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NOTA: NOVA ORTOGRAFIA

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NOTA: NOVA ORTOGRAFIA

Contenido del apunte (4)

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NOVA ORTOGRAFIA: a língua é viva, pulsante. Assim, palavras e expressões em voga num período, caem em desuso em outro. Não há academias que possam deter a dinâmica histórica de uma língua. O Novo Acordo Ortográfico busca um consenso, ele não modifica (e nem poderia fazê-lo) nossa forma de falar, mas procura padronizar/unificar a escrita da língua portuguesa, ou seja, faz mudanças apenas gráficas na comunidade de países de língua portuguesa - CPLP.

Desde 1º de janeiro de 2009, estão em vigor no Brasil as regras do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa tem o objetivo primordial de unificar a ortografia nos países que têm o português como língua oficial. Ao fazê-lo, pretende garantir maior status à língua portuguesa no plano internacional, facilitando o intercâmbio cultural, comercial e jurídico-institucional entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Tais medidas, entretanto, não têm aplicabilidade imediata. O decreto legislativo assinado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevê um período de transição para a aplicação das novas regras: de 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2015. Nesse período, as duas grafias são reconhecidas como oficiais. No entanto, a partir de 1º de janeiro de 2016, a ortografia oficial vigente será aquela assentada nas bases do Acordo Ortográfico.

Pela fala expressamos a melodia da língua. É um processo quase intuitivo, que praticamos quando expiramos com maior ou menor força. Na escrita, utilizamos recursos gráficos para “ensinar” ao leitor a cantar essa melodia, ora apontando a sílaba tônica, ora indicando se o som vocálico é aberto ou fechado com o uso dos sinais diacríticos (um signo gráfico que se associa a uma letra para lhe dar uma característica fonética diferente daquela que a letra possui isoladamente); exemplos de sinais diacríticos: temos a "cedilha" (ç), o "acento agudo" (á), o "til" (ã), o "acento circunflexo" (â) e o "acento grave" (à).

A acentuação gráfica, que é tratada nas Bases "VIII, IX, X e XI" do Acordo, é o tema em que se verifica o MAIOR ÍNDICE DE ALTERAÇÕES, se considerada a quantidade de palavras que tiveram a grafia modificada. De modo geral, as modificações se concentram: *nas palavras paroxítonas (‘heroico’, ‘ideia’), *naquelas em que ocorre hiato (‘feiura’, ‘voo’) e *nas homógrafas, ou seja, que têm a mesma grafia (‘pelo’, ‘pera’).

1) COMPOSIÇÃO DO ALFABETO:

O alfabeto passa a ter 26 letras a partir da inclusão das letras "K", "W" e "Y". Temos, portanto:

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

Com esta reintrodução, temos por exemplo, estas letras compondo a escrita de símbolos de unidades de medida.

Exemplos: km (quilômetro) e W (watt), e em palavras de origem estrangeira, como show, windsurf e playboy.

2) ELIMINAÇÃO DO TREMA:

Não se usa mais o trema (sinal colocado sobre a letra "u" para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos "gue, gui, que, qui").

Exemplos: linguiça, cinquenta, ensanguentado, pinguim, eloquência, eloquente, sequestro, tranquilo, tranquilidade.

OBS: O trema permanece em nomes próprios estrangeiros e em palavras dele derivadas.

Exemplo: ‘Hübner’, ‘hüberiano’, ‘Müller’, ‘mülleriano’.

3) USO DO H:

#Mantém-se o "h" inicial na seguintes situações:

*em razão da origem da palavra: homine -> homem; habitus -> hábito

*por convenção: hã? hem? hum! (interjeições)

*quando está no segundo elemento que se liga ao primeiro por hífen: super-homem, sobre-humano, anti-higiênico, anti-horário

*no final de interjeições: ah! eh! ih! uh!

