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1º Simulado INSS 2016

Andressa Mattos 60 preguntas 5,0 (1 valoración)

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Preguntas del test (60)

  1. 1Língua Portuguesa

    Para responder às questões de números 1 a 7, considere
    o texto abaixo.

    No campo da técnica e da ciência, nossa época produz milagres todos os dias. Mas o progresso moderno tem amiúde um custo destrutivo, por exemplo, em danos irreparáveis à natureza, e nem sempre contribui para reduzir a pobreza.
    A pós-modernidade destruiu o mito de que as humanidades humanizam. Não é indubitável aquilo em que acreditam
    tantos filósofos otimistas, ou seja, que uma educação liberal, ao alcance de todos, garantiria um futuro de liberdade
    e igualdade de oportunidades nas democracias modernas. George Steiner, por exemplo, afirma que “bibliotecas, museus, universidades, centros de investigação por meio dos quais se transmitem as humanidades e as ciências podem prosperar nas proximidades dos campos de concentração”. “O que o elevado humanismo fez de bom para as
    massas oprimidas da comunidade? Que utilidade teve a cultura quando chegou a barbárie?”
    Numerosos trabalhos procuraram definir as características da cultura no contexto da globalização e da extraordinária
    revolução tecnológica. Um deles é o de Gilles Lipovetski e Jean Serroy, a cultura-mundo. Nele, defende-se a ideia de uma cultura global − a cultura-mundo − que vem criando, pela primeira vez na história, denominadores culturais
    dos quais participam indivíduos dos cinco continentes, aproximando-os e igualando-os apesar das diferentes tradi-
    ções e línguas que lhes são próprias.
    Essa “cultura de massas” nasce com o predomínio da imagem e do som sobre a palavra, ou seja, com a tela. A indústria cinematográfica, sobretudo a partir de Hollywood, “globaliza” os filmes, levando-os a todos os países, a todas as camadas sociais. Esse processo se acelerou com a criação das redes sociais e a universalização da internet.
    Tal cultura planetária teria, ainda, desenvolvido um individualismo extremo em todo o globo. Contudo, a publicidade
    e as modas que lançam e impõem os produtos culturais em nossos tempos são um obstáculo a indivíduos independentes.
    O que não está claro é se essa cultura-mundo é cultura em sentido estrito, ou se nos referimos a coisas completamente diferentes quando falamos, por um lado, de uma ópera de Wagner e, por outro, dos filmes de Hitchcock e de John Ford.
    A meu ver, a diferença essencial entre a cultura do passado e o entretenimento de hoje é que os produtos daquela
    pretendiam transcender o tempo presente, continuar vivos nas gerações futuras, ao passo que os produtos deste são
    fabricados para serem consumidos no momento e desaparecer. Cultura é diversão, e o que não é divertido não é cultura.

    (Adaptado de: VARGAS LLOSA, M. A civilização do espetáculo.
    Rio de Janeiro, Objetiva, 2013, formato ebook)

