Apuntes
3 - Complemento Nominal X Adjunto adnominal
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COMPLEMENTO NOMINAL X ADJUNTO NOMINAL
RESUMO:
O complemento nominal surge em como resposta a uma pergunta preposicionada que o nome me fez fazer.
Abstrato que expressa ação:
Agente = ADN
Paciente (aquele que sofre a ação) = CN
Abstrato ligado a sentimento:
Quem senti = ADN
Quem causa = CN
* Substantivos concretos = ADN (ou seja, CN não se liga a concretos)
* Posse = ADN (ou seja, CN nunca expressa posse)
COMPLEMENTO NOMINAL X ADJUNTO NOMINAL
ADJETIVO________________________________CN
ADVÉRBIO_______________________________CN
SUBST. CONCRETO______________________ADN
SUBST. ABSTRATO_______________________ADN (agente)
SUBST. ABSTRATO_______________________CN (paciente)
SUBSTANTIVO ABSTRATO
* Não há relação com tangibilidade "poder tocar"
2 Dicas:
1° Dica (incompleta, macete meio "furado", porém dá certo em alguns casos): Se você consegue conceber a imagem é concreto. Ex: Um dinossauro de terno e gravata.
2° Dica (completa, perfeita): Para ser abstrato tem que caber em uma dessas 5 coisas:
Sentimento (Ex: amor, ódio,...)
Sensação (Ex: frio)
Estado emotivo ou físico ( Ex: cansaço, sono, preguiça,..)
Qualidade ( Ex: beleza, tristeza,...) Não é adjetivo, tem que ser substantivo. Para a pessoa ser, ela tem que ter o que?
Ação ( Ex: beijo, elaboração, luta) Não é verbo!!! Ex: Filmagem não é verbo, porém é um ato de filmar, é um substantivo abstrato, também indica ação.
Ex: Desenho (ação) = subst. abstrato
Desenho (já feito)= subst. concreto ou seja, depende do contexto.
OBS: Sempre que vc encontrar um pronome relativo (que cuja, qual,...), a oração que ele introduz será a oração subordinada adjetiva.
Oração subordinada adjetiva = sempre terá função de adjunto adnominal.
Pronome relativo = São termos essencialmente anafóricos cuja função é remeter a um termo anterior, assim evitando a sua repetição.
Período composto por subordinação pode ser: substantivas, adjetivas ou adverbiais
Oração subordinada adjetiva pode ser: restritiva (sem vírgulas) ou explicativa (com vírgulas).
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COMPLEMENTO NOMINALDenomina-se COMPLEMENTO NOMINAL o termo preposicionado que complementa o sentido de certos nomes (adjetivos, advérbios e substantivos abstratos):
Termos regidos por preposição que complementam adjetivos ou advérbios exercem, necessariamente, função de complemento nominal.
Ex:
Era um homem dedicado às artes literárias. (complementando o adjetivo “dedicado”)
Chegara à repartição posteriormente à publicação. (complementando o advérbio “posteriormente”)
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COMPLEMENTO NOMINALCN não se liga a concretos
1) É importante observar que complementos nominais não complementam a significação de substantivos concretos, portanto, não convém perder tempo com construções como as que veremos abaixo:
Os olhos do povo teimam em não ver a verdade. (adjunto adnominal)
O espírito do homem anseia por justiça. (adjunto adnominal)
As pernas da mulher tiraram o sono de muitos homens. (adjunto adnominal)
Repare que os termos “do povo”, “do homem” e “da mulher” se relacionam, respectivamente, aos termos “olhos”, “espírito” e “pernas”, todos substantivos concretos.
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COMPLEMENTO NOMINALCN nunca expressa posse. ( ou seja, posse = ADN)
2) Complementos nominais não têm valor possessivo. Uma expressão preposicionada que se relacione a um substantivo e expresse valor de posse desempenhará função de adjunto adnominal (ainda que o substantivo seja abstrato!)
Ex:
A tristeza da população não dava mostras de a arrefecer. ADN
A alma do homem cândido não vê maldade em tudo. ADN
A clarividência da cartomante estava posta à prova. ADN
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COMPLEMENTO NOMINAL
Abstrato que expressa ação:
Agente = ADN
Paciente (aquele que sofre a ação) = CN
3) Quando termos preposicionados se relacionam a substantivos abstratos que denominam ações, convém estabelecer o seguinte critério: Se representam o agente de tal ação, desempenham função de adjunto adnominal; se representam o paciente de tal ação, desempenham função de complemento nominal.
Veja duas hipotéticas manchetes de jornais às vésperas da Copa do Mundo de 94:
IMPRENSA AGUARDA ANSIOSA A CONVOCAÇÃO DE PARREIRA.
IMPRENSA AGUARDA ANSIOSA A CONVOCAÇÃO DE ROMÁRIO.
As expressões “de Parreira” e “de Romário” se relacionam ao termo “convocação”. Note que o contexto estabelece que Parreira convoque e Romário seja convocado. O primeiro é o agente da convocação e o segundo, o paciente. Portanto, “de Parreira” exerce função de adjunto adnominal, e “de Romário”, de complemento nominal.
Seguem mais exemplos:
Os mestres buscam a compreensão do aluno. (adjunto adnominal)
Os mestres buscam a compreensão da matéria. (complemento nominal)
(O aluno compreende; a matéria é compreendida)
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COMPLEMENTO NOMINALAbstrato ligado a sentimento:
Quem senti = ADN
Quem causa = CN
4) Quando relacionados a substantivos abstratos que expressem sentimentos ou sensações, desempenharão função sintática de complemento nominal os que revelarem o que causa (ou provoca ou desperta) tal sentimento ou sensação. Se indicarem o que (ou quem) sente tal sentimento, teremos um adjunto adnominal:
Medo de barata.
(CN, já que a barata causa medo)
Aversão a estrangeiros.
(CN, já que os estrangeiros despertam aversão)
Era absurdo o medo de Maria.
(ADN, já que Maria sente medo)
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- Português - Sintaxe Apunte sobre 3 - Complemento Nominal X Adjunto adnominal, creado por Daniele Braga el 15/04/2017.
- Creado por
- Daniele Braga
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