Mapa mental
Um Caso Real

Mapa mental: um caso real
Contenido del mapa
Um Caso Real
Esquistossomose
- Helmintose causada pelo platelminto Schistosoma mansoni
- doença popularmente conhecida como “xistose”, “barriga-d’água” ou “mal do caramujo” no Brasil
- Helmintose causada pelo platelminto Schistosoma mansoni
Morfologia
- helminto dioico
- adulto (macho e fêmea), ovo, miracídio, esporocisto, esquistossômulo e cercária
- fases evolutivas do ciclo biológico
- adulto (macho e fêmea), ovo, miracídio, esporocisto, esquistossômulo e cercária
- Macho
- Tamanho: cerca de 1 cm de comprimento
- possui cor esbranquiçada e tegumento recoberto de minúsculas projeções (tubérculos)
- porção posterior (se inicia logo após a ventosa ventral): possui canal ginecóforo (dobras das laterais do corpo no sentido longitudinal para albergar a fêmea e fecundá-la)
- porção anterior: possui ventosa oral e ventosa ventral (acetábulo)
- seguida à ventosa oral: esôfago - se bifurca na altura do acetábulo e se funde depois formando um ceco único que irá terminar na extremidade posterior
- atrás do acetábulo: 7 a 9 massas testiculares que se abrem diretamente no canal ginecóforo
- verme não apresenta órgão copulador
- espermatozoides passam pelos canais deferentes, que se abrem no poro genital, dentro do canal ginecóforo, e aí alcançam a fêmea, fecundando-a
- Fêmea
- Tamanho: cerca de 1,5 cm de comprimento
- cor mais escura devido ao ceco com sangue semidigerido, com tegumento liso
- metade anterior: ventosa oral e acetábulo; seguido da vulva, depois o útero (com um ou dois ovos) e ovário
- metade posterior: preenchida pelas glândulas vitelogênicas (ou vitelinas) e o ceco
- Ovo
- tamanho: cerca de 150 micrômetros de comprimento por 60 de largura
- sem opérculo; formato oval
- na parte mais larga: apresenta espículo voltado para trás
- presença de um miracídio formado, visível pela transparência da casca
- caracteriza ovo maduro
- ovo maduro: forma usualmente encontrada nas fezes
- caracteriza ovo maduro
- Miracídio
- forma cilíndrica; dimensões médias: 180 micrômetros de comprimento por 64 micrômetros de largura
- células epidérmicas: onde se implantam os cílios (permitem o movimento no meio aquático)
- extremidade anterior: possui papila apical, ou terebratorium; pode se amoldar em forma de ventosa
- terebratorium possui
- terminações das glândulas adesivas anteriormente denominadas “glândulas de penetração” e “sacos digestivos”
- terminações da glândula de penetração anteriormente denominada “tubo digestivo primitivo"
- conjunto de cílios maiores; espículos anteriores (importantes no processo de penetração nos moluscos); terminações nervosas (funções tácteis e sensoriais)
- terebratorium possui
- aparelho excretor
- composto por solenócitos ou “células flama”
- são em número de quatro, apresentando-se em pares; ligadas por um sistema de canalículos drenados para uma ampola excretora, a qual termina no poro excretor
- composto por solenócitos ou “células flama”
- sistema nervoso
- muito primitivo; possui massa celular nervosa central (se ramifica e se conecta com células nervosas periféricas por meio de cordões nervosos formados de células bipolares)
- responsável pela contratilidade e motilidade da larva: aciona a camada muscular subepitelial
- muito primitivo; possui massa celular nervosa central (se ramifica e se conecta com células nervosas periféricas por meio de cordões nervosos formados de células bipolares)
- células germinativas
- em número de 50 a 100; darão continuidade ao ciclo no caramujo; encontram-se na parte anterior do corpo da larva
- Cercária
- comprimento: 500 micrômetros; cauda bifurcada medindo 230 por 50 micrômetros
- corpo cercariano com 190 por 70 micrômetros
- ventosa oral: apresenta as terminações das chamadas glândulas de penetração, quatro pares pré-acetabulares e quatro pares pós-acetabulares
- abertura que se conecta com o intestino primitivo, primórdio do sistema digestivo
- ventosa ventral ou acetábulo: maior; musculatura mais desenvolvida
- através desta ventosa a cercária fixa-se na pele do hospedeiro no processo de penetração
- sistema excretor: constituído de quatro pares de células flama
- cauda: estrutura que irá se perder rapidamente no processo de penetração
- não apresenta órgãos definidos: serve apenas para movimentação da larva no meio líquido
- comprimento: 500 micrômetros; cauda bifurcada medindo 230 por 50 micrômetros
- helminto dioico
Ciclo Biológico
- heteroxênico
- necessita de um ou mais hospedeiros para o ciclo ser completo
- S. mansoni: dois hospedeiros; molusco e homem
- necessita de um ou mais hospedeiros para o ciclo ser completo
- Habitat
- vermes adultos vivem no sistema porta
- esquistossômulos: quando chegam ao fígado apresentam um ganho de biomassa exponencial
- após atingirem a maturidade sexual (em torno de 25 dias), migram para os ramos terminais da veia mesentérica inferior, principalmente na altura da parede intestinal do plexo hemorroidário
- onde se acasalam, e, em torno do 35º dia, fêmeas iniciam postura dos ovos
- Schistosoma mansoni: ao atingir a fase adulta no sistema vascular do homem, alcança veias mesentéricas (principalmente a veia mesentérica inferior), migrando contra a corrente circulatória
- após atingirem a maturidade sexual (em torno de 25 dias), migram para os ramos terminais da veia mesentérica inferior, principalmente na altura da parede intestinal do plexo hemorroidário
- esquistossômulos: quando chegam ao fígado apresentam um ganho de biomassa exponencial
- fêmeas
- fazem a postura no nível da submucosa
- idade do parasito interfere na postura