    1- Possuem os mesmos tipos de complemento os verbos grifados em:
    1. Aa. (...) nossa época produz milagres todos os dias. // (...) o mito de que as humanidades humanizam.
    2. Bb. Essa “cultura de massas” nasce com o predomínio (...) // Um deles é o de Gilles Lipovetski (...)
    3. Cc. A pós-modernidade destruiu o mito de que (...) // (...) nossa época produz milagres todos os dias.
    4. Dd. Essa cultura de massas nasce com o predomínio (...) // (...) e nem sempre contribui para (...)
    5. Ee. (...) as ciências podem prosperar nas proximidades (...) // A pós-modernidade destruiu o mito de que (...)
  2. 22- Depreende-se corretamente do texto:
    1. Aa. A menção ao que seria cultura em sentido estrito estabelece uma diferença entre a noção de cultura de que parte o autor e aquela estabelecida pelo pensador Gilles Lipovetski.
    2. Bb. A asserção de que o progresso moderno tem amiúde um custo destrutivo estabelece, no parágrafo, noção de finalidade.
    3. Cc. Os pontos de interrogação das perguntas feitas no segundo parágrafo podem ser suprimidos por se tratar de perguntas retóricas.
    4. Dd. A afirmação de que nossa época produz milagres todos os dias encontra respaldo no fato de
      que haveria hoje o predomínio da imagem e do som sobre a palavra.
    5. Ee. O mito de que as humanidades humanizam justifica-se a partir do fato de que nem todas as classes sociais possuem acesso à tecnologia moderna, como a internet.
  3. 33- O autor do texto discorda dos pensadores citados ao afirmar que :
    1. Aa. A indústria cinematográfica, sobretudo a partir de Hollywood, “globaliza” os filmes (...). (4º parágrafo)
    2. Bb. (...) a publicidade e as modas (...) são um obstáculo à criação de indivíduos independentes. (5º
      parágrafo)
    3. Cc. (...) o progresso moderno tem amiúde um custo destrutivo (...). (1º parágrafo)
    4. Dd. Essa “cultura de massas” nasce com o predomínio da imagem e do som sobre a palavra (...). (4º parágrafo)
    5. Ee. Não é indubitável aquilo em que acreditam tantos filósofos otimistas (...). (2º parágrafo)
  4. 44. (...) apesar das diferentes tradições e línguas que lhes são próprias. (3º parágrafo) (...) levando-os a todos os países... (4º parágrafo) ...os produtos deste são fabricados... (7º parágrafo) Os elementos sublinhados acima referem-se, respectivamente, a:
    1. Aa. indivíduos − filmes − tempo presente
    2. Bb. diferentes tradições e línguas − filmes − entretenimento de hoje
    3. Cc. diferentes tradições − países − passado
    4. Dd. línguas − Hollywood − entretenimento de hoje
    5. Ee. indivíduos − países − passado
  5. 55- Uma redação alternativa para um segmento do texto, em que se mantêm a correção e, em linhas gerais, o
    sentido original, está em:
    1. Aa. Não se consideraria, nos dias de hoje, como sendo cultura, aqueles produtos culturais que não sejam divertidos.
    2. Bb. A crença de que um futuro de liberdade e igualdade de oportunidades seria garantido por uma educação liberal é sustentada por muitos filósofos otimistas.
    3. Cc. Dado os custos destrutivos do progresso, o mito segundo o qual as humanidades humanizam foi destruída pela pós-modernidade.
    4. Dd. As características da cultura no contexto da globalização e da extraordinária revolução tecnológica, procurou se definir em numerosos trabalhos.
    5. Ee. Um individualismo extremo fora desenvolvido pela cultura planetária, embora as modas impostas pelos produtos culturais de nosso tempo configure-se como obstáculo a indivíduos independentes.
  6. 66- Substituindo-se o elemento grifado pelo que se encontra entre parênteses, o sinal indicativo de crase deverá
    ser acrescentado em:
    1. Aa. ... que uma educação liberal, ao alcance de todos... (dispor de todos) (2º parágrafo)
    2. Bb. ... por meio dos quais se transmitem as humanidades... − (ciências humanas) (2ºparágrafo)
    3. Cc. ... a todas as camadas sociais. − (qualquer classe social) (4º parágrafo)
    4. Dd. ... se nos referimos a coisas completamente diferentes... − (uma coisa completamente diferente) (6º parágrafo)
    5. Ee. ... são um obstáculo a indivíduos independentes. (criação de indivíduos independentes) (5º parágrafo)
  7. 77. Sem que nenhuma outra modificação seja feita, mantêm-se a correção e as relações de sentido estabelecidas
    no texto, substituindo-se
    1. Aa. amiúde por “mormente” (1º parágrafo)
    2. Bb. Contudo por “dado que” (5º parágrafo)
    3. Cc. Mas por “Embora” (1º parágrafo)
    4. Dd. ao passo que por “enquanto” (7º parágrafo)
    5. Ee. Tal por “Tamanha” (5º parágrafo)
  8. 8Para responder a questão considere o texto abaixo.

