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Fichas

Insuficiência respiratória na pediatria

Júlia Alvarenga Suporte de vida em urgência e emergência Residência Médica Portugués 20 fichas

Fichas del conjunto (20)

  1. 1ConceitosHipoxemia quando SpO2 <94% em ar ambiente. Hipercapnia é quando há aumento do CO2. Os problemas que acometem a oxigenação-ventilação são mais graves na criança por ela ter uma alta taxa metabólica e a demanda de oxigênio por kg é alta.
  2. 2Identificação de problemas respiratóriosPrimeiro fazer a avaliação segundo a gravidade (desconforto respiratório x insuficiência) e depois a avaliação segundo o tipo (avaliação sindrômica).
  3. 3Desconforto respiratórioEstado clinico caracterizado por aumento da frequência respiratória esperada para a idade e esforço respiratório. É aparente quando uma criança tenta manter troca gasosa apesar de dificuldade.
  4. 4Identificação de desconforto respiratório leveTaquipneia leve, leve aumento do esforço respiratório (batimento de aleta nasal, retração), sons anormais das vias aéreas, estridor, gemência, sibilância, moteamento da pele.
  5. 5Identificação de desconforto respiratório intenso ou possível insuficiência respiratóriaTaquipneia acentuada, esforço respiratório ou inadequado, sons anormais das vias aéreas, hipoxemia apesar do alto fluxo de O2 complementar, pele pálida e fria, cianose, queda no nível de consciência.
  6. 6Insuficiência respiratóriaDesenvolve-se quando, após período de desconforto respiratório, há incapacidade de manter a suficiência respiratória. Também com base na gasometria arterial: pressão arterial de O2 (PaO2) <60mmHG, pressão arterial de CO2 (PaCO2) >55mmHg e saturação de O2 <90%.
  7. 7Características da insuficiência respiratóriaFR muito alta/inadequada, ou apneia; esforço respiratório grave/inadequado/ausente, fluxo de ar distal ausente, taquicardia extrema/bradicardia, hipoxemia apesar do alto nível do O2 suplementado, redução do nível da consciência ou agitação, cianose.
  8. 8Avaliação sindrômicaDefinir se há obstrução da via aérea superior, obstrução da via aérea inferior, distúrbios do controle respiratório ou doença do parênquima pulmonar
  9. 9Obstrução da via aérea superiorA criança se apresenta agitada. As causas podem ser epiglotite, laringite, corpo estranho, secreção, trauma, anafilaxia ou edema de outra etiologia. Permitir que a criança assuma posição de conforto, fazer aspiração de secreções das vias aéreas. Se anafilaxia, aplicar Epinefrina IM.
  10. 10Obstrução da via aérea inferiorCausas principais são asma e bronquiolite. Fazer o tratamento especifico e restaurar a oxigenação adequada. Não é necessário fazer a correção imediata da hipercapnia para o nível da linha de base.
  11. 11Doença do parênquima pulmonarÉ caracterizada por hipoxemia muito grave devido a oxigenação insuficiente pelo edema e restos celulares. A criança manifesta o adoecimento do parênquima pulmonar com gemência, FR aumentada. As causas principais são pneumonia e edema pulmonar cardiogênico. Precisam de tratamento específico.
  12. 12Distúrbios do controle respiratórioAs doenças respiratórias podem debilitar o impulso respiratório, resultando em hipoventilação e até apneia.
  13. 13Administração de oxigênio suplementarEstá indicada nos casos de hipoxemia confirmada com SpO2 <94% em a.a. e PO2 <60% ou suspeita de hipoxemia em situação aguda grave. A escolha depende do estado clinico e da concentração desejada de oxigênio a ser suplementada. Os dispositivos disponíveis são divididos em sistema de baixo fluxo (ar ambiente + oxigênio) e alto fluxo (oxigênio).
  14. 14Sistema de baixo fluxoInclui os dispositivos que misturam ar ambiente com oxigênio, gerando fração inspirada de oxigênio (FiO2) máxima de 60%. Cateter nasal: fluxo máximo em crianças é de 3-4L, indicado para pacientes que precisam de menos
    oxigênio. Mascara de O2 simples, pouco usada atualmente. Máscara de O2 de reinalação parcial com reservatório, que fornece de 50-60% de O2 em 10-12L..
  15. 15Sistema de alto fluxoGera FiO2 não variável, por não ter entrada de ar ambiente. HOOD: capacete de oxigênio bem tolerado pelo lactente, fornece FiO2 de 25-90% e fluxo de 10-15L. Mascara não-reinalante com reservatório: fornece fluxo de O2 de 10-15L/min e FiO2 de 95-100%. Máscara de Venturi: tem codificação por cores de acordo com a fração de O2 desejada.
  16. 16Ventilação não-invasivaUsada para os pacientes com
    respiração espontânea, mas com muito esforço e não consegue manter FC adequada, quando já usa o oxigênio
    suplementar de alto fluxo. São BIPAP e nCPAP.
  17. 17Outros: Balão-válvula-máscara com reservatórioIndicada na ausência de ventilação espontânea efetiva ou inconsciência, gerando fluxo de O2 de 10-15L/min. Fornece ~100% de oxigênio quando a mascara tem tamanho adequado à criança (engloba a base do nariz ate ao meio do queixo). A frequência correta é 1 ventilação/3-5 seg. no lactente e 1 vent./5 seg. em crianças maiores.
  18. 18Ventilação invasiva: Mascara laríngeaUsado em casos de via aérea difícil por médicos que não tenham experiência em intubação traqueia, mas é capacitado quanto à essa técnica. Como o ar pode chegar no estomago, passar também uma sonda gástrica (para evitar distensão gástrica e prejuízo na
    dinâmica ventilatória).
  19. 19Ventilação invasiva: Intubação traqueal e ventilação pulmonar mecânicaPara IRpA com deterioração progressiva ou prevista (epiglotite grave, inalação de fumaça e lesão de via aérea superior). Cada idade tem um diâmetro interno do tubo, e cada peso tem um número de lâmina para laringoscópio. Profundidade do Tubo orotraqueal= [idade/2 + 12] ou [diâmetro do tubox3]
  20. 20Causas de deteriorização agudaSe o paciente piora abruptamente, pensar no mneumônico DOPE e para problemas nos dispositivos usados: (D) deslocamento, (O) obstrução, (P) pneumotórax, (E) problemas no equipamento.

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Desconforto e insuficiência respiratória na criança.
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