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Farmaco I → Farmacoterapia da acidez gástrica

Vitória Emanuelle Portugués

Farmaco I → Farmacoterapia da acidez gástrica

Contenido del mapa

Farmaco I → Farmacoterapia da acidez gástrica

  1. Objetivos do tratamento

    • ↓ o nível de acidez gástrica
      • Antagonista de histamina H2
      • Inibidor de bomba de prótons
      • Anticolinérgicos
    • Neutralizar o HCl
      • Antiácidos
    • ↑ proteção da mucosa
      • Agentes de revestimento e prostaglandinas
  2. FÁRMACOS QUE ↓ SECREÇÃO GÁSTRICA

    • IBP (Inibidor da bomba de prótons H+/K+/ATPase)
      • Supressores + potentes da secreção gástrica → supressão de 24-48h → efeito aparece em até 1h
      • 1ª escolha
      • ↓ secreção ácida basal e estimulada em 80-95%
      • Recomenda que seja adm. em jejum → 30 min antes das refeições → devido a necessidade de um pH ácido nos canalículos ácidos das células parietais para a ativação dos fármacos e visto que o alimento estimula a produção de ácido
      • Pode causar efeito rebote na retirada
      • Omeprazol (Peprazol)
      • Esomeprazol (Nexium)
      • Lansoprazol (Prazol)
      • Dexlansoprazol (Dexilant) *não é pró-fármaco*
      • Pantoprazol (Pantozol)
        • Usado para necessidade de supressão imediata
      • Rabeprazol (Pariet) *não é pró-fármaco*
      • Instáveis em ph ácido
      • São preparados com revestimento entérico
      • São pró-fármacos (maioria) → exige ativação em ambiente ácido
        • Após sua absorção na circulação sistêmica o IBP se difunde nas células parietais do estômago e acumula-se nos canalículos secretores de ácido onde é ativado pela formação de uma sulfenamida
        • Sulfenamida interage de modo covalente na bomba de prótons inibindo irreversivelmente a sua atividade (inibe a molécula da bomba)
      • Usos terapêuticos: cicatrização em úlcera gástricas e duodenais, DRGE, síndrome de Zollinger-Ellison, esofagite de refluxo, úlceras associadas à H. pylori
      • Efeitos adversos: poucos → mais comuns: náuseas, dor abdominal, prisão de ventre, flatulência → gravidez: categoria risco B → cautela no paciente com DM
      • OBS: novo inibidor da bomba de prótons → antagonista competitivo com o potássio → Vonoprazana (Inzelm)
        • Indicado para tratar úlcera gástrica e duodenal, esofagite de refluxo, manutenção de esofagite de refluxo em pacientes com recidiva, prevenção de recidiva de UG e UD durante adm de baixa dose AAS ou durante uso de AINEs → reações adversas comum: diarreia, náusea e constipação
        • Inibe a bomba de H+/K+/ATPase de forma reversível, competindo com os íons potássio → Vonoprazan interfere com a ligação do K+, ligando-se reversivelmente à bomba H+/K+/ATPase e competindo com este íon, reduzindo assim a sua disponibilidade na enzim
        • Não deve ser usado em grávidas
        • Pode ser adm independente da refeição ou do horário da refeição
        • Uma das vantagens do Vonoprazan aos IBP’s, é que não precisa de ser incluído numa formulação de revestimento entérico, uma vez que este não é decomposto pelo ácido e dissolve-se de imediato no estômago, quando administrado por VO, deslocando-se de seguida para o intestino delgado onde é absorvido
        • Se liga de forma igual as células em repouso ou ativas, independente do nível de secreção ácida. Ou seja, o acúmulo e a ativação de ácido são necessárias para a ação dos IBP’s, mas não são necessárias para a ação do Vonoprazan
        • IBP: tem algumas limitações quanto à sua eficácia: pequeno tempo de meia-vida plasmática, a insuficiência na supressão de ácido durante a noite (secreção basal) e o início lento de ação
    • Antagonistas dos receptores de histamina H2
      • Menos potentes que IBP
      • Inibe secreção ácida em 70% durante 24h
      • + efetivo a noite → inibe secreção ácida basal
      • Pode apresentar tolerância em poucos dias e efeito rebote na retirada
      • Mecanismo: Histamina se liga ao H2 e bloqueia → elimina a secreção de H+
      • Usos terapêuticos: cicatrização em úlceras gástricas e duodenais, DRGE não complicada, síndrome Z. Ellison, úlceras por estresse
      • Efeitos adversos: bem tolerados e apresentam efeitos minimo, incluindo diarreia, cefaleia, sonolência, fadiga → gravidez: categoria risco B
      • Cimetidina (Tagamet)
      • Ranitidina (Antak)
      • Nizatidina (Axid)
      • Famotidina (Famox)
  3. FÁRMACOS QUE NEUTRALIZAM O HCl