    Ler um livro é desinteressar-se a gente deste mundo comum e objetivo para viver noutro mundo. A janela iluminada
    noite adentro isola o leitor da realidade da rua, que é o sumidouro da vida subjetiva. Árvores ramalham. De vez em
    quando passam passos. Lá no alto estrelas teimosas namoram inutilmente a janela iluminada. O homem, prisioneiro do círculo claro da lâmpada, apenas ligado a este mundo pela fatalidade vegetativa do seu corpo, está suspenso no ponto ideal de uma outra dimensão, além do tempo e do espaço. No tapete voador só há lugar para dois passageiros: leitor e autor.
    O leitor ingênuo é simplesmente ator. Quero dizer que, num folhetim ou num romance policial, procura o reflexo dos
    seus sentimentos imediatos, identificando-se logo com o protagonista ou herói do romance. Isto, aliás, se dá mais ou menos com qualquer leitor, diante de qualquer livro; de modo geral, nós nos lemos através dos livros.
    Mas no leitor ingênuo, essa lei dos reflexos toma a forma de um desinteresse pelo livro como obra de arte. Pouco importa a impressão literária, o sabor do estilo, a voz do autor. Quer divertir-se, esquecer as pequenas misérias da vida, vivendo outras vidas desencadeadas pelo bovarismo da leitura. E tem razão. Há dentro dele uma floração de virtualidades recalcadas que, não encontrando desimpedido o caminho estreito da ação, tentam fugir pela estrada
    larga do sonho.
    Assim éramos nós então, por não sabermos ler nas entrelinhas. E daquela primeira fase de educação sentimental, que parecia inevitável como as espinhas, passava quase sempre o jovem monstro para uma crise de hipercrítica. Devido à necessidade de um restabelecimento de equilíbrio, o excesso engendrava o excesso contrário. A pouco e pouco os românticos perdiam terreno em proveito dos naturalistas. Dava-se uma verdadeira subversão de valores na escala
    da sensibilidade e a fantasia comprazia-se em derrubar os antigos ídolos. Formava-se muitas vezes, coincidindo com manifestações mórbidas que são do domínio da psicanálise, um pedantismo da clarividência, tão nocivo como a intemperança imaginosa ou sentimental, e talvez mais ingênuo, pois refletia um ressentimento de namorado ainda ferido nas suas primeiras ilusões.

    (Adaptado de: MEYER, Augusto. “Do Leitor”, In: À sombra da estante, Rio de Janeiro, José Olympio, 1947, p. 11-19)

    8- Infere-se, corretamente, que o autor do texto
    1. Aa. exemplifica os modos de ler um livro mediante as reações que diferentes enredos provocam nos leitores, de maneira a nos fazer compreender a harmonia da arte entre dois extremos de conduta.
    2. Bb. compara duas fases do leitor a duas fases da adolescência, ressaltando a ingenuidade que caracteriza ambas, pois, cada uma a seu modo, não se atêm a características artísticas do livro.
    3. Cc. descreve, mediante metáforas e comparações, as reações dos leitores que se debruçam, um de modo crítico, outro ingênuo, sobre os aspectos artísticos de romances da mesma natureza.
    4. Dd. traça o amadurecimento do leitor que, de ingênuo e romântico, passa a perceber nos livros os componentes afeitos à realidade e, assim, a preferir os de maior aprimoramento artístico.
    5. Ee. mostra a importância da arte na formação de leitores que, por seu intermédio, tornam-se capazes de distinguir aspectos fantasiosos de outros mais realistas, o que passa a interferir diretamente em seu juízo crítico.
  9. 99- O segmento que expressa causa está sublinhado em:
    1. Aa. Há dentro dele uma floração de virtualidades recalcadas que, não encontrando desimpedido o caminho (...). (3º parágrafo)
    2. Bb. Dava-se uma verdadeira subversão de valores na escala da sensibilidade (...). (4º parágrafo)
    3. Cc. (...) éramos nós então, por não sabermos ler nas entrelinhas. (4º parágrafo)
    4. Dd. E daquela primeira fase de educação sentimental (...) passava quase sempre o jovem monstro (...). (4º parágrafo)
    5. Ee. Isto, aliás, se dá mais ou menos com qualquer leitor, diante de qualquer livro (...). (2º parágrafo)
  10. 1010. Na frase “Ler um livro é desinteressar-se a gente deste mundo comum e objetivo para viver noutro mundo”, os
    elementos sublinhados têm, respectivamente, a mesma função que os sublinhados em:
    1. Aa. (...) um ressentimento de namorado ainda ferido nas suas primeiras ilusões.
    2. Bb. (...) os românticos perdiam terreno em proveito dos naturalistas.
    3. Cc. (...) essa lei dos reflexos toma a forma de um desinteresse(...)
    4. Dd. (...) o excesso engendrava o excesso contrário.
    5. Ee. (...) de modo geral, nós nos lemos através dos livros.

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Atenção!!! A prova terá início às 14 horas (horário de Brasília) e término às 18 horas (horário de Brasília). A prova contém 60 questões com duração de 4 horas. Cada questão só possui uma alternativa válida. Preencham o cartão resposta e encaminhem ao organizador do simulado.
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Português
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