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Teorias de currículo: O que é isso?
- A teoria é uma imagem, uma reflexão, uma representação e um signo de uma realidade que a procede. O livro menciona a pré-existência da teoria no currículo, onde é necessário a descoberta dessa teoria.
- Pós-estruturalismo: a problemática do conceito "teoria"
- Impossível levar em consideração o pensamento simbólico e linguística da realidade, uma vez que não se limita para descobrir a realidade.
- Faria mais sentido, portanto, conceituar de discursos ou textos
- A teoria descobre e descreve um objeto no qual já possui a existência independente do que a teoria tem a dizer.
- O discurso, por sua vez, produz o objeto, uma vez que envolve toda a trama linguística por trás da existência do objeto.
- Sobre o currículo, ainda que só o descreva, o que realmente o faz ser é a sua produção, uma noção particular do que diz respeito currículo.
- Nos faz poupar de asserções sobre como deveria ser a realidade, tendo em vista que o discurso constrói.
- Faria mais sentido, portanto, conceituar de discursos ou textos
- Impossível levar em consideração o pensamento simbólico e linguística da realidade, uma vez que não se limita para descobrir a realidade.
- A utilização da palavra já está amplamente difundida na academia para ser abandonada, embora exista muitas controvérsias sobre seu uso.
TEORIAS TRADICIONAIS: Das teorias Tradicionais às Críticas.
- A existência de teorias como currículos já era feito, tendo em vista que a sua emergência nas escolas eram identificas, uma emergência de se ter um corpo docentes especialistas sobre o assunto, a formação de disciplinas e depasrtamentos universitários sobre currículo.
- A palavra currículo como é utilizada hoje só foi utilizada em países europeus como França, Alemanha, Espanha e Portugal sob influência da literatura educacional americana.
- The curriculum - Bobitt - 1918
- Escrito no momento de diferentes forças econômicas, políticas e culturais procuravam moldar os objetivos e as formas da educação de massas de acordo suas diferentes visões
- Quais os objetivos da educação escolarizada: formar o trabalhador especializado ou proporcionais uma educação geral, acadêmica, à população?
- O que se deve ensinar: as habilidades básicas de escrever, ler e contar; as disciplinas acadêmicas humanísticas; as disciplinas científicas; as habilidades práticas necessárias para as ocupações profissionais?
- Quais as fontes principais do conhecimento a ser ensinado: oconhecimento acadêmico; as disciplinas científicas; os saberes profissionais do mundo ocupacional adulto?
- O que deve estar no centro do ensino: os saberes "objetivos" do conhecimento organizado ou as percepções e as experiçencias "subjetivas" das crianças e dos jovens?
- Em termos sociais, quais devem ser as finalidades da educação: ajustar as crianças e os jovens à sociedade tal como ela existe ou prepará-los para transformá-la; a prepação para a economia ou a preparação para a democracia?
- Respostas claramente conservadoras, embora essas questões tivessem objetivo de transformar radicalmente o sistema educacional.
- O sistema educaional deveria, então, começar a estabelecer de maneira precisa quais seus objetivos, se basear das habilidades necessárias para exercer com eficiência as ocupações profissionais da vida adulta
- Economia
- Eficiência
- Consolidado em 1949, após a publicação do livro de Ralph Tyler.
- Ralph Tyler - 1949
- Que experiências educacionais podem ser oferecidas que tenham probabilidade de alcançar esses propósitos?
- Ensino e Instrução
- Como organizar eficientemente essas experiências educacionais?
- Ensino e Instrução
- Como podemos ter certeza de que esses objetivos estão sendo alcançados?
- Avaliação
- Que objetivos educacionais deve a escola procurar atingir?
- Currículo
- Que experiências educacionais podem ser oferecidas que tenham probabilidade de alcançar esses propósitos?
- A existência de teorias como currículos já era feito, tendo em vista que a sua emergência nas escolas eram identificas, uma emergência de se ter um corpo docentes especialistas sobre o assunto, a formação de disciplinas e depasrtamentos universitários sobre currículo.
TEORIAS CRÍTICAS
- Onde a crítica começa: ideologia, reprodução, resistência.
- Desconfiança, questionamento e transformação radical. Não importa apenas desenvolver técnicas de como fazer o currículo, como também desenvolver conceitos que nos permitam compreender o que o currículo faz.
- 1970 - Paulo Freire, A pedagogia do oprimido
- Desenvolvimento da educação de adultos em países subordinados na ordem mundial. Adia a transformação da educação formal para depois da revolução.
- Não se limita a analisar como são a educação e a pedagogia existentes, mas apresenta uma teoria bastante elaborada de como elas devem ser.
- A educação bancária expressa como uma visão epistemológica que concebe o conhecimento como sendo constituído de informações e de fatos a serem simplesmente transferidos do professor para o aluno.
- O conhecimento se confunde como um ato de depósito bancário. O conhecimento é algo que existe fora e independentemente das pessoas envolvidas no ato pedagógico.
- O educador exerce sempre um papel ativo, enquanto o educando está limitado a uma recepção passiva.
- 1970 - Louis Althusser, A ideologia e os aparelhos ideológicos de estado
- Importante coneção entre a educação e a ideologia que seria central às subsequentes teorização críticas da educação e do currículo baseadas na análise marxista da sociedade
- Permanência da sociedade capitalista depende da reprodução de seus componentes propriamente econômicos (força de trabalho, meios de produção)
- Definição de ideologia: A ideologia é constituída por aquelas crenças que nos levam a aceitar as estruturas sociais (capitalistas) existentes como boas e desejáveis.
- A escola constitui-se num aparelho ideológico central porque atinge praticamente toda a população por um período prolongado de tempo.
