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Created by Thalia Cardoso Gonçalves
almost 2 years ago
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| Question | Answer |
| semiologia médica | É a área da medicina que estuda os sinais e sintomas das doenças, permitindo que os profissionais de saúde façam uma avaliação clínica precisa e fundamentada. |
| Conceitos Básicos Sintoma | Manifestação subjetiva da doença percebida pelo paciente (ex.: dor, cansaço). |
| Conceitos Básicos Sinal | Manifestação objetiva identificada pelo examinador (ex.: febre, edema). |
| Conceitos Básicos Síndrome | Conjunto de sinais e sintomas que, juntos, definem uma condição clínica (ex.: síndrome febril). |
| É DIVIDIDA EM DUAS GRANDES PARTES | ANAMNESE E EXAME FÍSICO |
| Métodos de Exame Clínico QUAIS SÃO as quatro etapas principais para o exame físico | INSPEÇÃO PALPAÇÃO AUSCULTA PERCUSSÃO |
| INSPEÇÃO | Observação atenta do paciente em busca de anormalidades (ex.: deformidades, cor da pele). Pode ser estática (em repouso) ou dinâmica (em movimento). |
| INSPEÇÃO - PELE COR | Palidez: Anemia ou hipoperfusão. Cianose: Hipoxemia ou insuficiência circulatória. Icterícia: Doenças hepáticas, biliares ou hemólise. Eritema: Inflamação, infecção ou reação alérgica. |
| ANEMIA | |
| CIANOSE | |
| ICTERICIA | |
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Image:
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ERITEMA INFECCIOSO Infecção pelo parvovírus B19. |
| ERITEMA MULTIFORME Reação imunológica a infecções (ex.: herpes simples) ou medicamentos (ex.: sulfas, anticonvulsivantes). | |
| ERITEMA MIGRATORIO Doença de Lyme: Causada pela bactéria Borrelia burgdorferi transmitida por carrapatos. Glucagonoma: Tumor pancreático produtor de glucagon. | |
| ERITEMA PERSISTENTE POSTERIOR A PEELING | |
| ERITEMA INFECCIOSO Características: Lesões em "face esbofeteada" (vermelhidão nas bochechas). Exantema reticular no tronco e membros. Comum em crianças. | |
| ERITEMA MARGINADO Associado à febre reumática. | |
| ERITEMA TÓXICO NEONATAL Reação inflamatória benigna e autolimitada em recém-nascidos. | |
| ERITEMA ACTINICO Exposição excessiva à radiação ultravioleta (raios UV). | |
| ERITEMA PALMAR Associado a doenças hepáticas crônicas (ex.: cirrose). Pode ocorrer em gestantes devido a alterações hormonais. | |
| ERITEMA AB IGNE Exposição prolongada a fontes de calor (ex.: uso repetitivo de bolsas térmicas). | |
| ERITEMA PERNIO (FRIEIRA) Exposição prolongada ao frio e à umidade. Características: Placas ou nódulos eritematosos, geralmente nas extremidades (dedos, orelhas, nariz). Associado a sensação de queimação e prurido. | |
| ERITEMA ASSOCIADOS A DOENÇAS SISTEMICAS Lúpus Eritematoso Sistêmico: Rash em “asa de borboleta” na face. | |
| ERITEMA ASSOCIADOS A DOENÇAS SISTEMICAS - DERMATOMIOSITE Eritema heliotrópico (ao redor dos olhos) | |
| ERITEMA ASSOCIADOS A DOENÇAS SISTEMICAS - DERMATOMIOSITE Erupções em dorso das mãos (sinal de Gottron). | |
| INSPEÇÃO - TEXTURAS E LESÕES PELE | Lesões ulceradas: Infecções, diabetes, insuficiência venosa. Descamação: Dermatite, psoríase. Nódulos ou massas: Tumores, cistos. |
| Lesões Ulceradas DEFINIÇÃO | Lesões ulceradas são áreas de perda de epiderme, derme ou até tecidos mais profundos, podendo expor estruturas subjacentes como músculo e osso. |
| LESÕES ULCERADAS CARACTERISTICAS | Bordas irregulares ou bem definidas. Fundo da lesão pode ser limpo, com tecido de granulação, ou apresentar necrose. |
| LESÕES ULCERADAS INFECÇÕES | Ectima: Úlcera superficial com base purulenta, geralmente causada por Streptococcus ou Staphylococcus. Leishmaniose cutânea: Úlceras crônicas associadas a infecções parasitárias. |
