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Literatura Norte Americana

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Literatura Norte Americana

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Literatura Norte Americana

  1. Periodo Colonial (inicial e colonial até 1776)

    • A base da literatura americana tem inicio com as culturas indigenas
      • transmissão oral de mitos, lendas, contos e letras (sempre de canções)
        • A tradição oral do indígena americano é bastante diversificada.
          • a natura é a mãe espiritual e física
            • a natureza é viva e possui forças espirituais retratadas em personagens como animais ou plantas, atribuídos à totens relacionados a uma tribo, grupo ou individuo
              • A contribuição do índio americano para os Estados Unidos agraga-se também às palavras indígenas que são usadas no inglês americano do dia-a-dia
                • “canoe” (canoa), “tobacco” (tabaco), “potato” (batata), “moccasin” (mocassim), “moose” (alce), “persimmon” (caqui), “raccoon” (guaximim), “tomahawk” (machadinha indígena) e “totem” (totem).
                  • A produção literária ameríndia (indígena) contemporânea, também contém obras de grande beleza.
                    • O primeiro registro sobre a exploração da América é em idioma escandinavo (norte da Europa), denominado "A Velha Saga Norueguesa de Vinland".
                      • "A Velha Saga Norueguesa de Vinland" conta como Leif Erikson (um aventureiro) e outros noruegueses alojaram-se na costa nordeste da América (possivelmente na Nova Escócia, no Canadá), por um curto período nos primeiros anos do século 11
                        • Entretando o primeiro contato mundialmente conhecido, iniciou-se com a viagem de Cristóvão Colombo (explorador italiano) custeada pela rainha da Espanha, Izabel. Na "Epístola", diário de Colombo que foi impresso em 1493
                          • Os colonos Ingleses
                            • As tentativas de colonização inglesas possuem um histórico lamentável
                              • A primeira colônia (1585) em Roanoke, costa da Carolina do Norte; todos os seus colonizadores desapareceram.
                                • A segunda colônia foi mais duradoura: Jamestown, fundada em 1607. Ela resistiu à fome, à brutalidade e ao desgoverno. No entanto, a literatura desse período pinta a América com cores brilhantes como uma terra de fartura e oportunidades.
                                  • No século 17, piratas, aventureiros e exploradores abriram caminho para uma segunda onda de colonizadores permanentes, que levou esposas, filhos, implementos agrícolas e ferramentas artesanais.
                                    • As primeiras produções literárias da época da exploração consistiam de diários, cartas, diários de viagem, registros de bordo e relatórios dirigidos aos financiadores dos exploradores.
                                      • Como a Inglaterra acabou tomando posse das colônias da América do Norte, a literatura colonial mais conhecida e antologizada era inglesa.
                                        • Os Puritanos
                                          • Na história do mundo, provavelmente, não houve outros colonizadores tão intelectualizados quanto os puritanos, a maioria dos quais de origem inglesa ou holandesa.
                                            • Os puritanos, que sempre venceram pelo próprio esforço e foram geralmente autodidatas, queriam educação para entender e realizar a vontade divina ao fundarem suas colônias por toda a Nova Inglaterra.
                                              • O estilo puritano apresentava grande variedade — da complexa poesia metafísica aos diários domésticos, passando pela história religiosa com fortes toques de pedantismo. Seja qual for o estilo ou o gênero, certos temas eram constantes.
                                                • a vida vista como um teste; o fracasso como maldição eterna que leva ao fogo do inferno; o sucesso como felicidade eterna; confronto entre as forças: Deus e Diabo; o Diabo, um inimigo temível e de muitos disfarces
                                              • Há muito tempo os acadêmicos enfatizam essa ligação entre o puritanismo e o capitalismo: ambos têm como base a ambição, o trabalho árduo e a luta intensa pelo sucesso.
                                                • eles viam em geral o sucesso terreno como um sinal de terem sido os escolhidos. Buscavam riqueza e status não só para eles próprios, mas como uma sempre bem-vinda garantia de saúde espiritual e promessas de vida eterna.
                                                  • Além disso, o conceito de administração estimulava o sucesso. Os puritanos achavam que ao aumentar seu próprio lucro e o bem- estar da comunidade, estavam também promovendo os planos de Deus.
                                                    • O grande modelo de literatura, crença e conduta era a Bíblia, em uma tradução inglesa autorizada. A grande antiguidade da Bíblia assegurava autoridade aos olhos dos puritanos.
                                                      • Com o fim do século 17 e início do século 18, o dogmatismo religioso diminuiu gradualmente, apesar dos grandes esforços esporádicos dos puritanos para impedir a onda de tolerância.