- cada fêmea põe cerca de 400 ovos por dia (na parede de capilares e vênulas); cerca de 50% deles ganham o meio externo
- idade do parasito interfere na postura
- fazem a postura no nível da submucosa
- vida média do S. mansoni: cinco anos; alguns casais podem viver mais de 30 anos eliminando ovos
- ovos colocados: tornam-se maduros em cerca de 1 semana (miracídio formado); da submucosa chegam à luz intestinal
- vermes adultos vivem no sistema porta
- Ovos: passagem da submucosa à luz intestinal
- fatores
- reação inflamatória: processo mais importante; em animais imunossuprimidos ocorre acúmulo de ovos nas paredes intestinais
- pressão dos ovos - postos um atrás do outro ("bombeamento”)
- enzimas proteolíticas (quebram ligações peptídicas entre aminoácidos das proteínas): produzidas pelo miracídio; lesam os tecidos
- adelgaçamento (diminuição da espessura; estreitamento) da parede do vaso: provocado pela distensão dele com a presença do casal na sua luz
- perfuração da parede venular: já debilitada pelos outros fatores; auxiliada pela descamação epitelial provocada pela passagem do bolo fecal
- ovos ganham a luz intestinal e são excretados juntamente com as fezes
- migração: demora no mínimo 6 dias (tempo de maturação do ovo)
- miracídios morrem se os ovos não atingirem a luz intestinal em até 20 dias
- Ovos: podem ficar presos na mucosa intestinal ou ser arrastados para o fígado
- ovos eliminados nas fezes: vivem de 24 horas (fezes líquidas) a cinco dias (fezes sólidas)
- Alcançando a água: ovos liberam miracídio, estimulado por fatores (temperaturas mais altas, luz intensa e oxigenação da água)
- ovos eliminados nas fezes: vivem de 24 horas (fezes líquidas) a cinco dias (fezes sólidas)
- Ovos: podem ficar presos na mucosa intestinal ou ser arrastados para o fígado
- miracídios morrem se os ovos não atingirem a luz intestinal em até 20 dias
- fatores
- Miracídios e moluscos (Biomphalaria glabrata)
- 30% dos miracídios são capazes de penetrar e evoluir em B. glabrata
- larva: perde glândulas de adesão e penetração e outras estruturas no processo de penetração
- perda do epitélio ciliado; degeneração do terebratorium; desaparecimento da musculatura subepitelial e, por último, do sistema nervoso (pode persistir por mais alguns dias)
- alterações: duram 48 horas (exceto o desaparecimento do sistema nervoso)
- perda do epitélio ciliado; degeneração do terebratorium; desaparecimento da musculatura subepitelial e, por último, do sistema nervoso (pode persistir por mais alguns dias)
- larva: perde glândulas de adesão e penetração e outras estruturas no processo de penetração
- Atração miracidiana com moluscos
- substâncias produzidas pelos moluscos difundidas pelo meio aquático; detectadas pelas terminações sensoriais da papila apical ou terebratorium
- substâncias: estimulam concentração e movimentação do miracídio próximo ao estímulo - caramujo
- papel significativo no processo de penetração; substâncias (denominadas miraxone) não se relacionam a seletividade pelo caramujo do gênero Biomphalaria
- substâncias: estimulam concentração e movimentação do miracídio próximo ao estímulo - caramujo
- substâncias produzidas pelos moluscos difundidas pelo meio aquático; detectadas pelas terminações sensoriais da papila apical ou terebratorium
- Penetração: intensos movimentos do miracídio + ação enzimática
- capacidade de penetração do miracídio: 8 horas; influenciada pela temperatura
- agitação intensa do miracídio; movimentos contráteis e rotatórios comandados pelas vibrações ciliares e ação da musculatura subepitelial
- glândula de penetração: descarrega enzimas proteolíticas que iniciam a digestão dos tecidos
- larva se estabelece no epitélio subtegumentar
- penetra em qualquer ponto do caramujo; principalmente base das antenas e pé
- penetração: leva de 10 a 15 minutos
- penetra em qualquer ponto do caramujo; principalmente base das antenas e pé
- larva se estabelece no epitélio subtegumentar
- glândula de penetração: descarrega enzimas proteolíticas que iniciam a digestão dos tecidos
- agitação intensa do miracídio; movimentos contráteis e rotatórios comandados pelas vibrações ciliares e ação da musculatura subepitelial
- capacidade de penetração do miracídio: 8 horas; influenciada pela temperatura
- 30% dos miracídios são capazes de penetrar e evoluir em B. glabrata
- Esporocisto
- Transformação do miracídio em um saco com paredes cuticulares contendo a geração das células germinativas ou reprodutivas
- apresenta movimentos amebóides
- células germinativas se multiplicam
- após 72 horas: esporocisto I dobra de tamanho
- após 14 dias: esporocisto II
- condições ideais de temperatura (entre 25° e 28°C)
- vacuolização acentuada na parte central da larva
- aglomerados de células germinativas: se reorganizam; dão origem a septos
- cada septo ou camada: considerado um esporocisto II
- aglomerados de células germinativas: se reorganizam; dão origem a septos
- vacuolização acentuada na parte central da larva
- condições ideais de temperatura (entre 25° e 28°C)
- após 14 dias: esporocisto II
- após 72 horas: esporocisto I dobra de tamanho
- células germinativas se multiplicam
- musculatura da parede: formação de espinhos na parte mais extrema da cutícula; fundamental na motilidade e capacidade de migração intratecidual das larvas
- migração dos esporocistos II nos tecidos: início no 18º dia de infecção do molusco; após saída da estrutura do esporocisto primário por um hipotético poro de nascimento
- saída dos esporocistos do local de penetração do miracídio até as glândulas digestivas, ou hepatopâncreas, leva de 2 a 3 dias
- localização final dos esporocistos: espaços intertubulares da glândula digestiva (local com riqueza de nutrientes)