| Ectima: Úlcera superficial com base purulenta, geralmente causada por Streptococcus ou Staphylococcus. | |
| Leishmaniose cutânea: Úlceras crônicas associadas a infecções parasitárias. | |
| LESÕES ULCERADAS DIABETES MELLITUS | Úlceras nos pés devido à neuropatia periférica e insuficiência vascular. Associadas a infecção secundária e dificuldade de cicatrização. |
| Diabetes Mellitus e Úlceras nos Pés | São complicações graves, relacionadas a múltiplos fatores metabólicos e vasculares. |
| Neuropatia Periférica DM | Perda da sensibilidade protetora, deixando o paciente incapaz de perceber traumas ou lesões. Alterações motoras (fraqueza muscular) levam a deformidades ósseas, como pés em garra, que aumentam os pontos de pressão. |
| Insuficiência Vascular DM | Macroangiopatia (aterosclerose) e microangiopatia comprometem o fluxo sanguíneo, dificultando a entrega de oxigênio e nutrientes para a pele e os tecidos. Predisposição à isquemia, especialmente nas extremidades. |
| Hiperglicemia Sustentada DM | Prejudica a cicatrização devido à inibição da resposta imunológica e aumento do risco de infecções. |
| Características Clínicas das Úlceras Diabéticas LOCALIZAÇÃO | Mais comuns em pontos de pressão, como planta dos pés, calcanhares e superfícies laterais dos dedos. |
| Características Clínicas das Úlceras Diabéticas ASPECTO | Bordas irregulares, frequentemente rodeadas por calos. Fundo da úlcera pode apresentar necrose, exsudato purulento ou tecido de granulação. |
| Características Clínicas das Úlceras Diabéticas Sinais Associados | Presença de infecção secundária (celulite, abscessos, osteomielite). Alterações da pele ao redor, como descamação ou hiperqueratose. Redução ou ausência de pulsos periféricos (indica insuficiência vascular). |
| Classificação das Úlceras Diabéticas QUAL ESCALA QUE SE UTILIZA | Escalas utilizadas é a Classificação de Wagner, que avalia a gravidade |
| QUANTOS NÍVEIS TEM A ESCALA ? | GRAU 0 AO 5 |
| Úlcera mais profunda, atingindo tendões ou cápsulas articulares. | GRAU 2 |
| Úlcera profunda com abscesso ou osteomielite. | GRAU 3 |
| Pé sem ulceração, mas com fatores de risco. | GRAU 0 |
| Gangrena extensa envolvendo todo o pé. | GRAU 5 |
| Úlcera superficial restrita à epiderme e derme. | GRAU 1 |
| Gangrena localizada (dedos ou região específica). | GRAU 4 |
| LESÃO ULCERADA DIABETICA INSPEÇÃO - EXAME FÍSICO | .Inspeção da úlcera (localização, tamanho, profundidade, exsudato, bordas). |
| LESÃO ULCERADA DIABETICA PALPAÇÃO - EXAME FÍSICO | Palpação de pulsos periféricos (pedioso, tibial posterior). |
| LESÕES ULCERADAS Exames Complementares | Índice tornozelo-braquial (ITB): Avalia insuficiência arterial. Doppler vascular: Identifica obstruções arteriais. Raio-X do pé: Investiga osteomielite. Cultura de secreções: Para identificar agentes infecciosos. |
| Tratamento CONTROLE GLICEMICO | Monitoramento e ajuste de insulina ou hipoglicemiantes orais. |
| Tratamento CUIDADOS LOCAIS | Desbridamento das lesões (remoção de tecido necrosado). Curativos específicos (com hidrogel, prata, etc.). Antibioticoterapia sistêmica em caso de infecção. |
| Tratamento CIRURGIA VASCULAR | Revascularização pode ser necessária em casos de isquemia crítica. |
| PREVENÇÃO ÚLCERAS DM | Uso de calçados adequados. Inspeção diária dos pés pelo paciente. Controle rigoroso da glicemia e cessação do tabagismo. |
| LESÕES ULCERADAS INSUFICIENCIA VENOSA CRONICA | Úlceras venosas geralmente localizadas em torno dos maléolos (especialmente medial). Fundo irregular com exsudato e bordas elevadas. |
| LESÕES ULCERADAS AUTOIMUNE | Úlceras orais ou cutâneas em lúpus ou síndrome de Behçet. |
