Mapa mental
REDAÇÃO OFICIAL

Mapa mental: Redação oficial
Contenido del mapa
REDAÇÃO OFICIAL
- A transparência do sentido dos atos normativos, bem como sua intelegibilidade, são requisitos do próprio Estado de Direito, sendo portanto inaceitável que um texto legal não seja compreendido pelos cidadãos.
- Princípios - aplicam-se às comunicações oficiais - Interpretação estrita impessoal - UNIFORME
Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais
- Padrão culto de linguagem
- Padrão culto a) observância das regras da gramática formal b)vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma
- Justificativa: Caráter Público; Finalidade de informar com clareza e objetividade
- Evitar o uso de linguagem restrita a determinado grupo - Permitir compreensão por todos os cidadãos
- Permite a simplicidade de expressão, desde que não haja pobreza de expressão
- Não implica o uso de linguagem rebuscada - o jargão burocrático deve ser evitado
- Obviamente, haverá preferência por certas expressões, em razão de sua tradição.
- Linguagem técnica deve ser usada apenas em situações que a exijam.
- Linguagem técnica é utilizada apenas de forma excepcional
- Não existe propriamente um padrão oficial de linguagem, mas sim um padrão culto nos atos de comunicação oficial
- CESPE
- Padrão culto de linguagem
COMUNICAÇÃO OFICIAL
- Pronomes de Tratamento
- ou de segunda pessoal indireta Embora se refiram a segunda pessoas (pessoa com quem se fala) - LEVAM A CONCORDÂNCIA PARA TERCEIRA PESSOA
- Critério: o cargo do destinatário (critério único)
- Verbos e pronomes possessivos: sempre na terceira pessoa
- Pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre os de terceira pessoa - Vossa Senhoria, Vossa Excelência ...
- Adjetivos e verbos no particípio - concordam em gênero com o sexo da autoridade a quem a pessoa se refere, não com o pronome em si
- Vossa: fala-se com a autoridade
- Sua: fala-se da pessoa, não com ela
- Verbos e pronomes possessivos: sempre na terceira pessoa
- Emprego dos pronomes
- VOSSA EXCELÊNCIA
- Poder Executivo
- Presidente da Rep. ; Vice-Presidente; Ministros de Estado; Governadores e Vice-Gov de Estado e DF, Oficiais-Generais das Forças Armadas; Embaixadores; Secretários executivos de Ministérios, e outros de natureza especial; Secretários de Estado, dos Governos Estaduais; Prefeitos Municipais
- Poder Legislativo
- Deputados Federais, Senadores, Ministro do TCU, Deputados Distritais/Estaduais; Conselheiros dos TC estaduais; Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais
- Poder Judiciário
- Ministros dos Tribunais Superiores; Membros de Tribunais; Juízes; Auditores da Justiça Militar
- Poder Executivo
- Comunicações dirigidas aos Chefes de Poder
- CESPE O vocativo para o Governador poderá ser Senhor ou Excelentíssimo Senhor Governador (CERTO)
- VOCATIVO: Excelentíssimo Senhor + cargo
- Exemplo:Excelentíssimo Senhor Presidente da República VOCATIVO: Senhor ou Excelentíssimo Senhor (obrigatório para Chefes de Poder) ENDEREÇAMENTO: A Sua Excelência o Senhor
- Para Chefes de Poder o uso do vocativo Excelentíssimo Senhor é obrigatório
- ATENÇÃO: Abolido o uso do tratamento digníssimo
- A dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetição
- VOSSA SENHORIA
- Demais autoridades e particulares
- Envelope - deve constar o endereçamento Ao Senhor Fulano de Tal. Endereço.
- Demais autoridades - Senhor + cargo
- Exemplo: Senhor Senador ; Senhor Juiz
- É dispensado o uso do superlativo "ilustríssimo"
- Demais autoridades e particulares
- No envelope sempre será a SUA Excelência
- A Sua Excelência o Senhor
- VOSSA EXCELÊNCIA
- Fechos para Comunicações
- Antes, a Portaria 1 do Ministério de Justiça previa 15 padrões. O Manual estabelece 2
- Finalidade: Encerrar/Arrematar o texto E Saudar o destinatário.