- sofre profundas modificações anatômicas no seu conteúdo de células germinativas
- estruturas definidas no esporocisto II após atingir destino final
- primeira: poro de nascimento; segunda: cercárias desenvolvidas ou em desenvolvimento; terceira: células embrionárias - poderão representar um outro tipo de reprodução
- estruturas definidas no esporocisto II após atingir destino final
- sofre profundas modificações anatômicas no seu conteúdo de células germinativas
- localização final dos esporocistos: espaços intertubulares da glândula digestiva (local com riqueza de nutrientes)
- saída dos esporocistos do local de penetração do miracídio até as glândulas digestivas, ou hepatopâncreas, leva de 2 a 3 dias
- migração dos esporocistos II nos tecidos: início no 18º dia de infecção do molusco; após saída da estrutura do esporocisto primário por um hipotético poro de nascimento
- esporocistos III
- transplante de esporocistos-filhos: possível aparecimento de até seis novas gerações desses mesmos esporocistos, sucedendo-se umas às outras
- prolongada eliminação de cercárias
- transplante de esporocistos-filhos: possível aparecimento de até seis novas gerações desses mesmos esporocistos, sucedendo-se umas às outras
- Cercária
- formação cercariana: inicia-se com disposição das células germinativas em uma mórula; centro - encontra-se uma grande célula basófila, com núcleo grande e vesicular
- crescimento da mórula: célula central se multiplica - primórdio das glândulas de penetração; células externas da mórula: originam duas camadas celulares da cercária, constituída de fibras longitudinais e circulares
- formação de uma cutícula acelular e duas ventosas
- formação completa da cercária (até emergência para meio aquático): de 27 a 30 dias; em condições ideais de temperatura (cerca de 28°C)
- único miracídio: pode gerar de 100 a 300 mil cercárias
- cada miracídio já leva definido o sexo das cercárias que serão produzidas
- regulação da evolução das formas parasitárias intramolusco em função da carga infectante dos miracídios
- cada miracídio já leva definido o sexo das cercárias que serão produzidas
- único miracídio: pode gerar de 100 a 300 mil cercárias
- crescimento da mórula: célula central se multiplica - primórdio das glândulas de penetração; células externas da mórula: originam duas camadas celulares da cercária, constituída de fibras longitudinais e circulares
- emergência das cercárias: saída dos organismos dos esporocistos-filhos
- glândulas de escape atuantes
- passagem para meio exterior: formação de vesículas no epitélio do manto e pseudobrânquia
- ritmo circadiano para emergência: papel fundamental da luz
- B. glabrata: pode eliminar por dia, em média, até 4.500 cercárias
- cercárias: podem viver por 36 a 48 horas; maior atividade e capacidade infectiva nas primeiras oito horas de vida
- B. glabrata: pode eliminar por dia, em média, até 4.500 cercárias
- ritmo circadiano para emergência: papel fundamental da luz
- passagem para meio exterior: formação de vesículas no epitélio do manto e pseudobrânquia
- glândulas de escape atuantes
- nada pela água e alcança a pele do homem: se fixa entre os folículos pilosos; auxílio das duas ventosas e substância mucoproteica secretada por suas glândulas acetabulares
- tomam posição vertical, apoiando-se na pele por meio da ventosa oral
- Por ação lítica (glândulas de penetração) e ação mecânica (movimentos vibratórios intensos): promovem penetração do corpo cercariano e perda da cauda (processo dura de 5 a 15 minutos)
- penetração e migração: esvaziamento das glândulas pré-acetabulares ricas em enzimas proteolíticas
- Após penetração: larvas resultantes (esquistossômulos) adaptam-se às condições fisiológicas do meio interno, migram pelo tecido subcutâneo e, ao penetrarem num vaso são levadas passivamente até os pulmões, pelo sistema vascular sanguíneo, via coração direito
- Dos pulmões: esquistossômulos se dirigem para o sistema porta, podendo usar duas vias para realizar essa migração: uma via sanguínea (tradicionalmente aceita) e outra intratecidual
- migração pela via sanguínea: arteríolas pulmonares e capilares alveolares; esquistossômulos ganham veias pulmonares (pequena circulação), chegam ao coração esquerdo; são disseminados pela aorta (grande circulação) para os mais diversos pontos até chegarem à rede capilar terminal - os que chegam ao sistema porta intra-hepático permanecem ali; os demais reiniciam novo ciclo ou perecem
- via principal
- via transtissular: esquistossômulos - dos alvéolos pulmonares perfuram parênquima pulmonar, atravessam a pleura e o diafragma e chegam à cavidade peritoneal, perfurando a cápsula e o parênquima hepático e alcançando o sistema porta intra-hepático
- migração pela via sanguínea: arteríolas pulmonares e capilares alveolares; esquistossômulos ganham veias pulmonares (pequena circulação), chegam ao coração esquerdo; são disseminados pela aorta (grande circulação) para os mais diversos pontos até chegarem à rede capilar terminal - os que chegam ao sistema porta intra-hepático permanecem ali; os demais reiniciam novo ciclo ou perecem
- Dos pulmões: esquistossômulos se dirigem para o sistema porta, podendo usar duas vias para realizar essa migração: uma via sanguínea (tradicionalmente aceita) e outra intratecidual
- Após penetração: larvas resultantes (esquistossômulos) adaptam-se às condições fisiológicas do meio interno, migram pelo tecido subcutâneo e, ao penetrarem num vaso são levadas passivamente até os pulmões, pelo sistema vascular sanguíneo, via coração direito