#Elimina-se o "h" inicial nas seguintes situações:

*nos vocábulos compostos, em que o segundo elemento se aglutina ao primeiro:

Exemplos: re + habilitar -> reabilitar

re + humanizar -> reumanizar

re + habitar -> reabitar

re + hospitalizar -> reospitalizar

re + hidratar -> reidratar

re + haver -> reaver

4) REGRAS DE ACENTUAÇÃO:

*não se usa mais o acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).

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OBS: O acento PERMANECE:

a) nas palavras oxítonas, mesmo que ocorram os ditongos abertos "ei", "oi" e "eu".

Exemplos: hotéis, heróis, papéis, troféu, troféus.

b) nas paroxítonas terminadas em "r", como em: destróier.

c) nos monossílabos tônicos: "dói", "méis", "réis" e "sóis"

*Elimina-se o acento agudo de palavra paroxítona formada pelas vogais "i" e "u" quando vierem depois de um ditongo.

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*Elimina-se o acento circunflexo nos seguintes casos:

a) Nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos ‘crer’, ‘dar’, ‘ler’, ‘ver’ e seus derivados.

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b) na vogal tônica do hiato "oo" em palavras paroxítonas, seguidas ou não de "s".

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OBS: hiatos: a regra do "i" e do "u" tônicos, precedidos de vogal e formando sílaba sozinhos ou com "s", CONTINUA A MESMA, são acentuados e constituem hiatos.

Exemplos: a - í (advérbio de lugar)

a - la - ú - de

je - su - í - ta

e - go - ís - mo

sa - ú - de

ga - ú - cho

*quando palavras de sentidos diferentes têm a mesma grafia, verifica-se o fenômeno da homografia. As palavras homógrafas podem também ser homófonas, ou seja, terem o mesmo som, apresentarem os mesmos traços fonéticos. Para a Ortografia isso representava um complicador, daí a criação de ACENTOS DIFERENCIAIS – agudo ou circunflexo –, a fim de que, mesmo se tomadas isoladamente, fora de contexto, essas palavras contivessem “marcas” que indicassem a qual campo semântico pertenciam.

Entretanto, com a entrada em vigor do Novo Acordo, a regra geral é no sentido de que não mais se distinguem palavras homógrafas, OU SEJA: não se usa mais o acento diferencial em "pela, pelo, polo, pera, para".

Exemplos:

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OBS: Apenas algumas palavras permanecem acentuadas para se distinguir pelo acento gráfico:a) ‘pôr’ (verbo) para diferenciar de ‘por’ (preposição);

b) ‘pôde’ (verbo na 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo) para diferenciar de ‘pode’ (3ª pessoa do singular do presente do indicativo)

c) tem (verbo na 3° P/S) / têm (verbo na 3° P/P)

*é facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Por exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?

QUADRO RESUMO DA ACENTUAÇÃO GRÁFICA:

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OBS: Pela nova regra não se usa mais o acento agudo no "u" tônico dos grupos "gue, gui, que, qui".

Exemplos: argui, arguis, averigue, apazigues.

5) EMPREGO DO HÍFEN: O hífen, como garante a sua origem, existe para unir e não para “separar”. Ainda quando “separa”, para evitar a criação de uma sílaba indesejada e, assim, indicar uma melhor pronúncia, como em ‘mal-humorado’, ‘pan-hospitalar’, ‘sub-reino’, a sua simples presença preserva a “unidade semântica e sintagmática” do vocábulo, expressão usada no Novo Acordo Ortográfico. Eis os casos em que, segundo o Novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa, emprega-se o hífen:

Exemplos em que o hífen aparece em casos de palavras formadas por prefixos ou por elementos que podem funcionar como prefixo, por exemplo:

AERO - AUTO - EXTRA - MACRO - PROTO - SOBRE - AGRO - CIRCUM - GEO - MICRO - PÓS - SUB - ALÉM - CO - HIDRO - MINI - PRÉ - SUPER - ANTE - CONTRA - HIPER - MULTI - PRÓ - SUPRA - ANTI - ELETRO - INFRA - NEO - PSEUDO - TELE - AQUÉM - ENTRE - INTER - PAN - RETRO - ULTRA - ARQUI - EX - INTRA - PLURI - SEMI - VICE

a) Nas palavras compostas que designam nomes de plantas e animais, estejam ou não ligados por preposição ou qualquer outro elemento:

Exemplos:

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b) Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por "h":

Exemplos: Anti-higiênico

Anti-horário

Auto-hipnose

Macro-história

Mini-hotel

Proto-história

Super-homem

Ultra-humano

c) Em palavras com prefixo terminado por VOGAL + VOGAL IGUAL, usa-se hífen:

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EXCEÇÃO: Caso o prefixo da primeira palavra for "co" e a segunda parte da palavra composta começar com a vogal "o", aí NÃO SE USA HÍFEN, como por exemplo: cooperar e coordenar.

CUIDADO: Tudo que se refere à ORTOGRAFIA costuma vier acompanhado de exceções e precisamos estar sempre atento à elas.

d) Em palavras com prefixo terminado por VOGAL + VOGAL DIFERENTE, NÃO SE USA HÍFEN:

Exemplos: Auto + estrada -> autoestrada

Agro + industrial -> agroindustrial

Ante + ontem -> anteontem

Anti + educativo -> antieducativo

Extra + oficial -> extraoficial

Auto + aprendizagem -> autoaprendizagem

Co + autor -> coautor

Infra + estrutura -> infraestrutura

Semi + analfabeto -> seminanalfabeto

e) Quando os prefixos ‘hiper’, ‘inter’ e ‘super’ formar compostos com palavras iniciadas por "r".

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f) Em palavras com prefixo terminado por VOGAL + S ou R, NÃO SE USA HÍFEN e duplica-se a consoante:

Exemplos: Ante + sala -> antessala

Contra + senso -> contrassenso

Mini + saia -> minissaia

Ultra + som -> ultrassom

Anti + social -> antissocial

Anti + racista -> antirracista

Anti + rugas -> antirrugas

Sobre + saia -> sobressaia

Contra + regras -> contrarregras

g) Quando o prefixo termina por consoante, usa-seo hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante:

Exemplos: Inter + racial -> inter-racial

Hiper + resistente -> hiper-resistente

Super + romântico -> super-romântico

Sub + bibliotecário -> sub-bibliotecário

OBS: Nos demais casos, onde não temos consoantes iguais, NÃO SE USA O HÍFEN.

Exemplos: Hiper + mercado -> hipermercado

Inter + municipal -> intermunicipal

Super + interessante -> superinteressante

h) Em palavras formadas pelos prefixos ‘circum’ ou ‘pan’ seguidos de palavras iniciadas em vogal, "m" ou "n".

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i) Quando o prefixo termina por consoante, NÃO SE USA O HÍFEN se o segundo elemento começar por vogal.

Exemplos: Hiper + ativo -> hiperativo

Inter + escolar -> interescolar

Super + econômico -> supereconômico

Super + aquecimento -> superaquecimento

Inter + ação -> interação

j) Em palavras com os pseudoprefixos (palavras quem nem sempre exercem função de prefixo, pois fazem sentido próprio sozinhas), "recém", "além", "aquém", "sem", "pós", "pré", "ex", "vice", usa-se SEMPRE o hífen.

Exemplos: Recém-nascido

Pré-datado

Pós-graduação

Ex-presidente

Pré-vestibular

Recém-casados

Além-túmulo

Vice-presidente

Sem-terra

k) O HÍFEN É ABOLIDO quando já se perdeu a noção de que a palavra é composta.

Exemplo: Girassol

Madressilva

Paraquedas

Pontapé

Mandachuva

l) Para ligar duas ou mais palavras que formam encadeamentos vocabulares do tipo:

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m) NÃO SE USA HÍFEN na formação de palavras com NÃO!

Exemplos: não comparecimento

não verbal

não presença

não visual

não pagamento

n) Nos compostos formados com os advérbios ‘bem’ e ‘mal’ quando estes formam, com o elemento que se segue, uma unidade sintagmática (relação de dependência) e semântica.

