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Apuntes

9 - As orações subordinadas adjetivas e os pronomes relativos.

Daniele Braga Português - Sintaxe Portugués 6 páginas

Contenido del apunte (6)

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ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS

Desempenham, invariavelmente função sintática de adjunto adnominal.

Podem ser restritivas ou explicativas.

Quando desenvolvidas, são introduzidas por pronomes relativos:

CG = Classe gramatical

FS = Função sintática

Pedro chegou.

CG: substantivo

FS: sujeito

Conheci Pedro

CG: substantivo

FS: objeto direto

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PRONOMES RELATIVOS (Classe gramatical - CG)

Função vicária = função representativa

Função anafórica = representa um termo anterior.

Coesivo

Os pronomes relativos são termos essencialmente anafóricos cuja função é remeter a um termo anterior, evitando assim a sua repetição.

Ex: Ele fez afirmações e essas afirmações não tinham sentido./ Ele fez afirmações que não tinham sentido.

1º Você retira o que se repete.

2º Coloca outra coisa que o represente

3º "que"

Dica antiga que funciona, porém tem que saber empregar de forma correta:

Se conseguir trocar o que por o qual, a qual, os quais ou as quais, é sempre pronome relativo.

Dica do professor:

Trocar o que pelo seu antecedente

Ex: Há contradições no depoimento do deputado/ que podem condená-lo.

contradições > nome

depoimento > nome

deputado > nome

Pronome > se refere a um nome

- Verificando que o cabe:

o depoimento podem condena-lo ( não cabe pq esta no singular)

o deputado podem condena-lo ( não cabe pq esta no singular)

as contradições podem condena-lo ( esse se encaixa melhor, substitui o que, este que se refere a contradições)

Dá para trocar por "as quais"

Exemplos:

Odeio gatos/ que miam na minha janela.

- Se são 2 verbos, são 2 orações. E se são 2 orações é um período composto, por tanto eu tenho que dividir.

- Qual é o sujeito do verbo miar?

Não é gatos, é o "que".

- que = tem função anafórica, representa os gatos, então ele desempenha a função sintática que os "gatos" teriam se estivessem no lugar do "que".

- O pronome relativo não tem a mesma função que o antecedente, o pronome relativo tem a função que o antecedente teria se estivesse em seu lugar.

- CG do "que"= pronome relativo

- FS do "que" = sujeito.

Chegou o ônibus/ que eu aguardava.

ônibus = sujeito

que = objeto direto (Eu aguardava o ônibus) o ônibus substitui "que".

Ele afirma o/ que achou certo.

Ele = suj.

afirma = vtd

o = od (é substituído por "aquilo")

que = od ( é substituído por "aquilo")

achou = vtd

certo= predicativo do sujeito.

O que você diz não faz sentido.

que você diz = or. sub. adjetiva que foi "enfiada" no meio da oração principal.

O = foi substituído por "aquilo". Sujeito.

que = foi substituído por "aquilo". Objeto direto

você = suj

diz = vtd

Aquilo não faz sentido = oração principal.

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PRONOMES RELATIVOS (Classe gramatical - CG)

QUE

- Invariáveis

- pronome relativo universal

- serve para tudo, exceto cujo

QUEM

- invariável

- só se refere a pessoa

O QUAL, A QUAL, OS QUAIS, AS QUAIS

- variáveis

CUJO, CUJA, CUJOS, CUJAS (obs: Já caiu 2x na prova!!!!)

- insubstituível

- pronome relativo possessivo ( é o nome do cujo) ( sempre estabelece uma ideia de posse entre os substantivos que ele intermedeia)

- não admite artigo ( ex: cuja a dedicação - não aceita o "a"; o correto seria: cuja dedicação)

- anafórico ( remete o termo que vem antes)

- sempre quando o "cujo" for empregado o que vier depois dele pertencerá o que vem antes dele.

- sempre se refere a um elemento anterior, porém concorda com o posterior. (ATENÇÃO NISSO AQUI)

1) O homem cujas palavras eram sábias. ( cai muito na banca da CESPE, dá vontade de errar)

<-------------------------------------------

do - da - dos - das

1º Macete para saber quando entra o "cujo":

- ler os 2 substantivos de traz para frente: Palavras do homem.

Se refere ao termo homem e não palavras, ele concorda com palavras

Ele é um termo anafórico e não catafórico (termo que vem depois).

Ele remete ( se refere) ao homem, porém concorda com palavras.

2º Macete

- Posso seguir o macete de colocar "seu (s), sua (s)" seguido do elemento posterior.

Exemplos:

Aquela é a casa em cujo teto /meus avós moravam. (__em__) seu teto. ( esta ERRADO, ele não moram em cima do telhado)

Aquela é a casa sob cujo teto/ meus avós moravam. (__sob__) seu teto. ( essa é a forma correta)

Eu perdera o livro sem cujas informações/ não poderia sobreviver. (___sem___) suas informações. [Não poderia viver sem suas informações.]