- 1971 - Pierre Bordieu e Jean-Claude Passeron, A reprodução
- Vêem o funcionamento da escola e da cultura através de metáforas econômicas.
- A cultura não depende da economia, a cultura funciona como uma econoia, a capital cultural.
- A dinâmica da reprodução social está centrada no processo de reprodução cultural. É através da reprodução da cultura dominante que a reprodução mais ampla da sociedade fica garantida.
- A cultura não depende da economia, a cultura funciona como uma econoia, a capital cultural.
- Vêem o funcionamento da escola e da cultura através de metáforas econômicas.
- 1971 - Baudelot e Establet, L'école capitaliste en France
- 1971 - Michael Young, Knowledge and control: new directions for the sociology of education
- 1976 - Samuel Bowles e Herbert Gintis, Schooling in capitalist America
- 1976 - Samuel Bowles e Herbert Gintis, Schooling in capitalist America
- Enfatizam a aprendizagem através da vivência das relações sociais da escola, das atitudes necessárias para se qualificar como um bom trabalhador capitalista.
- As relações sociais do local de trabalhador: obediência a ordens, pontualidade, assiduidade, confiabilidade, no caso do trabalhador subordinado; capacidade de comandar, de formular planos, de se conduzir de forma autônoma.
- A escola contribui para esse processo não propriamente através do conteúdo explícito de seu currículo, mas ao espelhas, no seu funcionaento, as relações sociais do local de trabalho.
- 1976 - William Pinar e Madelaine Grumet, Toward a poor curriculum
- 1979 - Michael Apple, Ideologia e currículo
- 1970 - Paulo Freire, A pedagogia do oprimido
- Desconfiam do status quo, como a desigualdade e injustiças sociais.
- Desconfiança, questionamento e transformação radical. Não importa apenas desenvolver técnicas de como fazer o currículo, como também desenvolver conceitos que nos permitam compreender o que o currículo faz.
- Onde a crítica começa: ideologia, reprodução, resistência.
TEORIA PRÓS-CRÍTICAS
- Diferença e identidade: o currículo multiculturalista.
- A diversidade é fabricada por um dos mais poderosos instrumentos de homogeneização.
- Mostrar que não se pode separar questões culturais de questões de poder.
- Currículo
- Multiculturalismo
- Movimento legítimo de reinvidicação dos grupos culturais dominados no interior daqueles países para terem suas formas culturais reconhecidas e representadas na cultura nacional
- Solução para os problemas que a presença de grupos raciais e étnicos coloca para a cultura nacional dominante
- Transfere para o terreno político uma compreensão da diversidade cultural que esteve restrita, durante muito tempo, a campos especializados como o da Antropologia.
- Mostrar que não se pode separar questões culturais de questões de poder.
- A diversidade é fabricada por um dos mais poderosos instrumentos de homogeneização.
- As relações de gênero e a pedagogia feminista
- A palavra gênero foi utilizada pela primeira vez num sentido próximo do atual em 1955, precisamente para dar conta dos aspectos sociais do sexo
- Posteriormente, sua definição foi se tornando crescentemente mais sofisticada.
- Gênero opõe-se, pois, a "sexo", enquanto este último termo fica reservado aos aspectos estritamente biológicos da identidade sexual, o termo "gênero" refere-se aos aspectos socialmente construídos do processo de identificação seuxal
- Uma coisa "estranha" no currículo: a teoria queer
- Radicalização do questionamento da estabilidade e da fixidez da identidade feito pela teoria feminista
- Não são apenas as formas pelas quais aparecemos, pensamos, agimos como homem ou como mulher que são socialmente construídas, mas também as formas pelas quais vivemos nossa sexualidade
- A identidade sexual não é definida simplesmente pela biologia. Tampouco tem qualquer coisa de fixo, estável, definitivo.
- Radicalização do questionamento da estabilidade e da fixidez da identidade feito pela teoria feminista
- Posteriormente, sua definição foi se tornando crescentemente mais sofisticada.
- Na crítica do currículo, a utilização do conceito de gênero segue uma trajetória semelhante à da utilização do conceito de classe.
- Tornaram-se crescentemente questionadas por ignorarem outras dimensões da desigualdade que não fossem aquelas liagadas à classe social
- A palavra gênero foi utilizada pela primeira vez num sentido próximo do atual em 1955, precisamente para dar conta dos aspectos sociais do sexo
- O currículo como narratira étnica e racial
- Questões de acesso à educação e ao currículo. Consistia em analisar os fatores que levavam ao consistente fracasso escolar das crianças e jovens pertencentes a grupos étnicos e raciais considerados minoritários.
- Tratar o racismo como questão institucional e estrutural não significa, entretanto, ignorar sua profunda dinâmica psíquica
- A atitude racista é o resultado de uma complexa dinâmica da subjetividade como contraditória, fragmentada, cindida e descentrada
- O racismo é parte de uma economia do afeto e do desejo feita, em garde parte, de sentimentos que podem ser considerados "irracionais"
- Foi apenas a partir da segunda fase, surgida sobretudo a partir das análises pós-estruturalistas e dos Estudos Culturais, que o próprio currículo passou a ser problematizado
- Um currículo anti-racista não pode ficar limitado ao fornecimento de informações racionais sobre a verdade do racismo. Não pode deixar de ignorar a psicologia profunda do racismo
- Questões de acesso à educação e ao currículo. Consistia em analisar os fatores que levavam ao consistente fracasso escolar das crianças e jovens pertencentes a grupos étnicos e raciais considerados minoritários.
- Diferença e identidade: o currículo multiculturalista.
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- Mapa Mental sobre Documento de Identidade, creado por Ester Ferreira el 30/05/2021.
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- Ester Ferreira
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