| LESÕES ULCERADAS AUTOIMUNE ÚLCERAS ORAIS | As úlceras orais autoimunes são lesões recorrentes ou crônicas na mucosa oral, causadas por processos imunológicos anormais que levam à inflamação e destruição tecidual. Elas podem ocorrer isoladamente ou como parte de doenças sistêmicas. |
| LESÕES ULCERADAS AUTOIMUNE | ÚLCERAS ORAIS LUPUS SINDROME DE BEHÇET |
| INSPEÇÃO DESCAMAÇÃO | Descamação ocorre devido à perda excessiva de células da camada córnea da epiderme, podendo ser fina ou espessa, seca ou oleosa. |
| DESCAMAÇÃO CARACTERISTICA CLÍNICA | Pele esbranquiçada ou amarelada. Pode estar associada a prurido ou inflamação. |
| DESCAMAÇÃO CAUSAS PRINCIPAIS | DERMATITE SEBORREICA PSORIASE ICTIOSE INFECÇÃO FÚNGICA - TINEA |
| DERMATITE SEBORREICA Associada a inflamação leve. | |
| Dermatite seborreica infantil - também chamada de dermatite da crosta láctea ou guardanapo. | |
| CARACTERISTICA DA DERMATITE SEBORREICA INFANTIL | É uma forma comum de eczema ou dermatite que afeta principalmente as regiões ricas em glândulas produtoras de óleo (glândula sebácea) do couro cabeludo, rosto ou tronco de bebês nos primeiros meses após o parto. |
| DERMATITE SEBORREICA COURO CABELUDO | |
| DERMATITE SEBORREIRA COMO APRESENTA | Descamação oleosa, amarelada, geralmente no couro cabeludo, sobrancelhas e face, nessas áreas também pode ficar vermelha e com coceira. Ocorre em áreas oleosas da pele, onde há mais glândulas sebáceas ou secretoras de óleo. |
| CARACTERISTICAS DA PSORIASE | Descamação espessa e prateada, sobre placas eritematosas bem delimitadas. |
| LOCALIZAÇÃO PSORIASE | Localizações comuns: cotovelos, joelhos, couro cabeludo. |
| PSORIASE | |
| PSORIASE DEFINIÇÃO | A psoríase é uma doença inflamatória crônica, imunomediada, que afeta principalmente a pele, mas pode ter impacto sistêmico. |
| CARACTERISTICAS CLÍNICAS PSORIASE | Placas eritematosas e escamosas: Lesões bem delimitadas. Escamas prateadas e espessas, geralmente em áreas de atrito (cotovelos, joelhos) e no couro cabeludo. |
| CARACTERISTICAS CLÍNICAS PSORIASE SINTOMAS ASSOCIADOS | Prurido (em alguns casos). Fissuras em lesões espessas ou nas palmas/plantas. |
| CLASSIFICAÇÃO PSORIASE | PSORIASE VULGAR (PLACA) PSORIASE GUTATA PSORIASE INVERTIDA PSORIARE ERITRODERMICA PSORIASE PUSTULOSA PSORIASE UNGUEAL ARTRITE PSORIASE |
| PSORIASE VULGAR (PLACA) CLASSIFICAÇÃO | Forma mais comum. Placas simétricas, escamosas. |
| PSORIASE VULGAR (PLACA) | |
| PSORIASE GUTATA CLASSIFICAÇÃO | Lesões pequenas (em gotas), geralmente desencadeadas por infecção estreptocócica. Mais comum em jovens. |
| PSORIASE GUTATA | |
| PSORIASE INVERTIDA CLASSIFICAÇÃO | Lesões eritematosas, sem escamas, localizadas em áreas intertriginosas (axilas, região inguinal e debaixo das mamas). |
| PSORIASE INVERTIDA | |
| PSORIARE ERITRODERMICA CLASSIFICAÇÃO | Envolvimento de >90% da superfície corporal. Vermelhidão difusa, descamação e febre. É uma emergência médica. |
| PSORIARE ERITRODERMICA | |
| PSORIASE PUSTULOSA CLASSIFICAÇÃO | Lesões com pústulas estéreis, associadas a dor e febre. Subtipos: generalizada (von Zumbusch) ou localizada (mãos e pés). |
| PSORIASE PUSTULOSA | |
| PSORIASE UNGUEAL CLASSIFICAÇÃO | Alterações nas unhas, como: - "Pitting" (pequenos buracos na superfície). - Onicólise (descolamento da unha).. |
| PSORIASE UNGUEAL | |
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ARTRITE PSORIASE
CLASSIFICAÇÃO
Image:
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Inflamação articular em 10-30% dos pacientes. Envolve articulações periféricas, coluna ou sacroilíacas. |
| ARTRITE PSORIASE | |
