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Mapa mental

Hérnia

SABRYNNA KEFREY MOTA MATOS Portugués

Hérnia

Contenido del mapa

Hérnia

  1. O que é?

    • Escape parcial ou total de um ou mais órgãos por um defeito nas camadas da parede abdominal, sendo decorrente de má formação ou enfraquecimento de tecidos
      • Estado patológico, em virtude do qual alguns órgãos da cavidade abdominal podem sair da mesma, através de u m ponto fraco da parede, natural ou adquirido, sendo conservada a integridade do peritônio e da pele.
  2. Epidemiologia

    • São mais frequentes em homens (3:1) e do lado direito, possuindo prevalência aumentada com a idade
      • O trabalho mais pesado executado pelos homens e a persistência mais freqüente do conduto peritonio-vaginal
  3. Anatomia

    • A hérnia inguinal acomete o Triângulo de Hesselbach, localizado na região ínguino-abdominal
      • Limites: (1) Músculo reto abdominal; (2) prega inguinal; (3) Linha que une as duas espinhas ilíacas anteriores e superiores
    • Fáscia transversalis
      • Fáscias transversales celulosa,
        • É a mesma existente em todo o abdome, entre o peritônio e os músculos;
      • Fáscia transversalis fibrosa
        • Mais resistente, constitui a verdadeira parede posterior do canal inguinal. Esta fascia apresenta alguns reforços, formando, medialmente, o ligamento de Henle ou foice inguinal e, junto ao anel inguinal interno, o ligamento de Hesselbach.
    • Canal inguinal
      • Vai do anel inguinal interno, ou abdominal, até o anel inguinal externo, ou subcutâneo
    • Anel inguinal
      • Interno
        • Situado em um ponto equidistante entre a espinha ilíaca ântero-superior e a sínfise púbica, cerca de 6 a 12 mm acima da arcada. Dá passagem, no homem, ao cordão espermático e, na mulher, ao ligamento redondo. A fascia transversalis envia, em torno do cordão,' um prolongamento, a túnica fibrosa comum, sobre o qual caminham os ramos genitais dos nervos iliipogástrico, iliinguinal e genitocrural
      • Externo
        • Não é bem um anel e sim uma fenda triangular, limitada, aos lados, pelos pilares interno e externo e, em baixo, pela crista do púbis. No vértice do triângulo, onde os dois pilares se encontram, correm as fibras arciformes.
  4. Classificação

    • Localização
      • Inguinas, crurais, umbilicais, diafragmáticas, paramedianas, epigástricas, lombares ou de Petit, obturadoras, perineais, etc
        • Direta
          • 1) Redução espontânea mais rápida; 2) quase nunca desce ao escroto; 3) mais freqüente além dos 30 anos de idade; 4) localiza-se próximo ao tubérculo púbico, mais medialmente que a oblíqua externa; 5) pode ser bilateral, mais freqüentemente que a oblíqua externa; 6) a tumoração é sentida na borda do dedo explorador; 7) raramente estrangulam.
        • Oblíqua externa
          • 1) Redução espontânea lenta, às vezes só com o auxílio manual; 2) pode descer ao escroto; 3) mais freqüente e m crianças e jovens; 4) localiza-se sobre o canal inguinal, mais lateralmente que a direta; 5) freqüentemente bilateral nas crianças e unilateral nos adultos; 6) choque na ponta do dedo, ao explorar o anel inguinal; 7) estrangulamento freqüente.
    • Etiologia
      • Congênitas, adquiridas e pós-operatórias.
    • Redutibilidade
      • Redutíveis, encarceradas e estranguladas.
    • Evolução
      • Simples e complicadas.
    • Conteúdo
      • Hérnias do intestino delgado, hérnias do intestino grosso, hérnias da bexiga, hérnias gástricas, etc
  5. Hérnia inguinal

