenvolvimento do estudo)
      • Analítico
        • Estudos analíticos são aqueles delineados para examinar a existência de associação entre uma exposição e uma doença ou condição relacionada à saúde.
        • Ecológico
          • Nos estudos ecológicos, compara-se a ocorrência da doença/condição relacionada à saúde e a exposição de interesse entre agregados de indivíduos (populações de países, regiões ou municípios, por exemplo) para verificar a possível existência de associação entre elas.
          • Verifica a possível existência de associação entre a doença/condição e a exposição de interesse (população de interesse, regiões ou municípios)
            • O viés ecológico – ou falácia ecológica – é possível porque uma associação observada entre agregados não significa, obrigatoriamente, que a mesma associação ocorra em nível de indivíduos.
          • Doença relacionada a coletividade
        • Seccional
          • Estudo para determinar a prevalência de uma doença ou condição relacionada à saúde de uma população especificada
            • As características dos indivíduos classificados como doentes são comparadas às daqueles classificados como não doentes
          • Não é possível saber se a exposição antecede ou é consequência da doença/condição relacionada à saúde.
            • Esse delineamento é FRACO para determinar associações do tipo CAUSA-EFEITO, mas adequado para identificar pessoas e características passíveis de intervenção e gerar hipóteses de causas de doenças
        • Caso controle
          • Primeiramente, identificam-se indivíduos com a doença (casos) e, para efeito de comparação, indivíduos sem a doença (controles)
            • Depois, determina-se (mediante entrevista ou consulta a prontuários, por exemplo) qual é a Odds da exposição entre casos (a / c) e controles (b / d)
          • Os estudos caso-controle partem do efeito (doença) para a investigação da causa (exposição)
            • Vieses: de seleção (casos e controles podem diferir sistematicamente, devido a um erro na seleção de participantes); e de memória (casos e controles podem diferir sistematicamente, na sua capacidade de lembrar a história da exposição).
        • Coorte
          • Primeiramente, identifica-se a população de estudo e os participantes são classificados em expostos e não expostos a um determinado fator de interesse
            • Depois, os indivíduos dos dois grupos são acompanhados para verificar a incidência da doença/condição relacionada à saúde entre expostos (a / a + d) e não expostos (c / c + d)
              • Se a exposição estiver associada à doença, espera-se que a incidência entre expostos seja maior do que entre não expostos, além da variação esperada devida ao acaso.
          • A principal limitação para o desenvolvimento de um estudo de coorte, além do seu custo financeiro, é a perda de participantes ao longo do seguimento por conta de recusas para continuar participando do estudo, mudanças de endereços ou emigração.
            • Os custos e as dificuldades de execução podem comprometer o desenvolvimento de estudos de coorte, sobretudo quando é necessário um grande número de participantes ou longo tempo de seguimento para acumular um número de doentes ou de eventos que permita estabelecer associações entre exposição e doença
    • Experimentais
  2. Envelhecimento

    • Os estudos epidemiológicos na área do envelhecimento centram-se nos seguintes temas:
      • investigação dos determinantes da longevidade e das transições demográfica e epidemiológica
      • avaliação de serviços de saúde
      • investigações da etiologia e história natural das doenças/condições relacionadas à saúde comuns entre idosos
    • Os estudos sobre envelhecimento requerem alguns cuidados ou estratégias especiais a serem levados em conta
      • Uso de respondentes próximos
        • Alguns idosos mais velhos podem estar muito doentes ou apresentar déficit cognitivo que impeça a sua participação na pesquisa
      • Uma dificuldade dos estudos epidemiológicos sobre envelhecimento é a definição da população-alvo
        • O viés de seleção sempre deve ser lembrado em estudos do tipo caso-controle da população idosa
          • Exemplo: O recrutamento de casos entre pacientes hospitalizados (ou institucionalizados) é particularmente sujeito ao viés de seleção, porque os fatores que levam à hospitalização – por exemplo: gravidade da doença, tabagismo e maior idade – também estão associados a muitos fatores de risco
      • O viés de sobrevivência, igualmente, deve ser considerado em estudos sobre a saúde do idoso
        • Os participantes idosos de estudos epidemiológicos são sobreviventes porque aqueles expostos a fatores de risco têm maior probabilidade de morte prematura. Esse viés tende a reduzir a magnitude das associações encontradas entre fatores de risco e doença/condição relacionada à saúde entre idosos
      • É importante considerar o efeito de variáveis de confusão
        •  Ou seja, fatores que podem ser uma explicação alternativa para a associação encontrada
        • O fator de confusão está presente quando duas variáveis são associadas, mas parte da associação – ou toda ela – é decorrente de uma associação independente com uma terceira variável (de confusão)
          • A idade é um fator potencial de confusão de muitas associações porque, freqüentemente, está associada à exposição e à doença/condição em diferentes situações.
            • O efeito da idade pode ser controlado mediante pareamento, estratificação ou ajustamento na análise
            • Quando o estudo inclui idosos mais velhos, recomenda-se o ajustamento pela idade com intervalos mais curtos (ou como variável contínua), em lugar de intervalos mais amplos (cinco em cinco ou dez em dez anos, por exemplo)

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Fisioterapia Mapa Mental sobre Epidemiologia é definida como o estudo da distribuição e dos determinantes das doenças ou condições., creado por Huydson Ferreira el 07/02/2017.
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