| INSPEÇÃO - ICTIOSE DEFINIÇÃO | A ictiose é um grupo heterogêneo de doenças genéticas ou adquiridas caracterizadas por anormalidades na queratinização, levando ao ressecamento extremo e à formação de escamas na pele |
| CLASSIFICAÇÃO ICTIOSE | Ictioses Genéticas (Hereditárias) Ictioses Adquiridas |
| ICTIOSES GENÉTICAS (HEREDITÁRIAS) CLASSIFCAÇÃO | Ictiose vulgar Ictiose ligada ao X (ictiose lamelar) Ictiose lamelar Hiperqueratose epidermolítica |
| Ictiose vulgar CLASSIFICAÇÃO | Forma mais comum (1:250-1000). Herança autossômica dominante. Apresenta ressecamento, descamação fina e áreas afetadas como extremidades e tronco. Escamas mais finas e discretas em áreas de dobras (poupadas). |
| Ictiose vulgar | |
| Ictiose ligada ao X | Herança recessiva ligada ao X (afetando principalmente homens). Escamas grandes, escuras, especialmente em superfícies extensoras. Associada a deficiência de esterase de sulfatase. |
| Ictiose ligada ao X | |
| Ictiose lamelar | Herança autossômica recessiva. Afeta toda a superfície corporal. Bebês podem nascer com membrana colódica (descamação logo após o nascimento). |
| Ictiose lamelar | |
| Hiperqueratose epidermolítica | Forma grave, com espessamento da pele, bolhas e infecções recorrentes. Alterações visíveis ao nascimento. |
| Hiperqueratose epidermolítica | |
| CLASSIFICAÇÃO DA ICTIOSE ADQUIRIDA | *SECUNDARIAS A CONDIÇÕES SISTEMICAS *USO DE MEDICAMENTOS |
| SECUNDARIAS A CONDIÇÕES SISTEMICAS | Hipotireoidismo. Neoplasias malignas (ictiose paraneoplásica associada a linfoma). Sarcoidose. HIV/AIDS. |
| HIPOTIREOIDISMO MECANISMO | Redução na renovação celular epidérmica e produção de secreções sebáceas. Diminuição na retenção de água na epiderme, resultando em ressecamento e descamação |
| HIPOTIREOIDISMO CARACTERISTICA CLÍNICA | Pele seca e áspera, com descamação fina, principalmente nas extremidades. Pode estar associada a outras alterações cutâneas, como mixedema. |
| HIPOTIREOIDISMO EXAMES DIAGNÓSTICOS | Dosagem de TSH e T4 livre (níveis alterados no hipotireoidismo). |
| HIPOTIREOIDISMO TRATAMENTO | Reposição hormonal com levotiroxina melhora o quadro cutâneo. |
| NEOPLASIAS MALIGNAS - ICTIOSE PARANEOPLASICA (CONDIÇÃO MAIS COMUM) | Linfoma de Hodgkin, mas também pode ocorrer em linfomas não Hodgkin, leucemias e outros tumores sólidos. |
| NEOPLASIAS MALIGNAS - ICTIOSE PARANEOPLASICA (MECANISMO) | Alterações metabólicas ou produção de fatores humorais pelas células tumorais que afetam a pele. |
| NEOPLASIAS MALIGNAS - ICTIOSE PARANEOPLASICA (CARACTERISTICAS CLÍNICAS) | Descamação generalizada, podendo ser semelhante à ictiose vulgar. A pele pode apresentar fissuras, especialmente em áreas de flexão. |
| NEOPLASIAS MALIGNAS - ICTIOSE PARANEOPLASICA (EXAMES DIAGNOSTICOS) | Hemograma, biópsia do linfonodo ou outras investigações para confirmar neoplasia subjacente. |
| NEOPLASIAS MALIGNAS - ICTIOSE PARANEOPLASICA (TRATAMENTO) | Corticoides sistêmicos e imunossupressores para controle da sarcoidose. |
| HIV/AIDS - MECANISMO | Imunossupressão associada ao HIV leva a alterações na função da barreira epidérmica. Redução na capacidade regenerativa da pele e aumento do ressecamento. |
| HIV/AIDS CARACTERISTICA CLÍNICA | Descamação generalizada ou localizada, com prurido em alguns casos. Associada a outras manifestações cutâneas típicas do HIV (ex.: dermatite seborreica, xerose, infecções cutâneas). |
| HIV/AIDS EXAMES DIAGNOSTICOS | Testes sorológicos para-HIV (ELISA, Western blot). Contagem de CD4 para avaliar imunossupressão. |
| HIV/AIDS TRATAMENTO | Terapia antirretroviral melhora a imunidade e reduz os sintomas cutâneos. Hidratação intensiva da pele com emolientes. |
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