- Para as autoridades superiores, inclusive, Presidente da República
- Respeitosamente
- Para as autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior
- Atenciosamente
- NÃO CABE ATT
- Atenciosamente
- Critério: Hierarquia entre os interlocutores
- Esse protocolo de fecho NÃO se aplica quando o destinatário for autoridade estrangeira
- Nesse caso, será determinado pelo Manual do Ministério das Relações Exteriores
- Identificação do signatário
- Em regra, as comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura
- CESPE ERRADO: Em todas as comunicações oficiais, deve-se adotar, na identificação do signatário, o nome da autoridade mais cargo da autoridade que expede a comunicação
- Exceto as comunicações assinadas pelo Presidente
- Em regra, as comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura
- Pronomes de Tratamento
Padrão de Ofício
- 3 tipos de expediente - Ofício, Aviso e Memorando
- CESPE O aviso, memorando e o ofício, exemplos de comunicações oficiais que se constroem consoante o padrão ofício, distinguem-se pela finalidade comunicativa (CERTO)
- Aviso e Ofício
- Forma e estrutura: Segue o padrão ofício com acréscimo do vocativo que invoca o destinatário. Devem constar do cabeçalho ou rodapé : - nome do órgão ou setor; -endereço postal; -telefone e endereço de correio eletrônico.
- Aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Estado PARA autoridades de mesma hierarquia
- Ofício expedido pelas demais autoridades
- No ofício de mero encaminhamento o autor pode eximir-se da escrita de parágrafos de desenvolvimento
- Ambos têm como finalidade tratar de assuntos oficiais entre órgãos da Adm. Pública e com particulares
- Formas de diagramação
- Fonte TIMES NEW ROMAN 12 (texto), 11(citações), e 10 nota de rodapé
- Símbolos não existentes na fonte padrão - SYMBOL e WINGDINGS
- Obrigatório: número de página a partir da segunda página
- Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que estejam organizados em itens ou títulos e subtítulos
- CESPE (ERRADO)Quando se tratar e mero encaminhamento de documentos é dispensável a numeração dos parágrafos e documento (ERRADO)
- Somente no ofício e no memorando os parágrafos aparecem com numeração
- Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que estejam organizados em itens ou títulos e subtítulos
- Ofícios, memorandos e anexos destes - podem ser impressos em ambas as faces do papel.
- Margens esquerda e direita terão as distâncias invertidas nas páginas pares.
- Inicio de cada parágrafo - 2,5 cm
- Campo á margem lateral ESQUERDA terá no mínimo 3cim de largura
- Campo à margem lateral DIREITA - terá 1,5 cm
- Espaçamento simples entre linhas. 6 pontos entre parágrafos
- Não deve haver abuso de negrito, itálico,etc
- Impressão cor preta em folha branca. Colorido só em gráficos e ilustrações
- Papel tamanho A4
- 29,7 x 21,0
- Papel tamanho A4
- Formato de arquivo PREFERENCIALMENTE - Rich Text nos documentos de texto
- Arquivos preservados para consulta posterior dentro do possível
- Formato dos nomes do arquivo: Tipo de documento + número do documento + palavras-chaves do conteúdo
- Arquivos preservados para consulta posterior dentro do possível
- Memorando
- Forma de comunicação interna
- Forma e Estrutura: segue o modelo padrão de ofício, com a diferença de que o seu destinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa.
- Comunicação entre unidades adm. de um mesmo órgão que podem estar hierarquicamente no mesmo nível ou diferente.
- Pode ter caráter administrativo ou ser utilização para exposição de projeto, ideias, etc
- Agilidade.Tramitação simplificada
- Os despachos ao memorando devem ser dados no próprio documento
- Seu destinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa
- Não confundir Formalidade com Padronização
- Memorando, Aviso e Ofício seguem o modelo = padrão ofício
EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS
- Em regra é digirida ao Presidente da Rep. por Ministro do Estado. Quando envolver mais de um Ministro - INTERMINISTERIAL- assinatura por todos
- Forma e Estrutura:Padrão ofício. Quando propor algumas medida ou apresentar algo pode apresentar duas formas: - Exclusivamente informativo -> padrão ofício -Propor medida ou submeter projeto de ato normativo
- Sua estrutura varia conforme sua finalidade
- Expediente dirigido ao Presidente da Rep. ou Vice.
