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Os Peixes
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Peixes Os peixes são animais aquáticos que apresentam sistema digestório completo, respiração branquial e circulação simples e completa. Publicado por: Vanessa Sardinha dos Santos em Reino Animalia0 Comentários
Os peixes são animais exclusivamente aquáticos que apresentam respiração branquial
Os peixes, como todos nós sabemos, são animais que vivem apenas em ambientes aquáticos, tais como rios, lagos e mares. Esses animais apresentam diversas adaptações que permitem a sua sobrevivência nesses ambientes, tais como respiração branquial, nadadeiras para a locomoção e estruturas que possibilitam a flutuação.
Os peixes possuem esqueleto que pode ser cartilaginoso ou ósseo, dependendo da espécie. O tipo de esqueleto apresentado permite a divisão dos peixes em dois grandes grupos: os condrictes e os osteíctes. Os primeiros, também chamados de peixes cartilaginosos, incluem peixes como os tubarões e as arraias. Já os osteíctes, ou peixes ósseos, apresentam como representantes os peixes mais conhecidos, como a sardinha, o atum e o cavalo-marinho. Existem ainda aqueles peixes chamados de agnatos, que são peixes que não possuem mandíbula.
A locomoção desses animais vertebrados ocorre através das chamadas nadadeiras e de movimentos ondulatórios obtidos através da contração de músculos. A forma hidrodinâmica e a presença de escamas e muco também são fatores que favorecem o deslocamento desses seres.
As nadadeiras são classificadas, de acordo com o local em que estão dispostas, em: dorsal, caudal, anal, peitoral e pélvica. O tamanho e a localização dessas estruturas variam de uma espécie para outra. As nadadeiras atuam principalmente na mudança de direção e na estabilização do corpo desses animais. A nadadeira caudal é uma das poucas nadadeiras que apresentam papel propulsor, além de atuar também como um leme.
Nos peixes ósseos, a capacidade de manter-se em diferentes profundidades é conseguida através de uma bolsa cheia de gás conhecida como bexiga natatória. Nos peixes cartilaginosos, a flutuabilidade é controlada através dos níveis de óleo presentes em seu fígado.
O sistema digestório dos peixes é completo, iniciando-se em boca e terminando em ânus nos peixes ósseos, mas em cloaca nos cartilaginosos. Os peixes apresentam rins, e o produto de sua excreção é a ureia. Nas espécies que apresentam bexiga natatória, o principal produto excretado é a amônia.
A respiração dos peixes é branquial, uma adaptação importante para a vida aquática, uma vez que é através das brânquias que o oxigênio da água é retirado. O processo para a retirada do oxigênio inicia-se com a entrada da água pela boca e a saída através das fendas branquiais. As brânquias são altamente vascularizadas, permitindo, assim, a realização das trocas gasosas. Existem ainda peixes que possuem um pulmão primitivo, sendo conhecidos como pulmonados ou dipnoicos. Eles conseguem viver longos períodos fora da água.
No que diz respeito ao sistema circulatório dos peixes, a circulação é simples e completa, ou seja, o sangue passa uma única vez pelo coração para completar o ciclo e não há mistura de sangue venoso com arterial. O coração apresenta apenas duas cavidades, um átrio e um ventrículo, onde somente sangue venoso é encontrado e bombeado para as brânquias, onde sofre oxigenação.
O sistema nervoso desses animais é bastante desenvolvido, sendo formado por nervos e gânglios nervosos, o encéfalo e a medula espinhal. Em relação aos sentidos, os peixes apresentam poros laterais que percorrem longitudinalmente o corpo do animal que são conhecidos como linhas laterais.Nessas linhas existem células sensoriais (mecanorreceptores) capazes de detectar movimentos na água.