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OBS: A Academia Brasileira de Letras, responsável pela língua pátria, diz o seguinte: "Pelo novo acordo, o prefixo BEM só não terá hífen se o segundo elemento for um derivado de fazer ou querer: benfazejo, benfeito (a), benfeitoria, benquerer, benquerença, etc. O advérbio "bem" é usado COM HÍFEN em todos os outros casos: bem-administrada, bem-elaborada, bem-estar, bem-criado, bem-falante, bem-aventurado, bem-humorado, bem-vindo, bem-te-vi, bem-sucedido, bem-nascido, etc.

o) Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. Exemplo: Aqui perto, numa cidade vizinha, conta-

-se que havia um prefeito.

A diretora recebeu em sua sala os ex-

-alunos.

p) NÃO SE USA HÍFEN em palavras compostas que apresentam elementos de ligação.

Exemplos: Pé de moleque, pé de vento, fim de semana, cor de vinho, dia a dia, ponto e vígula, pai de todos, camisa de força cara de pau, maria vai com as outras, faz de conta.

EXCEÇÕES: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-mesa, etc

q) USA-SE O HÍFEN nas palavras compostas que não apresentam elementos de ligação.

Exemplos: guarda-chuva, arco-íris, boa-fé, segunda-feira, mesa-redonda, vaga-lume, joão-ninguém, porta-malas, porta-bandeira, pão-duro, bate-boca.

ALGUNS CASOS ESPECIAIS:

1) Com os prefixos "sub" e "sob", usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por "r".

Exemplos: sub-região

sub-reitor

sub-regional

sob-roda

2) O prefixo "co" junta-se com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por "o" ou "h". Neste último caso corta-se o "h". Se a palavra seguinte começar com "r" ou "s", dobram-se essas letras.

Exemplos: Coabitação

Coerdeiro

Corréu

Corresponsável

Cosseno

Coobrigação

Coedição

Coeducar

Cofundador

3) Com os prefixos "pre" e "re", NÃO SE USA O HÍFEN, mesmo diante de palavras começadas por "e".

Exemplos: preexistente

reescrever

reelaboração

reeleger

reelaborar

reeducar

OBS: RESTABELECER OU REESTABELECER? Alguns gramáticos defendem como forma correta restabelecer, significando que algo foi novamente estabelecido, reposto, recuperado. A palavra restabelecer é formada a partir do verbo estabelecer + prefixo re, razão pela qual alguns defendem também a grafia reestabelecer, devidamente registrada pelo VOLP.

4) Na formação de palavras com "ab", "ob" e "ad", usa-se o hífen diante de palavra começada por "b", "d" ou "r".

Exemplos: ab-digital

ad-renal

ab-rogar

ob-rogar

5) USA-SE O HÍFEN nas palavras compostas derivadas de topônimos (nomes próprios de lugares), com ou sem elementos de ligação.

Exemplos: Belo Horizonte -> belo-horizontino

Porto Alegre -> porto-alegrense

Mato Grosso do Sul -> mato-grossense-do-sul

Rio Grande do Norte -> rio-grandense-do-norte

6) USA-SE O HÍFEN nos compostos que designam espécies animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos, raízes, sementes) tenham ou não elementos de ligação.

Exemplos: bem-te-vi

copo-de-leite

peixe-espada

mico-leão-dourado

cravo-da-índia

pimenta-do-reino

ervinha-de-cheiro

7) USA-SE O HÍFEN em compostos que tem palavras iguais, sem elementos de ligação.

Exemplos: reco-reco

blá-blá-blá

zum-zum

tique-taque

cri-cri

glu-glu

pega-pega

esconde-esconde

zigue-zague

pingue-pongue

Información

Descripción
Novas regras da ortografia de acordo com o NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO!
Creado por
Usuario eliminado · oct 2016
Actualizado
16 ene 2017
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654
Historial
  • Creado por Bruno Olímpio · 25 jun 2016
  • Copiado por Alessandra S. · 4 oct 2016
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