                                                        • O espírito de tolerância e liberdade religiosa que cresceu aos poucos nas colônias americanas foi plantado inicialmente em Rhode Island e na Pensilvânia, terra dos quakers. Os humanos e tolerantes quakers, ou “Amigos”, como eram conhecidos, acreditavam no caráter sagrado da consciência individual como origem da ordem social e da moralidade. A crença fundamental dos quakers no amor universal e na fraternidade os tornou profundamente democráticos e contrários à autoridade religiosa dogmática. Expulsos do rígido estado de Massachusetts, que temia sua influência, estabeleceram uma colônia muito bem-sucedida, a Pensilvânia, sob o comando de William Penn, em 1681.
                                          • História da Plantação de Plymouth, de William Bradford
                                            • No século 17, alguns grupos puritanos, desprendidos da Igreja da Inglaterra desembarcaram nas colônias em busca de liberdade religiosa e oportunidade de prosperar através do trabalho, entre os quais os valores religiosos (utilitarismo e pragmatismo) estavam inclusos. Foi em 1620 que foi fundada a colônia de Plymouth.
                                              • Bradford ao escrever a "A História da Plantação de Plymouth", relata a experiencia religiosa dos primeiros peregrinos na travessia do oceano na viagem do Mayflower, que atribui-se um sentido de purificação. Bradford relata na historia (escrita entre 1630 e 1648) a chegada dos colonos.
                                                • Anos mais tarde, teve seu lugar o primeiro grande fluxo de migração de puritanos, os colonos desembarcaram na região de Cabo Cod em 11 de Novembro de 1620, no inverno, e enfrentaram diversos problemas como a falta de alimentos, epidemias e moléstias (possivelmente tifo), o que fez com que ligassem sua sobrevivência com a experiência religiosa comum, estabelecendo uma relação paradoxal entre culpa (as enfermidades são vinculadas a falta de indústria, administração e providência) e a graça divina para superar tais dificuldades
                                                  • Nesta experiencia interpreta-se que a manifestação do sagrado no individuo se expressa pelo medo, fazendo com que esse reconheça-se como uma criatura impotente diante do sagrado, ou seja, leva à humildade religiosa. Assim, entendemos que as comunidades puritanas trouxeram forte furor religioso às colônias da Nova Inglaterra, de ética ligada ao trabalho e prosperidade.
                                                    • Ainda assim, os puritanos acreditavam tanto na soberania absoluta de Deus, a depravação do homem, a dependência desse da graça divina para a salvação, que reforçam a experiência religiosa, os puritanos insistiam que como escolhidos de Deus, tinham como dever construir uma sociedade moldada através dos escritos bíblicos, assim conforme a vontade de Deus.
                                                      • Contudo, com o crescimentos da população nas colônias no século 18 e o progresso mercantil de algumas áreas coloniais, acabaram por enfraquecer os princípios puritanos religiosos e seu isolamento.
                                          • To my dear and loving husband, de Anne Bradstreet
                                            • Compreende-se primeiramente que Anne Bradstreet, vinda da Inglaterra para a Nova Inglaterra do período colonial, juntamente com sua família e marido, adotou a escrita poética como válvula de escape para as ausências do marido e passatempo da época. Anne foi a personificação realista da mulher no período colonial, educada nos costumes puritanos, retratando em sua poesia a devoção e o amor da mulher da época.
                                              • No poema "To My Dear and Loving Husband", Anne soneliza o amor pelo marido e sua felicidade como mulher e esposa. A poetisa descreve o amor e a união do casal, salientando não apenas a reciprocidade do sentimentos, como exemplifica riquezas materiais não sendo suficientes comparadas ao amor do marido. Além da ressalva a recompensa que mesmo com a morte a vida e amor continuaria pela eternidade.
                                                • Na sociedade puritana o casamento era um relação central, os casais permaneciam juntos até a morte, como demanda os votos. Mesmo a sociedade puritana não tolerando adultério ou divórcio, há casos de ambos em registros históricos do período. O casamento regido pela definição bíblica, enfatiza o amor e respeito mútuo, não podendo o casal dedicar-se apenas ao relacionamento na Terra, mas sim, glorificar a Deus através da união, ou seja, o amor do casal não deveria desviar-se da atenção e devoção à Deus.
                                                  • Logo, Anne não apenas retrata sua atração erótica pelo marido, como também almeja ascender ao céu, na espera que o amor do casal exista até após a morte.
                                  • Jamestown
                                  • Pocahontas e John Smith
                                    • Pocahontas tornou-se uma figura romântica da história americana. Imortlizada por John Smith, atraves do relato dramatico de quando foi mantido em cativeiro indigena, Smith afirma que a jovem protegeu sua vida ofenrecendo a sua própria. Embora muitos historiadores duvidam da veracidade da narrativa de Smith, a historia se mantem atraente. Tornando-se até filme de animação (Disney),
                                      • Pocahontas contribuiu muito para a história de Jamestown e América precoce . Suas principais contribuições ocorreu bem depois de seu famoso encontro inicial com John Smith. Pocahontas teve um relacionamento duradouro com os colonos de Jamestown ; ela se casou com um colono e viajou para a Inglaterra para promover o interesse na colônia. Pocahontas merece reconhecimento por suas muitas contribuições para o sucesso de Jamestown