    • Antiácidos
      • Ação inespecífica, sem necessidade de um recept. para ativar → atuam por reação química
      • São utilizados quando necessário para o alívio sintomático da dispepsia “descrita como indigestão”
      • Neutralizam o HCl por meio de sua reação com o ácido, formando água e sal → reação química que ocorre com a tentativa de formar um sal e água pra neutralizar a acidez
      • Mais utilizados: Hidróxido de alumínio e de magnésio
      • Efeito na pirose ("queimação")
      • Adm. 2h antes ou depois de outro fármaco (evita interações)
      • Pode interferir na absorção de outros fármacos
      • Antiácido contendo Mg+2 e Al+3 → quelam outros fármacos
      • São removidos do estômago em 30’
      • Preparações contendo ↑ [ ] de Na+ não deve ser adm por pacientes com restrição de Na+ → alteração PA
      • Combinação fixa de Mg+2 e Al+3 neutralizam os efeitos adversos um do outro sobre o intestino (Al+3: relaxa o músc. liso gástrico produz esvaziamento gástrico tardio e prisão de ventre/constipação) Mg+2: efeito oposto/laxativo
  4. AGENTES QUE ↑ DEFESA DA MUCOSA

    • Não vão neutralizar e sim tentar aumentar a proteção, fortalecendo a mucosa
    • Inibe a prod de ácido dentro de 30'
    • Efeito pode persistir por até 3h
    • Alimentos e antiácidos ↓ a taxa de absorção
    • Efeitos adversos em 30%: diarreia e cólica
    • Contraindicado durante a gravidez (categoria D): ↑ contratilidade uterina, podendo levar o aborto
    • Uso terapêutico: prevenção de lesão da mucosa induzida por AINEs
    • Inibe a secreção ácida basal (95%) e estimulada (85%)
    • Nao é muito utilizado devido aos seus efeitos adversos e sua administração incoveniente em 4 doses por dia (adm oral)
    • Como os AINEs, ↓ a síntese de PG através da inibição da COX
    • Análogos sintéticos das PGs oferecem uma abordagem lógica para reduzir a lesão da mucosa induzida por AINEs
    • Sucralfato (Sucrafim)
      • Polissacarídeo sulfatado (sulfato de sacarose adicionado de hidróxido de alumínio)
      • Em ambiente ácido (pH<4) sofre ligação cruzada produz polímero viscoso e pegajoso que se adere as células epiteliais e as crateras das ulceras durante até 6 horas após uma dose única
      • Estimula a produção local de PGs
      • Usos terapêuticos: gastrite e úlceras de estresse (principalmente em pacientes hospitalizados)
      • É ativado pelo ácido, então deve ser tomado de estômago vazio, 1h antes das refeições
      • Efeito adverso: constipação e prisão de ventre → forma camada viscosa: pode inibir a absorção de fármacos (tomar 2h antes ou após a adm de outro fármaco)
    • Pirenzepina e Telenzepina
      • Antagonistas de receptor muscarínico M1/M3
      • ↓ produção ácido basal até 60%
      • Dose 150mg/dia (50mg, 3x/dia) por 8 semanas
      • Utilizado para cicatrização de úlceras pépticas e prevenção UG
      • Raramente utilizado: Efeitos colaterais anticolinérgicos significativos
    • Compostos de bismuto
      • Útil para úlceras pépticas
      • Como adjuvante no trat. de erradicação do H. pylori
      • Prescritos em combinação com antibióticos
      • Mecanismo de ação desconhecido → promove a produção de mucina e de bicarbonato (recobre as úlceras → cria camada protetora)
      • Raramente utilizado isolado como citoprotetor
      • Exerce efeito antimicrobiano
  5. Distúrbios ácido-pépticos específicos

    • O sucesso dos agentes supressores da secreção ácida nos diversos distúrbios gástricos depende de sua capacidade de manter o pH intragástrico acima de determinado alvo (pH 3 a 5) e o alvo varia de acordo com a doença que esta sendo tratada
    • Com o reconhecimento de que a H. pylori desempenha um papel patogênico na maioria das úlceras pépticas, a prevenção das recidivas foca na eliminação do microrganismo do estômago
    • Espécie de bactéria que coloniza naturalmente a mucosa do estômago, sendo o único organismo conhecido capaz de colonizar esse ambiente muito ácido, em parte pela sua capacidade de secretar urease, que transforma a ureia presente no ácido gástrico em amônia, elevando o pH ao redor da bactéria possibilitando sua colonização
    • Tratamento da infecção por H. pylori

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Mapa Mental sobre Farmaco I → Farmacoterapia da acidez gástrica, creado por Vitória Emanuelle el 13/10/2022.
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