- penetração e migração: esvaziamento das glândulas pré-acetabulares ricas em enzimas proteolíticas
- Por ação lítica (glândulas de penetração) e ação mecânica (movimentos vibratórios intensos): promovem penetração do corpo cercariano e perda da cauda (processo dura de 5 a 15 minutos)
- tomam posição vertical, apoiando-se na pele por meio da ventosa oral
- no sistema porta intra-hepático: esquistossômulos se alimentam e se desenvolvem, transformando-se em machos e fêmeas 25 a 28 dias após a penetração
- migram, acasalados, para o território da veia mesentérica inferior, onde farão oviposição
- ovos: depositados nos tecidos em torno do 35° dia da infecção; imaturos - formação do miracídio (ovo maduro) demanda seis dias
- primeiros ovos: vistos nas fezes cerca de 42 dias após a infecção do hospedeiro
- ovos: depositados nos tecidos em torno do 35° dia da infecção; imaturos - formação do miracídio (ovo maduro) demanda seis dias
- migram, acasalados, para o território da veia mesentérica inferior, onde farão oviposição
- formação cercariana: inicia-se com disposição das células germinativas em uma mórula; centro - encontra-se uma grande célula basófila, com núcleo grande e vesicular
- heteroxênico
Transmissão
- cercárias (forma infectante): penetram mais frequentemente nos pés e pernas - áreas do corpo que mais entram em contato com águas contaminadas
- horário - vistas em maior quantidade na água e maior atividade: entre 10 e 16 horas (luz solar e calor mais intensos)
- locais com transmissão mais frequente - focos peridomiciliares: valas de irrigação de hortas, açudes (reservatórios de água e local de brinquedo de crianças) e pequenos córregos que lavadeiras e crianças costumam frequentar
- horário - vistas em maior quantidade na água e maior atividade: entre 10 e 16 horas (luz solar e calor mais intensos)
- Penetração ativa das cercárias na pele e mucosa
- cercárias (forma infectante): penetram mais frequentemente nos pés e pernas - áreas do corpo que mais entram em contato com águas contaminadas
Manifestações clínicas
- Esquistossomose Crônica
- grandes variações clínicas: dependendo de serem alterações predominantemente intestinais, hepatointestinais ou hepatoesplênicas
- Intestino
- diarreia mucossanguinolenta, dor abdominal e tenesmo
- casos crônicos graves: pode haver fibrose da alça retossigmoide, levando a diminuição do peristaltismo (movimentos peristálticos “normais”) e constipação constante
- diarreia mucossanguinolenta: devida à passagem simultânea de vários ovos para a luz intestinal, ocasionando pequenas (mas numerosas) hemorragias e edema (inchaço)
- tumorações localizadas, anômalas - “formas pseudoneoplásicas”
- maioria dos casos crônicos é benigna: predominância de alguns granulomas nodulares; sintomas - dores abdominais, fases de diarréia mucossanguinolenta e constipação, intercaladas de longos períodos normais
- casos raros: devidos à presença de grande número de ovos num determinado ponto, provocando inflamação, com neoformação celular e fibrosamento
- podem ser confundidos com carcinoma
- esquistossomose por S. haematobium: presença de ovos nas paredes da bexiga induz formação de tumores malignos das células escamosas
- podem ser confundidos com carcinoma
- casos raros: devidos à presença de grande número de ovos num determinado ponto, provocando inflamação, com neoformação celular e fibrosamento
- diarreia mucossanguinolenta, dor abdominal e tenesmo
- Fígado
- alterações hepáticas típicas: surgem a partir do início da oviposição e formação de granulomas
- quadro evolutivo - depende do número de ovos que chegam a esse órgão e grau de reação granulomatosa que os ovos induzem
- início: fígado apresenta-se aumentado de volume e bastante doloroso à palpação
- ovos: prendem-se nos espaços porta com formação de numerosos granulomas
- efeito acumulativo das lesões granulomatosas em torno dos ovos: alterações hepáticas se tornarão mais sérias
- numa fase mais adiantada pode estar menor e fibrosado
- quadro de “fibrose de Symmers": peripileflebite granulomatosa, com neoformação conjuntivovascular ao redor dos vasos portais; retração da cápsula hepática (cápsula de Glisson) por fibrosamento dos espaços porta e manutenção da integridade do parênquima hepático
- provoca formação de saliências ou lobulações
- quadro de “fibrose de Symmers": peripileflebite granulomatosa, com neoformação conjuntivovascular ao redor dos vasos portais; retração da cápsula hepática (cápsula de Glisson) por fibrosamento dos espaços porta e manutenção da integridade do parênquima hepático
- ovos: prendem-se nos espaços porta com formação de numerosos granulomas
- granulomas hepáticos: irão causar endoflebite aguda e fibrose periportal
- obstrução dos ramos intra-hepáticos da veia porta com formação de pequenos trombos
- obstrução: causa manifestação mais típica e mais grave (hipertensão portal)
- hipertensão: poderá intensificar-se com a evolução da doença, causando uma série de alterações
- obstrução: causa manifestação mais típica e mais grave (hipertensão portal)
- obstrução dos ramos intra-hepáticos da veia porta com formação de pequenos trombos
- alterações hepáticas típicas: surgem a partir do início da oviposição e formação de granulomas
- Esplenomegalia (aumento do baço)
- Inicialmente: ocorre hiperplasia do tecido reticular e dos elementos do sistema monocítico fagocitário (provocada por um fenômeno imunoalérgico)
- predomina na polpa vermelha e no centro germinal dos folículos linfóides: proliferação basofílica; coincide com aumento de imunoglobulinas
- ocorre posteriormente, devido sobretudo à congestão passiva do ramo esplénico (veia esplénica do sistema porta) com distensão dos sinusóides