                                        • Pocahontas se esforçou para aprender o idioma dos colonos (inglês), por sua empatia logo partiu nas viagens em 1608. Voltava periodicamente para Jamestown tratando de interar seu pai sobre os acontecimentos e troca de alimentos e suprimentos. As motivações que levaram Pocahontas a aprender o idioma e partir em viagem permanecem em misterio.
                                          • Pocahontas falou com Smith , em muitas ocasiões , apesar de seu relacionamento com ele foi interrompido por seu retorno inesperado para a Inglaterra em 1609 após um acidente de pólvora.
                                          • Em 1610 casou-se com um índio chamado Kocoum e foi viver entre os Patawomeked (Potomac) indianos (uma sub- tribo dentro da confederação Powhatan). Existe pouca informação relativa a este período de sua vida. Ela pode ter tido filhos com seu marido indiano. O destino de seu marido é desconhecido também. Em 1613 , ingleses colonos liderados pelo Capitão Samuel Argall, sequestranam-na. A jovem era um prêmio valioso para o Inglês. Ela foi apreendida a fim de trocar ela por prisioneiros ingleses e armas na posse de Powhatan
                                            • Com a troca realizada, Pocahontas retorna para Jamestown, mas em seguida, muda-se para Henrico. Alguns dizem que ela era uma prisioneira voluntária. Embora Powhatan tenha devolvido os prisioneiros ingleses e fornecido um pouco de milho, ele não concordou com todas as exigências dos colonos. De qualquer forma Pocahontas permaneceu em Henrico. O governador, Sir Thomas Dale, colocou-a sob os cuidados do reverendo Alexander Whitaker. Ela começou a instrução religiosa e, eventualmente, se converteu ao cristianismo em 1614, tomando o nome Rebecca.
                                              • Foi durante seu cativeiro que Pocahontas conheceu o colono John Rolfe.
                                                • Pocahontas e o marido John Rolfe
                                                • Rolfe era um colono de destaque, tendo introduzido o tabaco Caribenho para a colônia (o tabaco tornou-se a exportação principal de Virginia) Rolfe se apaixonou por Pocahontas e casamento foi proposto (depois de ter previamente a permissão do governador). Casaram-se em 5 de Abril, 1614. O casamento de Pocahontas e John Rolfe era uma aliança política que veio em um momento crítico na história da colônia.
                                                  • Em 1616 , Pocahontas e sua familia (e também outros homens e indias) viajaram para a Inglaterra. Pocahontas cativou a realeza inglesa, e despertou o interesse no assentamento colonial. Ela foi apresentada ao o Rei e a Rainha, bem como o bispo de Londres. Ela também se reuniu brevemente com o Capitão Smith. Logo após esse encontro, Smith publicou seu relato de "resgate a Pocahontas". A família Rolfe viajou durante sete meses na Inglaterra. Em março 1617 eles embarcaram em um navio para voltar para a Virgínia . A bordo do navio Pocahontas ficou gravemente doente com pneumonia (ou talvez tuberculose). Ela foi levada para terra e morreu em 21 de Março de 1617, em Gravesend, na Inglaterra. Ela está enterrada na Igreja Paroquial de St. George em Gravesend .
                                      • Smith só foi mantido em cativeiro por um curto período de 1607-1608 . Ele afirma que os índios realizaram um ritual em que ele foi declarado culpado e condenado à morte. Smith foi forçado a colocar sua cabeça em uma grande pedra, e quando estava prestes a ser morto , Pocahontas correu para a frente e protegeu seu corpo com ela própria . Powhatan (pai de Pocahontas e chefe da tribo), que evidentemente concordou com os desejos de sua filha e poupou Smith
                                        • A duvida quanto a veracidade dos fatos está ligada ao fato de que não era a primeira vez que Smith era salvo por uma bela donzela/ princesa. Smith também afirmou que uma princesa turca salvou sua vida quando ele foi capturado enquanto luta na Hungria.
                          • Cristóvão Colombo
                      • A Velha Saga Norueguesa de Vinland
    • Independência Literária
      • Arevolução Americana de duras batalhas contra a Grã- Bretanha (1775-1783) foi a primeira guerra moderna de libertação contra uma potência colonialista. O triunfo da independência americana era visto por muitos na época como um sinal divino de que os Estados Unidos e seu povo estavam destinados à grandeza. A vitória militar alimentou esperanças nacionalistas por uma literatura nova e importante.
        • No entanto, com exceção de escritos políticos de destaque, poucas obras dignas de nota apareceram durante ou logo após a Revolução. Os americanos estavam desgostosamente conscientes de sua excessiva dependência dos modelos literários ingleses. A busca por uma literatura nativa tornou-se obsessão nacional.
          • A independência literária dos Estados Unidos foi retardada por uma identificação persistente com a Inglaterra, pela imitação exagerada dos modelos literários ingleses ou clássicos e por difíceis condições econômicas e políticas que prejudicavam as publicações.

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Guia de Estudos sobre a Literatura Americana: O Período Colonial até o Movimento Transcedentalista
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