Há poucos homens em cuja probabilidade/ se pode confiar. (__em___) sua probabilidade. [Se pode confiar em sua probabilidade; e não na sua probabilidade]

ONDE;

- só remete a lugares.

- nem sempre é pronome relativo

- não é insubstituível, quando pronome relativo.

Onde você mora? (Não é relativo é um advérbio interrogativo).

Não sei onde você mora. (Não é relativo é um advérbio interrogativo).

Conheci a cidade onde ele nasceu. (é lugar)

Há situações onde tudo parece confuso. ( ERRADO, não esta remetendo a lugar; aqui não caberia onde, aonde, de onde, só ficaria pior!!!!) Nesse caso o "em que" poderia resolver a questão, porém isso não quer dizer que todo "onde" pode ser trocado por "em que".

Macete para saber como usar o onde e o aonde:

1) reconhecemos que o termo irá referenciar um lugar.

2) Colocar "Paris" no final da frase, e vai haver possibilidade de colocar 2 preposições antes de "Paris" quando você for ler a frase:

a ou em.

a= aonde

em = onde

Há regiões onde ainda se pode caminhar sem que se tema o avanço da violência. (em) Paris. [em que; nas quais]

Há regiões aonde as aves migratórias se dirigem no inverno. (a) Paris. [ a que; às quais]

OBS: Onde se emprega "onde ou aonde" pode se empregar "que" também.

- Só se pode trocar o "onde" ou "aonde" pelo "que" como uma condição:

Desde que antes do "que" esteja a preposição que esta antes de "Paris", ou seja, você pode trocar o"onde" por "em que" ou " a que".

A preposição que rege o "que", também rege o "as quais"

Eis a cidade de onde Elvis veio. (de) Paris.

de onde/ donde/ de que/ da qual > tenho 4 possibilidades.

Se a ideia do vir aqui é de procedência, de onde ele veio, posso colocar de Paris.

QUANDO,

- Tempo

- só se refere a momentos, dias, horas

COMO

- se remete a modo ou algum similar.

QUANTO

- quantidades.

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ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA

Restritiva (adn)

Explicativa (adn)

* Sempre terá função sintática de adjunto adnominal.

op--------------------adj ( depois da oração principal)

o------------------------adj---------------------p (no meio da oração principal)

* Para ser uma oração sub. adj. tem que está depois da OP ou está no meio da OP, nunca antes!!!

* Nunca pode está antes da oração principal, porque começa com pronome relativo ( que tem que fazer referencia a alguma coisa antes).

Ex 1:

Os livros que nos são úteis são difíceis de encontrar. / Oração subordinada adjetiva restritiva

*É uma oração pq tem verbo

*É subordinada porque desempenha função sintática

*É adjetiva pq toda essa oração foi usada para qualificar "os livros"

*que = marca a oração que ele introduz

*Troco o "que" pelo pronome relativo: Os livros os quais são úteis. ou Os livros nos são úteis.

*Isolo a oração que o "que" introduz ( observamos neste caso que é uma oração "enfiada" no meio da outra) para certificar que houve um "enfiar" de uma oração dentro da outra, basta ignorar a oração destacada. Eu sempre vou conseguir fazer isso pq a or. sub. adj. cumpre função acessória, sempre dá para ignorar.

* Todo que começa com o pronome relativo, será uma or. sub. adjetiva.

Ex 2:

Os gatos, que são mamíferos , bebem leite. / Oração subordinada adjetiva explicativa.

* Não tem como ser or. sub. restritiva, pq todos os gatos são mamíferos.

* Sempre quando houver uma or. sub. explicativa, tem que está entre vírgulas.

Sem vírgulas a função é restringir. (restringe, diferencia um ser entre os demais)

Com vírgulas a função é explicar. (processo mnemônico: a palavra explicativa, tem a letra "p" que posso associar a perninha para baixo como um vírgula). (Traz uma ideia inerente e óbvia ao antecedente).

OBS:

* Qual dos 2 exemplos desempenha função de APOSTO?

Nenhum!!! Esses exemplos a oração destacada exerce função sintática de ADN.

O APOSTO nunca começa com pronome relativo. ( O professo nunca falou que não começa com "que"). Ex: Temos a or. sub. apositiva que começa com o "que" (conjunção integrante).

Exemplos:

As girafas, que tem pescoço longo, veem mais longe. / or. sub. adj. explicativa ( se é explicativa tem que esta entre vírgulas)

As girafas que são agressivas devem estar isoladas. / or. sub.adj. restritiva ( substitui o "que" pelo seu referente)

As girafas tem pescoço longo.

As girafas são agressivas.