- predomina na polpa vermelha e no centro germinal dos folículos linfóides: proliferação basofílica; coincide com aumento de imunoglobulinas
- Inicialmente: ocorre hiperplasia do tecido reticular e dos elementos do sistema monocítico fagocitário (provocada por um fenômeno imunoalérgico)
- Varizes
- desenvolvimento: circulação colateral anormal intrahepática (shunts) e anastomoses no nível do plexo hemorroidário, umbigo, região inguinal e esôfago
- tentativa de compensar a circulação portal obstruída e diminuir hipertensão portal
- circulação colateral do esôfago: leva a formação das "varizes esofagianas"; podem romper-se, provocando uma hemorragia, muitas vezes fatal
- tentativa de compensar a circulação portal obstruída e diminuir hipertensão portal
- desenvolvimento: circulação colateral anormal intrahepática (shunts) e anastomoses no nível do plexo hemorroidário, umbigo, região inguinal e esôfago
- Ascite (barriga d’água)
- visto nas formas hepatoesplênicas mais graves
- decorre das alterações hemodinâmicas - principalmente a hipertensão
- acúmulo de líquido (ascítico) que contém proteínas dentro do abdômen
- decorre das alterações hemodinâmicas - principalmente a hipertensão
- visto nas formas hepatoesplênicas mais graves
- Outras localizações
- Através das circulações colaterais anômalas (shunts intrahepáticos) ou anastomoses utilizadas (principalmente da mesentérica inferior ligando-se com a pudenda interna e essa dirigindo-se para a cava inferior
- alguns ovos passariam a circulação venosa, ficando retidos nos pulmões
- Nos capilares do pulmão: ovos dão origem a granulomas pulmonares; podem levar a duas consequências
- 1ª: dificultando pequena circulação e causando aumento do esforço cardíaco - poderá chegar até a insuficiência cardíaca, tipo cor pulmonale (aumento do ventrículo direito secundário à pneumopatia; provoca hipertensão arterial pulmonar, sucedida por insuficiência ventricular direita)
- 2ª: viabilizando ligações arteriovenosas (shunts); permitem passagem de ovos do parasito para a circulação geral e encistamento dos mesmos em vários órgãos - formação de granulomas, inclusive no SNC (Sistema Nervoso Central)
- ovos do parasito: nos pulmões, tendem a se encalhar nas arteríolas; a partir do coração direito, são distribuídos nesses órgãos pelas artérias pulmonares
- Na literatura: citações de encontro de ovos até no sêmen humano; casos parecem devidos à localização de casais de S. mansoni nas veias seminais
- Localizações ectópicas de granulomas: pele, pâncreas, testículos, ovários, baço (muito raro) e apêndice cecal
- graves: formas medulares agudas, que podem levar a paraplegia
- podem ser causadas por ovos isolados ou conjunto de ovos depositados em nível torácico inferior ou lombossacro (região do dorso e lombar)
- via mais provável para ovos ou vermes atingirem a medula ou o SNC (neuroesquistossomose): anastomoses (comunicação, natural ou resultante de processo cirúrgico, entre tubos, vasos sanguíneos ou nervos da mesma natureza) do plexo venoso vertebral de Batson
- Nesses locais: foram encontrados até vermes adultos, com dezenas de ovos, formando granulomas necrótico-exsudativos, com células epitelióides e infiltrado linfocitário e eosinofílico
- reação granulomatosa intensa, lesando o tecido nervoso
- terapêutica (cortisona seguida de praziquantel): deve ser imediata para se evitar ampliação das lesões
- reação granulomatosa intensa, lesando o tecido nervoso
- graves: formas medulares agudas, que podem levar a paraplegia
- Através das circulações colaterais anômalas (shunts intrahepáticos) ou anastomoses utilizadas (principalmente da mesentérica inferior ligando-se com a pudenda interna e essa dirigindo-se para a cava inferior
- Lesões a distância
- devidas a antígenos e complexos antígeno-anticorpo - tendem a depositar-se em certos órgãos (rins, pulmões)
- imunocomplexos: capazes de ativar o complemento, desencadeando reações inflamatórias
- rim: lesões nos glomérulos (unidade funcional dos rins - filtração do sangue e eliminação de metabólicos), levando a lesões por proteinúria (presença de proteínas na urina acima do normal) e hematúria (muitos eritrócitos - glóbulos vermelhos - na urina)
- sintomatologia variada: fases aguda e crônica até forma descompensada, com ou sem hipertensão, ascite, complicações vasculopulmonares, icterícia e encefalopatias
- paciente pode apresentar uma forma, várias formas ou passar de uma forma para outra no quadro evolutivo
- maior número de vermes: maior deposição de ovos e maiores lesões
- tempo do parasitismo e estado nutricional do paciente: fatores importantes na gravidade do caso; quanto mais antigo for o parasitismo, maior acúmulo de lesões ocorrerá
- esquistossomose: doença de múltiplos mecanismos, com lesões diretamente ligadas à presença local do agente etiológico (cercárias, esquistossômulos, vermes adultos, ovos), alterações hemodinâmicas (pressão arterial), alterações da reatividade imunológica, lesões a distância devidas a imunocomplexos, e repercussões gerais sobre o organismo, além de interagir e favorecer outras patologias por agentes infecciosos
- devidas a antígenos e complexos antígeno-anticorpo - tendem a depositar-se em certos órgãos (rins, pulmões)
- Intestino
- grandes variações clínicas: dependendo de serem alterações predominantemente intestinais, hepatointestinais ou hepatoesplênicas
- Esquistossomose aguda
- Fase aguda
- sintomas mais exuberantes: aparecem em torno de 50 dias; pode durar até cerca de 120 dias após a infecção (fase aguda toxêmica)
- disseminação miliar de ovos, principalmente na parede do intestino, com áreas de necrose
