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Mapa mental

Relações Interpessoais e Disciplina em Contexto Escolar

Pedro Callado Psicologia da Educação University, high school, mid-school, elementary Portugués

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Relações Interpessoais e Disciplina em Contexto Escolar

  1. Modelo de Gordon

    • Pretende fomentar uma boa relação entre professores e alunos, uma relação aberta e transparente, uma relação assente: na preocupação pelo outro (caring), na interdependência e na satisfação de necessidades mútuas, na demarcação que permite ao outro crescer na sua individualidade, i.é., na auto-direcção, auto-responsabilidade, autocontrolo, autodeterminação, auto-avaliação.
      • O uso sistemático destas competências, por parte dos educadores, permite que a criança ou o adolescente observe e participe em processos de comunicação, que vai assimilando quer através de processos de modelação, quer do treino que tais situações lhe oferecem.
        • Baseado no Cognitivismo e na Abordagem Centrada na Pessoa
        • Pressupõe que o jovem se desenvolve num ambiente de empatia, compreensão, afecto, aceitação e abertura; explorando os seus próprios pensamentos e sentimentos e tomando as suas próprias decisões.
        • Requer autenticidade, disponibilidade, respeito pela privacidade
        • Exige técnicas como: escuta activa, resolução de problemas, confronto, resolução de conflitos (ambos se envolvem na procura de soluções aceitáveis), mensagens “eu”
          • Deve expressar de que forma a manutenção do comportamento interfere com os direitos e liberdades do outro
    • Etapas do processo:
      • Definir o problema: Clarificar que se pretende encontrar nova forma de lidar com a situação; Envolver só os alunos que são parte do problema; Assegurar que alunos querem mesmo entrar no processo; Usar mensagens EU; Usar escuta activa para que outros expressem suas necessidades.
        • Em vez de frases Tu (e.g., pára de fazer barulho), deve transmitir os sentimentos pessoais do Eu (e.g., o barulho incomóda-me)
          • Comportam riscos de revelação da intimidade e de automodificação. Por vezes o próprio professor tem de mudar ao fazer uma análise cuidada.
      • Gerar possíveis soluções: Não avaliar as soluções propostas; Encorajar participação de todos; Não pedir justificação das ideias.
      • Avaliar as soluções: Começar com questões abertas; Riscar soluções que alguém rejeita, incluindo o próprio; Escuta activa; Uso de mensagens do eu; Encorajar a argumentação a favor das próprias propostas.
      • Decidir que solução é a melhor: Não votar, procurar o consenso; Testar soluções propostas; Escrever o acordo.
      • Determinar como implementar a decisão: Escrever as decisões sobre quem e como e quando faz o quê
      • Avaliar quão bem a solução resolveu o problema
  2. Corrente de Gestão da Sala de Aula - A Importância das Regras e a Função dos Desvios

    • O papel das regras e o comportamento normativo do professor é o eixo central do bom clima na sala de aula para a corrente Classroom Management
      • Também a sociologia vê as regras e o seu reforço, ao nível microssociológico, como expressão do Ethos da escola
        • Burns (1985) considera que nas escolas com baixa disciplina há falta de acordo entre os professores, inconsistência na aplicação de regras e falta de comunicação de quais as regras que se espera que sejam cumpridas
      • A inconsistência normativa do professor sobressai nos estudos de opinião dos alunos sobre os problemas disciplinares
        • Para Cullinford, ao deixarem o 1º ciclo as crianças já conhecem a fragilidade e a necessidade das regras, e já aprenderam a manipular o professor
    • Relações entre o sistema de regras e a produção pedagógica em sala de aula: As funções pedagógicas dos comportamentos de indisciplina.
      • Função de proposição: comportamentos com o fim de mudar, suavizar, facilitar ou resistir à tarefa.
      • Função de evitamento: permite que o aluno evite temporariamente ou durante toda a aula a tarefa atribuida pelo professor.
      • Função de obstrução: Traz um ruptura total ou parcial do funcionamento afectando toda a turma
      • Função de contestação: põe em causa directamente a autoridade do professor. Exige deste uma posição de força ou de recuo.
      • Função de imposição: visa não apenas contestar a organização estabelecida mas impôr uma contra-organização.
  3. Os Problemas da Relação

    • Independentemente dos factores relevantes em cada caso, os comportamentos desviantes pretendem contestar valores, regras, exigências e práticas, e são necessariamente diferentes da relação e interacção pedagógica.
      • Toda a contestação exercida pelo aluno é contra aquilo que do seu ponto de vista são as razões do seu insucesso e por isso deseja ver alterado.
        • Agressão, Insulto e Grosseria é responsabilidade de "alunos-caso" na relação com professores com baixa assertividade
          • As réplicas à acçáo disciplinadora são comportamentos verbais e não-verbais que exprimem insolência em resposta a avisos, chamadas de atenção, reprimendas e castigos. Estes ocorrem habitualmente depois de já terem ultrapassado os limites e são considerados por professores e alunos como agravantes das situações anteriores.
            • Desobedecer ao professor são os comportamentos que consistem na recusa ou resistência ao cumprimento de ordens, e no incitamento à desobediência.
              • O desvio ou dano da propriedade do professor ou da instituição é visto por professores e alunos como sendo de extrema gravidade, sendo o número de alunos que se envolve neste tipo de problemas muito limitado. Também são mais comuns em "turmas-caso" e com professores determinados. Só uma análise próxima e contextual permite decifrar quer a falta de assertividade do professor, quer a necessidade do aluno de chamar a atenção.
  4. Os Bons e Maus Organizadores da Sala de Aula

    • Alguns autores colocam em evidência o planeamento dos primeiros dias, sublinhando que os que se antecipam aos problemas levam mais tempo a estabelecer regras e a construir um bom clima de grupo. Emer e Evertson (1984) e Doyle (1986) caracterizam os professores como bons e maus organizadores.
      • Bons Organizadores
        • Estabelecem bem as regras e dão directivas precisas. Apresentam claramente as expectativas quanto ao comportamento. Respondem aos comportamentos com consistência, intervêm prontamente para parar desvios e utilizam frequentemente as regras para lidar com a indisciplina
      • Maus Organizadores
        • Utilizam regras vagas e não reforçáveis, e dão directivas pouco precisas. Comunicam ambiguamente as suas expectativas, são inconsistêntes nas suas respostas, ignoram comportamentos de indisciplina, não evocam as consequências dos comportamentos e são lentos na reacção.

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University, high school, mid-school, elementary Psicologia da Educação Mapa Mental sobre Relações Interpessoais e Disciplina em Contexto Escolar, creado por Pedro Callado el 06/01/2015.
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Pedro Callado
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