    • Etiologia
      • Causas predisponentes
        • Fraquezas, geralmente congênitas, da região inguinal
      • Causas desencadeantes
        • Esforços violentos que, agindo sobre o local enfraquecido, levam ao aparecimento do saco herniário.
    • Diagnóstico
      • Anamnese
        • Alguns pacientes relatam que, ao fazer esforço brusco, sentiu u m "estalo" na região inguinal e, logo a seguir, percebeu o aparecimento da tumoração. Outros apenas observam o aparecimento de tumoração inguinal
          • Com o tempo, a tumoração vai aumentando de volume, podendo ou não atingir o escroto. No início, desaparece em repouso e só surge aos esforços; posteriormente, ela persiste mesmo em repouso, sendo necessário reduzi-la com manobras manuais. Podem surgir dores ou sensação molesta de peso no local, irradiadas às vezes para o abdome.
      • Exame físico
        • Inspeção
          • As pequenas hérnias situam-se na região inguinal, junto ao púbis, abaulando a pele da região e assumindo aspecto globoso. Quando se manda o paciente fazer u m esforço, percebe-se que a tumoração aumenta nitidamente de tamanho.
            • Nas pessoas gordas, as hérnias inguinais pequenas podem não ser visíveis, percebendo-se apenas à palpação. As grandes hérnias invadem também o escroto e tomam praticamente toda a região inguinal.
        • Palpação
          • Consistência da tumoração: flácida, elástica, etc
          • Conteúdo: as alças são reveladas pelo ruído hidraéreo (gargarêjo)
          • Redutibilidade pelas manobras manuais;
          • Exploração do canal inguinal: deprimimos, com o indicador, a pele do escroto a uns 2 cm abaixo da espinha do púbis e buscamos o anel inguinal externo;
            • Pesquisamos os pilares e vemos se são flácidos ou tensos; verificamos se o anel é permeável apenas à ponta do dedo ou se o dedo nele penetra com folga;
            • Mantendo o dedo introduzido no canal inguinal, mandamos que o paciente contraia os músculos do abdome (geralmente ordenamos que sopre fortemente sobre o dorso da mão direita);
            • Quando há hérnia oblíqua externa, o saco herniário empurra a ponta do dedo e o envolve; nas hérnias diretas, sentimos o impulso sobre o lado do dedo
          • Nunca esquecer de palpar,.cuidadosamente, os elementos do cordão, pesquisando possível varicocele e quistos do cordão. Verificar ainda o aspecto e a sensibilidade do testículo e do epidídimo
        • Percussão
          • Som timpânico, quando houver alças na hérnia; maciço, em caso contrário.
        • Ausculta
          • Ouvem-se ruídos hidraéreos nas hérnias que apresentam alças intestinais.
    • Diagnósticos diferenciais
      • Hérnias pequenas
        • Gânglios inguinais enfartados, cistos do cordão, aneurismas da femoral ou com tumores benignos (lipomas, fibromas, neurinomas). O exame cuidadoso da região, principalmente do anel inguinal, permite a fácil diferenciação.
      • Hérnias Grandes
        • Hidroceles e do linfedema do escroto, da infiltração urinosa das bolsas e dos tumores do testículo e epidídimo.
    • Tratamento Eletivo
      • Padrão
        • Hernioplastia inguinal à Lichtenstein
      • Recidiva ou bilateral:
        • Hernioplastia videolaparoscópica TAPP (transabdominal pré-peritoneal)
          • Complicações videolaparoscópicas: (1) trígono do desastre (lesão dos vasos ilíacos externos, sangramento intraoperatório gravíssimo); (2) Trígono da dor (lesão do nervo cutâneo femoral lateral, dor neuropática crônica na coxa)
      • TEP
        • Técnica totalmente pré-peritoneal videoassistida
      • STOPPA
        • Técnica pré-peritoneal assistida
    • Tratamento na urgência
      • O exame físico não consegue garantir que não há estrangulamento
      • No caso de uma hérnia complicada por encarceramento com ou sem obstrução intestinal , deve-se sempre considerá-la potencialmente estrangulada
      • Conduta
        • (1) Inguinotomia; (2) Avaliação do conteúdo: se viável, preservar, se inviável, ressecção; (3) Redução do conteúdo; (4) Hernioplastia inguinal; (5) Laparotomia mediana apenas se contaminação cavitária poralça perfurada;
      • Complicações cirúrgicas
        • Orquite isquêmica
        • Inguinodinia
  6. Hérnia femoral

    • Ocorrem no canal femoral, cujos limites são: ligamento inguinal, ligamento de cooper, ligamento lacunar e Veia femoral
    • Nyhus IIIC
    • É aquela que ocorre ABAIXO do ligamento inguinal
    • Tratamento
      • Hernioplastia femoral MCVay (mais tradicional)
      • Hernioplastia femoral com plug de polipropileno (cirurgia aberta)
      • Hernioplastia femoral videolaparoscópica TAPP (melhor)
  7. Hérnia umbilical

    • Hérnia na cicatriz umbilical - anel umbilical
    • Tratamento
      • Hernioplastia umbilical com tela
      • Hérnia pequena (<2cm): herniorrafia de Mayo, sem tela
  8. Hérnia incisional

    • Hérnias em incisões cirúrgicas prévias
    • Buscar falha na cicatrização ou razão de aumento da pressão intra-abdominal
    • Fatores de risco: obesidade, reoperações, cirurgia de urgência, tabagismo, tosse crônica, esforço evacuatório, esforço miccional aumentado, comorbidades metabólicas não controladas (destaque para diabetes melito), massas abdominais, ascite
    • Tratamento
      • Hernioplastia incisional com tela pré-peritoneal (on lay) após controle dos fatores de risco
  9. Hérnia gigante

    • Hérnias complexas, cujo volume representa 25% ou mais do volume da cavidade abdominal (medido à TC)
    • Tratamento
      • Objetivo final: hernioplastia com tela
    • Risco de síndrome compartimental abdominal no pós-operatório, com restrição respiratória, insuficiência renal e hipotensão. Monitorizar a pressão intravesical no pós-operatório
    • Estratégias
      • Controlar fatores de risco da hérnia incisional, incisão relaxadora aponeurótica e/ou separação posterior de componentes, viscerorredução, pneumoperitônio progressivo
  10. Outras hérnias

    • Hérnia de Spiegel
      • Hérnia na linha semilunar de Spiegel (borda lateral do reto abdominal), num defeito dos músculos posteriores (oblíquo interno + reto), com o oblíquo externo preservado
      • Tipicamente: hérnia paramediana, ocorrendo abaixo da cicatriz umbilical
      • Tratamento
        • Hernioplastia de Spiegel com tela
    • Hérnia de Richter
      • Hérnia peculiar que tem apenas PARTE da alça herniada (borda antimesentérica)
      • Ao encarcerar/estrangular, pode perfurar mesmo sem ter obstruído
    • Hérnia de Litré
      • Hérnia inguinal contendo divertículo de Merckel
    • Hérnias lombares
      • Trígono lombar superior - Grynfelt
      • Trígono lombar inferior - Petit
    • Hérnia de Amyand
      • Hérnia inguinal contendo apêndice
    • Hérnia de Garengeot
      • Hérnia femoral contendo apêndice

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Descripción
Mapa Mental sobre Hérnia, creado por SABRYNNA KEFREY MOTA MATOS el 29/07/2020.
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