Os flamenguistas que têm propensão ao crime devem ser presos./ or. sub. adj. restritiva ( esta falando que alguns flamenguistas tem propensão ao crime e outros não tem)

Os flamenguistas, que têm propensão ao crime ,devem ser presos./ or. sub. adj. explicativa ( esta falando que TODOS flamenguistas tem propensão ao crime).

* Esta vírgula é chamada de pontuação expressiva, pq interfere na interpretação da frase.

OBS:

O "que" pronome interrogativo introduz frases interrogativas.

Ex:

Que horas são? / Pronome interrogativo direto

Não sei que horas são. / ( Pronome interrogativo, porém não tem ponto de interrogação) Frase interrogativa indireta ( a gente reconhece pq começa com:

Não sei; perguntei; questionei; ignoro; começa com verbo ou sinônimo de não saber ou perguntar.

Eu não sei que roupa devo usar hoje a noite.

Que roupa devo usa hoje a noite?

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O, A, OS, AS + QUE(pronome demonstrativo + pronome relativo)

Substitui por "aquilo"

Eu compreendo o que você esta dizendo.

- Não dá para trocar o "que" pelo antecedente, e nem por: a qual, as quais, o qual, os quais.

- O "o" a gente troca por "aquilo"

Eu compreendo aquilo que você esta dizendo.

Conheço a que está sorrindo.

- a = não é artigo; é um pronome demostrativo.

Obs: O artigo só acompanha substantivo. Ex: a caneta, o aluno.

- que = pronome relativo.

CUIDADO!!!!

Ele afirmou o que achou certo.

- Classe gramatical:

o = pronome demostrativo

que = pronome relativo

- Função sintática:

Ele = suj

afirmou = vtd

o = objeto direto

ATENÇÃO: se o "que" é pronome relativo a oração que ele introduz é oração adjetiva e não oração explicativa.

Vai está na prova assim:

a) or. subord. subst. direta ( marque aqui) :)

z) or. subord. adjetiva ( esta que é a correta, vai estar por ultimo para vc errar)

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REGÊNCIA COM PRONOMES RELATIVOS.

Você tem tudo que eu gosto. / A frase esta errada, o correto é: Você tem tudo de que eu gosto.

- Quem gosta, gosta de.

- que = é um pronome relativo e quando eu tenho um pronome relativo que introduz uma oração, vou ter uma oração subordinada adjetiva ( isso é sempre!). E quando a oração subordinada tem um termo que peça preposição, a preposição tem que reger o relativo, tem que está anteposto ao relativo.

Exemplos:

- Você é uma amiga em que eu confio. / Quem confia, confia em. [pode ser "em quem" (por ser tratar de pessoa)]

- Você fala coisas com que eu não concordo./ Quem concorda, concorda com.

- Ontem eu vi a mulher por que eu era apaixonado./ Quem é apaixonado, é apaixonado por. [pode ser "por quem" ( por se tratar de pessoa)]

Atenção: o "quem" só pode ser empregado por pessoas, desde que haja preposição. Se for para pessoa e não tiver preposição eu não posso empregar o "quem".

MACETE:

a) Ele defende ideias ______ que/ não posso aceitar. (____) certas ideias / Não posso aceitar certas ideias.

b) Ele defende ideias ___a____ que/ jamais serei favorável. (____) certas ideias. / Jamais serei favorável a certas ideias.

Para descobrir de forma inequívoca, qual preposição empregar, iremos usar uma estratégia que nunca dará errado:

1) Iremos pegar os referentes: "ideias" e colocar no final da oração adjetiva.

2) Acrescente ao substantivo "ideias" o pronome indefinido: certo (s), certa (s).

3) Vai ler a oração a partir do "que", e vai reparar qual preposição "aparecer" antes do [certo(s), certa (s)], a preposição que aparecer vai colocar antes do "que" na frase.

Exemplos:

As inúmeras razões a que se referia o frade pareciam sem sentido. / O frade se referia a certas razões.

- Só a parte que esta em negrito que é a oração subordinada adjetiva.

- A oração principal é: As inúmeras razões pareciam sem sentido.

* Atenção: o macete é para o final das orações adjetivas e não para o final da frase.

a) Há teorias _____ que /os cientistas criticam. (____) certas teorias.

b) Há teorias___a__ que/ os cientistas fazem críticas. (_____) certas teorias.

a) Não cabe nada, vai ficar: Os cientistas criticam certas teorias. O "que" agente pode substituir por "as quais" tranquilamente.

b) Cabe a letra "a", e se eu for substituir o "que" por "as quais", vai virar "às quais".

de + que = de que

de + as quais = das quais

em + que = em que

em + os quais = nos quais

a + que = a que

a + as quais = às quais

com + que = com que

com + as quais = com as quais ou coas quais ( é isso mesmo, esta certo, é coas quais, apesar de ser arcaico)

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Descripción
Capítulo XIII: As orações subordinadas adjetivas e os pronomes relativos.
Creado por
Daniele Braga · may 2017
Actualizado
18 feb 2018
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