A reprodução dos peixes varia entre os grupos. Nos peixes cartilaginosos, a fecundação é interna, e nos peixes ósseos, ela é externa. Existem espécies ovíparas, ovovivíparas e vivíparas. O desenvolvimento pode ser direto ou indireto, a depender da espécie em questão. Quando o desenvolvimento é indireto, a fase larval é seguida de um estágio denominado alevino.
https://youtu.be/8lkQAtHsdJM (Enclavar)
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Frigorífico Peixes da Amazônia completa um ano com sucesso de venda Por Rayele Oliveira
Abril só trouxe motivos de comemoração para o Complexo de Piscicultura Peixes da Amazônia. Isso porque, no mês em que se completa um ano de funcionamento do frigorífico de processamento, a empresa confirma a venda de pescado para as Olimpíadas de 2016, que serão realizadas no Brasil, em agosto.
Com a demanda local e externa, o processamento diário aumentou (Foto: Angela Peres/Secom)
Com sucesso de vendas nos mercados local e externo, o empreendimento já provou que veio para dar mais visibilidade à qualidade da piscicultura acreana, fortalecendo toda a cadeia produtiva, de modo que num mesmo local sejam fornecidos os alevinos e a ração aos produtores sócios, para que eles possam, a partir da compra de insumos, fazer a engorda dos peixes, que depois retornam para o processamento na própria indústria.
Frigorífico foi a última etapa a ser inaugurada no complexo (Foto: Angela Peres/Secom)
Segundo o gerente de operações do frigorífico, Jair Bataline, no início eram processadas cerca de 2,5 toneladas de pescado por dia. Hoje, a indústria processa, em média, 20 toneladas. O mercado nacional, de forma nada tímida, foi conquistado.
Uma clientela exigente, como o Grupo Pão de Açúcar (GPA), firmou a compra semanal com a empresa. Se antes saíam do complexo dez toneladas de peixe inteiro fresco, essa quantidade saltou para 15 toneladas e mais cinco toneladas de cortes congelados especiais com alto valor agregado.
O número de empregos diretos somente no frigorífico já chega a 74 (Foto: Angela Peres/Secom)
Para o diretor da Agência de Negócios do Acre (Anac), Inácio Moreira Neto, as vendas durante a Semana Santa também superaram todas as expectativas. “Em cinco dias durante o feriado religioso em 2015, foram vendidas 17 toneladas de pescado. No mesmo período este ano, foram vendidas 200 toneladas, com foco na venda prioritária para o GPA, que comprou 140 do total”, disse.
Geração de empregos e perspectivas para a região Localizado na BR-364, sentido Rio Branco a Porto Velho (RO), o Complexo de Piscicultura foi a oportunidade de emprego para as famílias que moram em vilas daquela região. É o que conta a jovem Luciana Chaves, de 23 anos, moradora da Vila Nova Aldeia.
“Consigo até fazer minhas economias”, conta Luciana (Foto: Angela Peres/Secom)
“Eu sempre quis trabalhar, mas a distância não permitia ter um emprego bom. Para ter meu dinheiro eu precisava fazer faxina, e não conseguia fazer nem um salário mínimo. Hoje, eu venho a pé trabalhar e chego em 20 minutos e ainda consigo fazer economias. Já posso pensar em fazer minha faculdade tendo um dinheiro guardado”, frisa.
Anderson comemora o emprego conquistado perto dos pais (Foto: Angela Peres/Secom)
Se no início da operação do frigorífico eram 28 pessoas empregadas diretamente, hoje já são 74. Anderson Hydal de Freitas, 25 anos, era mecânico antes de surgir o complexo. Para chegar até Rio Branco, ele se deslocava, também da Vila Nova Aldeia, diariamente antes de o sol nascer. Essa dificuldade o então funcionário da Peixes eliminou de sua rotina.
“Era muito perigoso pegar um transporte aqui e ir para Rio Branco nos horários que eu tinha que sair. Voltar também era a mesma luta todo dia. Só chegava tarde da noite, deixando minha mãe preocupada. Com o emprego aqui no frigorífico a vida mudou totalmente, principalmente porque estou sempre perto dos meus pais”, relata.