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FATORES DE TEXTUALIDADE
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FATORES DE TEXTUALIDADE
1 CONCEITO DE TEXTO
- Durante boa parte do século XX, o texto foi definido como uma produção escrita, em linguagem cuidada, que expressava as informações de forma clara e objetiva. No entanto, o avanço dos estudos linguísticos e da teoria da linguagem puseram em xeque esta definição, passando a entender o texto como qualquer produção linguística, falada ou escrita, de tamanho variável, que possa fazer sentido numa situação de comunicação (COSTA VAL, 1999).
- Nesta concepção, o texto é uma manifestação de linguagem que não obrigatoriamente se vincula apenas à escrita. Isso revolucionou a perspectiva do estudo do texto, pois passou a incluir manifestações não verbais, tais como: gráficos, imagens etc.
- Para Travaglia (1997, p. 22), sob esta perspectiva: [...] a língua é vista como um código, ou seja, como um conjunto de signos que se combinam segundo regras, e que é capaz de transmitir uma mensagem, informações de um emissor a um receptor. Esse código deve, portanto, ser dominado pelos falantes para que a comunicação possa ser efetivada. Como o uso do código que é a língua um ato social, envolvendo consequentemente duas pessoas, é necessário que o código seja utilizado de maneira semelhante, preestabelecida, convencionada, para que a comunicação se efetive.
- Nesta concepção, o texto é uma manifestação de linguagem que não obrigatoriamente se vincula apenas à escrita. Isso revolucionou a perspectiva do estudo do texto, pois passou a incluir manifestações não verbais, tais como: gráficos, imagens etc.
- Durante boa parte do século XX, o texto foi definido como uma produção escrita, em linguagem cuidada, que expressava as informações de forma clara e objetiva. No entanto, o avanço dos estudos linguísticos e da teoria da linguagem puseram em xeque esta definição, passando a entender o texto como qualquer produção linguística, falada ou escrita, de tamanho variável, que possa fazer sentido numa situação de comunicação (COSTA VAL, 1999).
2 A COERÊNCIA
- Além de analisamos como o sentido pode mudar conforme o leitor e a situação. Contudo, essa síntese, a respeito do conceito de texto, não nos permite uma leitura completa, pois para ser compreendido e cumprir seu objetivo, o texto deve apresentar: coerência, coesão, intencionalidade, aceitabilidade, situacionalidade, informatividade e intertextualidade
- Caro acadêmico, que a percepção da coerência, portanto, depende significativamente dos conhecimentos do leitor . Apesar de todo o cuidado que o produtor do texto possa dedicar-lhe, o leitor pode não ter os conhecimentos necessários para considerar o texto como coerente. A não coincidência desses conhecimentos é muito comum, visto que todos nós, ao longo de nossa vida, temos experiências e leituras diferentes, o que afeta a forma como lemos e interpretamos um texto que nos é apresentado.
3 A INTERTEXTUALIDADE
- No que se refere à intertextualidade, Bakhtin lembra que um texto é construído com base em outros textos e os reflete, sob vários aspectos, em si. Portanto, “todo texto se constrói como mosaico de citações, todo texto é absorção e transformação de um outro texto. Em lugar da noção de intersubjetividade, instala-se a de intertextualidade”, como definiu Kristeva (1974, p. 64).
- Lembra que prometi explicar mais a respeito da intertextualidade explícita e implícita? Vamos diferenciá-las: a explícita é perceptível porque vem acompanhada da fonte de onde foi extraído o texto “[...] como ocorre no discurso relatado, nas citações e referências; nos resumos, resenhas e traduções; nas retomadas do texto do parceiro para encadear sobre ele ou questioná-lo, na conversação” (KOCH, 2003, p. 63). A implícita não traz a fonte, sendo necessário que o leitor recorra aos seus conhecimentos de mundo para atribuir sentido ao texto, “[...] como nas alusões, na paródia, em certos tipos de paráfrase e de ironia” (KOCH, 2003, p. 63). Caso o leitor não perceba, não conseguirá interpretar a significação implícita que o autor deseja passar.