- CESPE O presidente da República é o destinatário da exposição de motivos, mas será o remetente de uma mensagem, caso queira comunicar-se com o Poder Legislativo, situação em que não deverá constar a identificação do signatário
- Objetivo: a) informá-lo de determinado assunto; b) propor alguma medida; ou c) submeter a sua consideração projeto de ato normativo
MENSAGEM
- CESPE Para encaminhar um projeto de lei ordinária ao Congresso Nacional, o presidente da República deverá utilizar-se da mensagem CERTO
- Comunicação entre Chefes dos Poderes Públicos
- NÃO TEM FECHO, CABEÇALHO,DESTINATÁRIO NEM ASSUNTO
- CESPE Em comunicações entre chefes de poder, empregam-se o vocativo Excelentíssimo Senhor, seguido do respectivo cargo , e o fecho Atenciosamente ERRADO
- Não consta identificação do signatário
- NÃO TEM FECHO, CABEÇALHO,DESTINATÁRIO NEM ASSUNTO
FAX
- Forma abreviada do fac-simile. Está sendo menos usado em razão da internet.
- Meio de trasmitir msgs urgentes, com envio antecipado cujo conhecimento há premência.
- Quando necessário original, ele segue posteriormente pela via e na forma praxe
CORREIO ELETRÔNICO
- Flexibilidade. Deve evitar incompatibilidade com comunicação oficial
- Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utilizado, preferencialmente, o formato Rich Text
- A mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas sobre seu conteúdo. SEMPRE QUE DISPONÍVEL, DEVE-SE utilizar o recurso CONFIRMAÇÃO DE LEITURA. Caso não seja disponível, deve constar da mensagem pedido de confirmação de recebimento.
TELEGRAMA
- Toda comunicação expedida por meio de telegrafia,telex,etc.
- Seu uso é possível somente em situações que não seja possível o uso de correio eletrônico ou fax e que a urgência justifique sua utilização e, também, em razão de seu custo elevado. Deve pautar-se pela CONCISÃO.
- Não há padrão rígido. Devendo seguir os formulários das agências dos Correios
- Toda comunicação expedida por meio de telegrafia,telex,etc.
Valor Documental
- Para que a msg de correio eletrônico tenha valor documental e para que possa ser aceito como documento original é necessário existir certificação digital que ateste a identidade do remetente
- Certificação digital
Conceito: É o modo como o Poder PÚBLICO redige seus atos (adm. ou normativos) e suas correspondências (comunicações)
- Comunicador (Serviço Público [único, exclusivamente]). Receptor/Destinatário: Serviço Público (outro órgão) ou conjunto de cidadãos ou instituições trados de forma homogêna (público). Assunto: relativo às atribuições do órgão que comunica
- HÁ SEMPRE UM ÚNICO COMUNICADOR: O SERVIÇO PÚBLICO
- A redação oficial envolve apenas órgãos públicos
- Finalidade: Comunicar com impessoalidade e máxima clareza
- Comunicador (Serviço Público [único, exclusivamente]). Receptor/Destinatário: Serviço Público (outro órgão) ou conjunto de cidadãos ou instituições trados de forma homogêna (público). Assunto: relativo às atribuições do órgão que comunica
PRINCÍPIOS
- Vieram para simplificar os procedimentos que existiam e adequar a redação oficial ao novo modelo de administração (gerencial).
- NÃO HÁ RESSALVA A APLICAÇÃO DESSES PRINCÍPIOS. TODOS OS TEXTOS OFICIAIS DEVEM OBEDECER A ESSES PRINCÍPIOS
- IMPESSOALIDADE
- É o único princípio que coincide completamente com o da Administração Pública
- TRÍADE - Emissor, Destinatário e Assunto
- Impessoalidade do assunto - deve ser de interesse público
- O emissor deve se restringir a apresentar objetivamente a informação (o que, quando, para que e como)
- Cuidado! O usa da primeira pessoa (singular ou plural) - não fere a impessoalidade. Pode usar. O que fere é o desrespeito ao emissor, ao destinatário ou ao assunto
- O uso da 1ª pessoa do plural se refere ao "plural de modéstia" - é muito comum na redação oficial e no meio acadêmico
- Destinatário - tratamento homogêneo/impessoal
- Sem apreço e sem desapreço - não se usa PREZADO e nem DESPREZADO.