- causa enterocolite aguda e no fígado (e em outros órgãos; no pulmão, pode simular tuberculose)
- formação de granulomas e forma toxêmica
- doença aguda, febril, acompanhada de sudorese, calafrios, emagrecimento, febre alta, fenômenos alérgicos
- diarreia, disenteria, cólicas, tenesmo, hepatoesplenomegalia (aumento do fígado e baço) discreta, linfadenia (aumento dos gânglios linfáticos)
- leucocitose com eosinofilia, aumento das globulinas e alterações discretas das funções hepáticas (transaminases - enzimas atuantes em funções no fígado)
- fase toxêmica: em alguns casos, pode ser letal
- fase aguda, na maioria dos casos, apresenta manifestações clínicas pouco intensas e evolui, num período de 4 a 6 meses, para a fase crônica
- lesões hepatoesplênicas: devidas a hipersensibilidade do hospedeiro aos antígenos solúveis secretados pelos ovos
- hipersensibilidade: maior no início da infecção
- decresce espontaneamente na fase crônica da doença - redução do tamanho dos granulomas e modulação da resposta imune resulta na eventual redução da sintomatologia
- granuloma da fase crônica: benéfico para o paciente, apesar de parecer paradoxal, já que a esquistossomose é tipicamente uma imunopatologia
- em indivíduos e animais imunossuprimidos não ocorre reação granulomatosa; existe uma extensa área de necrose coliquativa em torno do ovo - enzimas proteolíticas produzidas pelo ovo
- granuloma da fase crônica: benéfico para o paciente, apesar de parecer paradoxal, já que a esquistossomose é tipicamente uma imunopatologia
- decresce espontaneamente na fase crônica da doença - redução do tamanho dos granulomas e modulação da resposta imune resulta na eventual redução da sintomatologia
- hipersensibilidade: maior no início da infecção
- lesões hepatoesplênicas: devidas a hipersensibilidade do hospedeiro aos antígenos solúveis secretados pelos ovos
- fase aguda, na maioria dos casos, apresenta manifestações clínicas pouco intensas e evolui, num período de 4 a 6 meses, para a fase crônica
- fase toxêmica: em alguns casos, pode ser letal
- leucocitose com eosinofilia, aumento das globulinas e alterações discretas das funções hepáticas (transaminases - enzimas atuantes em funções no fígado)
- diarreia, disenteria, cólicas, tenesmo, hepatoesplenomegalia (aumento do fígado e baço) discreta, linfadenia (aumento dos gânglios linfáticos)
- doença aguda, febril, acompanhada de sudorese, calafrios, emagrecimento, febre alta, fenômenos alérgicos
- formação de granulomas e forma toxêmica
- causa enterocolite aguda e no fígado (e em outros órgãos; no pulmão, pode simular tuberculose)
- disseminação miliar de ovos, principalmente na parede do intestino, com áreas de necrose
- sintomas mais exuberantes: aparecem em torno de 50 dias; pode durar até cerca de 120 dias após a infecção (fase aguda toxêmica)
- Fase pré-postural
- fase com sintomatologia variada
- Ocorre cerca de 10 a 35 dias após a infecção
- forma inaparente ou assintomática
- sintomas: mal-estar, com ou sem febre, problemas pulmonares (tosse)
- dores musculares, desconforto abdominal e quadro de hepatite aguda (causada, provavelmente, pelos produtos da destruição dos esquistossômulos)
- sintomas: mal-estar, com ou sem febre, problemas pulmonares (tosse)
- forma inaparente ou assintomática
- Ocorre cerca de 10 a 35 dias após a infecção
- fase com sintomatologia variada
- Fase aguda
- Esquistossomose Crônica
Patogenia
- média de ovos muito elevada na região: forma hepatoesplênica e formas pulmonares frequentes
- ligada a vários fatores: cepa do parasito, carga parasitária adquirida, idade, estado nutricional e resposta imunitária
- alterações cutâneas (dermatites) e hepáticas: grandemente influenciadas pela resposta imunológica peculiar do paciente diante dos antígenos dos esquistossômulos e dos ovos
- Cercária
- dermatite cercariana ou dermatite do nadador; cercárias penetram na pele do ser humano
- dermatite: “sensação de comichão, erupção urticariforme”; seguida, dentro de 24 horas, por “eritema, edema, pequenas pápulas e dor”
- mais intensa nas reinfecções (hipersensibilidade): interferência de mastócitos (liberação de histamina), complemento, eosinófilos e IgE
- processo imunoinflamatório muito importante na imunidade concomitante; grande destruição de cercárias e esquistossômulos na pele e nos pulmões
- dermatite cercariana ou dermatite do nadador; cercárias penetram na pele do ser humano
- Esquistossômulos
- 3 dias após penetração das cercárias na pele: esquistossômulos são levados aos pulmões
- a partir da segunda semana após a infecção: podem ser encontrados nos vasos do fígado e, posteriormente, no sistema porta intra-hepático
- pode haver linfadenia (aumento dos gânglios linfáticos) generalizada, febre, aumento volumétrico do baço e sintomas pulmonares
- a partir da segunda semana após a infecção: podem ser encontrados nos vasos do fígado e, posteriormente, no sistema porta intra-hepático
- mecanismos de evasão à ação da resposta imune
- síntese ou aquisição de moléculas semelhantes às do seu hospedeiro (mimetismo e mascaramento antigênico)
- capacidade de renovação do tegumento lesado pela ação do sistema de complemento, imunoglobulinas e células efetoras
- síntese ou aquisição de moléculas semelhantes às do seu hospedeiro (mimetismo e mascaramento antigênico)
- 3 dias após penetração das cercárias na pele: esquistossômulos são levados aos pulmões
- Vermes adultos
- possuem camadas tegumentares espessas (heptalaminares)
- Após maturação dos vermes adultos nos ramos intra-hepáticos do sistema porta: migram para a veia mesentérica inferior (ou mesmo, ectopicamente, para outras localizações)