4 SITUACIONALIDADE, INFORMATIVIDADE, INTENCIONALIDADE E ACEITABILIDADE
- A SITUACIONALIDADE - O fator situacionalidade afeta de forma significativa a produção/recepção do texto. É fácil compreendermos por que é tão importante levarmos em conta o contexto situacional ao escrevermos ou interpretarmos um texto, se concordamos com Beaugrande e Dressler (1981 apud KOCH; TRAVAGLIA, 2002, p. 76): “[...] a situacionalidade refere-se ao conjunto de fatores que tornam um texto relevante para dada situação de comunicação corrente ou passível de ser reconstituída”.
- INFORMATIVIDADE - A informatividade está relacionada ao grau de previsibilidade das informações que aparecem no texto. Para entender esta afirmação, é necessário ter em mente que algumas informações podem ser consideradas óbvias, previsíveis pelo leitor. Neste caso, o texto terá um baixo grau de informatividade e tende a ser rejeitado ou depreciado pelo leitor. A situação oposta também pode desencadear esse comportamento, pois o leitor pode, até mesmo, avaliar o texto como incoerente, se só encontrar ali informações novas, para as quais não encontra suporte ou não consegue calcular seu sentido.
- INTENCIONALIDADE E ACEITABILIDADE - A intencionalidade está atrelada ao “[...] modo como os emissores usam textos para perseguir e realizar suas intenções, produzindo, para tanto, textos adequados à obtenção dos efeitos desejados”, conforme sugerem Koch e Travaglia (2002, p. 97). Já a aceitabilidade “constitui a contraparte da intencionalidade [...] segundo o Princípio Cooperativo de Grice, o postulado básico que rege a comunicação humana é o da cooperação, isto é, quando duas pessoas interagem por meio da linguagem, elas se esforçam por fazer-se compreender e procuram calcular o sentido do texto do(s) interlocutor(es), partindo das pistas que ele contém e ativando seu conhecimento de mundo, da situação, etc.” (KOCH; TRAVAGLIA, 2002, p. 98). Partindo desse princípio, entendemos porque determinadas construções, ainda que aparentemente sem sentido, são perfeitamente compreensíveis para alguns leitores.
UNIDADE 2 MECANISMOS DE COESÃO
- A COESÃO - Você já deve ter percebido que não é possível elaborarmos textos a partir de frases isoladas. Para ajudar no estabelecimento da coerência é necessário que o texto produza no seu interior relações de sentido, isto é, que seja coeso. Mas, você deve estar se perguntando, o que é a coesão? A coesão, segundo Halliday e Hasan (1976, p. 4 apud KOCH, 2004, p. 16) “[...] ocorre quando a interpretação de algum elemento no discurso é dependente da de outro. Um pressupõe o outro, no sentido de que não pode ser efetivamente decodificado a não ser por recurso ao outro”.
- É importante dizermos também que coesão e coerência são fenômenos distintos. Vamos explicar: concordamos anteriormente que a coerência não vem pronta no texto (como vimos: um texto será coerente se fizer sentido para determinados interlocutores, numa determinada situação), mas é construída a partir dele. A coesão fornece as pistas para orientar o leitor na construção do sentido (explicita as relações estabelecidas entre os elementos linguísticos que formam o texto), porém não é condição necessária nem suficiente para considerar que um texto seja um texto.
- A COESÃO - Você já deve ter percebido que não é possível elaborarmos textos a partir de frases isoladas. Para ajudar no estabelecimento da coerência é necessário que o texto produza no seu interior relações de sentido, isto é, que seja coeso. Mas, você deve estar se perguntando, o que é a coesão? A coesão, segundo Halliday e Hasan (1976, p. 4 apud KOCH, 2004, p. 16) “[...] ocorre quando a interpretação de algum elemento no discurso é dependente da de outro. Um pressupõe o outro, no sentido de que não pode ser efetivamente decodificado a não ser por recurso ao outro”.
Informações
- Descrição
- Biblioteconomia Mapa Mental sobre FATORES DE TEXTUALIDADE, criado por taise de santana em 26-07-2021.
- Criado por
- taise de santana
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