- Ausências de expressões individuais ou expressões subjetivas
- Agente comunicador único -Serviço Público. Ausência de Pessoa
- Impessoalidade do assunto - deve ser de interesse público
- FORMALIDADE/PADRONIZAÇÃO
- Uniformidade das comunicações O padrão culto da língua é justificado pela uniformidade e clareza do padrão culto da língua portuguesa, e não pelo alto nível de escolaridade
- Linguagem formal/culta - implica correção gramatical e vocabulário
- CUIDADO! A linguagem formal é diferente da linguagem rebuscado e do padrão oficial de linguagem (que não existem em redação oficial)
- Emprego de pronomes de tratamento adequados ao cargo.
- Abordagem do assunto manifestada por meio da civilidade/polidez
- CONCISÃO E CLAREZA
- Economia linguística - não se confunde com economia de pensamento, ou seja, não se deve eliminar palavras substanciais
- Conciso - texto que transmite um máximo de informações com um mínimo de palavras. (Eficiência)
- Expressões como "Venho por meio deste", "Sirvo-me da presente para encaminhar" viola a concisão - são expressões em desuso -> Venho Solicitar - pode -> Solicito
- A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto oficial
- (Economia do vocabulário). X Prolixidade
- Economia de palavras e não de ideias
- Eliminação de termos redundantes ou desnecessários
- Não deve ser usado gerundismo
- Ideias fundamentais
- Ideias secundárias
- Podem ser dispensadas quando não acrescentar informação relevante ao texto.
- Esclarece, detalha e exemplifica o sentido das ideias fundamentais
- Ideias secundárias
- A Concisão decorre de dois fatores:
- 1- Revisão do texto E 2- Domínio da norma culta
- Clareza - texto que possibilita entendimento imediato (sem mediação) e único (sem ambiguidade) (Publicidade)
- Importância de revisar os textos redigidos - a pressa na elaboração compromete a clareza
- NÃO posso empregar (para manter a clareza) - Proibição:
- Linguagem rebuscada
- Linguagem informal/coloquial
- Ou seja, deve-se buscar a linguagem CULTA USUAL O padrão culto é a única possibilidade em redação oficial
- Regionalismo
- Jargão (linguagem restrita a um grupo)
- Linguagem figurada/conatação
- Jargão (linguagem restrita a um grupo)
- -> A linguagem deve ser culta (usual) - norma padrão a todas as situações
- É utilizada a linguagem comum, seguindo a norma culta da língua portuguesa
- CESPE - Na redação de expedientes oficiais, deve-se obedecer à norma culta da língua, prescindindo-se de uma linguagem específica administrativa, embora se possa utilizar linguagem técnica quando necessário.
- NÃO existe uma PADRÃO OFICIAL de linguagem - de uso exclusivo/restrito para Redação Oficial (haveria um jargão)
- Linguagem com traços de oralidade (informal) não é usada em redação oficial
- Linguagem informal/coloquial
- Linguagem rebuscada
- Não empregar indiscriminadamente / como regra - RESTRIÇÃO:
- Linguagem técnica - pode usar quando necessário
- Inversões sintáticas (hipérbatos)
- Preferência ordem direta
- Neologismo (palavras novas) - faz parte da língua, mas deve evitar
- Estrangeirismo - pode usar quando não houver palavra em português correspondente, sem abuso no uso
- Inversões sintáticas (hipérbatos)
- Linguagem técnica - pode usar quando necessário
- UNIFORMIDADE
- Funciona em razão do Agente Comunicador único - Serviço Público
- Busca tornar único um padrão de texto
- Linguagem culta; Diagramação dos textos
Administração Púb. Gerencial -> Desburocratização
- ... que valoriza os resultados em vez dos procedimentos
- Todos os atributos da redação oficial estão associados aos princípios da Adm. Púb. (LIMPE - CRFB/88)
- CESPE A impessoalidade dos textos oficiais deriva do princípio da impessoalidade, um dos princípios fundamentais da administração pública (CERTO)
- Todo agente público deve submeter aos princípios da administração, que se relacionam com os da redação oficial
Información
- Descripción
- Redação Oficial Mapa Mental sobre REDAÇÃO OFICIAL, creado por Ana Beatriz Moraes el 16/12/2015.
- Creado por
- Ana Beatriz Moraes
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