- vermes vivos: permanecem aí por longos anos e não produzem lesões de monta
- vermes mortos: podem provocar lesões extensas, embora circunscritas; lesões principalmente no fígado, para onde os vermes são arrastados pela circulação porta
- vermes adultos (hematófagos) espoliam o hospedeiro devido ao seu alto metabolismo
- S. mansoni: consome 2,5 mg de Fe por dia e um quinto de seu peso seco de glicose
- vermes vivos: permanecem aí por longos anos e não produzem lesões de monta
- Ovos
- fundamentais na patogenia da esquistossomose
- pequeno número de ovos viáveis consegue atingir luz intestinal: lesões produzidas são mínimas; reparações teciduais rápidas
- grande número de ovos: podem provocar hemorragias, edemas da submucosa e fenômenos degenerativos, com formações ulcerativas pequenas e superficiais; essas lesões são em geral reparadas, havendo a reconstituição da integridade dos tecidos
- ovos que atingem o fígado: lá permanecem e causam as alterações mais importantes da doença
- grande número de ovos: podem provocar hemorragias, edemas da submucosa e fenômenos degenerativos, com formações ulcerativas pequenas e superficiais; essas lesões são em geral reparadas, havendo a reconstituição da integridade dos tecidos
- pequeno número de ovos viáveis consegue atingir luz intestinal: lesões produzidas são mínimas; reparações teciduais rápidas
- antígeno solúvel excretado pelos poros do ovo vivo: provocará reação inflamatória granulomatosa
- deposição dos ovos: evento fundamental; complexo fisiopatológico promoverá formação do granuloma (ovo + reação granulomatosa que o envolve)
- fases dos granulomas
- fase necrótica-exsudativa
- zona de necrose em volta do ovo, circundada por exsudação de eosinófilos, neutrófilos e histiócitos com deposição de material eosinofílico (fenômeno de Hoeppli)
- fase produtiva ou de reação histiocitária
- início de reparação da área necrosada
- fase de cura ou fibrose
- granuloma endurecido - denominado nódulo
- fase necrótica-exsudativa
- Em seguida: poderá haver calcificação do ovo ou mesmo absorção e desaparecimento do granuloma
- granulomas: podem apresentar-se em pontos isolados ou difusos no intestino grosso e fígado
- Lesões granulomatosas: principais responsáveis pelas variações clínicas e pelas complicações digestivas e circulatórias vistas
- mesmo antes da postura de ovos: podem ocorrer alterações orgânicas
- fundamentais na patogenia da esquistossomose
Imunidade
- Imunopatologia
- esquistossomose mansoni: basicamente uma doença recorrente da resposta inflamatória granulomatosa que ocorre em torno dos ovos vivos do parasito
- alguns ovos são potentes enzimas proteolíticas
- antígenos solúveis dos ovos: induzem resposta imunológica humoral e celular; fundamentais na formação da reação granulomatosa - doença
- fase aguda
- reação granulomatosa é exacerbada; atinge volume considerável - pode chegar até mais de cem vezes o volume do ovo
- fase crônica
- granuloma atinge dimensões bem menores
- constitui vantagens para o hospedeiro
- granuloma atinge dimensões bem menores
- esquistossomose mansoni: basicamente uma doença recorrente da resposta inflamatória granulomatosa que ocorre em torno dos ovos vivos do parasito
- Imunodeprimidos
- maior número de parasitos
- acúmulos de ovos nas paredes intestinais
- ovos lesam área bem maior do que a constituída pelo granuloma
- Imunopatologia
Agente etiológico e Taxonomia
- Schistosoma mansoni
- espécie
- Reino: Animalia; Filo: Platyhelminthes (Platy: achatado; helminthe: verme)
- Família: Schistosomatidae; Subfamília: Schistosomatinae; Gênero: Schistosoma
- Classe: Trematoda; Ordem: Strigeatida
- moluscos do gênero Biomphalaria
- hospedeiros intermediários
- principalmente B. glabrata
- Outras espécies do gênero Schistosoma
- Schistosoma japonicum
- causa a esquistossomose japônica (moléstia de Katayama)
- vermes adultos não têm papilas em seu tegumento; ovos são subesféricos, com um rudimento de espinho lateral; vermes adultos vivem no sistema porta e os ovos são eliminados pelas fezes;
- hospedeiros intermediários - moluscos do gênero Oncomelania
- presente na China, Japão, Ilhas Filipinas e sudeste asiático
- Schistosoma mekongi
- presente no vale do rio Mekong, no Camboja
- muito semelhante ao S. japonicum
- caramujo "Neotricula aperta" como hospedeiro intermediário
- parasita o sistema porta do homem e de alguns animais (cães, roedores)
- Schistosoma intercalatum
- causa a esquistossomose intestinal encontrada no interior da África Central
- vermes adultos localizam-se no sistema porta
- ovos elipsoides com esporão terminal; eliminados pelas fezes
- hospedeiros intermediários pertencem ao gênero Bulinus
- ovos elipsoides com esporão terminal; eliminados pelas fezes
- Schistosoma haematobium
- agente da esquistossomose vesical ou hematúria do Egito
- ovos são elipsóides, com esporão terminal; eliminados pela urina, uma vez que os vermes adultos permanecem nos ramos pélvicos do sistema porta
- hospedeiros intermediários: moluscos, principalmente do gênero Bulinus
- ovos são elipsóides, com esporão terminal; eliminados pela urina, uma vez que os vermes adultos permanecem nos ramos pélvicos do sistema porta
- encontrado em grande parte da África (principalmente Egito), Oriente Próximo e Médio e Europa (principalmente a Córsega)
- agente da esquistossomose vesical ou hematúria do Egito
- Schistosoma japonicum
- Schistosoma mansoni
Diagnóstico
- Clínico
- deve-se levar em conta a fase da doença (pré-postural, aguda ou crônica)
- fundamental importância: anamnese detalhada do caso do paciente (origem; hábitos, contato com água: pescarias, banhos, trabalhos, recreações etc.)
- deve-se levar em conta a fase da doença (pré-postural, aguda ou crônica)
- Laboratorial
- Métodos imunológicos ou indiretos
- medem a resposta do organismo ao hospedeiro (reações alérgicas, produção de anticorpos etc.) diante de antígenos do parasito
- Reação Intradérmica ou Intradermorreação: teste alérgico (hipersensibilidade tipo I)
- Reação de Fixação do Complemento e Reação de Hemaglutinação Indireta
- Radioimunoensaio e Método Imunoenzimático ou ELISA
- Técnica Imunoenzimática para Detecção de Antígenos Parasitários Circulantes (ELISA de Captura ou Sanduíche)
- Reação em Cadeia de Polimerase (PCR — Polimerase Chain Reaction)
- Pesquisa de Antígeno Circulante por Cromatografia em Papel (POC)
- Radioimunoensaio e Método Imunoenzimático ou ELISA
- Reação de Fixação do Complemento e Reação de Hemaglutinação Indireta
- Reação Intradérmica ou Intradermorreação: teste alérgico (hipersensibilidade tipo I)
- medem a resposta do organismo ao hospedeiro (reações alérgicas, produção de anticorpos etc.) diante de antígenos do parasito
- parasitológico de fezes ou direto
- encontro dos ovos do parasito nas fezes ou tecidos do paciente
- exame de fezes: métodos de sedimentação ou centrifugação em éter sulfúrico (baseados na alta densidade dos ovos); método de concentração por tamização (Kato-Katz)
- necessidade de repetir exame se a carga parasitária for baixa
- Outros exames
- Biópsia ou Raspagem da Mucosa Retal
- utilizado em situações específicas
- Ultrassonografia
- diagnostica alterações hepáticas, determinando com precisão o grau de fibrose
- quando a fibrose é pouco extensa pode ser confundida com outras etiologias (hepatite, salmoneloses, tuberculose etc)
- Biópsia ou Raspagem da Mucosa Retal
- exame de fezes: métodos de sedimentação ou centrifugação em éter sulfúrico (baseados na alta densidade dos ovos); método de concentração por tamização (Kato-Katz)
- encontro dos ovos do parasito nas fezes ou tecidos do paciente
- Métodos imunológicos ou indiretos
- Clínico
Epidemiologia
- espécies do gênero Schistosoma que afetam o homem chegaram às Américas durante o tráfico de escravos e com os imigrantes orientais e asiáticos
- numerosos indivíduos parasitados pelo S. haematobium e S. japonicum
- relação entre: presença de áreas de média e alta endemicidade e presença de Biomphalaria glabrata
- clima tropical propicia condições para transmissão
- Esquistossomose mansoni
- ocorrência na África, Antilhas e América do Sul
- Biomphalaria tenagophila: caramujo transmissor em algumas regiões do Estado do Rio de Janeiro, extensas áreas do Estado de São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais (focos isolados; cidades de Jaboticatubas, Itajubá, Ouro Branco, Paracatu e Belo Horizonte)
- 700 milhões em áreas de risco e 240 milhões de infectados em todo o mundo
- Brasil: 7 milhões de casos e 43 milhões de pessoas sob risco de infecção
- Nordeste e Sudeste (principalmente estado de Minas Gerais): maior incidência no país
- Fatores socioeconômicos: pobreza e falta de saneamento básico - tornam as pessoas dependentes de coleções de águas superficiais (contaminadas por fezes humanas) onde há risco
- faixas etárias mais jovens: maior prevalência e cargas parasitárias mais altas
- maior prevalência: atividades recreativas ou profissionais em águas contaminadas
- faixas etárias mais jovens: maior prevalência e cargas parasitárias mais altas
- Brasil: 7 milhões de casos e 43 milhões de pessoas sob risco de infecção
- espécies do gênero Schistosoma que afetam o homem chegaram às Américas durante o tráfico de escravos e com os imigrantes orientais e asiáticos
Tratamento
- praziquantel: droga atua inibindo o sistema excretor do parasito e nos canais de cálcio, causando contração muscular; paralisa o verme
- oxamniquina: efeito anticolinérgico, aumenta a motilidade do parasito e inibe a síntese de ácidos nucleicos
- via oral e dose única; taxa de cura (70 a 100%)
- Não existe vacina apesar de extensas pesquisas → um dos antígenos testados foi originalmente desenvolvido na Fiocruz
- via oral e dose única; taxa de cura (70 a 100%)
Profilaxia
- Saneamento básico e Educação sanitária
- Tratamento dos infectados e populações
- Controle de moluscos; principalmente os do gênero Biomphalaria
- alguns peixes se alimentam de caramujos; maneira natural de combater o hospedeiro intermediário do S. mansoni
- Utilização de produtos cercaricidas de uso tópico
- substâncias que impedem penetração cercariana na pele
- podem ser tóxicos se utilizados com frequência
- substâncias que impedem penetração cercariana na pele
Información
- Descripción
- Mapa Mental sobre Um Caso Real, creado por Vitória Beraldo el 07/12/2021.
- Creado por
- Vitória Beraldo
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